Trabalhadores das universidades federais e estaduais em greve fizeram ato unificado reivindicando a valorização da categoria. A manifestação foi na tarde de quinta-feira, 7 de maio, com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara.
O objetivo foi dialogar com a população, cobrar os governos federal e estadual e denunciar a asfixia financeira das instituições públicas de ensino. Os trabalhadores se concentraram no Largo do Machado onde os representantes dos comandos de greve da UFRJ, da UFF, Rural, Unirio e Uerj fizeram falas e distribuíram panfleto explicativo.
No caso das universidades federais os técnico-administrativos reivindicam o cumprimento do acordo de greve firmado em 2024 com o governo. A categoria tem perdas inflacionárias acumuladas na casa dos 30% desde 2010. Já o orçamento para custeio e investimentos teve uma queda brutal há mais de uma década.
Na Uerj ocorre pela primeira vez uma greve unificada de técnicos, docentes e estudantes. Seus trabalhadores têm mais de 50% de perdas acumuladas nos últimos anos, professores com doutorado ganham menos de metade do salário das federais, há retirada de direitos e a universidade vive numa situação orçamentária muito grave. Em 2024 os estudantes tiveram milhares de bolsas cortadas. Na unidades de saúde da Uerj os trabalhadores têm sobrecarga de trabalho e o Hospital Grafréé Guinle está sendo fechado.

Marcha
Após a concentração eles saíram em marcha até o Palácio Guanabara onde finalizaram o ato. Lá novamente se manifestaram, inclusive pedindo abertura de negociação com o governador em exercício.

A coordenadora do Sintufrj, Marli Rodrigues, enalteceu a união dos trabalhadores das universidades federais e do estado. Falou das reivindicações anunciando também que a categoria luta pelo fim da escala 6 x 1.
“Nós estamos na rua porque nós queremos dignidade de trabalho. Essa luta é de todos nós, pois esses governos não respeitam o trabalhador. Então nós estamos na rua e vamos continuar. E nós já percebemos que juntos nós somos fortes. É o pessoal da Uerj na greve e nós nas federais. O nosso objetivo é lutar pelo nosso RSC e os companheiros da Uerj estão na luta por aumento de salário e por dignidade de trabalho. Nós estamos na rua também pelo fim da escala 6 x 1. Estamos lutando não só pelas universidades, estamos lutando pela educação, pela saúde. A nossa luta é por dignidade de trabalho, o fim da escala 6 x 1 para acabar com a exploração do trabalhador. Nós estamos num momento decisivo da nossa greve e a rua é o melhor lugar para denunciarmos, defender nossos direitos e falar o que está acontecendo na saúde e na educação. Companheirada, muito obrigada, muito bom ter todos vocês aqui. Nós estamos nessa luta porque a rua é o lugar onde nós podemos gritar e nós podemos dizer para esses governantes que sem trabalhador não tem economia nesse país. Sem trabalhador tudo fica parado. Cada vez que o governo não cumpre com as suas obrigações com a gente, voltamos para as ruas. A gente para esse país porque nós somos fortes. Juntos nós podemos.”






