Entidade oferece aos sindicalizados e dependentes cursos precatórios para mestrado e doutorado, de capacitação e oficinas
A Coordenação de Educação Cultura e Formação Sindical do SINTUFRJ iniciou o semestre dos cursos preparatório para ingresso no mestrado, doutorado, capacitação continuada, Patrimônio Histórico-Cultural e das oficinas numa celebração de integração entre coordenadores, professores, alunos e ex-alunos, no dia 4 de setembro, no Espaço Cultural da entidade. Esse encontro não ocorreu no início do ano letivo devido à greve da categoria.
Foi um ritual de Aula Magna com falas emocionadas dos coordenadores de Educação Edmilson Pereira, Maria Lenilva e Carlos Daumas, e da coordenadora-geral Sharon Stéfani, e depoimentos de quem viveu e ainda vive a experiência de participar do projeto Universidade para os Trabalhadores –uma proposta pedagógica e política histórica do SINTUFRJ.
O evento foi transmitido na integra pelo canal do Youtube do sindicato e encontra-se à disposição dos interessados.
Para saber sobre vagas ainda neste semestre e obter outras informações sobre os cursos e oficinas, fale com o secretário da Coordenação de Educação, Josias da Silva, pelo telefone 21 97015-6813, pelo e-mail educacaoecultura@sintufrj.org.br ou presencialmente, às segundas-feiras e quintas-feiras, das 9h às 18h, na Sala de Esportes, na sede do sindicato.
Saudações
“O objetivo deste encontro presencial é promover o que somente o contato físico proporciona: calor humano e afeto, uma conexão de sentimentos que todos nós precisamos. É também um momento de gratidão pelo reconhecimento de um trabalho conjunto para dar o melhor aos sindicalizados e seus dependentes”, disse Edimilson Pereira.
“Agradeço a presença de todos, parabéns aos professores e alunos”, saudou Lenilva, que por ter se colocado à disposição do SINTUFRJ para ajudar a categoria no processo de obtenção do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), não pode permanecer na cerimônia.
“Temos visto muita gente entrando na pós-graduação, o que comprova a qualidade dos cursos oferecidos pelo SINTUFRJ. As aulas são presenciais, on-line e de campo, que são muito legais e vão marcar a vida de vocês”, indicou Carlos Daumas.
“Todos os cursos têm importância para os sindicalizados e é um orgulho que todos eles sejam bem avaliados. A partir da educação se vive melhor e se constrói um mundo melhor. O papel da Coordenação-Geral é incentivar e apoiar os coordenadores da Educação”, afirmou Sharon Stéfani.
Apresentações
Alunos recém-ingressos nos cursos tiveram a oportunidade de conhecerem os professores de cada disciplina e das oficinas. Assistirem a apresentação de números de Dança do Salão e de capoeira por uma ex-aluna do sindicato e atual substituta eventual da Direção Adjunta de Extensão do Instituto de Geociências, Rosi da Cruz. Os docentes que estão no projeto desde o seu início, em 1986, ou há vários anos, quando o projeto se resumia no Curso Preparatório para o Vestibular (CPV), registraram sua trajetória no SINTUFRJA com emoção. Sandra Bragatto, que leciona Inglês Instrumental I e II, foi um deles:
“Foi o SINTUFRJ que possibilitou esse contato com o mundo do estudante trabalhador. Tivemos que ajustar tudo o que aprendemos na graduação. Não havia porta de entrada na universidade pública para quem trabalhasse. O CPV originou os cursos de capacitação e o PCCTAE possibilitou que os servidores se capacitassem. São 40 anos do projeto Universidade para os Trabalhadores. O SINTUFRJ tem ousadia e coragem por bancar esses cursos há quatro décadas. Não temos outro (sindicato) igual”.
Iara Borges, orientadora no curso que oferece suporte e subsídios aos alunos que almejam ingressar e permanecer em um programa de pós-graduação, declarou: “O que me encanta no SINTUFRJ é o espaço criado para impactar a vida do trabalhador. Um trabalho coletivo e cooperativo desde 1986. São muitas as aprovações. O ser humano não nasceu para viver sozinho, passar num concurso; tem que estar engajado, estudar e refletir nas entrelinhas”.
Roseni Lana, assistente social do Instituto de Ginecologia, como ex-aluna dos cursos que garantiram a ela uma vaga no mestrado na UFRJ, compartilhou uma história de vida de sacrifícios, lutas e sonhos concretizados. “Com os professores do SINTUFRJ aprendi a dar o pulo do gato e chegar aonde estou. Eles nos enxergam como alunos e alma de trabalhador. Respeitam nossas histórias, nossas responsabilidades”, resumiu a servidora mestranda. Ela só disputou uma vaga na graduação da UFRJ, porque conseguiu isenção na taxa do vestibular, em 2001. Se formou em 2006 e foi aprovado no concurso para técnica administrativa em 2009.
Todos os cursos e oficinas
Cursos — Metodologia da Pesquisa, professor Heitor Cesar; Inglês Instrumental I e II, Sandra Bragatto; Orientação, Iara Borges; Espanhol, Josimeri Faria; Redação e Português, Elisia Maia; História, Fernando Linhares; Patrimônio Histórico-Cultural, Heitor Cesar e Fernando Linhares. Aulas on-line e presencial.
Oficinas – Dança de Salão, Luiz Antônio; Patchwork, Debora Oliveira; Pintura em Tecido, Fátima Ruivace e Violão, Marcelo Telles.
UFRJ não investe em história
Uma das três únicas historiadoras da UFRJ, Andreia Queiroz, ministrou a aula magna de abertura dos cursos e oficinas do SINTUFRJ. Diretora da Divisão Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (Sibi), implementado por ela, incentivou os técnicos administrativos em educação a assumirem projetos de pesquisa sobre seu labor diário e compartilhar com todos os servidores. Ela informou que com doutorado, esse servidor ou servidora pode orientar TCC, portanto, contar com alunos de iniciação científica.
Segundo a historiadora, existe uma série de projetos de incentivo à qualificação de preservação patrimonial. E a chefia imediata do profissional tem que permitir, porque hoje o olhar para o papel do técnico na UFRJ não pode ser somente burocrático, mas sim de que ele está ligado à pesquisa, ao ensino e a extensão.






