Sala de aula no CCMN atingida por disparo. Reitoria suspende aulas

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A comunidade do Complexo da Maré iniciou a manhã desta quarta-feira, dia 26, em meio a intenso tiroteio em mais operação da Polícia Civil. Uma criança foi baleada dentro da sala de aula e dois projéteis perfuraram a parede de sala de aula do CCMN na UFRJ. Operação continua nesta tarde e situação ainda é tensa. O DCE Mário Prata cobrou Protocolo de Segurança. A Reitoria divulgou nota:

“Em virtude da operação realizada no entorno da Cidade Universitária, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informa a suspensão das atividades didáticas nesta quarta-feira, 26/11, nos turnos da tarde e noite, no campus localizado na Ilha do Fundão.
Devem ser garantidos o direito à segunda chamada de avaliações e o abono de faltas nas atividades didáticas desenvolvidas no turno desta manhã. A UFRJ reforça seu compromisso com a segurança de toda a sua comunidade e conta com a compreensão de todos”.

A Linha Amarela foi interditada por duas vezes esta manhã e no início da tarde, dificultando o acesso ao Fundão. A operação foi concentrada na Vila do João. Viralizaram nas redes imagens registradas por estudantes dos projéteis na sala de aula do CCMN e de um helicóptero pousando atrás do JMM, antiga Reitoria.

O prefeito da Cidade Universitária Marcos Maldonado contou que o helicóptero é da Polícia Civil e pousou por necessidade de manutenção. Ele contou que busca contato com o decano do CCMN para saber mais detalhes sobre os projéteis encontrados na sala do CCMN, e que, fora isso, em ronda esta manhã apurou que o conflito não se estendeu para o interior do campus, onde há presença de viatura da 37º Delegacia da Polícia.

 

Vídeo registrado por estudantes mostra helicóptero da polícia civil pousando atrás da antiga Reitoria

DCE cobra Protocolo  de Segurança

O DCE postou no Instagram que estudantes relataram disparos dentro do campus. “No CCMN, balas atravessaram paredes de salas de aula, quebraram vidraças, enquanto helicópteros sobrevoam o território universitário. É uma situação de risco real e imediato para toda a comunidade acadêmica”. E cobrou da Reitoria o cancelamento imediato das aulas; garantia de reposição de conteúdo e abono de faltas e posicionamento público e medidas efetivas de resguardo e segurança.

“Também seguimos cobrando a aprovação urgente do Protocolo de Segurança, que mais uma vez não entrou na pauta do Consuni, apesar do nosso pedido em regime de urgência na semana passada. Lembramos ainda que o trancamento especial foi negado no CEG, ignorando novamente as necessidades e a segurança dos estudantes – em um semestre onde não há condições mínimas de normalidade para estudar no Rio de Janeiro”, alerta o diretório.

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