Os alunos do Curso de Medicina da UFRJ em Macaé promoveram manifestação na tarde desta terça-feira, 26, para denunciar a situação do curso e exigir providências da Reitoria da UFRJ.
O curso enfrenta graves dificuldades estruturais, falta de professores e preceptores e ausência de campos práticos suficientes. Essas condições comprometem não apenas a formação dos futuros médicos, são 360 alunos, mas também a qualidade da assistência prestada à população.
O estudante do 7º período de Medicina, Manuel Jorge Couto, afirma que os alunos querem que a Reitoria da UFRJ possa atender a demanda do Curso de Macaé como atendem ao curso do campus do Fundão.
“Nossas demandas precisam ser atendidas, assim como são as do Rio (campus do Fundão). Nosso principal problema é a falta professores em áreas específicas. Estamos sem professores de dermatologia, reumatologia e doenças infecto parasitárias. E nessas duas últimas cadeiras, estamos há três anos sem professores efetivos”, revela Manuel.
O estudante informa também que estão sendo prejudicados na prática médica por não terem campos práticos suficientes para treinar e exercitar aquilo que foi aprendido na faculdade. E não têm preceptores suficientes, aquele professor que está no hospital e acompanha o aluno em seu treinamento.
“Infelizmente estamos com essa insuficiência e defasados no internato nos últimos dois anos”, lamenta.
Manuel informa que a Reitoria itinerante esteve em Macaé em julho, prometeu providências e tudo continua na mesma.
“Queremos professor. Seja concursado ou não. Que a Reitoria supra a necessidade de professores no corpo docente de Macaé independente de processo seletivo”, defende o estudante.
Ato
O Centro Acadêmico de Medicina 2 de Abril, em colaboração com o DCE Mário Prata, em sua página no Instagram, convocou todos os estudantes, profissionais de saúde e a população macaense para se unirem na luta contra o sucateamento da formação dos alunos da Medicina e do SUS em Macaé, chamando para o ato de terça-feira.
“Hoje, estudantes se unem para denunciar o descaso com a nossa formação:
. Falta crônica de professores
. Déficit de preceptores no internato
. Infraestrutura precária que limita ensino e pesquisa
Estamos aqui para dizer que a medicina de qualidade precisa existir também em Macaé!
A luta pela formação médica é a luta pela saúde pública!
Sucatear a educação médica é sucatear a saúde do povo! Não aceitaremos que a saúde e a formação médica sejam negligenciadas. Venha somar nessa luta. Só com mobilização vamos garantir uma formação digna e uma saúde pública de qualidade para Macaé e para todo o Brasil.”





