O X Seminário do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides-UFRJ), que começou nesta quarta-feira, 11, e segue até quinta-feira, dia 12, no Centro de Tecnologia, com o tema “Futuros possíveis: tecnologias, territórios e modos de vida”, debateu, na aula inaugural, “Futuros possíveis”, em palestra proferida pelo professor e pesquisador Mamour Sop Ndiaye.
Antes, na abertura, coordenando a organização do evento, Roberto Gambine, apresentou os integrantes da mesa institucional: Renan Finamore (representante da Decania do CT), Felipe Addor (diretor do NIDES), Sérgio Lima Netto (diretor da Escola Politécnica) Maria Lenilva (coordenadora do Sintufrj), Antony Devalle (diretor do Sindpetro-RJ) e Daniel Conceição (da ADUFRJ). Eles destacaram a importância do evento e do Núcleo que atua na extensão, pesquisa e ensino buscando desenvolver tecnologias de forma interdisciplinar para promover o desenvolvimento social e contribuir com a constituição de políticas públicas.
A coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical Maria Lenilva da Cruz lembrou a greve nacional da categoria que, na UFRJ se iniciou no dia 9, e parabenizou os realizadores do evento e desejou sucesso à iniciativa. Gambine agradeceu o apoio das entidades sindicais e do Laboeratório de Fontes Alternativas de Energia (Lafae/Coppe).
Fotos: Rosângela Leite

Lenilva, na mesa de abertura e Mamour, na aula inaugural
Poder econômico
O palestrante Mamour é, segundo os organizadores, apaixonado por inovações tecnológicas e energias renováveis, tem mais de duas décadas dedicadas à engenharia elétrica e ao desenvolvimento de soluções sustentáveis e à formação de novos engenheiros. Africano do Senegal, concluiu a graduação em Engenharia Eletrônica e Computação na UFRJ em 2004 e ingressou no grupo de Eletrônica de Potência do Programa de Engenharia Elétrica da COPPE/UFRJ em 2003. Mestre e doutor pela UFRJ, é chefe do departamento de Engenharia Elétrica e coordenador do Programa CEFET Solar, voltado para o ensino para a disseminação de Energia Solar Fotovoltaica no Rio de Janeiro. É pesquisador do Lafae.
Na aula inaugural, o professor lembrou que os países industrializados construíram seu bem estar emitindo grandes quantidades de carbono mas que hoje, os impactos climáticos atingem o mundo inteiro, sobretudo os países mais pobres. Só que os mesmos que poluíram o planeta, afirmam ter a solução para a crise climática e, citando Einstein, lembrou: “Não se resolvem os problemas com aqueles que os criaram”. E, apontando as diversas etapas das transições energéticas (como o domínio do fogo, a escravidão, a colonização e o neocolonialismo) e lembrou que nunca se trataram apenas de mudanças tecnológicas, mas sempre reorganizaram o poder econômico e geopolítico.
Tecnologia e bem viver
Ainda no dia 11, das 14h às 17h, estavam previstas rodas de conversa e grupos sobre eixos temáticos com estudantes do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social (PPGTDS).
No dia 12, das 10h às 17h, haverá mesas de debate, sendo que às 17h a mesa abordará o tema “Diálogos sobre Tecnologia e Bem Viver, Raça e Gênero”.
A palestra de Mamour
O evento está sendo transmitido pelo canal do Nides no YouTube
Fotos: Elisângela Leite







