A manutenção ou não do Adicional Por Plantão Hospitalar (APH) pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que desde junho de 2024 administra o Complexo Hospitalar da UFRJ, passou a ser uma preocupação dos servidores RJU de enfermagem do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) – entre outros problemas que auxiliares, técnicos e enfermeiros enfrentam no dia a dia da atual realidade da maior unidade federal de saúde, ensino, pesquisa e extensão.
Na sexta-feira, 19, por solicitação do grupo de profissionais criado para debater o APH e as outras questões ligadas a relações de trabalho na unidade, o Sintufrj participou da reunião com a chefe da Divisão de Enfermagem, Keroulay Estebanez, e o chefe da Divisão de Gestão de Pessoal, Leandro Lima. Por cerca de duas horas o acesso ao adicional (um plantão a mais de 12 horas) foi debatido entre as partes. Na avaliação dos dirigentes sindicais e servidores, foi um bom início de entendimento sobre o tema.
Reconhecimento
A partir dos argumentos dos servidores e dos coordenadores do Sintufrj, Francisco de Assis e Esteban Crescente (Coordenação-Geral), e das coordenadoras de Comunicação, Luciana Borges, e de Administração e Finanças, Ana Mina (ambas da área de enfermagem do IPPMG e do HUCFF, respectivamente), a chefe da Divisão de Enfermagem admitiu que “são imensas as questões administrativas no hospital”, e sobre a APH, afirmou: “Ainda precisamos do APH para manter nossa escala técnica”.
De acordo com Karoulay Estebanez, as últimas contratações da Ebserh foram distribuídas entre as três unidades hospitalares do Complexo Hospitalar da UFRJ (além do HU, o IPPMG e a Maternidade Escola) que a empresa administra, portanto, a Divisão de Enfermagem no Hospital Universitário continua com déficit de pessoal. “Os profissionais de enfermagem são peças fundamentais desta máquina (HU). A gente faz uma enfermagem diferente. Esse é um ponto de destaque fundamental”, ressaltou a chefe. FOTOS RENAN SILVA






