É histórica a tradição do Sintufrj de enviar caravanas para reforçar as mobilizações de trabalhadores em Brasília. Afinal, é o maior sindicato da base da Fasubra. Lotar ônibus com a categoria rumo ao Planalto Central foi fundamental para conquistas importantes, como o artigo 207 que trata da autonomia universitária na Constituinte de 1988 e o Regime Jurídico Único (RJU) em 1990. Sem falar na pressão dos caravaneiros nas manifestações por conquistas em acordos.
Nas primeiras caravanas nossos militantes tinham que se abrigar em barracas e muitas vezes viajavam em vans por mais de 20 horas até Brasília. O pessoal das antigas lembra bem dos percalços e das dificuldades. Contávamos com o antigo ônibus emprestado pela UFRJ, apelidado de urso branco, para essas viagens. Depois veio o tempo do ônibus da Asufrj (o “vovô”), dirigido pelos motoristas da entidade Cláudio, Wanderlei e Bira.
Nessa época, os nossos caravaneiros iam num “bate e volta” cansativo, porque não havia meios para garantir pernoites. Mas, com o crescimento da entidade foi possível oferecer às companheiras e companheiros transporte mais confortável, ajuda de custo e uma hospedagem digna.
Todos os caravaneiros guardam na memória esses momentos e têm orgulho por terem contribuído com páginas dignas da história do país. As caravanas do Sintufrj fortaleceram a luta pela redemocratização do país, pelas conquistas de uma educação pública e de qualidade, por mais universidades federais e por direitos e respeito para os técnicos administrativos em educação.
Os recentes caravaneiros seguem inspirados no exemplo das companheiras e companheiros históricos. Muitos dos quais ainda na liderança das caravanas. E para quem não foi a uma caravana saiba que nenhum caravaneiro vai a passeio a Brasília. São longas as caminhadas, as marchas e as vigílias em torno da Esplanada dos Ministérios. Haja vigor e muita disposição!





