O posto drive thru para vacina√ß√£o contra Covid-19 que funcionaria este s√°bado na Cidade Universit√°ria, resultado de parceria da UFRJ com a prefeitura do Rio foi cancelado. O prefeito da UFRJ, Marcos Maldonado, explicou que, embora estivesse tudo pronto nos procedimentos de log√≠stica a cargo da universidade, a coordena√ß√£o da Secretaria Municipal de Sa√ļde que cuida da vacina√ß√£o na regi√£o na qual o Fund√£o est√° inserido decidiu pela adiamento da opera√ß√£o. Outra reuni√£o entre UFRJ e prefeitura do Rio est√° prevista para quarta-feira, dia 4, para encaminhar a opera√ß√£o.

A ideia do drive trhu (posto no qual as pessoas são vacinadas em seus carros) resulta do plano integrado para o qual a UFRJ foi convocada no esforço de acelerar a imunização na cidade. A universidade vai ceder espaço, estudantes voluntários e material para a instalação do posto no Polo de Biotecnologia (antiga BioRio, ao lado do CCS). Pode ser também que se instale outro posto na Praia Vermelha, próximo ao Instituto de Neurologia.

 

 

Quando a oferta √© menor do que a demanda, vence quem tem maior poder de barganha, isto √©, det√©m o poderio financeiro. √Č assim no capitalismo e assim est√° sendo na disputa mundial por vacinas para imuniza√ß√£o para combater a pandemia de Covid-19.¬†

No Brasil, pa√≠s em que o seu presidente minimizou a doen√ßa, gastou milh√Ķes em ‚Äúrem√©dio‚ÄĚ milagroso, n√£o apoiou as medidas de seguran√ßa para conter a expans√£o da pandemia, colocou um ministro que n√£o entende nada de sa√ļde p√ļblica, e deu de ombros para os esfor√ßos para produ√ß√£o e compra de vacinas, esta hist√≥ria beira ao absurdo.

Em meio a v√°rias a√ß√Ķes que vem ocorrendo pelo pa√≠s para burlar a fila da vacina, autoridades dando carteiradas e cl√≠nicas privadas querendo um naco – apesar dos crit√©rios de prioridade oficializados por um comit√™ cient√≠fico -, recentemente empres√°rios brasileiros, tendo o apoio do presidente Jair Bolsonaro, propuseram a compra de vacinas diretamente com os laborat√≥rios! Eles se valem da incompet√™ncia governamental e da subservi√™ncia ao capital. Que o digam pesquisadores.

‚ÄúEssa proposta √© completamente indecente. Os empres√°rios v√£o obter lucro com a venda de vacina, mais ainda os da sa√ļde. Se isso for para frente v√£o obter um lucro enorme gra√ßas a incompet√™ncia do governo, principalmente do ministro da Sa√ļde, Eduardo Pazuello. E v√£o criar um sistema paralelo de vacina√ß√£o‚ÄĚ, declara o pesquisador da Fiocruz Christovam Barcellos que √© vice-diretor do Instituto de Comunica√ß√£o e Informa√ß√£o em Sa√ļde (Icict/Fiocruz).

Em post na internet Christovam √© muito claro sobre as a√ß√Ķes para furar a fila da vacina. Que existem 3 maneiras:¬† vacina quem tem mais prest√≠gio – a famosa carteirada e o uso de padrinhos pol√≠ticos; vacina quem tem mais poder ‚Äď a press√£o de corpora√ß√Ķes e a√ß√Ķes na justi√ßa; e vacina quem tem mais dinheiro ‚Äď a privatiza√ß√£o das vacinas nas cl√≠nicas particulares. E isso est√° limitado a uma parcela √≠nfima da popula√ß√£o, pois 95% dos brasileiros n√£o tem prest√≠gio, poder e nem dinheiro.

O pesquisador explica ainda que a compra de vacinas pelo empresariado seria at√© admiss√≠vel para outras doen√ßas onde n√£o existe competi√ß√£o e existe uma fartura de insumos. ‚ÄúA compra de alguns medicamentos e a realiza√ß√£o de exames podem ser feitos amparados pela legisla√ß√£o do sistema de sa√ļde brasileiro, o SUS, a Lei 8080, o que √© feito na sa√ļde suplementar‚ÄĚ, esclarece.¬†

Mas no caso da pandemia de Covid-19 existe uma competi√ß√£o internacional por vacina entre os pa√≠ses e o Brasil est√° atr√°s. ‚ÄúInfelizmente n√≥s vemos que alguns pa√≠ses da √Āfrica e da √Āsia est√£o ficando para tr√°s. Os pa√≠ses da Europa, EUA e Canad√° e alguns da Am√©rica est√£o vacinando com mais velocidade. E a gente perde muito com essa competi√ß√£o‚ÄĚ, observa o pesquisador.

‚ÄúImagina se uma parte das vacinas que poderiam ir para o SUS fossem para entidades privadas para vacinar pessoas que n√£o t√™m prioridade? √Č importante lembrar que a lista de prioridade foi elaborada por um comit√™ cient√≠fico que estabeleceu como crit√©rio salvar pessoas que poderiam morrer nos pr√≥ximos meses. Esse √© o crit√©rio principal‚ÄĚ, observa.¬†

‚ÄúInd√≠genas, pessoas mais idosas, portadoras de doen√ßas cr√īnicas, trabalhadores da sa√ļde s√£o pessoas que est√£o muito expostas a se contaminar e apresentam um risco muito grande. A gente aprendeu durante a pandemia que alguns grupos populacionais t√™m maior perigo de morrer. Esse √© o objetivo dessa primeira fase da campanha‚ÄĚ, coloca.¬†

O pesquisador informa que depois numa segunda fase, quando houver mais oferta de vacina, o objetivo ser√° outro: o bloqueio da circula√ß√£o do v√≠rus. ‚ÄúMais ainda n√£o chegamos a essa fase e o n√ļmero de vacinas dispon√≠veis no mundo √© muito pequeno‚ÄĚ.

E no Brasil nem se fala. Atualmente, o governo Bolsonaro disponibilizou pouco mais de 12 milh√Ķes de doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, dois milh√Ķes s√£o da vacina da Oxford, e 10,1 milh√Ķes da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan.¬†

O n√ļmero, no entanto, n√£o √© suficiente para dar conta nem da primeira fase da imuniza√ß√£o no pa√≠s. Segundo estimativa do pr√≥prio governo, para isso seriam necess√°rias cerca de 31,1 milh√Ķes de doses. O Brasil tem mais de 220 milh√Ķes de pessoas.

A indefinição do governo Bolsonaro em relação à aquisição de mais doses de vacina levou governadores a pressionarem o governo federal e afirmarem que vão se movimentar para adquirir suas próprias doses. Quinze estados já tentam negociar a compra de imunizantes. 

 

 

Cortes de 70% prejudicam a√ß√Ķes de combate √† pandemia feitas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz. Para senador Humberto Costa e o sanitarista Pedro Tourinho, s√≥ impeachment de Bolsonaro √© solu√ß√£o para o pa√≠s

Matéria retirada do site da CUT. 

Enquanto aumenta em 20% o valor gasto com alimentos para a Presidência, ministérios e órgãos do governo, num total de R$ 1,8 bilhão, em plena pandemia, Jair Bolsonaro (ex-PSL) corta em 68,9% a cota de importação de equipamentos e insumos,  livres de impostos, de outros países destinados para a pesquisa científica.

Bolsonaro retirou R$ 1,1 bilh√£o que poderiam ser utilizados, principalmente, nas a√ß√Ķes desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz) no combate √† pandemia da Covid-19. Como este governo tem uma l√≥gica genocida, de negacionismo da doen√ßa, a cota de importa√ß√£o caiu de US$ 300 milh√Ķes (R$ 1,6 bilh√£o, em valores atuais), no ano passado, para apenas US$ 93,29 milh√Ķes (R$ 499,6 milh√Ķes), neste ano de 2021.

O valor da cota de importação é definido por duas leis de 1990. O critério está a cargo do Ministério da Economia, comandado pelo banqueiro, Paulo Guedes, que declarou que só volta a pagar algum benefício a mais do que os previstos atualmente, se o Brasil atingir 1.500 mortes diárias e o plano de vacinação não der certo, durante um evento online, nesta semana, do banco Credit Suisse.

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), que tamb√©m √© m√©dico, os recursos para a ci√™ncia e tecnologia v√™m diminuindo significativamente desde o governo Temer, inclusive para a obten√ß√£o de insumos necess√°rios para a vacina√ß√£o. Em 2014, o valor da cota foi de US$ 700 milh√Ķes. J√° no ano seguinte ao golpe contra Dilma Rousseff (2017), com Michel Temer (MDB-SP) no poder, e em 2019 e 2020, com Bolsonaro, caiu para menos da metade, US$ 300 milh√Ķes.

Ainda assim, diz o senador, o Brasil poderia ter muito menos perdas de vida por ter um sistema universal e gratuito de sa√ļde, uma estrutura muito grande, e que mesmo sem comando, tem conseguido enfrentar a pandemia gra√ßas aos seus profissionais.

‚ÄúComo m√©dico √© frustrante ver que temos o melhor sistema de vacina√ß√£o do mundo, n√£o s√≥ no n√ļmero de doses aplicadas, mas pela produ√ß√£o, pela ¬†experi√™ncia do pessoal, e n√£o estamos fazendo nada disso por que este governo bate cabe√ßa o tempo inteiro‚ÄĚ, diz.

Para o médico sanitarista, Pedro Tourinho, que trabalha na linha de frente ao combate da Covid-19, em hospitais de Campinas e Piracicaba, interior de São Paulo, este corte é completamente fora de propósito, especialmente num contexto de pandemia.

‚ÄúEste tipo de pol√≠tica deveria ser feita quando h√° necessidade de fortalecer a produ√ß√£o nacional, o setor local, quando este setor tem capacidade de atender a demanda interna, o que n√£o √© o caso atual, e n√£o no meio de uma pandemia. O Brasil j√° est√° fragilizado no setor da pesquisa, sem insumos para tratamento da covid-19‚ÄĚ, critica Tourinho.

J√° Humberto Costa afirma que esta atitude √© mais demonstra√ß√£o clara do total descompromisso do governo Bolsonaro com a sa√ļde da popula√ß√£o e no combate √† pandemia. Ele ainda lembrou que recentemente, o governo aumentou os impostos sobre o oxig√™nio e a decis√£o s√≥ foi revogada pela press√£o da sociedade devido √†¬†situa√ß√£o ca√≥tica em Manaus (AM), com os doentes morrendo asfixiados, por causa da falta do produto.

Poderíamos agir de uma forma diferente, inclusive na vacinação, se o governo Bolsonaro tivesse minimamente um compromisso com a vida

– Humberto Costa

A atua√ß√£o do governo na pandemia √© para o sanitarista Tourinho, apenas um exemplo da imensa fragilidade do atual governo federal em garantir a soberania brasileira. Para ele, o Brasil est√° √† merc√™ dos governos da China e da √ćndia, resultado do desmonte da pesquisa e da produ√ß√£o de vacinas, cuja capacidade sempre tivemos para atender a popula√ß√£o.

‚Äú√Č hora de importar, de ampliar e n√£o de reduzir , para realizar medidas necess√°rias para avan√ßar e produzir localmente nossas vacinas e rem√©dios e defender o nosso povo‚ÄĚ, defende o sanitarista.

O senador petista concorda que o descaso de Bolsonaro com a pandemia, com a sa√ļde da popula√ß√£o e a ci√™ncia compromete a soberania nacional. E √© preciso atuar politicamente para que o corte da cota de importa√ß√£o de insumos e equipamentos para pesquisas seja revisto.

‚ÄúVou consultar nossa assessoria jur√≠dica para que dentro do Congresso Nacional possamos reverter, se poss√≠vel, via decreto legislativo, esses cortes. Para isso, √© importante que este caso seja denunciado e o governo volte atr√°s‚ÄĚ, ressaltou Costa.

Só o Fora Bolsonaro garante combate à covid-19

O governo Bolsonaro é um obstáculo pra todas as formas possíveis para o povo se defender, seja para a obtenção de vacinas, seja por seus vetos à toda iniciativa de combate a pandemia, acredita o sanitarista Pedro Tourinho.

‚ÄúA voca√ß√£o deste governo √© genocida, sem compromisso com quem trabalha na sa√ļde, com a cidadania. O Brasil √© campe√£o mundial no n√ļmero de mortes de trabalhadores e trabalhadoras da sa√ļde para o coronav√≠rus. √Č o segundo em maior em mortes no mundo. √Č um horror‚ÄĚ, afirma o m√©dico.

O pa√≠s n√£o tem sa√≠da a n√£o ser pelo impeachment de Bolsonaro. O Fora Bolsonaro √© imprescind√≠vel para o Brasil retornar a economia e a sa√ļde da popula√ß√£o. Este governo √© uma trag√©dia, sem o m√≠nimo de compromisso com o povo brasileiro

– Pedro Tourinho

O impeachment do presidente tamb√©m √© visto pelo senador Humberto Costa como a √ļnica sa√≠da para o pa√≠s superar esta crise sanit√°ria, econ√īmica e social.

Bolsonaro é incompetente politicamente, não tem nenhum compromisso social, e é completamente indiferente ao sofrimento da população. Não acredito que o país tenha saída sem que a gente tire o presidente do poder

– Humberto Costa

 

 

 

O Hospital Universit√°rio Clementino Fraga Filho (HUCFF), que iniciou a imuniza√ß√£o dia 21 de janeiro, vacinou at√© o momento cerca de dois mil profissionais que receberam a primeira dose da Coronavac, de acordo com a assessoria de comunica√ß√£o da unidade. Esse n√ļmero √© menos da metade da quantidade de trabalhadores que atuam no hospital.

Os trabalhadores imunizados integram os grupos prioritários que atuam em contato direto com pacientes enfermos de Covid-19.  

Como se sabe, a caótica ação do governo federal que foi incapaz de negociar e obter vacinas suficientes para um plano consistente de imunização e salvar vidas, tem transformado a expectativa em relação à imunização num sofrimento a mais num país castigado por milhares de mortos.

No HUCFF, as doses s√£o da Coranavac Butantan e ficam armazenadas no Centro de Vacina√ß√£o de Adultos (CVA) que libera a quantidade di√°ria, de acordo com o n√ļmero de profissionais que ser√£o vacinados no dia.

Como a unidade de sa√ļde recebeu mais doses, al√©m das 1.440 disponibilizadas inicialmente, o HUCFF conseguiu vacinar tamb√©m outros grupos. Para imunizar todos os trabalhadores do hospital s√£o necess√°rias 4.300 doses.

Din√Ęmica

Segundo a assessoria, as doses das vacinas est√£o chegando gradativamente, e como o hospital tem seguido os crit√©rios do Minist√©rio da Sa√ļde e da Secretaria Municipal de Sa√ļde, ir√° dando continuidade aos grupos √† medida que as doses chegarem.¬†

No dia 26 de janeiro, por exemplo, iniciou-se a vacinação para os profissionais de mais de 60 anos. Já no dia 27 de janeiro não houve vacinação, pois o hospital aguarda novas doses as quais ainda não foi informado quando chegarão.

Diariamente a assessoria dispara informes nos e-mails sobre o andamento da vacinação, além dos comunicados diretos da chefia do Setor/Serviço com os seus funcionários. 

Imunização

Além de médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, profissionais como ascensoristas, maqueiros, residentes, funcionários de laboratórios, fisioterapeutas e fonoaudiólogos também estão sendo imunizados.

A assessoria informou os setores onde a imunização já foi feita: 

CTI (Geral / Covid / Cardíaco)

Anestesia

DIP

Emergência

Hemodi√°lise

Tomografia

Técnicos de Raio X

Maqueiro

Laboratórios

Fisioterapia 

Terapia ocupacional

Fonoterapia

IDT

Morgue (Necrotério)

Ascensoristas

Residentes 

Quintino Severo, representante da Frente Brasil Popular na atividade , destaca a import√Ęncia da den√ļncia internacional contra o presidente; o FSM completa 20 anos neste 2021 com uma programa√ß√£o totalmente virtual em raz√£o da pandemia

Matéria retirada da Revista Fórum. 

A 14¬™ edi√ß√£o do F√≥rum Social Mundial (FSM) vai realizar na quinta-feira (27), √†s 15h, uma mesa de debate chamado Fora Genocida, com o objetivo de tratar sobre os impactos ‚Äúdestrutivos‚ÄĚ do governo do presidente Jair Bolsonaro no Brasil e no mundo.

No ano em que completa 20 anos de exist√™ncia, o FSM ser√° realizado totalmente em meios digitais em raz√£o da pandemia do novo coronav√≠rus. Surgido em 2001 em Porto Alegre como uma alternativa ao F√≥rum Econ√īmico Mundial, de Davos, pautando uma luta contra o neoliberalismo. o evento se prop√Ķe a promover o encontro de movimento de todo o mundo.

A capacidade de mobilização, é certo, não é a mesma de outros tempos, como sentenciou o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, do Conselho Internacional do FSM, em entrevista à TVT.

‚ÄúOnde estamos n√≥s hoje? Estamos pior que h√° 20 anos. Come√ßamos o F√≥rum Social em 2001 dando uma resposta ao F√≥rum de Davos. Era uma esperan√ßa que o F√≥rum Social fosse uma voz no mundo. N√£o foi. Estamos tentando renovar o F√≥rum, porque o F√≥rum est√° moribundo‚ÄĚ, declarou.

Nessa tentativa de renova√ß√£o, um grande leque de atividades est√° previsto desde o √ļltimo s√°bado (23) at√© o pr√≥ximo domingo (31). S√£o workshops, confer√™ncias, mesas redondas, rodas de discuss√£o, assembleias, entre outras.

O FSM ainda prepara uma edição presencial pós-pandemia no México, entre o final de 2021 e o início de 2022.

Fora Bolsonaro

Entre as a√ß√Ķes programas est√° o debate ‚ÄúFora Genocida: A√ß√£o Internacional em Defesa da Vida‚Äú. Segundo o FSM, o objetivo da atividade √© ‚Äúdiscutir o alcance nacional e internacional dos impactos destrutivos das a√ß√Ķes do governo Jair Bolsonaro e mobilizar a sociedade civil para acelerar sua sa√≠da e o fim de suas pol√≠ticas e acordos‚ÄĚ.

Participam da ação Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Comissão Justiça e Paz, Campanha Brasil pela Democracia e pela vida, Coalizão Negra por Direitos e Plataforma de movimentos sociais pela reforma do sistema político.

Quintino Severo, secret√°rio adjunto de rela√ß√Ķes internacionais da CUT, ser√° o representante da FBP na atividade. Severo conversou com a¬†F√≥rum¬†sobre o ato e destacou a import√Ęncia da realiza√ß√£o do ato para levar as den√ļncias contra o governo para o debate internacional.

‚ÄúCaracterizamos esse governo como genocida porque n√£o tem respeitado as m√≠nimas condi√ß√Ķes sanit√°rias e a defesa da vida. Para n√≥s √© importante esse debate porque vamos ter a oportunidade de fazer esse den√ļncia internacionalmente‚ÄĚ, declarou.

‚ÄúNa medida em que o F√≥rum vai ser assistido por milhares de pessoas no mundo, √© uma oportunidade √≠mpar. Para n√≥s da FBP e da CUT, que temos feito de v√°rias mobiliza√ß√Ķes nacionais e internacionais para denunciar Bolsonaro e seu governo, √© uma soma importante essa participa√ß√£o no FSM‚ÄĚ, completou.

Severo destaca que a FBP tem se somado √† luta pelo ‚ÄúFora Bolsonaro‚ÄĚ desde o in√≠cio e reforma que a den√ļncia em n√≠vel internacional tem um peso relevante e deve ser ampliada.

Ele ainda lamenta a situa√ß√£o internacional do Brasil. ‚ÄúA imagem do Brasil tem sido levada para uma situa√ß√£o delicada. Nosso pa√≠s sempre teve uma boa rela√ß√£o com todo mundo, rela√ß√Ķes fraternas, respeitosas. Esse governo n√£o tem tratado dessa forma‚ÄĚ, avaliou.

Em 11 meses de pandemia, Brasil tem um terço de todas as mortes de profissionais de enfermagem por covid-19 do mundo e situação pode se agravar em 2021

Matéria retirada do site da Rede Brasil Atual. 

Trabalhadoras da enfermagem da capital paulista querem provid√™ncias sobre situa√ß√£o dos profissionais do setor ‚Äď que representam 60% dos profissionais de sa√ļde ‚Äď em meio √† segunda onda da pandemia de covid-19. Em todo o pa√≠s, foram registrados 47.335 casos de coronav√≠rus entre enfermeiras, t√©cnicas e auxiliares de enfermagem e obstetrizes. Destas, 525 morreram. Os dados s√£o do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), at√© 31 de dezembro. ‚ÄúDecorridos 11 meses de pandemia no pa√≠s, permanecemos ocupando a primeira posi√ß√£o entre os pa√≠ses que mais matam profissionais de enfermagem no mundo, alcan√ßando a triste propor√ß√£o de um ter√ßo dessas mortes‚ÄĚ, diz a¬†nota das trabalhadoras.

Os¬†dados do Cofen¬†mostram que a maior parte dos casos e mortes por covid-19 entre profissionais de enfermagem ocorreu em S√£o Paulo. Desde mar√ßo de 2019, foram 7.353 casos, com 86 mortes. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 5.058 casos e 59 mortes. ‚ÄúA pandemia fez emergir de forma abrupta e violenta as fragilidades de servi√ßos p√ļblicos, que se encontravam no limite de sua capacidade de funcionamento, bem como evidenciou o abandono em que se encontravam os trabalhadores, em particular as de enfermagem‚ÄĚ, dizem os profissionais.

A grave situa√ß√£o de 2020 pode piorar em 2021, com o agravamento da pandemia de covid-19 e cada vez menos profissionais de enfermagem em condi√ß√Ķes de atuar, tanto pelas mortes, quanto pela exaust√£o devido √† carga de trabalho ‚Äď muitas vezes com f√©rias suspensas ‚Äď e os afastamentos por problemas de sa√ļde mental decorrentes dos meses de atua√ß√£o na linha de frente dos servi√ßos de sa√ļde. E tamb√©m por mecanismos cada vez mais violentos de explora√ß√£o dos trabalhadores e redu√ß√£o de direitos.

‚ÄúAs dif√≠ceis condi√ß√Ķes de trabalho da enfermagem tamb√©m s√£o consequ√™ncia da ado√ß√£o plena pelo Estado brasileiro da perspectiva neoliberal, que acarretaram aumento das desigualdades, concentra√ß√£o de renda e pobreza. A flexibiliza√ß√£o das leis trabalhistas e o desmantelamento do sistema de prote√ß√£o ao trabalhador intensificaram o contexto j√° preocupante em 2013, no qual um ter√ßo das enfermeiras tinha mais de um v√≠nculo empregat√≠cio, 41,5% trabalhava mais do que 40 horas semanais e 71,7% referia desgaste na atividade profissional‚ÄĚ, ressaltam as trabalhadoras, que recebem o apoio da Associa√ß√£o Brasileira de Enfermagem e outras organiza√ß√Ķes.

A chegada das vacinas contra covid-19, apesar de trazer esperan√ßa, tamb√©m traz temor aos profissionais de enfermagem, pois trar√° aumento significativo da carga de trabalho. ‚ÄúA sobrecarga das trabalhadoras de enfermagem ser√° ainda mais potencializada, tanto pela intensifica√ß√£o do ritmo j√° extraordin√°rio e preocupante de trabalho, quanto pela exposi√ß√£o a poss√≠veis agress√Ķes por parte dos usu√°rios, insatisfeitos com dificuldades previs√≠veis numa campanha dessa dimens√£o, em que √© poss√≠vel se antever filas de espera e intercorr√™ncias de v√°rias ordens ‚Äď falta de material ou de vacinas, de profissionais, entre outras‚ÄĚ.

Entre as propostas das trabalhadoras est√£o: contrata√ß√£o emergencial; que a organiza√ß√£o do trabalho seja planejada e n√£o fique √† merc√™ do ocasional; respeito ao n√ļmero de horas contratadas para o trabalho di√°rio na aten√ß√£o b√°sica; supervis√£o t√©cnica, apoio psicol√≥gico √†s equipes e garantia de educa√ß√£o permanente, com capacita√ß√£o para vacina√ß√£o; garantia de m√°scaras descart√°veis para a popula√ß√£o na entrada do servi√ßo; garantia de espa√ßo f√≠sico adequado para a realiza√ß√£o da vacina√ß√£o, com disponibilidade de lavat√≥rios para higieniza√ß√£o das m√£os e respeito √†s normas de biosseguran√ßa.

 

 

 

Mesmo com o Sintufrj alertando a categoria, golpistas se passando por advogados e solicitando dados banc√°rios e somas em dinheiro para liberar o valor referente √†s a√ß√Ķes do Plano Bresser continuam procurando os servidores.

Sobre isto, o Sintufrj orienta: N√ÉO PASSEM INFORMA√á√ēES PARA CONTATOS N√ÉO AUTORIZADOS PELO SINTUFRJ! N√ÉO EFETUEM DEP√ďSITOS SOLICITADOS POR TELEFONE, SEJA PARA LIBERA√á√ÉO DE VALORES OU EXPEDI√á√ÉO DE CERTID√ēES! N√£o s√£o advogados do sindicato, s√£o pessoas usando de m√° f√© para ludibriar os trabalhadores. √Č CRIME!

Os contatos feitos pela assessoria jur√≠dica s√£o realizados pelo e-mail 2606-sintufrj@servidor.adv.br e/ou pela dire√ß√£o do Sintufrj. Os contatos telef√īnicos realizados pela assessoria jur√≠dica ser√£o previamente informados por este e-mail!

Circulem este aviso para que ningu√©m seja prejudicado por oportunistas, e caso receba um telefonema, anote o n√ļmero e denuncie imediatamente ao sindicato para que possamos tomar as medidas cab√≠veis!

Sintufrj ‚Äď Gest√£o Ressignificar

Em Rondonia, governo √© suspeito de fraudar relat√≥rios sobre n√ļmero de leitos para evitar lockdown

O Brasil registrou 1.214 mortes¬†e mais de 61 mil novos casos da covid-19 somente nesta ter√ßa-feira (26), segundo dados do¬†Conselho Nacional de Secret√°rios de Sa√ļde¬†(Conass).

No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro disse que o pa√≠s j√° √© “o sexto¬†que mais vacinou no mundo”. A afirma√ß√£o, no entanto,¬†n√£o tem base na realidade. At√© agora, foram vacinadas menos de 850 mil pessoas.

De acordo com monitoramento da plataforma Our World in Data Рparceria entre a Universidade de Oxford e a iniciativa global Change Data Lab Рo Brasil vacinou menos de 1% da população.

O √≠ndice exato desta ter√ßa-feira (26) era de 0,4%. Proporcionalmente o pa√≠s √©,¬†na verdade, o sexto que menos vacinou entre as na√ß√Ķes que j√° iniciaram a imuniza√ß√£o. Em n√ļmeros absolutos √© o 15¬ļ com mais doses aplicadas.

Os dados falsos foram repassadas pelo presidente a investidores estrangeiros, durante uma conferência do banco internacional Credit Suisse.

Ele estava acompanhado dos ministros Paulo Guedes, da Economia,¬†e Ernesto Ara√ļjo, de Rela√ß√Ķes Exteriores.¬†Al√©m de mentir sobre o n√ļmero de vacinados, Bolsonaro¬†disse que os relatos sobre mortos no Brasil s√£o “for√ßados”. O presidente n√£o deu as fontes das informa√ß√Ķes.

Atualmente, o n√ļmero de pessoas que j√° foram contaminadas pelo coronav√≠rus no Brasil chega a 8.933.356. O total de casos fatais registrados desde o in√≠cio da circula√ß√£o do v√≠rus em territ√≥rio nacional √© de quase 219 mil. A soma de mortes registradas nas tr√™s primeiras semanas do ano j√° √© superior a tudo o que foi observado em dezembro de 2020.

Suspeita de fraude em Rond√īnia

O Minist√©rio P√ļblico de Rond√īnia apura possibildade de fraude em dados sobre n√ļmero de leitos de UTI no estado. As informa√ß√Ķes, repassadas em relat√≥rios do governo local¬†podem ter sido maquiadas para evitar que fossem decretadas medidas mais r√≠gidas de fechamento do com√©rcio e de servi√ßos.

Segundo o MP, os documentos apresentados indicavam a existência de vagas disponíveis, mas a fila de espera para internação chegava a ter trinta pessoas. Há a suspeita de inserção de leitos fora de operação nos documentos. São vagas de um hospital de campanha que não está em funcionamento por falta de profissionais para atuarem no local.

As informa√ß√Ķes supostamente fraudadas constam em relat√≥rios do m√™s de janeiro. Documento do √ļltimo dia 20 ainda relatava exist√™ncia de leitos. Tr√™s dias depois, o pr√≥prio governo do estado admitiu colapso, falta de vagas e anunciou que estava em negocia√ß√£o com o governo federal para transfer√™ncia de pacientes a outros estados.

Saiba o que é o novo coronavírus

√Č uma vasta fam√≠lia de v√≠rus que¬†provocam enfermidades¬†em humanos e tamb√©m em animais. A¬†Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS)¬†indica que tais v√≠rus podem ocasionar, em humanos, infec√ß√Ķes respirat√≥rias como resfriados, entre eles a chamada ‚Äús√≠ndrome respirat√≥ria do Oriente M√©dio (MERS)‚ÄĚ.

Tamb√©m pode provocar afeta√ß√Ķes mais graves, como √© o caso da S√≠ndrome Respirat√≥ria Aguda Severa (SRAS). A covid-19, descoberta pela ci√™ncia mais recentemente, entre o final de 2019 e o in√≠cio de 2020, √© provocada pelo que se convencionou chamar de ‚Äúnovo coronav√≠rus‚ÄĚ.

Como ajudar quem precisa?

A campanha ‚ÄúVamos precisar de todo mundo‚ÄĚ √© uma a√ß√£o de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela¬†pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo √© dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de coopera√ß√£o.

 

 

Depois de quase um ano de crise sanit√°ria, O Minist√©rio P√ļblico do Trabalho (MPT), atrav√©s da Procuradoria Geral do Trabalho, decidiu por uma medida de prote√ß√£o √†s trabalhadoras gestantes. Uma nota t√©cnica da procuradoria defende que, sempre que for poss√≠vel, elas trabalhem de forma remota.

Al√©m disso, o MPT orienta nesta nota que se o trabalho √† dist√Ęncia n√£o for compat√≠vel com a fun√ß√£o desempenhada, seja assegurado o direito destas trabalhadoras de serem dispensadas do comparecimento ao local de trabalho com remunera√ß√£o assegurada. Esse direito √© devido a todas as trabalhadoras, sejam celetistas ou servidoras p√ļblicas.

‚ÄúAtrav√©s desta nova nota t√©cnica o Minist√©rio P√ļblico do Trabalho amplia √† prote√ß√£o √† gestante. Ratifica tamb√©m o afastamento por atestado m√©dico sem necessidade de apresentar a CID ‚Äď Classifica√ß√£o Internacional de Doen√ßas. A trabalhadora pode ser atestada por estar gr√°vida e fazer parte do grupo de risco para Covid-19. E mesmo no caso de ter de ir para um setor de menos risco, isso √© orientado para que seja em √ļltimo caso‚ÄĚ, explica o assessor para seguran√ßa do trabalho do Sintufrj, engenheiro Rafael Borher.