Quarta-feira, 13 de maio é dia nacional de luta pelo cumprimento integral do acordo e dia de reunião no MEC. Assembleia-Ato no IFCS será às 13h
No dia em que acontece mais uma reunião no MEC, os técnicos-administrativos em educação das universidades federais em greve em todo país vão as ruas mais uma vez para reivindicar o cumprimento integral do acordo de greve de 2024. O dia nacional de luta acontece no dia da reunião da Fasubra com o MEC.
Veja a convocação do CLG-Sintufrj
A conjuntura, segundo O CNG-Fasubra
Na maioria das 53 instituições em greve, o movimento já dura 70 dias (na UFRJ começou no dia 9 de março), sem que o governo apresente soluções para os pontos pendentes no acordo de 2024. A situação se agrava com a descaracterização da proposta de Reconhecimentos de Saberes e Competências (RSC) construída na Comissão nacional de Supervisão da Carreira e segue sem a publicação do decreto de regulamentação no prazo estabelecido. A categoria chega na segunda semana de maio sem o instrumento para a implantação.
O documento alterado pela Subsecretaria de Gestão administrativa do MEC já foi enviado ao MGI mas o ministério posterga o envio para a Casa Civil. Reivindicamos que o decreto seja publicado respeitando o último texto acordado na CNSC do MEC.
Da mesma forma, pautas do acordo de 2024 seguem sem encaminhamento, como decreto de cargos para a liberação de novos concursos, a racionalização dos cargos ocupados, as 30 horas para todos os TAE sem redução salarial e o reposicionamento dos aposentados, entre outros pontos.
A mobilização do CNG em Brasília conquistou duas agendas: no dia 12 de maio, às 16h acontece na Câmara dos Deputados, uma audiência pública, convocada pela deputada Alice Portugal com a presença da Fasubra na mesa, sobre o não cumprimento do acordo.
E a reunião no dia 13 com o MEC, fundamental para cobrar respostas sobre pontos pendentes. “O tamanho de nossa vitória é proporcional ao tamanho da nossa mobilização”, lembra a Federação, apontando que a audiência dia 12 e a reunião dia 13 exigem mobilização total para garantir o cumprimento integral do acordo.
Dia 13, às 13h
No dia 13, no seguindo a orientação da Fasubra, às 13h, nas escadarias do IFCS, no Largo de São Francisco, será realizado ato conjunto dos técnicos-administrativos da UFRJ com os das demais federais e estaduais em greve do Estado do Rio, que travarão diálogo com a população em caminhada no Centro da Cidade.
Essa foi um dos principais encaminhamentos aprovados na reunião do Comando Local de greve da UFRJ, na manhã desta segunda-feira, dia 11, que definiu uma agenda intensa de mobilização na semana, com o seguinte calendário:
Calendário
Segunda-feira, dia 11
14h Reunião conjunta GT Carreira e CIS UFRJ
18h Reunião Fórum Estadual dos Comandos de Greve
Terça-feira, dia 12
14h – Live sobre RSC organizada pela Decania do CT, com a presença de Selene Vaz (que também é coordenadora do Sintufrj) e Igor Dantas da CIS UFRJ, e Roberto Gambine.
Quarta, dia 13
13h Assembleia ato, escadaria do IFCS – seguida de caminhada unificada dos Comandos de Greve dos trabalhadores em educação por valorização.
Quinta, dia 14
9h Consuni- Ato de cobrança contra a terceirização de serviços na Odontologia, pela aceleração e reposicionamento dos aposentados.
Sexta, dia 15
“Ao vivo CLG SINTUFRJ”, com atualização sobre a mesa com MEC e sobre o decreto RSC

Veja algumas das propostas aprovadas
– Fortalecer a unidade realizando ato no 13 de maio em conjunto com comandos de greve das universidades federais e estaduais do Rio de Janeiro. Seguindo deliberação do CNG relativo ao dia nacional de lutas, no mesmo dia haverá mesa de negociação com o MEC.
–Realização de live informativa, dia 15, sobre resultado de mesa com MEC e andamento da publicação de decreto do RSC, organizada pela Comissão de Comunicação do CLG.
– Diante da luta por recomposição orçamentária das universidades, das perdas salariais e defasagens na carreira devemos, o CLG pretende cobrar da UFRJ quais as condições de expansão dos cursos pretendida no campus Duque de Caxias.
– Organizar metodologia de definição para espaço de acolhimento para filhos e filhas de sindicalizados durante as atividades de greve.
– Propor ao CNG e Fórum de Entidades do Rio o dia 20 de maio, convocado pela UNE, como dia nacional de luta pela educação, no sentido da aliança operário estudantil e unificação das lutas da Educação.
– Aprovar moção de apoio aos estudantes que sofreram violenta repressão da PM e Governo de São Paulo, na ocupação da Reitoria e solicitar aos conselheiros técnicos-administrativos que proponham ao Consuni moção de repúdio. (veja a seguir).

Moção de Repúdio à violenta desocupação da Reitoria da USP pela PM de Tarcísio de Freitas
O Comando Local de Greve do Sintufrj manifesta seu mais veemente repúdio à ação violenta empregada pelo Estado de São Paulo contra estudantes em mobilização na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na madrugada do dia 10 de maio de 2026.
Os relatos divulgados por estudantes, pelo Diretório Central dos Estudantes e pela imprensa apontam para uma operação marcada pelo uso de força desproporcional, que vai de agressões físicas, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, cassetetes a detenções arbitrárias contra jovens que exerciam seu legítimo direito à manifestação política e à organização estudantil.
É inaceitável que reivindicações relacionadas à permanência estudantil, como condições de moradia, alimentação, e assistência, além da democratização do diálogo universitário, sejam respondidas com repressão policial. A presença ostensiva da Polícia Militar dentro de um espaço universitário representa grave ameaça à autonomia universitária, à liberdade de organização e aos direitos democráticos historicamente conquistados pelo movimento estudantil brasileiro.
Repudiamos igualmente qualquer tentativa de criminalização da luta por direitos e denunciamos a escalada autoritária que transforma conflitos políticos e sociais em casos de polícia. Universidades devem ser espaços de debate, construção coletiva e garantia de direitos — nunca territórios de intimidação e violência estatal.
Manifestamos nossa solidariedade aos estudantes feridos, perseguidos e detidos durante a ação, e exigimos:
– Apuração rigorosa das denúncias de violência policial;
– Garantia da integridade física e dos direitos dos estudantes envolvidos;
– Interrupção imediata das práticas repressivas contra movimentos sociais e estudantis;
– Reabertura efetiva do diálogo entre a reitoria e o movimento estudantil;
– Respeito irrestrito à autonomia universitária e ao direito constitucional de manifestação.
Nenhuma luta por permanência, dignidade e educação pública pode ser tratada como caso de repressão.
Toda solidariedade aos estudantes da USP




