CLG UFRJ instalado com participação expressiva

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A primeira semana da greve dos técnicos-administrativos em Educação da UFRJ começou em alta temperatura: logo em seu primeiro dia, na manhã desta segunda-feira, dia 9, houve a instalação do Comando Local de Greve (CLG) no Espaço Cultural do Sintufrj com dezenas de companheiros, inclusive on line, direto de Macaé.

Os membros do CLG organizaram não apenas o funcionamento e agenda do comando e suas comissões (Ética, Finanças, Infraestrutura, Comunicação, Mobilização), como a escolha de representantes ao Comando Nacional de Greve, a agenda de lutas.

Fotos: Renan Silva

  

AGENDA DE LUTA

 

TERÇA 10/03

Ato unificado com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Rural (Sintur-RJ) às 13h, em Seropédica, durante a visita do Ministro da Educação Camilo Santana.

Entrega de documento com reivindicações da base de Macaé ao reitor Roberto Medronho, presencialmente no Campus Macaé.

 

QUARTA 11/03

Assembleia Geral simultânea SINTUFRJ, às 10h – A AG vai avaliar o movimento nacional e local, considerando o resultado das negociações entre a Fasubra e os Ministérios da Educação (MEC) e de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI).

Fundão: Espaço Cultural do Sintufrj

Macaé: Sala 205 do Bloco A da Cidade Universitária

IFCS: Salão Nobre

 

14h GT Carreira Sintufrj

14h Reunião Direção Sintufrj, GT Carreira e membros da CIS com PR4

 

QUINTA 12/03

9h Ato da Greve no Conselho Universitário.

 

Agenda cotidiana

Quando não há atividade prevista, a agenda prevê, às segundas-feiras, às 10h, reunião regular do CLG; nas terças, visitas às unidades; às quartas, assembleia simultânea; às quintas, atividades da greve e nas sextas-feiras, livre organização.

Essencialidades

Na AG, ficou acertado que os setores considerados essenciais seriam os mesmos da última greve, atividades que comprometem sobrevivência, saúde e segurança da comunidade universitária e da população. E que novas demandas seriam analisadas pelo CLG.

De fato, chegaram à primeira reunião do CLG, no dia 9, algumas demandas. Representantes do DCE que manifestaram apoio à luta dos servidores, falaram da importância de ser incluída, entre as atividades essenciais, matrícula e inscrição em disciplina. Servidores abordaram a necessidade de funcionamento dos Restaurantes Universitários, da comissão de heteroidentificação, a posse de novos servidores, colação de grau, progressões de docentes, abastecimento de alimentos para atividades do Instituto de Nutrição.

Alguns dos casos foram remetidos diretamente à assembleia, como a posse de novos concursados e o funcionamento do RU, e outros ao estudo da Comissão de Ética, como a matrícula e inscrição em disciplina.

O CLG aprovou ainda, entre outras medidas

– Proposição aos comandos locais das demais Ifes do estado do primeiro grande ato conjunto;

– Prioridade nas ações para visibilidade da greve, inclusive com a criação de um hot site dedicado ao movimento;

– Moção em apoio aos trabalhadores e trabalhadoras estaduais de Minas Gerais, terceirizados de Belo Horizonte, aos trabalhadores municipais e petroleiros de Macaé.

O porquê da greve

No dia 4, a categoria aprovou greve por tempo indeterminado na assembleia simultânea que atraiu ao hall da Reitoria e aos auditórios da Praia Vermelha e de Macaé, mais de 700 pessoas. O movimento é nacional, pelo cumprimento integral doa cordo de greve. O movimento de mais de 100 dias em 2024 conquistou vitórias como reposições salariais de 9% e 5% nos pisos, aumento nos steps (ambos em parcelas em 2025 e 2026), e reestruturação dos níveis de classificação, com ganhos de 14,5% a 35%. Mas o governo não cumpriu integralmente o acordo.

Veja as reivindicações

  • Que RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).
  • Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria.
  • Aceleração para aposentados e pensionistas.
  • Reposicionamento de aposentados.
  • Democracia nas Ifes; paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e no mínimo paritárias para reitor, fim da lista tríplice, que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor.
  • Plantão 12 x 60.
  • Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30 horas e ao plantão 12 x 60 no PL 6170/2025.
  • Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo.
  • Manutenção do step único e constante.
  • Liberação de concurso público para TILSP-Nível E.

Eixo Geral – Continuar na luta contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do Pedro Paulo e Hugo Motta e a reforma administrativa infraconstitucional do governo Lula.

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