Movimento de mulheres faz protesto contra fechamento de casa de acolhimento

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Há quatro anos a Casa Almerinda Gama de acolhimento de mulheres vítimas de violência funciona na Rua da Carioca, centro do Rio, organizada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. Agora, o governo quer fechá-la.

Nesta quinta-feira, 18, foi realizado ato de protesto organizado pelo movimento com concentração no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara. Lá foi protocolado um ofício com as solicitações do movimento de mulheres. A manifestação fez parte também da atividade de greve dos técnico-administrativos da UFRJ.

 

O imóvel onde funciona a casa estava abandonado há mais de 15 anos, sem cumprir nenhuma função social. No mês de maio houve uma decisão no processo de reintegração que determinou a desocupação do prédio pelo movimento no prazo de 30 dias, sem diálogo ou alternativa para as mulheres que estão abrigadas hoje na ocupação.

“A manifestação é para denunciar esse absurdo e pressionar pra que não haja despejo, assim como cobrar que o Governador dialogue com o movimento e concorde com o envio do processo para a comissão de solução de conflitos fundiários”, afirmou Monique Zuma, coordenadora nacional do Olga Benário e uma das coordenadoras da Casa Almerinda Gama.

“Esse é o terceiro ato que fazemos em defesa da nossa ocupação no último período, tendo sido os dois primeiros no TJ. Estamos construindo a campanha “Resiste Almerinda” divulgando muito esse absurdo e chamando as pessoas pra se somarem nessa luta e se organizarem no Movimento de Mulheres Olga Benário”, explicou Monique.

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