Celebração da vida e das muitas histórias compartilhadas ao longo de mais de três décadas de convivência na universidade. Essa foi a essência do 3º Encontro de Amigos da UFRJ que na sexta-feira, 10 de outubro, reuniu 154 trabalhadoras e trabalhadores da instituição, em atividade ou já aposentados, no Grêmio da Coppe. A maioria dos presentes eram técnicos administrativos em educação. Clássicos dos anos 60, 70 e 80 embalaram os abraços emocionados.
Os idealizadores e responsáveis pela realização desta festa especial desde a primeira edição, em 2018, são os servidores Rosângela Gambine, atual diretora da Divisão de Documentação Fiscal, e Carlos Chaves, da Emergência do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. A necessária logística técnica é garantida pela Ana Ribeiro, superintendente-geral da Tecnologia da Informação e da Comunicação. Apoio político: Sintufrj e Adufrj.
A cantora Clara Costa acompanhada de violão e bateria, Rodriguinho dos teclados e o discotecário Paulo Rocha (da Divisão de Transportes da UFRJ), com seus discos de vinis, executaram a trilha sonora escolhida. A música marcou os passos das gerações presentes e levou emoção aos diálogos e narrativas dos reencontros inesquecíveis.
“O 3º Encontro de Amigos da UFRJ foi um momento marcante e, sem dúvida, o mais desafiador de todos. Buscamos caprichar em cada detalhe, com atenção redobrada, para que nada faltasse e tudo acontecesse com excelência. Muitos colegas aguardavam esse reencontro especial, desejando participar antes da aposentadoria e celebrar o encerramento de um ciclo de dedicação à nossa universidade. Ao vermos tantos rostos felizes e abraços sinceros, sentimos que todo o esforço valeu a pena. Fica a gratidão e a certeza de um dever cumprido com muito amor pela UFRJ”, disse Rosângela Gambine.
“O 1º Encontro, em 2018, ficou marcado na história da UFRJ. Logo em seguida, planejávamos realizar o segundo, mas que somente aconteceu em 2022 devido à pandemia de covid. A edição da festa daquele ano reacendeu ainda mais o desejo de consolidar nosso Encontro em um verdadeiro evento cultural da UFRJ. Os servidores sempre nos incentivam a realizar novas edições, reconhecendo nossa organização exemplar, o compromisso e a atenção aos detalhes. Enfim, estamos imensamente felizes com a presença de todos que fizeram do 3º Encontro de Amigos da UFRJ um momento realmente memorável”, destacou Carlos Chaves.
“Maravilha!”
Denise Góes, 37 anos de UFRJ, superintendente de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade: “Maravilhoso ver a evolução dos servidores técnicos administrativos. Nosso papel hoje na universidade é outro.”
Maria Lenilva, desde 1978 na UFRJ, atualmente aposentada e coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical do Sintufrj: “São muitas histórias para revivermos com nossos antigos companheiros de trabalho, e esse é um momento ideal.”
“Nos meus 42 anos de UFRJ, gosto de lembrar que a universidade salvou vidas na Vila do João com a atuação da nossa equipe no Posto de Saúde sob a responsabilidade da Faculdade de Medicina. São muitas histórias para serem relembradas”, disse Neuza Luzia, atual Pró-Reitora de Pessoal.
“Gostaria que essa festa acontecesse todo fim de semana”, reivindicou o professor aposentado da Faculdade de Odontologia Edilson Dutra.
Isabel Gondin, 30 anos de instituição, coordenadora da Superintendência-Geral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho: “A festa está ótima. Muito bom rever ex-colegas e amigos.”,
“Tenho 36 anos de UFRJ e entrei organizando arquivos e vou sair fazendo a mesma tarefa. Estou digitalizando documentos, um trabalho de proteção da história, como se tirássemos fotos”, contou, orgulhosa, a gerente Administrativa na Coppead (Escola de Negócios da universidade), Mônica Marques, num intervalo de uma dança.
“Há 46 anos atuei no Setor de Pagamento, me aposentei, e estar aqui, revendo amigos é uma higiene mental importante”, afirmou Ronaldo Carvalho Frasano.
“Todas as vezes esses encontros são sensacionais, porque conseguir reunir os servidores que estão na UFRJ há décadas é maravilhoso. O ápice é a festa de fim de ano do Sintufrj, em dezembro, que coroa mais um ciclo”, festejou Marcello Cantizano, 36 anos de universidade e sempre atuando na Decania do CLA.
“Estou aqui para saudar a iniciativa pela realização desses encontros, que integra a categoria e aproxima os aposentados de ex-companheiros e da UFRJ”, destacou Francisco de Assis, coordenador-geral do Sintufrj e de Comunicação da Fasubra.
“Nasci na UFRJ, minha mãe era puericulturista, tenho 37 anos como servidora, sou enfermeira do trabalho na Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador. A pedido do ex-reitor Horácio Macedo, montei um novo grupo de trabalho na então Divisão, agora CPST. Amo essa universidade”, registrou Rosemarie Portella.
“Evento extraordinário. Passa pela cabeça da gente histórias que vivemos com muitas pessoas que estão aqui. É emocionante!, compartilhou Roberto Gambine, há 37 anos na UFRJ. Ele já foi pró-reitor de Pessoal e de Finanças, dirigente do Sintufrj e agora é diretor adjunto do Instituto de Doenças do Tórax.
“Toda iniciativa que promove a socialização do servidor é muito importante. Muitas vezes o técnico administrativo fica fechado no seu local de trabalho sem ter oportunidade de conviver socialmente com os colegas. Além disso, esses encontros são mais uma oportunidade de reaproximar o aposentado da UFRJ”, disse a coordenadora-geral do Sintufrj Sharon Stéfani.
“Rever pessoas e histórias que vivemos juntos, em momentos difíceis ou bons, nos dá uma oxigenada”, concluiu Agnaldo Fernandes. Nos 37 anos de UFRJ, ele foi ex-reitor de Pessoal, ex-coordenador do Sintufrj e da Fasubra e no momento é o superintendente-geral do Centro de Tecnologia.
Para Darlene Duarte, técnica de laboratório da EBA, “nosso tempo na UFRJ é muito legal”. Ela é servidora há 36 anos.
“Estou vindo pela primeira vez e estou encontrando gente muito querida do meu tempo de UFRJ”, constatou, emocionada, Terezinha Lima de Souza, que durante 30 anos atuou na Reitoria. Aposentada há 10 anos, a companheira foi uma grata surpresa no 3º Encontro de Amigos da UFRJ. Militante aguerrida e muito querida pela categoria.
A aposentada Regina Célia Alves Soares Loureiro, carinhosamente chamada de Regininha, foi uma das mais festejadas na festa. Ela foi a primeira técnica administrativa a receber o título de emérita na instituição. Foram 43 anos de bons serviços prestados à UFRJ.
“É muito bom reencontrar colegas com saúde, pessoas queridas que fizeram parte da nossa história na universidade”, comemorou Cleide Lima, 38 anos de UFRJ, diretora de Extensão da Coppe.
“Esse Encontro é importante para a categoria. Além de celebrar a afirmação de identidade dos trabalhadores na UFRJ, a gente vê aqui a essência, a geração que colocou os tijolos para a sociedade como um todo”, celebrou Esteban Crescente, coordenador-geral do Sintufrj.
“Encontrei pessoas amigas, pessoas que não se deixavam influenciar pelas divergências políticas. Foi um tempo de aprendizado, e tenho muito orgulho de ter servido à categoria no Sintufrj”, relembrou Evandro Cardoso, aposentado desde 2017 da UFRJ.
“Participo pela primeira vez, e está muito bem organizado esse encontro. Encontrei servidores que trabalharam comigo anos atrás. Acho que o evento deveria ser mais divulgado para dar oportunidade a mais pessoas participarem”, sugeriu Vera Telles, 42 anos de UFRJ e do Núcleo de Orientação de Atendimento a Aposentados e Pensionistas.
O aposentado Oswaldo Antônio da Silva, que trabalhou na área de tecnologia do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), definiu o evento como “Maravilhoso!” Segundo ele, estar com amigos é o melhor presente da vida. “Esta é uma oportunidade de reatarmos vínculos de amizade e camaradagem que sempre tivemos aqui.”
“Festa maravilhosa. Proponho que seja realizada duas vezes por ano: uma no início e outra mais para o final. Muito bom celebrar a vida e rever amigos”, opinou Eliane Nascimento, do Museu D. João VI, com 31 anos de UFRJ.
“Estou adorando. Foi bom reencontrar pessoas que não via há muitos anos”, comemorou Antonieta Gimenes, que completará 39 anos de UFRJ em dezembro. Ela trabalha na Pró-Reitoria de Graduação exercendo a função de procuradora educacional e institucional.
“Manter nosso vínculo é muito importante, o que está sendo dificultado pelo trabalho remoto. Construímos laços muito queridos e precisamos mantê-los. Esses encontros são uma forma disso acontecer”, observou Iris Mara, coordenadora de Integração Acadêmica do Centro de Tecnologia.
“Muito bom encontrar pessoas, mas sinto saudades da interação que havia no passado entre nós, servidores”, lamentou Rita Anjos, há 37 anos na UFRJ, trabalhando atualmente na Universidade Cidadã.





