‘A maioria não se contaminou no hospital’, diz diretor do HU

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O diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Marcos Freire, acredita que os 500 profissionais que testaram positivo para a Covid-19, entre os 1.130 avaliados e encaminhados ao Laboratório de Virologia Molecular pelo Serviço de Saúde do Trabalhador (Sesat), foram contaminados fora da unidade hospitalar da UFRJ.

“A maioria não se contaminou no hospital porque há equipamentos de proteção individual”, disse, relacionando também outras medidas de proteção adotadas e que recomendadas pelo Grupo de Trabalho Multidisciplinar da UFRJ para proteção dos profissionais que atuam nas unidades hospitalares. Algumas das medidas, informou, dizem respeito à capacitação e organização do trabalho dos profissionais contratados emergencialmente e a adequação dos espaços coletivos.

Dúvida
Segundo Freire, o mais provável é que a maioria dos trabalhadores do HUCFF testados positivos para o vírus foi contaminada nas clínicas particulares onde também trabalham. “Provavelmente tem alguém que se contaminou no hospital, mas não temos como saber. Quando quase não tínhamos pacientes da Covid-19, já havia muitos funcionários doentes. A contaminação começou lá fora. Aqui havia rigor. Mas vamos levantar entre aqueles que atenderam pacientes com Covid-19 se foi contaminado ou não no hospital. Provavelmente será pouca gente”, calcula o diretor.

Orientações seguidas
Freire garante que desde o início da pandemia, o hospital organizou setores separados dos demais para o atendimento de pacientes suspeitos com a Covid-19. Já na triagem, segundo ele, os casos suspeitos eram encaminhado para a Emergência ou para atendimento no sétimo andar, onde ficava a Emergência não-Covid-19. No Centro Cirúrgico também havia salas destinadas somente para os pacientes com a Covid-19.

Também foram proibidas visitas e uma equipe de comunicação criada pelo hospital se encarregava de informar aos familiares sobre o estado dos internos com a Covid-19. Visitas liberadas só as virtuais com tablets a partir de um determinado momento. Psicólogos e psiquiatras foram mobilizados para prestar apoio aos parentes das vítimas do novo coronavírus.

Outra medida adotada pela direção do hospital para preservar os profissionais foi criar uma central de paramentação para entrega dos equipamentos de proteção individual aos plantonistas e onde também faziam a paramentação e a desparamentação. Além disso, a direção do HUCFF deslocou para uma área exclusiva, o atendimento de casos suspeitos entre os servidores pelo Serviço de Atenção ao Trabalhador.

EPIs
Segundo diretor, com o apoio de doares, como o Movimento União Rio e a Fundação Coppetec, o hospital conseguiu garantir equipamentos de proteção individual (EPIs) para todos os profissionais, realizar reformas e adequações no prédio, contar com o trabalho de pessoal de saúde e técnicos de outras áreas e apoio para realização de reparos em equipamentos.

Muitos profissionais, principalmente os contratados emergencialmente, tiveram que ser treinados para usar corretamente os EPIs. Outro cuidado da direção, segundo Freire, foi improvisar locais para serem usados como dormitórios e como espaços de descanso pelos servidores. Foram 30 vagas distribuídas nos 8º e 9º andares, equipados com bicamas, lençóis, cobertores, toalhas e mais os equipamentos de proteção individual.

 

 

 

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