Presidente nacional da CUT afirma que, desde a sua fundação, a Central tem sido um alicerce na construção da democracia, com direitos, empregos, igualdade e justiça social comprometida com a classe trabalhadora

No dia em que a Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras completa 42 anos de fundação, o presidente nacional Sérgio Nobre destaca e homenageia o que a CUT tem, segundo ele, de mais precioso: os seus sindicatos de base, que se tornaram referência nacional e internacional de resistência, luta e conquistas, mudando a vida da classe trabalhadora brasileira. “Os nossos sindicatos fizeram da CUT uma referência de combatividade e de compromisso de classe no Brasil e no mundo, afirma Sérgio Nobre.

“Desde a sua fundação, em 28 de agosto de 1983, a nossa Central tem sido um alicerce na construção da democracia, com direitos, empregos, igualdade e justiça social no nosso país”, diz. Sérgio Nobre destaca, também, que nesses 42 anos, a CUT faz a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e de todo o povo brasileiro e que essa defesa fez de sindicatos de base exemplo e ponto de apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras no território onde atuam.

Sérgio Nobre garante: “seguiremos assim, fortalecidos e nos reinventando diante das mudanças sem precedentes no mundo do trabalho, que levaram a CUT a tarefa de representar e defender a inclusão e os direitos de milhões de brasileiros e brasileiras que seguem à margem da legislação trabalhista, sem carteira assinada e precarizados”.

“É o que nossas estaduais, nossos ramos e sindicatos estão fazendo no Brasil inteiro:  lutar por toda a classe trabalhadora, não somente pelos trabalhadores que são formais, com carteira assinada”, complementa o presidente nacional da CUT.

Sergio Nobre destaca que, mesmo com toda a perseguição e ataques que a CUT e a organização sindical enfrentaram a partir do golpe de 2016 – resistindo aos governos de Michel Temer e aos retrocessos impostos por Jair Bolsonaro -, a Central manteve a disposição de ação e de luta. Mobilizada e unindo o movimento sindical e popular para defender e restabelecer a democracia tão atacada na gestão caótica do agora ex-presidente réu e inelegível.

“Resistimos e vencemos a pandemia. Derrotamos nas urnas a extrema-direita e reelegemos Lula presidente pela terceira vez, e vamos reelegê-la novamente em 2026”, conclamou o presidente nacional da CUT.

Sérgio Nobre aponta, porém, que os desafios seguem gigantescos e se tornarão ainda maiores no próximo período rumo as eleições no ano que vem. “Por isso, temos de preparar e animar a nossa militância para as nossas lutas prioritárias”. São elas: combater e impedir a pejotização irrestrita, aprovar a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a taxação dos super-ricos e o fim da escala seis por um.  Para isso, segundo avalia Sérgio Nobre, é essencial fortalecer as negociações coletivas e o sindicato cidadão, “que é uma marca da nossa central”, ir além do local de trabalho, estar na comunidade, nos bairros

O dirigente soma à pauta histórica e atual da CUT a defesa da soberania nacional, que, destaca ele,  vem sendo atacada sistematicamente pelo presidente dos Estados Unidos, “que está usando uma chantagem criminosa para taxar as exportações brasileiras, colocando em risco empresas e empregos no Brasil”.

Ao falar da importância da CUT para a classe trabalhadora, a democracia e a soberania brasileira nesses 42 anos da Central, Sérgio Nobre, convoca à luta. “Iremos às ruas no próximo dia 7 de setembro em todo o país para defender a nossa pauta e a soberania nacional”.

O objetivo, afirma o presidente, é mostrar que a CUT, os movimentos sindical e popular, são o alicerce da democracia e que não há democracia sem sindicatos fortes. “Até lá, nossa tarefa é impulsionar a participação do povo no plebiscito popular, que tem contribuído, em muito, para dar visibilidade as pautas prementes da classe trabalhadora e para mostrar a toda a população quem realmente defende o Brasil”.

2026 DE LUTA

O presidente nacional da CUT destacou que 2026 já está em curso, pois a extrema-direita segue usando todas as armas espúrias e mentiras para retomar o poder na República e ampliar sua bancada no Congresso Nacional e governos estaduais. “Nossa tarefa é animar nossas bases, a nossa militância em todo o Brasil para consolidar nossas vitórias, avançar ainda mais para que o país siga no rumo que está, de uma nação democrática, soberana, com direitos, empregos decentes, renda e desenvolvimento sustentável”.

E destaca: “a CUT seguirá como fez nesses 42 anos, promovendo a solidariedade de classe, presente na luta por melhores salários, melhores condições de trabalho, contra as injustiças sociais, pela afirmação da igualdade contra todo tipo de discriminação em defesa dos direitos humanos, contra o autoritarismo, o fascismo e atuando pela construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, justa, humana e plena de direitos”.

O presidente nacional da CUT fez questão de ressaltar a grandeza do trabalho das dirigentes e dos dirigentes de todos os entes da Central e parabenizar, especialmente, os milhões de militantes anônimos e anônimas, que, nos locais de trabalho, nas ruas, em todo os territórios do Brasil, participaram das mobilizações “e são os grandes responsáveis por nossa bela história de luta da nossa central.

“Viva a classe trabalhadora, viva a CUT em seus 42 anos de luta”, finaliza Sérgio Nobre.

 

Este foi o tema do evento realizado na quinta-feira, 28, no Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida, na UFRJ, organizado pelo Coletivo de Mulheres do Centro de Tecnologia (CT), Coletivo de Mulheres da Psicologia e da Física e pelos  Centros Acadêmicos de Engenharia, Farmácia, Química e  Biblioteconomia. Constaram da programação debates e diálogos, oficina de cartazes e ato de conscientização na Faculdade de Letras.

Fizeram parte da mesa a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ), a vereadora Thais Ferreira (Psol-RJ), a coordenadora de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj, Marli Rodrigues, Marianna Zattar, pesquisadora da Fiocruz e professora associada da UFRJ e Luciane Beckman, coordenadora da Rede Medeia Info. Os diálogos foram mediados pelas lideranças estudantis Rafaela Moreira, do Centro Acadêmico de Engenharias da Uerg, Ana Carolina Costa, do Centro Acadêmico da Gestão Mariza Russo e Ágora de Biblioteconomia da UFRJ.

Experiências socializadas

“Foram vários relatos, diálogos francos e acolhedores”, resumiu a dirigente do Sintufrj. “Minha missão foi contar sobre a luta em defesa da Casa de Acolhimento Almerinda Gama, no Centro do Rio, sob ameaça de ser tomada pelo governador Claudio Castro. Pela manhã participei de um ato de resistência organizado pelo Coletivo Olga Benário. Dani Balbi se comprometeu a nos ajudar”, acrescentou Marli Rodrigues.

“Cuidado e Orgulho” foi o tema do evento realizado nesta quinta-feira, 28, em auditório da Coppe, para discutir sobre saúde, prevenção e pertencimento da população LGBTQIAPNb+ na UFRJ. A iniciativa da Diretoria de Gênero e Pertencimento, da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), reuniu os especialistas Gab Van (homem trans e ativista), Nilson Junior (DiversiLiga), Guilherme Jacques (Rio Sem LGBTfobia), Helena Gonçalves (Liga de Enfermagem em Saúde da População Negra da UFRJ), Weni (Coletivo Trans da UFRJ) e Leandro Duarte (CTA/Hessfa/UFRJ). O debate foi mediado por Cecília Izidóro, do Departamento de Enfermagem da Escola Anna Nery.

“Foi um espaço de diálogo que reafirmou a necessidade de fortalecer a formação profissional e as práticas de saúde que respeitem a diversidade, destacando que saúde e dignidade devem caminhar juntas”, definiu o organizador do evento, Marcio Neves. “Durante as falas foram levantadas questões centrais, como a invisibilidade do corpo trans no sistema de saúde, que ainda dificulta o acesso a atendimentos básicos e especializados, e o despreparo de profissionais de saúde para lidar com as especificidades da comunidade LGBTQIAPNb+, o que resulta em barreiras de acolhimento e desigualdades no cuidado”, acrescentou o integrante da Diretoria de Gênero e Pertencimento (FOTO RENAN SILVA)

Os alunos do Curso de Medicina da UFRJ em Macaé promoveram manifestação na tarde desta terça-feira, 26,  para denunciar a situação do curso e exigir providências da Reitoria da UFRJ.

O curso enfrenta graves dificuldades estruturais, falta de professores e preceptores e ausência de campos práticos suficientes. Essas condições comprometem não apenas a formação dos futuros médicos, são 360 alunos, mas também a qualidade da assistência prestada à população.

O estudante do 7º período de Medicina, Manuel Jorge Couto, afirma que os alunos querem que a Reitoria da UFRJ possa atender a demanda do Curso de Macaé como atendem ao curso do campus do Fundão.

“Nossas demandas precisam ser atendidas, assim como são as do Rio (campus do Fundão). Nosso principal problema é a falta professores em áreas específicas. Estamos sem professores de dermatologia, reumatologia e doenças infecto parasitárias. E nessas duas últimas cadeiras,  estamos há três anos sem professores efetivos”, revela Manuel.

O estudante informa também que estão sendo prejudicados na prática médica por não terem campos práticos suficientes para treinar e exercitar aquilo que foi aprendido na faculdade.  E não têm preceptores suficientes, aquele professor que está no hospital e acompanha o aluno em seu treinamento.

“Infelizmente estamos com essa insuficiência e defasados no internato nos últimos dois anos”, lamenta.

Manuel informa que a Reitoria itinerante esteve em Macaé em julho, prometeu providências e tudo continua na mesma.

“Queremos professor. Seja concursado ou não. Que a Reitoria supra a necessidade de professores no corpo docente de Macaé independente de processo seletivo”, defende o estudante.

Ato

O Centro Acadêmico de Medicina 2 de Abril, em colaboração com o DCE Mário Prata, em sua página no Instagram, convocou todos os estudantes, profissionais de saúde e a população macaense para se unirem na luta contra o sucateamento da formação dos alunos da Medicina e do SUS em Macaé, chamando para o ato de terça-feira.

“Hoje, estudantes se unem para denunciar o descaso com a nossa formação:

. Falta crônica de professores

. Déficit de preceptores no internato

. Infraestrutura precária que limita ensino e pesquisa

Estamos aqui para dizer que a medicina de qualidade precisa existir também em Macaé!

A luta pela formação médica é a luta pela saúde pública!

Sucatear a educação médica é sucatear a saúde do povo! Não aceitaremos que a saúde e a formação médica sejam    negligenciadas. Venha somar nessa luta. Só com mobilização vamos garantir uma formação digna e uma saúde pública de qualidade para Macaé e para todo o Brasil.”