Problemas de infraestrutura do CAp ainda sem solução

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O muro do Colégio de Aplicação (CAp) caiu em junho e as crianças da Educação Infantil seguem instaladas precariamente na unidade que fica na Zona Sul, mas sofre com vários problemas de infraestrutura. Em visita ao CAp, dia 30 de julho, o reitor e equipe foram cobrados pela comunidade do colégio por providências.

Além do muro que caiu dia 21 de junho, não há espaço adequado para a Educação Infantil, não há refeitório, existem rachaduras no chão e nas paredes das salas, infiltrações e a rede elétrica está obsoleta. As crianças da Educação Infantil, cuja sede no Fundão foi interditada há três anos, seguem amontoadas em apenas duas salas do CAp.

Espaço

Segundo a Reitoria, a licitação para contratação da empresa que realizará a obra do novo espaço na Ilha do Fundão foi finalizada, e a expectativa é de que o projeto seja apresentado em sete meses. Até lá a vice-reitora informou que se procura outros espaços. “Estamos procurando outros espaços; estamos muito empenhados nisso”, afirmou a vice-reitora, Cássia Turci, à comunidade durante a visita.

O reitor Roberto Medronho apresentou as dificuldades da Universidade que, ao longo dos últimos 12 anos, teve seu orçamento cortado pela metade. Ele ressaltou o esforço feito pela Reitoria e órgãos da instituição para que as demandas do CAp possam ser atendidas. “Lutaremos com todo o esforço para que tenhamos aqui um espaço mais digno de trabalho, de pesquisa, de ensino, de extensão para todo o corpo social”, disse Medronho.

Grupos de representantes dos pais de alunos também se manifestaram na visita. Além de questões referentes à alimentação dos estudantes, eles apontaram como um dos problemas a localização do colégio, o que afeta principalmente o cotidiano dos pais de estudantes atendidos pelo Núcleo de Educação Especial e Inclusiva (NEEI).  Muitas mães saem de outros municípios, e aguardam os filhos em uma praça em frente ao CAp durante todo o período letivo do dia.

Quanto ao muro, a direção do CAp informou que a reforma está avançada e dentro do cronograma previsto. Além dos tapumes, foram instalados madeirites para reforçar o isolamento do canteiro de obras para garantir maior segurança e reduzir possíveis incômodos. Segundo o informe, as etapas que demandavam maior ruído foram concentradas no período de férias. E que a partir de agora a maior parte dos trabalhos se concentrará no acabamento.  A direção pede à comunidade compreensão e colaboração durante o processo de reconstrução.

Depoimento: DESAFIO COTIDIANO

 

“Trabalhar na escola durante a obra do muro, e já antes com a sua interdição e a interdição de espaços importantes como a quadra e o pátio lateral, tem sido um desafio constante. O espaço reduzido impacta diretamente a rotina, exigindo adaptações diárias tanto dos profissionais quanto dos alunos. As atividades precisam ser reorganizadas, e a circulação se torna mais difícil, o que afeta, principalmente, os momentos de recreio, além dos períodos de entrada, saída e o desenvolvimento das aulas. Especialmente nos recreios, o acúmulo de todos os alunos em um único espaço do pátio coberto tem gerado um nível de ruído bastante elevado e constante, o que torna o ambiente mais estressante e, em muitos momentos, causa desconforto auditivo para quem está por perto”

Vinicius Sirvinskas Ferreira, assistente de alunos

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