Está em curso, desde o dia 19, a 12ª edição do Seminário de Integração dos Técnico-Administrativos em Educação, Sintae. Segue até o dia 23, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), em formato híbrido. Esta edição conta com 226 trabalhos inscritos e 450 participantes entre autores e coautores; mais de 70 pessoas na Comissão Organizadora e de 40 instituições do Brasil, aglutinando cerca de 700 pessoas contando ouvintes.
O seminário tem a proposta de promover a integração dos TAE de todas as universidade e instituições de ensino superior do país, com foco na troca de conhecimentos e experiências, anunciam os organizadores, informando que o evento retornou em 2026 após um hiato de dois anos e que esta é a maior edição do seminário, pela primeira vez em modelo híbrido.
A programação é estruturada por meio de 19 Grupos de Trabalho (GTs), que organizam as apresentações e discussões por áreas temáticas. “Esses espaços permitem a circulação de experiências institucionais e contribuem para a reflexão sobre as atividades desempenhadas pelas(os) técnicas(os)-administrativas(os) no âmbito das universidades públicas”, informa o texto de abertura do caderno de programação.
Veja a íntegra em https://www.sintaeufrj.org/
Desafios TAEs ultrapassam os limites de uma única instituição
O evento é promovido por uma Comissão Organizadora interinstitucional de cerca de 100 pessoas composta por servidoras(es) técnico-administrativas(os), reforçando o caráter colaborativo da iniciativa. Integram esta equipe a coordenadora geral do SINTUFRJ Laura Gomes Barreto, e Guilherme da Silva e Souza, ambos técnicos-administrativos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), que coordenaram também o GT 18, Práticas, saberes e produção do cuidado em espaços universitários. Eles produziram um relato sobre esta participação. Veja a seguir:
Visibilidade da produção TAE


“Participar da coordenação do GT 18, foi uma experiência de grande relevância profissional, acadêmica e humana. Para nós, Laura e Guilherme, essa vivência reafirmou a importância de reconhecer, valorizar e dar visibilidade aos conhecimentos produzidos pelos TAEs no cotidiano da universidade pública.
A experiência na coordenação do GT 18 também foi enriquecedora pela diversidade dos participantes. Recebemos trabalhos e contribuições de profissionais vinculados a outras universidades, inclusive do estado da Bahia, o que ampliou as possibilidades de intercâmbio e evidenciou que os desafios, as experiências e os saberes dos TAEs ultrapassam os limites de uma única instituição. Essa participação reafirmou a importância de construir redes de diálogo e cooperação entre universidades públicas, valorizando as particularidades de cada realidade e identificando possibilidades de atuação conjunta.
Sintae fortalece a identidade profissional
Os TAES possuem conhecimentos amplos, construídos ao longo de suas trajetórias profissionais, da formação acadêmica, da educação continuada e da atuação direta nos diferentes setores da universidade. Nos hospitais universitários, nas unidades acadêmicas, nos laboratórios, nos serviços administrativos, nos projetos de extensão e nas diversas áreas institucionais, esses trabalhadores acumulam experiências fundamentais para o funcionamento da universidade e para o desenvolvimento de ações que articulam ensino, pesquisa, extensão e assistência.
Entretanto, nem sempre esse conhecimento recebe a visibilidade e o reconhecimento que merece. Por isso, espaços como o SINTAE são tão importantes: permitem que os trabalhadores apresentem suas experiências, sistematizem suas práticas, compartilhem metodologias e demonstrem que também são protagonistas na construção do conhecimento institucional.
A apresentação de trabalhos acadêmicos por TAEs fortalece sua identidade profissional, amplia o diálogo entre diferentes áreas e contribui para superar a visão limitada de que esses servidores desempenham apenas funções técnicas ou operacionais. Coordenar esse grupo de trabalho foi, portanto, uma oportunidade de contribuir para a valorização dos colegas TAEs e para o fortalecimento de uma cultura institucional que reconheça a diversidade de conhecimentos presentes na UFRJ.
Cada trabalho apresentado representou uma experiência que merece ser conhecida, debatida e compartilhada, mostrando que o cotidiano profissional também é fonte de reflexão crítica, inovação e produção científica.
O SINTAE 2026 reafirmou, para nós, que os TAEs não apenas fazem a universidade funcionar: eles também pensam, pesquisam, desenvolvem práticas, produzem conhecimento e transformam a realidade institucional. Dar visibilidade a essa produção é fortalecer a universidade pública, ampliar o reconhecimento desses profissionais e reafirmar que o conhecimento se constrói”.




