Começou, dia 19, a 12ª edição do Seminário de Integração dos Técnico-Administrativos em Educação.
Segue até o dia 23, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), em formato híbrido. Esta vitrine da produção de conhecimento TAE conta
com 226 trabalhos inscritos e 450 participantes entre autores e coautores; mais de 70 pessoas na Comissão Organizadora e de 40 instituições do Brasil.
Somados aos ouvintes, são umas 700 pessoas, segundo Gustavo Cravo, da comissão organizadora. “O SINTAE é muito bacana. De técnicos para técnicos. Nosso foco é dar a primeira oportunidade de compor uma comissão, coordenar um GT, apresentar um trabalho”, disse.
A programação está em www.sintaeufrj.org.
As coordenadoras do Sintufrj Laura Gomes e Rosemere Roza coordenaram seus respectivos grupos de trabalho no XII Sintae.
Abertura
Participaram a vice-reitora Cássia Turci –que destacou a importância do papel dos TAE na UFRJ –, a vice decana do CCMN Walcy Santos, o coordenador-geral do SINTUFRJ Esteban Crescente, e Camila Baz e Gustavo Cravo. As coordenadoras do Sintufrj Maria Lenilva e Rosemere Roza estavam presentes.
Esteban apontou a importância da votação dia 25, quando se decide o projeto de país e se reafirma ou a estabilidade do serviço público, concursos, defesa
do papel da universidade rumo à soberania, ou o projeto oposto. E lembrou decisão da assembleia de defesa da candidatura Lula.
Carreira
Foi o tema da mesa seguinte com a participação de Esteban, Agnaldo Fernandes, da CNSC, Pedro e Sá, representante da comissão, com moderação de Paola Meirelles (da UNIRIO).
“Nos quatro anos de Bolsonaro, nos defendemos de ataques como a reforma da Previdência ou a Administrativa, com propostas de diminuir jornada de trabalho com redução de salários, e que agora, na atual conjuntura, por mais que tenha sido difícil a luta pelo RSC, a reestruturação da carreira e aumento nos benefícios, nós pudemos negociar”, ponderou Esteban.
À tarde, houve a oficina de letramento LGBTQIAPNB+ com Márcio Neves, diretor de Gênero e Pertencimento (DiGePe) da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada) da UFRJ e a mesa redonda “Políticas Culturais Universidade”, com Jéssica Luzes, técnica em assuntos educacionais na Divisão de Esporte, Cultura e Lazer (DECULT) da Pró-Reitoria de Políticas Estudantis
Em recente matéria de uma emissora de TV, a âncora informou que o candidato do PL à presidência teria dito que usaria a maioria no Congresso para mudar a Constituição. Mas ela mesma passou o pano, dizendo que foi apenas “uma escorregada” do candidato, e que ele se referia a uma PEC (Proposta de Emenda à
Constituição) que precisava de mecanismos legislativos para ser aprovada.
DOMÍNIO TOTAL
“Gente, isso é muito sério, não minimizem”, chamou atenção um internauta sobre a realidade atual: “No Brasil existem o Poder Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O partido do candidato de oposição já ganhou maioria no Legislativo, se ele ganhar também a presidência, vai indicar cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, ou seja, ele vai dominar o STF. Conclusão: vai dominar a Presidência, o Legislativo e o Judiciário. Quem vai fazer o contrapeso de tanto poder? Fora isso, ele ainda estará a serviço de Trump (EUA), entregando tudo”, alertou.
SINAL DE ALERTA
Muitos tiranos chegam ao poder por vias democráticas, quando então podem subverter ou destruir o sistema por dentro, com a erosão dos contrapesos
da Democracia, como são chamados os Três Poderes, que fiscalizam e limitam a atuação uns dos outros, impedindo que qualquer um se exceda.
Sem tais freios, pode-se desaguar em um controle absoluto de alguém sobre todas as esferas da vida pública e privada, que elimina a liberdade individual e a
oposição. Como no fascismo e no nazismo.
LULA DEFENDE A CONSTITUIÇÃO
Durante a sessão solene de promulgação da PEC que extinguiu a escala de trabalho 6×1, dia 16 de outubro, Lula ergueu a Constituição. Uma referência ao
gesto histórico do deputado Ulysses Guimarães, que levantou o exemplar da Carta Magna no momento de sua promulgação em 1988.
A denominada Constituição Cidadã foi resultado do esforço político pela redemocratização do país e símbolo do fim da ditadura civil-militar, que torturou e
matou trabalhadores e estudantes. Essa Constituição buscou assegurar direitos fundamentais e prerrogativas básicas para os indivíduos e grupos sociais em
relação ao Poder Público.
“NINGUÉM DÁ TODO PODER A UMA PESSOA SÓ”
“Numa democracia, ninguém dá todo o poder para uma pessoa só. E Flávio já tem (maioria) um Congresso Nacional para fazer o que quiser com a Constituição. Se (eleito e) ele quiser colocar a intolerância religiosa lá, de gênero, intolerância sexual, que mulher não deve votar, leva para o Congresso. Ele tem maioria.
Lula, não, terá que conversar, dialogar, negociar. Um é democrata. Outro, lamentavelmente, não. Pela democracia vamos votar 13”, disse Simone Tebet, que foi
ministra de Lula.
GOLPE, NÃO!
A deputada federal Jandira Feghali, alerta: “Esse momento é de preservar a democracia. Não podemos dar um cheque em branco. Permitir um golpe por dentro. Maioria do Parlamento. Maioria no Supremo e ainda do Executivo (se eleito). Isso seria um país sem contrapesos, sem mediação, sem medidas possíveis de
defesa das conquistas que temos. Direito conquistado não é necessariamente direito garantido. Não podemos jamais dar um passo atrás, para um retrocesso
que vai transformar o Brasil em um país-colônia (dos Estados Unidos). De apropriação de riqueza e superexploração do trabalho”.
CONCENTRAÇÃO DE PODER, NÃO!
“A história brasileira mostra as consequências da concentração autoritária de poder. Durante a ditadura militar, censura, perseguição política e repressão
aos movimentos sociais e sindicais foram utilizadas para silenciar opositores”, alerta a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro.
O país assiste a um fenômeno surpreendente após o primeiro turno das eleições e o risco de a democracia ser posta em xeque.
ATOS ATRAEM MULTIDÕES EM TODO O PAÍS EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Manifestações aconteceram em 19 capitais no domingo, 18 de outubro. No Rio, no início da tarde, concentração na Candelária puxada pelos estudantes, teve a presença de Chico Buarque. No final da tarde e início da noite, Caetano Veloso comandou o show e Copacabana se transformou em cenário único de política, cultura e poesia. O Brasil agradece!.
Um tsunami puxado pelo movimento estudantil (veja matéria ao lado), nos últimos dias, imediatamente após 4 de outubro, recolocou a disputa pela Presidência da República num novo patamar: a reação da base por meio dos estudantes, dos movimentos sociais, dos sindicatos mais combativos e de outras instâncias da sociedade civil explodiu nas ruas das cidades brasileiras.
O SINTUFRJ, como sindicato com tradição de organizar os trabalhadores em torno de bandeiras específicas da categoria, mas também das grandes questões que envolvem o país, tem marcado presença no momento de mobilização inédita na história recente do campo político que defende um país menos desigual, com oportunidade para todos.
A sociedade parece ter acordado de sua letargia. Neste domingo, 18, apoiadores da candidatura do presidente Lula, em uma mobilização nacional pela democracia, participaram, no país inteiro, de concentrações e atos a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. As manifestações reuniram estudantes, artistas, movimentos sociais e lideranças políticas em demonstração de apoio ao presidente. A indumentária colorida animou praças, ruas e avenidas com bandeiras do Brasil, camisetas vermelhas, cartazes e apresentações musicais.
Esse cenário se repetiu nas capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Maceió. Os atos também buscam ampliar o diálogo com eleitores indecisos e incentivar a participação daqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Rio de Janeiro
Artistas se reúnem em Copacabana em grande ato pela democracia e reeleição de Lula A Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi palco de uma grande mobilização artística e política em apoio à reeleição do presidente Lula neste domingo (18). Convocado pelo cantor Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes, o Ato Musical pela Democracia reuniu artistas de diferentes gerações e estilos musicais, além de apoiadores do petista. A concentração começou por volta das 14h, na altura do Posto 5, e as apresentações musicais tiveram início às 16h15, com a abertura do cantor e compositor Edu Krieger. Entre os artistas presentes no evento estão Caetano Veloso, Djavan, Simone, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat, Fernanda Abreu, Ivan Lins, Rubel, Duda Beat e Xamã.
Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro questionou modelo de assistência social e ironizou exigências sanitárias para pequenos empreendedores
Por Cleber Lourenço
A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, chamou o modelo de assistência social brasileiro de “prisão assistencialista” e criticou exigências da Vigilância Sanitária para pequenos empreendedores, incluindo a esterilização de instrumentos utilizados por manicures. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (19), durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, na qual a economista apresentou propostas para um eventual governo de Flávio.
Ao defender a criação de um Ministério da Prosperidade, que reuniria políticas de assistência social, trabalho e empreendedorismo, Daniella afirmou que o objetivo seria mudar a relação dos beneficiários de programas sociais com o Estado.
“É justamente essa. É a gente libertar o Brasil dessa prisão assistencialista”, declarou.
A economista defendeu que o Bolsa Família deixe de ser tratado como um destino permanente para famílias de baixa renda e passe a funcionar como uma etapa de transição para o mercado de trabalho. Segundo ela, a proposta envolve integrar o Cadastro Único, o Sistema Nacional de Emprego (Sine), o Sistema S e instituições financeiras públicas para estimular a formalização e o empreendedorismo.
Daniella também acusou o governo Lula de utilizar programas sociais para manter a população dependente do Estado.
“Se o governo usa o medo e os programas para aprisionar as pessoas no medo, tá errado. É uma relação tóxica e abusiva”, afirmou.
Apesar das críticas, a coordenadora econômica classificou o Bolsa Família como um programa “meritório” e disse que não pretende acabar com a assistência social. Mais cedo, em entrevista à CBN Bahia, Daniella revelou que o Bolsa Família passará a ter um período de transição de dois anos para os beneficiários, caso o senador seja eleito presidente. Após esse prazo, as famílias seriam desligadas do programa, segundo a proposta apresentada pela equipe do candidato.
As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”, declarou. A fala reforça o discurso adotado pela coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro, que trata a dependência prolongada da assistência social como um problema, embora não tenha apresentado dados que sustentem a ideia de que o programa, por si só, impeça a conquista de autonomia financeira.
Dados contrariam ideia de dependência permanente
A descrição da assistência social como uma prisão contrasta com os números sobre a entrada de beneficiários do Bolsa Família no mercado de trabalho e a saída de famílias do programa.
Conforme reportagem publicada pelo ICL Notícias em maio, 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023 após aumento de renda, segundo informações apresentadas pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. O número corresponde a aproximadamente 15 milhões de pessoas.
Outro levantamento divulgado pelo ICL em 1º de outubro mostrou que beneficiários do Bolsa Família responderam por 85,18% do saldo líquido de empregos formais gerados no Brasil entre janeiro de 2023 e julho de 2026, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foram aproximadamente 4,58 milhões de postos líquidos, de um total nacional de 5,38 milhões.
O indicador corresponde à diferença entre admissões e desligamentos, não à proporção de beneficiários empregados. Ainda assim, os dados mostram que a participação no Bolsa Família não impede, por si só, a entrada no mercado formal e que milhões de famílias conseguem deixar o programa após melhorar sua renda.
Os números não significam que todas essas famílias tenham superado definitivamente a pobreza. Mas colocam em questão a caracterização da assistência social como um mecanismo de dependência permanente.
Parte das propostas já existe no governo federal
Mais cedo, em entrevista à CBN Bahia, Daniella havia defendido um período de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que conseguissem emprego formal ou abrissem um negócio. A proposta foi apresentada como uma forma de evitar que as famílias percam imediatamente a assistência ao começar a trabalhar.
O Bolsa Família, entretanto, já possui uma regra de proteção que permite a continuidade temporária de parte do benefício após o aumento da renda familiar. O programa também prevê mecanismos de retorno para famílias que voltem a enfrentar dificuldades financeiras.
Desde julho de 2025, os prazos da regra de proteção variam conforme a situação da família. Quem já estava incluído no mecanismo antes da mudança pode permanecer por até 24 meses, enquanto as novas regras estabelecem períodos diferentes conforme a origem da renda.
A proposta de Daniella, portanto, precisa ser detalhada para que seja possível identificar o que efetivamente mudaria: quanto as famílias receberiam durante os dois anos, quais seriam os critérios de permanência e em que condições poderiam retornar ao programa.
Outra medida apresentada pela coordenadora econômica, a integração entre assistência social, qualificação profissional e acesso ao crédito, também encontra iniciativas semelhantes no governo federal.
Instituído pela Lei 14.995/2024, o programa Acredita no Primeiro Passo oferece instrumentos de qualificação, empreendedorismo, inclusão produtiva e microcrédito para pessoas inscritas no Cadastro Único. Em fevereiro de 2026, a Caixa também anunciou uma iniciativa de microcrédito voltada a esse público.
Daniella não detalhou quais seriam as diferenças de abrangência, financiamento ou funcionamento entre essas políticas e o Ministério da Prosperidade que pretende criar.
Flávio Bolsonaro chamou Bolsa Família de ‘esmola eterna’ em publicação nas redes sociais
Flávio Bolsonaro já chamou Bolsa Família de “esmola eterna”
A crítica de Daniella ao modelo de assistência social encontra um antecedente no discurso do próprio Flávio Bolsonaro. Em 11 de outubro de 2014, o então deputado estadual utilizou suas redes sociais para classificar o Bolsa Família como “esmola eterna”.
“Ao invés de emprego, esmola eterna”, escreveu Flávio em uma publicação acompanhada de uma tabela com o número de beneficiários do programa em diferentes estados brasileiros.
A postagem foi feita durante a campanha presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) disputava a reeleição. Flávio utilizou dados sobre a abrangência do Bolsa Família para criticar a política de transferência de renda do governo federal.
Doze anos depois, a coordenadora econômica de sua candidatura presidencial voltou a associar o modelo de assistência social à dependência do Estado. Embora Daniella tenha defendido a manutenção do programa, suas declarações recuperam a ideia de que a transferência de renda pode manter os beneficiários presos à assistência governamental.
Durante a entrevista, ela também acusou o governo Lula de reduzir o período de transição de beneficiários que conseguem emprego ou abrem um negócio para mantê-los vinculados ao programa.
“Porque querem que o cara fique lá”, afirmou. Em seguida, completou: “Aprisionado, né?”.
O Bolsa Família, entretanto, possui uma regra de proteção que permite às famílias continuar recebendo parte do benefício mesmo depois de um aumento de renda, desde que respeitados os critérios estabelecidos pelo programa. O mecanismo busca evitar que a conquista de um emprego provoque a perda imediata da assistência, especialmente quando a renda ainda não garante estabilidade financeira.
Exigências sanitárias também foram criticadas
Na mesma entrevista, Daniella criticou a burocracia enfrentada por pequenos empreendedores e utilizou como exemplo as exigências da Vigilância Sanitária para a abertura de salões de beleza.
Ao falar das dificuldades de formalização, a economista mencionou uma manicure que tenta abrir o próprio estabelecimento e precisa cumprir regras sanitárias.
“É a manicure que eu falei aqui que, para abrir um salão, fica lá na Vigilância Sanitária […] tem que esterilizar dez vezes o alicate, comprovar”, afirmou durante a entrevista.
A declaração foi feita em tom de crítica ao que Daniella considera excesso de exigências impostas pelo poder público. Ela também mencionou dificuldades para contratar funcionários, obter crédito e expandir pequenos negócios.
A esterilização de alicates e outros instrumentos utilizados em procedimentos de manicure, entretanto, é uma medida de prevenção sanitária. Instrumentos que podem entrar em contato com sangue precisam passar por procedimentos adequados de limpeza e esterilização para reduzir o risco de transmissão de infecções, como as hepatites B e C.
As exigências variam conforme a regulamentação sanitária aplicável. A fala de Daniella não esclarece quais normas pretende modificar nem apresenta uma proposta específica para flexibilizar os procedimentos de esterilização.
Ao relacionar exigências sanitárias e políticas de assistência social a obstáculos à autonomia econômica, a coordenadora de Flávio apresentou uma visão de governo baseada na redução da burocracia e no estímulo à iniciativa individual, mas não detalhou quais mecanismos de proteção seriam preservados ou alterados.
A proposta, de autoria de Mendonça, atingiria em cheio o Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes.
A campanha de Flávio Bolsonaro já entrou com várias representações pedindo ao TSE a derrubada do canal de Janones, que já foi censurado por Kassio, mas voltou ao ar. O canal de apoio a Flávio no WhatsApp, o Tropa do Flávio, também seria atingido, mas ele tem 2 milhões de inscritos, bem menos que o de Lula, e engajamento menor.
Após a publicação da reportagem, o ministro Kássio afirmou à Folha não ser a favor de alterações de resoluções eleitorais de última hora, nas vésperas da eleição. Ele também se distanciou da minuta, afirmando que o autor do texto era Mendonça, mas que ele teria discutido o teor com os outros ministros da corte.
A interlocutores, Kassio negou que houvesse a proposta, mas a Folha obteve a minuta do texto.
“No período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição, aplica-se o disposto no § 11 deste artigo aos canais de transmissão de conteúdo de natureza político-eleitoral com mais de 200.000 (duzentos mil) seguidores”, diz o texto. Isso equipararia os canais de WhatsApp ao uso de inteligência artificial em qualquer publicação, proibido dentro do mesmo período.
A ideia inicial era proibir apenas a criação de novos canais para impedir surgimento de focos de desinformação. Mas, no texto de Mendonça, ficaram proibidos todos os canais.
A resolução entraria em vigor no momento da publicação.
Outro tema defendido por Mendonça é bloquear totalmente o impulsionamento de publicações políticas. A proposta tem apoio de alguns ministros da corte, que apontam para a sucessão de falhas técnicas da Meta que atingiram as campanhas eleitorais. Mas parte dos ministros se opõe, porque a medida iria beneficiar de forma desproporcional um dos lados da disputa.
Perfis que fazem campanha para Flávio Bolsonaro, como o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e de Pablo Maçal, têm 24,8 milhões e 14,3 milhões de seguidores, com alto engajamento orgânico. Sem perfis da mesma magnitude e sem poder impulsionar publicações, a campanha do presidente Lula sairia prejudicada, argumentam alguns ministros do TSE.
Disputa no TSE
O “Exército do Lula” entrou no centro de uma disputa no TSE depois do primeiro turno.
No dia 11, o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e mandou censurar o canal, que já tinha mais de 3 milhões de seguidores. A decisão passou por cima do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação. Na véspera, Cueva havia cobrado da campanha do PL documentos que comprovassem a circulação de fake news no grupo, o que não constava do processo.
Horas depois, Cueva derrubou a censura e restabeleceu o canal até que o plenário analisasse o caso. Segundo ele, a campanha de Flávio não havia apresentado provas suficientes. No dia seguinte, a área técnica do TSE informou não ter localizado no canal os conteúdos citados na ação, mas apontou mensagens apagadas ou editadas, o que deixava lacunas na análise.
Lula acusou Kassio de ter lado na eleição, e ministros de uma ala do tribunal viram indícios de engajamento do presidente da corte na campanha do PL. Kassio negou a interlocutores agir em favor de qualquer candidatura.
Em 13 de outubro, com base no relatório técnico e em um dossiê da campanha de Flávio que contabilizava 499 mensagens apagadas, Kassio voltou a suspender o canal. Ele afirmou que Janones atuava em coordenação com a campanha petista e que, por isso, o canal deveria ser registrado na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula fez o registro no mesmo dia, e Kassio disse a interlocutores que o canal estava liberado.
Com pesar a direção do SINTUFRJ e funcionários registram o falecimento do ex-diretor da entidade, Renato Augusto de Oliveira Costa, aos 59 anos, ocorrido nesta quarta-feira, 21 de outubro. Renatinho, como era carinhosamente chamado pelos familiares, amigos e colegas de trabalho, era servidor do Museu Nacional. Técnico administrativos da UFRJ desde 2 de janeiro de 1980.