Greve continua na UFRJ com intensificação pelo RSC

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Entre as ações pautadas, assembleia ato unificada dos CLG das instituições federais de ensino no Rio de Janeiro em greve, nas escadarias do CCS na quarta-feira, 1º de abril

Por maioria absoluta, a assembleia simultânea (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) nesta quarta-feira, 25, aprovou a continuidade da greve iniciada na UFRJ em 9 de março, o calendário de atividades e deliberações encaminhado pelo Comando Local de Greve (CLG) e a chapa com os nomes das companheiras e companheiros que substituirão os atuais representantes da categoria no Comando Nacional de Greve (CNG), em Brasília, de 6 a 18 de abril.

Entre as ações pautadas, o destaque é para a assembleia-ato unificada dos CLG das instituições federais de ensino no Rio de Janeiro em greve, no dia 1º de abril, nas escadarias do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Mas nesta quinta-feira, 26, o CLG vai ao Conselho Universitário e às 14h, participará da manifestação dos estudantes, em frente à Prefeitura do Rio, em memória do estudante secundarista Edson Luiz, assassinado no dia 28 de março de 1968 pela ditadura militar, no restaurante Calabouço, centro da cidade.

Toda a categoria em greve está convocada para as duas atividades. Inclusive, a manifestação estudantil também será um canal de reforço da denúncia da barbárie ocorrida na quarta-feira, 25, na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, quando alunos e lideranças da Associação Municipal dos Estudantes (Ames) e do DCE Mário Prata da UFRJ foram espancados por PMs por estarem no local em apoio ao abaixo-assinado que pedia o afastamento do professor acusado de assédio. Fato levado à assembleia pelo representante do Diretório Central dos Estudantes, Oliver Charlis.

Dia Nacional de Luta – Está prevista para esta quinta-feira, uma mesa geral de negociação dos servidores federais. E conforme orientou o CNG, todas as vezes que a Fasubra se sentar com o governo para negociar, os técnicos administrativos devem realizar atos e manifestações.

RSC é o destaque

De acordo com os informes locais, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) foi o destaque das últimas ações de greve  na UFRJ como também em Brasília. O objetivo tanto do CLG como do Sintufrj é acelerar a concessão do benefício na universidade tão logo o Projeto de Lei 5.874/2025 seja sancionado pelo governo e o decreto regulamentando o benefício seja criado.

No fim de semana, a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC)/Fasubra se reuniu e analisou   tecnicamente cada uma das cláusulas do acordo cumpridas e não cumpridas pelo governo, e propôs solução. Esse documento será baixado às bases pela federação, informou Agnaldo Fernandes, integrante da CNSC.

Francisco de Assis, coordenador-geral do Sintufrj, fez um relato das atividades organizadas pela entidade sindical junto com o CLG sobre o RSC. “Este é o espaço da nossa luta de diálogo com os companheiros para pavimentar um grande mutirão para atender o maior número possível de pessoas com a concessão do benefício. Uma conquista importante que valoriza o histórico e a  realidade daqueles que não tiveram a oportunidade de prosseguir nos estudos. Cada companheiro nosso deve levar o RSC para sua aposentadoria”, disse o dirigente.

Pavimentar os caminhos para obtenção do RSC, segundo Assis, significa que setores da UFRJ se movimentem. Ele informou que no dia 31 de março está agendada reunião do Sintufrj e o CLG com o Sistema de Arquivos (Siarq) para que os chefes de Recursos Humanos (RHs) sejam orientados a colocar em dia os assentamentos funcionais e para que as demais chefias passem a nomear por portarias.

A Pró-Reitoria de Graduação, segundo Assis, tem que pesquisar sobre os servidores que trabalharam nas comissões de concursos, o Siarq consultar arquivos, a Divisão de Gestão Documental e da Informação (DGDI) também. Agnaldo Fernandes complementou propondo que os técnicos administrativos pressionassem o governo pelas redes sociais para que o PL fosse sancionado até o fim deste mês e o decreto regulamentando o RSC fosse divulgado. E que o CLG/Sintufrj organizasse oficinas para orientar a categoria.

O coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, avaliou que não ocorreram grandes alterações por parte do governo em relação ao cumprimento das pendências do acordo, mas o movimento grevista decidiu intensificar a mobilização pela sanção do PL e pelo decreto regulamentando o RSC. “Precisamos acumular para uma metodologia pela instituição imediata do benefício”, afirmou o dirigente.

Luta pelo fim da escala 6 x 1

O dirigente convocou para assemblei-ato unificada e relatou as ocupações em shoppings centers, na terça-feira, 24, em várias cidades do país, entre as quais Macaé pela redução da jornada de trabalho. “Nós, do Movimento Luta de Classes, realizados atos nas praças de alimentação conscientizando os trabalhadores sobre a importância de se lutar pelo fim da escala 6 x 1”, disse Esteban.

Marcha dos trabalhadores

O calendário do CLG aprovado na assembleia inclui a caravana a Brasília no dia 15 de abril para a Marcha da Classe trabalhadora organizada pelas centrais sindicais, como CUT e CTB, e  movimentos sociais pelo fim da escala 6 x 1, redução da jornada de trabalho, valorização salarial, combate a pejotização e defesa de direitos e da democracia.

“O objetivo é pressionar o Congresso Nacional e o governo por pautas trabalhistas. A Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, OIT, da negociação coletiva no serviço público faz parte da pauta da marcha. Uma mobilização que fortalece o eixo da nossa luta”, defendeu Assis. FOTOS: RENAN SILVA

TRABALHADORAS E TRABALHADORES DA UFRJ celebram o fôlego do movimento após a assembleia no pilotis do CT

 

 

MESA QUE CONDUZIU A ASSEMBLEIA desta quarta-feira, 25 de março
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