Esta quinta-feira, dia 10, dia de manifestações em todo país, convocadas por movimentos sociais populares pela taxação dos super ricos, contra setores do Congresso nacional que querem barrar direitos dos trabalhadores e pelo fim da escala 6 x 1, o ato no Rio será às 17h, na Bolsa de Valores. Mas o Sintufrj também levou seu protesto ao Conselho Universitário.
O representante técnico-administrativo Milton Madeira informou sobre a importância do plebiscito popular – organizado pela CUT e outras centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais –, que está nas ruas em âmbito nacional sobre o fim da jornada de trabalho 6 x 1, isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil e taxação dos mais ricos, além de água e saneamento para todos.
Milton lembrou que este Congresso vem atacando direitos dos trabalhadores. “É urgente que todos se posicionem. Trabalhadores não têm privilégios, têm direitos”, disse o conselheiro.

Ele solicitou ainda à Pró-Reitoria de Pessoal explicação sobre cortes dos percentuais de insalubridade de servidores sem justificativa técnica em laboratórios vistoriados.
Comunidade do CAP conquista avanços
Houve também, no expediente do colegiado, uma manifestação de professores, técnicos-administrativos, pais e estudantes do Colégio de Aplicação (CAP) que reivindicaram da Reitoria e do colegiado, atenção para as condições precárias do colégio. O pátio está cercado por tapumes porque no dia 21 de junho houve a queda de um trecho considerável do muro da escola, antecipada em diversas iniciativas da direção e da comunidade, além de outros problemas.

A comunidade local organizou um manifesto público enviado ao colegiado solicitando prioridade para seus alunos.
A representante do Grêmio do CAP. Sophie Mayumi ponderou que a falta de verbas não é responsabilidade da Reitoria, mas que é sua responsabilidade gerir o recurso de forma que o mínimo seja garantido, contando que é uma escola sem cozinha, sem ventilação, sem águam, com rachaduras, sem salas de aula suficientes. “O CAP está caindo aos pedaços”, disse, lamentando pelo estado do tradicional colégio: “Isso é vergonhoso, a gente está numa das maiores escolas da universidade do país”, disse, convidando a Reitoria a visitar o colégio.
Cerca de 140 crianças redigiram cartas para os conselheiros entregues por representantes dos pequenos durante a sessão.

Conquistaram o compromisso do reitor Roberto Medronho de formação de uma comissão com a participação de todos os segmentos para acompanhar as inciativas para recuperação do mudo e dos problemas do colégio. O reitor comprometeu-se ainda com a ida da Reitoria ao colégio (a princípio no dia 30, às 8h) para reunião com a comunidade.
Luta por justiça social
O coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, avaliou depois da sessão, que foi um avanço importante a criação da comissão, e da Reitoria reconhecer a importância do CAP e se dedicar a atender às demandas da comunidade. Mas destacou a importância do dia de hoje, “dia nacional de luta, em que a gente está lutando com justiça social, contra esse Congresso que é inimigo do povo. Se hoje o muro do CAP cai, é porque o Congresso não está construindo pontes com a universidade no sentido de liberar o orçamento suficiente do seu funcionamento. Se cai o muro, é porque caiu a vergonha dos parlamentares que estão sequestrando o orçamento público, e por conta disso a gente está vivenciando uma situação crítica na nossa universidade. O que o Congresso quer? Um beijo à mão daqueles que estão dominando o orçamento público. Um orçamento que deveria ser distribuído conforme previsto na Constituição”.





