“Esta é uma greve para mudar para melhor a sua vida”

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Este foi o mote do ato do CLG no campus da Praia Vermelha, seguido de caminhada e panfletagem à população. 

Ato no campus da Praia Vermelha com panfletagem e diálogo com a população no sinal de trânsito da Avenida Venceslau Brás foi a ação do movimento grevista da UFRJ nesta quinta-feira, 19 de março. À comunidade universitária, o Comando Local de  Greve (CLG) reafirmou, nas manifestações no carro de som do Sintufrj, as razões pelas quais a categoria técnico administrativa, em nível nacional, encontra-se em luta. 

“Esta é uma greve nacional dos trabalhadores da educação das instituições federais de ensino (Ifes). É a continuidade do movimento deflagrado em 2024, porque o governo não cumpriu integralmente o acordo assinado com a Fasubra que pôs fim aos 113 dias de greve. Reivindicamos a valorização da carreira técnico administrativa e a valorização das universidades”, explicaram os companheiros e companheiras no ato. 

Regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para implantação em abril, conforme está previsto no acordo, e jornada de 30 horas para todos os trabalhadores das Ifes. Esses são os itens não cumpridos pelo governo que lideram a retomada da greve. Mas, ainda se encontra na mesa de negociação com o MEC e o MGI, a racionalização dos cargos; RSC para aposentados, técnicos com doutorado e técnico em estágio probatório, entre outros itens da pauta geral dos servidores.

O RSC é um benefício que valoriza o trabalhador pelo que ele produziu e construiu ao longo da sua vida profissional, e que os docentes já conquistaram há anos. Por isso é importante que o decreto de regulamentação siga as diretrizes discutidas e aprovadas na Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra.

 

Panfletagem
Dezenas de panfletos foram entregues aos pedestres, aos motoristas de carros particulares e de ônibus durante o fechamento da Avenida Venceslau Brás. De forma suscinta, o  texto expunha a situação em que se encontram os trabalhadores da UFRJ, que amargaram um congelamento de salários desde 2010, cujas perdas ainda não foram repostas de modo que as contas das famílias fossem colocadas em dia. “Foi a nossa atuação no cotidiano da instituição que possibilitou que a cientista Tatiana  (Coelho de Sampaio) desenvolvesse a polilaminina, uma substância promissora para a regeneração da medula espinhal”, acrescentou um companheiro às informações à população.   

Também foi mostrada a situação de penúria em que sobrevive a universidade, em consequência dos cortes de verbas por um Congresso Nacional dominado por maioria de deputados e senadores de direita, que retiraram do orçamento da União em 2026, R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, numa articulação política sem transparência e destinação duvidosa do dinheiro. 

“Este ano, os recursos destinados para a UFRJ equivalem a 30% do que foi enviado em 2012. Prédios históricos pegam fogo a todo momento ou estão caindo aos pedaços por falta de manutenção, os serviços são terceirizados e esses trabalhadores precarizados constantemente estão com salários atrasados. Enquanto isso, o Congresso Nacional trama contra os servidores e reduz cada vez mais investimentos na saúde e na educação pública. Por isso a nossa luta engloba a pauta de todos os assalariados, como o fim da escala de trabalho 6 x1”, esclareceu o CLG no megafone no sinal de trânsito na Venceslau Brás.    

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

 

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

 

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

 

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

 

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

 

Ato na Praia Vermelha.
Rio, 19/03/26

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