Elza Soares canta e encanta a comunidade UFRJ

Compartilhar:

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on whatsapp

A voz rascante da mulher e artista do milênio, acompanhada do músico J P Silva, Elza Soares foi a grande atração musical do Festival do Conhecimento da UFRJ, na terça-feira, 14. “Universidade vive” é um evento organizado pela Pró-Reitoria de Extensão em comemoração ao centenário da instituição, as atividades gravadas e ao vivo acontecem até o dia 24 de julho. Veja a programação completa pelo site festivaldoconhecimento.ufrj.br.

O show “100 anos de UFRJ, 90 anos de Elza teve duração de 50 minutos e 5,7 mil visualizações. Em 1999, Elza foi eleita a “melhor cantora do milênio” pela BBC, sendo descrita como “uma mistura de Tina Turner e Celia Cruz” pela Time Out . Essa ilustre, vibrante, talentosa e militante brasileira é sobrevivente da pobreza, da fome e do racismo, aniversaria na sexta-feira, 23.

Nascida em 1937 na favela Maria Bonita, no Rio de Janeiro, a filha de um operário e de uma lavadeira precisou aprender desde cedo a sobreviver: aos 12 anos foi obrigada pelo pai a casar, aos 13, teve seu primeiro filho e, aos 15, viu o segundo falecer.

Ao longo da vida, gerou nove filhos, mas cinco faleceram – sendo três de fome. Aos 20 anos, Elza conciliava sua vida de cantora com outras profissões, como encaixotadora e conferente. Aos 21 ficou viúva de seu primeiro marido e aos 32 conheceu o segundo, o astro do futebol Garrincha.

Nesse momento, já reconhecida como um dos nomes do samba brasileiro, a cantora sofreu com os holofotes: foi chamada de “vadia” pelo país, ao se envolver com o jogador, que largou a esposa para se casar com Elza. Era xingada de “bruxa” pelos amigos do marido, que não aceitavam sua relutância em deixá-lo beber (tentando protegê-lo de seu alcoolismo). Em 1969 precisou lidar com a morte da mãe, Rosária Maria Gomes, em um acidente de carro provocado pela embriaguez de Garrincha.

Hoje, com 60 anos de carreira, a cantora continua surpreendendo. Em 2015 , aos 79 anos, lançou seu primeiro álbum com músicas inéditas, o A Mulher do Fim do Mundo. O disco, que discute racismo, machismo e feminicídio, ganhou no ano passado o Grammy Latino de melhor álbum de Música Popular Brasileira; ocupou a décima colocação na lista do editor de artes Jon Pareles, do jornal The New York Times e ficou entre os 50 melhores discos da lista do Pitchfork, um site independente de crítica musical. Por conta desse trabalho, Elza Soares foi eleita personalidade Cultural de 2016 nos Prêmios Bravo!

Elza gravou o primeiro clipe da carreira somente em 2017, que atingiu a marca de milhão de visualizações no YouTube há dois dias.

 

 

COMENTÁRIOS