Projeto de tirano precisa ser barrado nas urnas

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Em recente matéria de uma emissora de TV, a âncora informou que o candidato do PL à presidência teria dito que usaria a maioria no Congresso para mudar a Constituição. Mas ela mesma passou o pano, dizendo que foi apenas “uma escorregada” do candidato, e que ele se referia a uma PEC (Proposta de Emenda à
Constituição) que precisava de mecanismos legislativos para ser aprovada.

DOMÍNIO TOTAL

“Gente, isso é muito sério, não minimizem”, chamou atenção um internauta sobre a realidade atual: “No Brasil existem o Poder Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O partido do candidato de oposição já ganhou maioria no Legislativo, se ele ganhar também a presidência, vai indicar cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, ou seja, ele vai dominar o STF. Conclusão: vai dominar a Presidência, o Legislativo e o Judiciário. Quem vai fazer o contrapeso de tanto poder? Fora isso, ele ainda estará a serviço de Trump (EUA), entregando tudo”, alertou.

SINAL DE ALERTA

Muitos tiranos chegam ao poder por vias democráticas, quando então podem subverter ou destruir o sistema por dentro, com a erosão dos contrapesos
da Democracia, como são chamados os Três Poderes, que fiscalizam e limitam a atuação uns dos outros, impedindo que qualquer um se exceda.

Sem tais freios, pode-se desaguar em um controle absoluto de alguém sobre todas as esferas da vida pública e privada, que elimina a liberdade individual e a
oposição. Como no fascismo e no nazismo.

LULA DEFENDE A CONSTITUIÇÃO
Durante a sessão solene de promulgação da PEC que extinguiu a escala de trabalho 6×1, dia 16 de outubro, Lula ergueu a Constituição. Uma referência ao
gesto histórico do deputado Ulysses Guimarães, que levantou o exemplar da Carta Magna no momento de sua promulgação em 1988.

A denominada Constituição Cidadã foi resultado do esforço político pela redemocratização do país e símbolo do fim da ditadura civil-militar, que torturou e
matou trabalhadores e estudantes. Essa Constituição buscou assegurar direitos fundamentais e prerrogativas básicas para os indivíduos e grupos sociais em
relação ao Poder Público.

“NINGUÉM DÁ TODO PODER A UMA PESSOA SÓ”

“Numa democracia, ninguém dá todo o poder para uma pessoa só. E Flávio já tem (maioria) um Congresso Nacional para fazer o que quiser com a Constituição. Se (eleito e) ele quiser colocar a intolerância religiosa lá, de gênero, intolerância sexual, que mulher não deve votar, leva para o Congresso. Ele tem maioria.

Lula, não, terá que conversar, dialogar, negociar. Um é democrata. Outro, lamentavelmente, não. Pela democracia vamos votar 13”, disse Simone Tebet, que foi
ministra de Lula.

GOLPE, NÃO!

A deputada federal Jandira Feghali, alerta: “Esse momento é de preservar a democracia. Não podemos dar um cheque em branco. Permitir um golpe por dentro. Maioria do Parlamento. Maioria no Supremo e ainda do Executivo (se eleito). Isso seria um país sem contrapesos, sem mediação, sem medidas possíveis de
defesa das conquistas que temos. Direito conquistado não é necessariamente direito garantido. Não podemos jamais dar um passo atrás, para um retrocesso
que vai transformar o Brasil em um país-colônia (dos Estados Unidos). De apropriação de riqueza e superexploração do trabalho”.

CONCENTRAÇÃO DE PODER, NÃO!

“A história brasileira mostra as consequências da concentração autoritária de poder. Durante a ditadura militar, censura, perseguição política e repressão
aos movimentos sociais e sindicais foram utilizadas para silenciar opositores”, alerta a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro.

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