A universidade, a maior federal do país, junta-se às 38 instituições já paralisadas, das 75 Ifes existentes
A greve na UFRJ começa na segunda-feira, 9 de março, e a instalação do Comando Local de Greve (CLG) será no mesmo dia às 10h, na sede do Sintufrj. Prevaleceu na assembleia simultânea na manhã/tarde desta quarta-feira, 4 de março, por larga maioria, o entendimento entre as forças políticas de que este era o momento de os técnicos administrativos em educação deflagrarem a greve na UFRJ – embora tenha havido ponderação sobre a conveniência da greve neste momento.
A greve é nacional, já envolve 39 instituições (com a adesão da UFRJ), e é pelo cumprimento da pauta de reivindicações aprovada na plenária da Federação (veja abaixo) e em solidariedade aos trabalhadores das universidades que já aderiram ao movimento.
Assinaram o livro de presença na assembleia simultânea (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) 726 pessoas (o quórum estatutário foi alcançado).
Importante registrar que em nenhum momento dos debates foram desqualificadas as conquistas obtidas com a greve de 2024. E foi destacada a necessidade de ação do Sintufrj pela implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para a categoria na universidade, já que o benefício começa a valer a partir de 1º de abril.
No dia 11, o sindicato realiza nova assembleia simultânea para avaliar o movimento em nível nacional e local, considerando o resultado das negociações que deverão ocorrer entre a Fasubra e os Ministérios da Educação (MEC) e de Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI).
Fundo de Greve
Desta vez, a assembleia aprovou o desconto de um por centro (1%) para o Fundo de Greve somente dos técnicos administrativos na ativa. Como os aposentados contribuíram para o movimento grevista de 2024, mas não foram contemplados integralmente pelo acordo assinado com o governo, solidariamente foram liberados da colaboração financeira nesta greve.
Essencialidade
No documento oficializando a aprovação da greve pela assembleia à Reitoria, o Sintufrj informará que, por enquanto, os setores considerados essenciais serão os mesmos da última greve, ou seja, atividades que comprometem a sobrevivência, a saúde e a segurança da comunidade universitária e da população. As novas demandas serão analisadas pelo CLG.
Pauta de reivindicações
- Que RSC seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores, partindo do texto elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC).
- Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria.
- Aceleração para aposentados e pensionistas.
- Reposicionamento de aposentados.
- Democracia nas Ifes; paridade nos órgãos colegiados, eleições diretas e no mínimo paritárias para reitor, fim da lista tríplice, que o técnico administrativo em educação possa ser eleito para cargos de direção, inclusive reitor.
- Plantão 12 x 60.
- Retirada da possibilidade de terceirização dos cargos do PCCTAE e dos ataques às 30 horas e ao plantão 12 x 60 no PL 6170/2025.
- Manutenção da matriz única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo.
- Manutenção do step único e constante.
- Liberação de concurso público para TISP-Nível E.
Eixo Geral
Continuar na luta contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025) do Pedro Paulo e Hugo Motta e a reforma administrativa infraconstitucional do governo Lula.










