Ao consultar a prévia do contracheque (documento que permite conferir rendimentos antes do contracheque definitivo), alguns servidores questionaram o porquê do aumento na contribuição para o Sintufrj.

Ao se sindicalizar, o servidor autoriza o desconto de 1% da remuneração bruta fixa mensal em favor do Sintufrj. Essa informação consta na ficha de sindicalização e também no estatuto da entidade, seguido da explicação de que o valor é destinado ao custeio das atividades sindicais e manutenção do sindicato.

A remuneração bruta fixa é composta pelo vencimento básico, pelo Incentivo à Qualificação (IQ) e anuênio (para quem tem).

No mês de abril, os técnicos administrativos em educação tiveram reajuste salarial de 5% para pagamento no contracheque de maio, conforme o acordo assinado com o governo que pôs fim à greve de 2024 – o primeiro reajuste concedido foi de 9% pagos a partir de janeiro de 2025.

Como o IQ é um percentual pago sobre o vencimento base, o aumento se refletirá também no ele.  Assim como ocorre com o  anuênio. Portanto, tudo isso vai se refletir no aumento da contribuição para o Sintufrj.

 

GT ANTIRRACISTA Data 29/4,

14H –  Espaço Cultural
Tema: Conhecendo o Partido dos Panteras Negras.
Palestrante: Gaspar Fraga, educador sociaL

Ato será realizado após a Conclat, que vai aprovar as prioridades da pauta trabalhista para os próximos cinco anos

POR BRASIL DE FATO

Na próxima quarta-feira (15), centrais sindicais de todo o Brasil realizam a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF). A manifestação está programada para depois da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), que vai aprovar as prioridades da pauta trabalhista para os próximos cinco anos. O documento será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as principais demandas estão a redução da jornada de trabalho sem impacto no salário, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à “pejotização” e à violência contra a mulher e a regulamentação da negociação coletiva para servidores públicos.

Para Clemente Ganz, da coordenação do Fórum das Centrais Sindicais, o conjunto de prioridades indica uma preocupação com várias frentes dentro da luta trabalhista. “Essa pauta mostra aquilo que nós consideramos estratégico do ponto de vista da participação do trabalho no desenvolvimento do país, participação do ponto de vista do incremento dos salários, do aumento da melhoria das condições de vida, da proteção trabalhista, da proteção previdenciária”, explica em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato.

Ganz detalha o que está em jogo com relação à redução da jornada de trabalho. “Consideramos fundamental que nós tenhamos uma redução da jornada de trabalho e a prioridade é uma redução de 44 para 40 horas. Se tivermos 40 horas, significa uma escala de 5×2. Cinco dias de trabalho a oito horas por dia, dá dois dias de descanso e cinco dias de trabalho. Portanto, nós temos uma mudança da escala, acaba-se com a escala 6×1 e temos dois dias de descanso ao longo da semana. Consideramos fundamental que a legislação delegue, mais uma vez, ao movimento sindical, à negociação coletiva, a regulamentação da escala de trabalho.”

É histórica a tradição do Sintufrj de enviar caravanas para reforçar as mobilizações de trabalhadores em Brasília. Afinal, é o maior sindicato da base da Fasubra. Lotar ônibus com a categoria rumo ao Planalto Central foi fundamental para conquistas importantes, como o artigo 207 que trata da autonomia universitária na Constituinte de 1988 e o Regime Jurídico Único (RJU) em 1990. Sem falar na pressão dos caravaneiros nas manifestações por conquistas em acordos.

Nas primeiras caravanas nossos militantes tinham que se abrigar em barracas e muitas vezes viajavam em vans por mais de 20 horas até Brasília. O pessoal das antigas lembra bem dos percalços e das dificuldades. Contávamos com o antigo ônibus emprestado pela UFRJ, apelidado de urso branco, para essas  viagens. Depois veio o tempo do ônibus da Asufrj (o “vovô”), dirigido pelos motoristas da entidade Cláudio, Wanderlei e Bira.

Nessa época, os nossos caravaneiros iam num “bate e volta” cansativo, porque não havia meios para garantir pernoites. Mas, com o crescimento da entidade foi possível oferecer às companheiras e companheiros transporte mais confortável, ajuda de custo e uma hospedagem digna.

Todos os caravaneiros guardam na memória esses momentos e têm orgulho por terem contribuído com páginas dignas da história do país. As caravanas do Sintufrj fortaleceram a luta pela  redemocratização do país, pelas conquistas de uma educação pública e de qualidade, por mais universidades federais e por direitos e respeito para os técnicos administrativos em educação.

Os recentes caravaneiros seguem inspirados no exemplo das companheiras e companheiros históricos. Muitos dos quais ainda na liderança das caravanas. E para quem não foi a uma caravana saiba que nenhum caravaneiro vai a passeio a Brasília. São longas as caminhadas, as marchas e as vigílias em torno da Esplanada dos Ministérios. Haja vigor e muita disposição!

A assembleia extraordinária dos técnicos-administrativos desta segunda-feira, 13 de abril, foi realizada num clima de expectativa para a caravana de trabalhadores a Brasília que irá cumprir uma agenda política na capital federal. Os trabalhadores votaram pela manutenção da greve iniciada em 9 de março pelo cumprimento integral do acordo de greve selado em 2024.

A atenção do movimento – que é nacional, articulado pela Fasubra – se volta para o aguardado decreto de regulamentação do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competência). Como se sabe, o projeto de lei  acerca dessa conquista dos trabalhadores não contemplou as emendas apresentadas pele federação.

Em Brasília, os caravaneiros da UFRJ que vão embarcar em dois ônibus na manhã desta terça-feira vão participar na quarta-feira, 15, da Marcha Nacional da Classe Trabalhadora convocada pelas centrais sindicais de todo país (veja matéria neste site).

Para quinta-feira, 16, está programado um grande ato dos trabalhadores da educação diante do Ministério de Gestão e Inovação (MGI) para pressionar pela pauta específica incorporada ao movimento.

Doação de Sangue

A assembleia também decidiu realizar um Dia D de Doação de Sangue – a exemplo do que vai acontecer em Macaé, no dia 30 de abril.

Minuto de Silêncio

A assembleia foi aberta com uma homenagem ao servidor Ailton Campos, falecido no sábado, 11 de abril.