A vida profissional de milhares de técnicos administrativos em educação está sendo analisada por 90 mãos voluntárias (45 titulares e 45 suplentes). Pessoas que compõem as comissões para concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Um trabalho incansável, de segunda a sexta-feira, nos fins de semana e feriados, muitas vezes até 24 horas por dia.
Até o dia 3 de novembro eram 2.495 processos fechados. Destes, 1.369 (54,8%)
foram deferidos, dois indeferidos, 1.124 (45,2%) encontram-se em andamento: na
fase 1 (validação de diploma): 234 processos (20,8%); na fase 2 (análise documental), 196 (17,4%); e na fase 3 (deliberação final), 156 (13,9%).
Processos em fase de correção, a pedido da comissão: 66 (5,8%). Em preenchimento pelo servidor 472 (42%).
Se mais processos foram finalizados nos últimos dias foi porque pessoas trabalharam no feriadão (de finados), disse o presidente da comissão geral do RSC, Emanuel Gotardo.
Gotardo produziu um quadro demonstrando o passo a passo das solicitações de RSC na comissão, para o entendimento da categoria da complexidade do processo. O quadro informa quais são as seis comissões locais nas quais se divide a comissão central do RSC, formada, no total, por 90 integrantes, entre titulares e suplentes (as três primeiras com 6 titulares e seus suplentes cada e as três últimas com nove titulares e nove suplentes cada).

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Comissões à todo vapor
A seguir, algumas das comissões com seus integrantes reunidos para mais um dia de trabalho de checagem e análises de documentação de servidores pelo RSC, alguns dos quais trabalham em modo remoto.
Fotos: Renan Silva

No NCE

No HU

No CFCH
Foto: Luis Felipe Bapeli

Na Administração Central
Confira o que dizem integrantes de algumas comissões
Claudio Muniz Viana, coordenador da comissão que atende a Administração Central
“É um trabalho voluntário que ultrapassa as 20 horas estipulada na portaria. Todos os dias, incluindo feriados e fins de semana. Isso porque a gente tem o comprometimento de fortalecer uma vitória da categoria. Sessenta por cento dos processos estão na comissão da administração central. Já zeramos algumas vezes a fila de aguardando validação. Atualmente temos somente 33 pessoas nessa fila e 56 processos em análise.”
Vania Godinho integra a comissão do CLA, CT e CCMN
“Nosso compromisso é fundamentalmente com a defesa dos direitos de cada trabalhador e trabalhadora. Entendemos a ansiedade e a expectativa de todas e todos por uma tramitação rápida, mas um processo dessa magnitude exige um trabalho minucioso. Cada etapa do cruzamento de dados e análise documental precisa ser executada com rigor técnico e jurídico. Apressar os prazos ou queimar etapas significaria expor a categoria a riscos desnecessários e
comprometer a segurança de tudo o que construímos até aqui.”
Igor Dantas, integrante da Comissão que abrange CFCH, CCJE e FCC
“A nossa comissão tem zerado as filas semanalmente. Estamos com 250 processos aprovados. No geral, beiramos a 1.500 dos 6.000 servidores que
têm direito a pedir o RSC na UFRJ. A minha principal dica é ter sempre noção de que um documento para ser válido precisa ter a identificação do interessado e também da chefia ou da direção etc. A comissão se reúne sempre às quintas-feiras presencialmente, mas trabalhamos todos os dias.”
Thayssa de Freitas, vice-coordenadora da Comissão Central do RSC
“Não adianta ter pressa agora e ter problema no final. Contamos com pessoas de PGD que estão vindo trabalhar dias extras para acelerar os processos. Grupos trabalham literalmente 24 horas por dia. Teoricamente temos o prazo de 120 dias para finalizar o processo, mas em média a gente leva de 15 a 30 dias no máximo para concluir nosso trabalho.”
Gerly Miceli, integrante da Comissão das Unidades Hospitalares
“Como comissão do RSC, estou percebendo que a gente conhecia o quanto a gente produz, tanto no campo acadêmico, administrativo, na pesquisa e na
extensão. Hoje, quem nunca se interessou em participar da vida institucional está manifestando interesse em integrar comissões, colegiados, se envolver mais com a comunidade universitária. E tenho certeza de se envolvendo institucionalmente eles vão acabar se apaixonando pelo mundo que é a Universidade Federal do Rio de Janeiro, as universidades, a nível de todo o Brasil.”
Maria Lenilva, integrante da Comissão que atende ao HUCFF
“A maioria dos componentes da comissão tem trabalhado muito, eu tiro por mim. Todas às quartas e quintas-feiras pela manhã eu fico na subsede do SINTUFRJ no HU esclarecendo dúvidas. Às terças e quintas-feiras, à tarde, atendo na sede do sindicato sobre o RSC. Além disso, participo das reuniões de base
nas unidades e já atendi na subsede sindical na Praia Vermelha. Avalio que já auxiliei 245 pessoas no total.”
Rita Anjos, da Comissão Local IV do HUCFF
“A complexidade da implantação do RSC-PCCTAE está relacionada à diversidade de experiências, conhecimentos, atividades e documentos apresentados pelos servidores, o que exige análise individualizada, responsabilidade técnica e fundamentação das decisões. Trata-se de um trabalho desafiador, que demanda dedicação, articulação institucional e compromisso coletivo, mas que também representa um importante avanço na valorização da trajetória profissional dos servidores e no reconhecimento dos saberes e competências construídos ao longo de sua vida funcional.”




