Barbárie no ataque a quem luta por direito à moradia deixa 20 feridos. Uma pessoa teve que amputar o dedo

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Polícias de Claudio Castro e Eduardo Paes despejam famílias de ocupação em imóvel sem uso há 20 anos

O choque da Polícia Militar do governador Cláudio Castro e a Guarda Municipal de Eduardo Paes, numa ação combinada e recorrendo a extrema violência, despejaram 100 famílias com crianças e idosos de um imóvel pertencente ao Governo Federal. A ação desproporcional deixou cerca de 20 feridos, entre as quais uma pessoa que teve seu dedo amputado.

O cerco envolveu bombas de gás lacrimogênio e até helicóptero para estabelecer uma atmosfera de terror. Dois parlamentares que tentavam mediar as negociações foram agredidos pelos policiais.

Tarcísio Motta, deputado federal, e Professor Josemar, deputado estadual, ambos do Psol, não foram ouvidos pelo comando da operação e denunciaram o governador e o prefeito como responsáveis pelo ataque a quem luta pelo direito à moradia.

A ocupação atacada com despejo foi a Luiza Mahin, ao lado do Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O prédio pertence ao governo federal, e de acordo com Tarcísio, estaria listado para ser usado como ocupação social.

A ocupação foi organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas – MLB. E neste 7 de setembro aconteceram outras 18 ocupações

em todo o país. Uma em cada estado. Houve repressão no Rio, São Paulo, Goiás e Bahia. Mas 14 ocupações estão de pé  para cobrar terrenos e moradias sem uso social.

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