Na primeira assembleia geral após o levante democrático que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva presidente do Brasil, os trabalhadores da UFRJ chegaram a uma análise comum: a força das manifestações gigantes nas ruas do país e a superação da extrema direita nas redes sociais tiveram papel determinante na vitória da democracia no segundo turno.
A candidatura do principal personagem da política brasileira (que chega ao Planalto pela quarta-vez) já tinha sido oficialmente referendada pelo SINTUFRJ por decisão de assembleia realizada no início de setembro – mas só no segundo turno todas as forças sindicais atuantes se envolveram na campanha. E esse ponto foi ressaltado no debate sobre conjuntura.
A abordagem de consenso em relação ao espetacular envolvimento das massas que levou à contenção do fascismo no Brasil não impediu que diferenças de interpretação na jornada vitoriosa fossem demarcadas.
No curso das intervenções, o reconhecimento ao papel dos estudantes, o esforço de aposentados e idosos, a intensa atividade das redes digitais foram saudadas na assembleia.
A saudação dos servidores que se engajaram na campanha de Lula (uma atenção especial aos aposentados da UFRJ) fez parte das observações. Os oradores reconheceram a necessidade da unidade para os desafios na conjuntura que se abre.
Visões diferentes
“A nossa análise é de que nós acertamos quando definimos desde o primeiro turno o voto em Luiz Inácio Lula da Silva” defendeu o coordenador geral do SINTUFRJ Francisco de Assis. Ele disse que era importante marcar essa posição no momento em que, só no segundo turno, houve consenso no apoio à Lula.
“Fomos chamados de pelegos” por defender o apoio à reeleição do presidente, observou. Segundo disse o dirigente, houve pessoas que defendiam “que Lula era igual a Bolsonaro”, nua miopia inexplicável.
O coordenador geral Esteban Crescente, que apoiou Lula no segundo turno, apresentou leitura diferente. Depois de ressaltar os milhões de votos a mais quer permitiu a virada, Esteban observou: “Os votos no segundo turno não são apenas numa figura política. São os votos em pauta. O povo que queria derrubar a 6 X 1, identificou que Flavio Bolsonaro era contra. O povo que não queria ver ditadura, entendeu que era Flavio Bolsonaro era ditadura e era golpismo. O povo que defende o serviço público foi a rua impedir ao retrocesso”.
Tanto Francisco de Assis quanto Esteban Crescente defendeu a unidade enfrentar a conjuntura que se abre.
Deliberações
- Aprovada prestação de contas das despesas da greve
- Adiada eleições para renovar bancada nos colegiados superiores. Serão realizadas em abril
- Sindicato vai organizar caravana a Brasília para posse do Lula – definindo critérios até 10 de novembro
- Eleitos sete delegados à Plenária da Fasubra que acontece nos dias 28 e 29 de novembro
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