UFRJ FAZ HOMENAGEM PÓSTUMA A ESTUDANTES E PROFESSORES ASSASSINADOS PELA DITADURA

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Ditadura nunca mais. A palavra de ordem ecoou pele Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura  na cerimônia de diplomação póstuma de 24 estudantes e dois professores da UFRJ assassinados pela ditadura empresarial-militar que durou 21 anos no Brasil (196401985). O evento fez parte da celebração dos 106 anos da universidade.

José Sérgio Leite Lopes, que coordena a Comissão de Memória e Verdade da universidade observou que, com o gesto, a UFRJ repete ações de diplomação póstuma organizada em outras instituições.

Entre os homenageados está Mário Prata, estudante de Engenharia da universidade e que foi enterrado como indigente em 23 de abril de 1971, no cemitério de Ricardo de Albuquerque, de acordo com a Comissão da Verdade.

Às vésperas das eleições de outubro, o reitor Roberto Medronho, sem citar nomes ou campos ideológicos, advertiu que “é preciso estar atento e forte” na conjuntura. Medronho destacou a importância da “memória” para que a história não seja apagada. O reitor disse que, simbolicamente, a diplomação dos mortos e desaparecidos é como se eles voltassem para a história da universidade.

Cobertura na próxima edição do Jornal do Sintufrj. FOTOS: RENAN SILVA

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