Mobilização continua esta tarde, às 14h, no Palácio Guanabara
Na primeira atividade do Dia Nacional de Luta com paralisação, esta quinta-feira, 4 de dezembro, técnicos-administrativos em Educação da UFRJ realizaram ato em frente Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão. No corpo-a-corpo , panfletando junto a trabalhadores e à população usuária do hospital, e através dos alto-falantes do carro de som do sindicato, coordenadores e militantes da base se revezavam para anunciar os motivos da paralisação: pelo cumprimento integral do acordo de greve, contra a reforma administrativa que retira direito dos trabalhadores do serviço público e que afeta também a população e ainda em defesa das mulheres, contra o feminicídio.
“Lutar e resistir, até o acordo cumprir”, bradaram juntos os manifestantes, chamando a todos para integrar o ato unificados com demais setores do serviço público este tarde, em mais um protesto contra a Reforma Administrativa, às 14h, em frente ao Palácio Guanabara.

Serviço público na luta
“Estamos no dia nacional de paralisação em defesa e serviço público. E dos direitos do servidor. Pelo comprimento integral do acordo de greve, pela implementação da jornada de 30 horas para os trabalhadores do Estado e redução da jornada de trabalho para toda a classe trabalhadora. Estamos lutando pelo comprimento do que foi acordado na mesa de negociação com o governo, pelo Reconhecimento de Saberes e Competências, uma ferramenta para valorizar os servidores e que infelizmente o governo está descumprindo. Nós estamos lutando também pelo reposicionamento dos aposentos, pela racionalização dos cargos”, disse o coordenador-geral Esteban Crescente, pedindo àqueles que circulavam no local que lessem o panfleto que os militantes distribuíam para entender mais sobre as questões em pauta.
“Nós temos que defender os serviços públicos para a população. O acesso à saúde, educação, habitação, segurança. Para isso é necessário investimento e valorizar os servidores e servidoras que precisam que haja recomposição das perdas salariais acumuladas”, ponderou o coordenador.
“Ato também em defesa dos pacientes”
O coordenador-geral Francisco de Assis ponderou que é importante mobilizar companheiros que, não podendo integrar o ato da manhã, se reunissem aos demais servidores no ato conjunto da Fasubra- Sindical e Forum das Entidades Nacional dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) no Palácio Guanabara à tarde, pelas pautas nacionais. No HU, o ato demarca uma pauta importante para categoria: condições de trabalho do hospital.
“A gente tem conversado com os trabalhadores diariamente. É importante que os companheiros se mobilizem, porque a situação está ficando crítica, tanto do ponto de vista das condições de trabalho, quanto para o paciente que está tendo dificuldade de ser atendido. Esse ato é em defesa dos trabalhadores mas, com certeza, também em defesa dos pacientes que estão sofrendo com a precariedade do serviço, cuja solução foi prometida lá atrás, com aquela narrativa de que haveria recursos com a entrada da Ebserh. E agora a gente vê que a precariedade continua e até em alguns casos está pior. Isso tá afetando também os demais hospitais, como o IPPMG e a Maternidade Escola e, principalmente, os companheiros dos hospitais que não fizeram adesão à Ebserh, que estão sofrendo por inanição. Então a gente precisa ter consciência do que tá acontecendo e nos mobilizar e construir uma grande mobilização dentro no hospital”, contou, explicando a intenção da direção de promover uma grande reunião geral dos trabalhadores do hospital em janeiro para o debate de todas essas questões. O Sintufrj enviou ofício à direção relatando os problemas até hoje sem resposta, mais uma pauta deste dia de luta e que será levada também ao Conselho Universitário ainda este ano.
Vamos nos mobilizar
“Nós estamos aqui para exigir do governo o cumprimento integral do acordo de greve. Queremos as 30 horas já, o RSC e a valorização dos nossos aposentados, que a cada dia que passa estão fora do planejamento do governo. Estamos aqui também para lutar por melhores condições de prestação de serviço para nossos pacientes. A gente sabe a dificuldade que a população tem enfrentado. Então estamos aqui para lutar por vocês também, contra a Reforma Administrativa que atinge todos nós”, disse a coordenadora da Comunicação Luciano Borges, chamando os colegas do hospital: “Vamos descer, vamos nos mobilizar, vamos nos juntar para que a gente possa fazer um ato bonito e impressionar o governo pelo cumprimento do acordo de greve. Precisamos de melhores condições de trabalho, para que a gente possa oferecer dignidade ao serviço prestado à população. Desça, companheiro. Só reclamar não adianta. Vamos, coletivamente, pressionar o governo para conquistar os nossos direitos”, conclamou, lembrando também a pauta em defesa dos direitos da mulher, contra o feminicídio e toda forma de violência.
RSC em risco e greve no horizonte
O Ministério da Gestão e Inovação publicou dia 3, um decreto sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências que, segundo a coordenadora-geral da Fasubra Cristina Del Papa é um “cavalo de troia” e a categoria precisa reagir.
A questão também ganhou atenção das lideranças na manifestação, para quem o decreto apresentado é a destruição do que foi acordado com os técnicos-administrativos e já traz elementos que estão na Reforma Administrativa. Por isso, os coordenadores conclamaram a categoria a se mobilizar, ocupando as ruas hoje à tarde, mas também nas demais mobilizações à frente, com a possível indicação de greve já no início do ano, pelo cumprimento integral do acordo de greve e contra a Reforma Administrativa que ataca a estabilidade e limita o investimento no serviço público e no servidor, prejudicando a população.





