Participe da construção do perfil da comunidade da UFRJ
Os organizadores da primeira pesquisa sobre a comunidade universitária solicitam que, nesta reta final, mais gente responda ao censo: “O preenchimento, rápido e sigiloso, faz diferença para a construção de uma UFRJ mais justa e plural. Quem se reconhece, transforma”.
A UFRJ estima que, somando professores, alunos e técnicos-administrativos, são cerca de 80 mil pessoas, número maior que a população de algumas cidades. Este enorme corpo social vem mudando nas últimas décadas, com a ampliação das políticas de acessibilidade e inclusão.
Mas quem somos de fato?
Para saber, a UFRJ vem realizando, desde agosto do ano passado, a 1ª Pesquisa sobre a Comunidade Universitária. “Conhecer nosso corpo social e a diversidade de nossa comunidade é importante para apresentarmos políticas de inclusão dos diversos grupos e que possam atender suas necessidades e expectativas”, explica a superintendente Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Denise Góes.
Um retrato de fato
A pesquisa vai completar um ano em 18 de agosto e até aqui, cerca de duas mil pessoas participaram. Mas é preciso que mais grupos estejam ali representados. “Que as pessoas respondam para que de fato tenhamos um retrato real da universidade. Porque a gente quer traçar um perfil. Se pessoas de uma determinada categoria não responderem, não vamos ter um perfil tão fiel da universidade”, pondera a professora Ana Bahia, professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, integrante da Comissão de Diversidade do Instituto.
É fundamental “para mapear quem somos. Ela nos permite obter dados para construção de políticas mais inclusivas, promovendo igualdade de oportunidades, possibilitando que todas as vozes sejam ouvidas”, informa os organizadores, convocando todas as pessoas da comunidade — técnicos-administrativos, docentes, estudantes trabalhadores terceirizados, aposentados — a responderam ao formulário, independentemente de identidade, origem, função ou tempo na instituição.
Como
O preenchimento é rápido e sigiloso (leva entre 10 e 15 minutos), no link https://formularios.tic.ufrj.br/index.php/294728
Abrange temas como pluralidade do corpo social; presença de grupos minorizados no meio acadêmico ou profissional, satisfação, acessibilidade, discriminação, assédio ou apoio à diversidade no ambiente acadêmico.
Como surgiu
A ideia do censo, proposta da Comissão da Biofísica, ganhou dimensão com a parceria da Sgaada e da Reitoria, buscando abranger toda universidade.
A Comissão de Diversidade surgiu há alguns anos, fruto de outra comissão, a de Saúde Mental. Esta últimas havia se formado a partir da constatação, por parte do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Biofísica, do crescimento da evasão de alunos por problemas que transcendiam questões relativas ao curso. Professores do programa propuseram, então, um projeto para uma fundação de amparo à pesquisa, através do qual conseguiram o suporte de duas psicólogas que realizavam encontros quinzenais com os alunos. “Entre os problemas que eles relatavam, o que mais vinha à tona era relacionado à diversidade, à população LGBTQIAPN+”, conta Ana, o que levou ao surgimento da Comissão de Diversidade, inicialmente como um comitê da Comissão de Saúde Mental.
Só que incomodava o fato de que, embora se propusesse a melhorar o Instituto com políticas de equidade, não se conhecia a diversidade da unidade, “a proporção de homens, mulheres, brancos, pretos pardos indígenas, a população que se denomina CIS, trans, enfim, não conhecíamos nosso instituto. Como prever ações para melhorar nossa instituição se gente não se conhecia?”, questiona.
Assim também é na UFRJ: “Temos mais de uma década de política de cotas e não temos o retrato fiel de como a universidade é nos dias de hoje, a diversidade de gênero, quantas pessoas são pretas, pardas, indígenas, qual o grau de satisfação com a universidade. Queremos ter uma ideia de como a universidade está estruturada”, conclui Ana.

Na foto, Ana Bahia, professora d IBCCF/UFRJ; Fernando Luz de Castro, Pós-doutorando da UFRJ;
Yare Mello, alune de Graduação da UFRJ;
Alfred Sholl, professor do IBCCF/UFRJ e Paula Terra Bandeira, pós-doutorando da UFRJ.
Outros integrantes da comissão:
Valéria Magalhães, professora do IBCCF/UFRJ;
Camila Chaves, aluno de Doutorado da UFRJ;
Fernando Luz de Castro, pós-doutorando da UFRJ;
Dener Soares da Costa Junior, aluno de Doutorado da UFRJ.





