Sintufrj leva discussão do ponto eletrônico ao Consuni; reitora nega que UFRJ vá aderir ao sistema do governo

Compartilhar:

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on whatsapp

Proposta de criação de GT para estudar sistema próprio não foi discutida

A coordenadora-geral do Sintufrj, Gerly Micelli, em pronunciamento na sessão do Conselho Universitário da UFRJ, reafirmou a posição dos técnicos-administrativos contra a implantação da aferição eletrônica da frequência e pediu a suspensão imediata das discussões sobre o tema – de acordo com as deliberações da assembleia realizada na quarta-feira, dia 10.

A dirigente disse que o que unifica hoje a comunidade da UFRJ é a defesa intransigente da autonomia universitária contra os ataques desferidos em sequência pelo governo Bolsonaro.

Além de suspensão dos debates sobre ponto eletrônico, Gerly informou que a assembleia exige a criação de um grupo de trabalho para elaborar um sistema próprio de acompanhamento de frequência, levando em consideração as especificidades do fazer técnico-administrativo na UFRJ.

A mobilização organizada pelo Sintufrj reagindo às ameaças do governo surtiu efeito. A reitora Denise Pires de Carvalho disse que a comunidade universitária deve se tranquilizar em relação ao ponto eletrônico.
“A UFRJ não pretende de maneira alguma, aderir ao sistema de controle de frequência ligado diretamente ao Ministério da Economia”, afirmou.

“Não há nenhuma discussão, não houve e não haverá com relação a ponto eletro a instituição ou implantação de ponto eletrônico na UFRJ” disse. “A UFRJ não pretende de maneira alguma, aderir ao sistema de controle de frequência ligado diretamente ao Ministério da Economia. Mas nos não vamos nos furtar a organizar o trabalho internamente na nossa universidade”, acrescentou.

Na avaliação da direção do Sintufrj, a declaração da reitora representa uma vitória importante, mas não o fim da luta. Apesar de rejeitar enfaticamente a adesão ao SisRef, não houve o compromisso da reitoria em criar o Grupo de Trabalho proposto pelo sindicato, nem a garantia de não adesão a outro sistema externo. O Sintufrj continuará debatendo e mobilizando a categoria em torno das propostas aprovadas na assembleia do dia 10 de fevereiro.

Indignação

Antes da manifestação da reitora, a representante dos técnicos-administrativos no Conselho Universitário, Joana de Angelis, vocalizou a indignação da categoria em relação à Instrução Normativa (IN) 125 baixada pelo governo que quer impor de fora para dentro, violando a autonomia universitária, o controle eletrônico de frequência.

De acordo com Joana de Angelis, que é também diretora do Sintufrj, essa IN se configura como “total desrespeito ao fazer dos técnicos-administrativos”, desconsiderando o trabalho que é desenvolvido por eles no ensino, na pesquisa e na extensão na universidade.

A dirigente foi incisiva ao condenar a forma como a Pró-Reitoria da Pessoal da UFRJ está encaminhando o assunto e sustentou que ponto eletrônico não mede qualidade e nem produtividade do trabalho.

Joana lembrou que essa IN do governo Bolsonaro faz parte do arsenal de ataques que quer destruir a educação pública e fez um alerta com ênfase: “o problema dessas IN não é só dos técnicos-administrativos, pôs ataca a autonomia universitária”.

Ela acrescentou: “ninguém garante que amanhã outra IN não vá na jugular de estudantes e docentes”

Categoria se mobiliza

Nas redes, os TAEs da UFRJ marcaram presença no Consuni. Comentários com as hashtags #NãoAoPontoEletrônico, #AutonomiaUniversitáriaSim e #ForaBolsonaro deram o tom das manifestações de repúdio à IN 125.

Comentários no chat ao vivo do Consuni desta quinta.

Ao mesmo tempo, uma carreata na Cidade Universitária somava forças ao protesto virtual, demonstrando a grande unidade dos trabalhadores em defesa da autonomia universitária e contra os ataques do governo Bolsonaro.

 

COMENTÁRIOS