Projeto idealizado e coordenado pela t√©cnica-administrativa Marize Figueira de Souza de apoio √† produ√ß√£o cultural foi condecorado com a medalha da Ordem do M√©rito Cultural Carioca de 2020. A cerim√īnia no Pal√°cio da Cidade estava prevista para esta segunda-feira, 1¬ļ de mar√ßo, dia em que se comemora o anivers√°rio da cidade do Rio de Janeiro.

O projeto faz parte do N√ļcleo de Apoio √† Produ√ß√£o Cultural da UFRJ (Naprocult), que √© coordenador pela produtora cultural e integra a superintend√™ncia do mesmo nome na Pr√≥-Reitoria de Extens√£o (PR-5), respons√°vel pela organiza√ß√£o dos grandes eventos na universidade, como a Semana de Integra√ß√£o Acad√™mica, Semana Nacional de Ci√™ncia e Tecnologia ou o Conhecendo a UFRJ.

Como funciona ‚Äď Marize Figueira ingressou na UFRJ em 2012. Em 2018, criou o projeto na PR-5. ‚ÄúDamos consultoria gratuita, tanto para o p√ļblico externo como para o interno da UFRJ. A maioria dos atendidos s√£o agentes culturais, artistas, estudantes, professores, entre outros, que desejam desenvolver projetos na √°rea da cultura, mas n√£o t√™m conhecimento t√©cnico necess√°rio para elaborar projetos e editais. Ent√£o, a equipe ajuda esclarecendo as d√ļvidas sobre or√ßamento, cronogramas, potencializando o alcance dos projetos para conseguirem fomento. Procuramos, inclusive, atender pessoas de outros munic√≠pios e estados‚ÄĚ, explica a coordenadora.

Desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil, o Naprocult tem apoiado inumerosos projetos, muitos dos quais contemplados com os recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc.

A honraria √© concedida a personalidades, coletivos ou institui√ß√Ķes que, pela contribui√ß√£o √† cultura, foram fundamentais para reduzir o impacto da pandemia da Covid-19 na cidade. Dos mais de 600 indicados pelas redes sociais √† Secretaria Municipal de Cultura, foram escolhidos 18, dentre os quais artistas como Moacyr Luz e Tereza Cristina e ativistas como Ren√© Silva, fundador da ONG Voz das Comunidades.

 

Divulga√ß√£o do atendimento remoto do Naprocult durante a pandemia, com a coordenadora e Produtora Cultural Marize Figueira e os estudantes da UFRJ extensionistas do projeto: Beatriz Louise (Artes Visuais), Juliana Arruda (Publicidade e Propaganda), Nat√°lia Cavarra (Rela√ß√Ķes Internacionais) e Daniel Lopes (Servi√ßo Social).

Relator, que discutiu o texto da PEC com a equipe econ√īmica do governo, anunciou nesta sexta (26) que vai retirar a desvincula√ß√£o dos gastos m√≠nimos com sa√ļde e educa√ß√£o para facilitar aprova√ß√£o de aux√≠lio

Matéria retirada do site da CUT. 

A rea√ß√£o de¬†senadores de oposi√ß√£o, sindicalistas e representantes dos movimentos social e estudantil¬†obrigaram o relator da Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) n¬ļ 186, chamada de PEC Emergencial, senador M√°rcio Bittar (MDB-AC), a recuar e retirar do texto o dispositivo que acabava com os gastos m√≠nimos para a sa√ļde e a educa√ß√£o, como queria o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL),¬†em troca da aprova√ß√£o do novo aux√≠lio emergencial.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), j√° havia se comprometido¬†com representantes da CUT e demais centrais sindicais, da Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Educa√ß√£o (CNTE), do Movimento dos Sem Terra (MST), da Uni√£o Nacional dos Estudantes (UNE), e ¬†secret√°rios estaduais de educa√ß√£o e da sa√ļde, a negociar com os demais senadores a retirada do texto da PEC o par√°grafo que estabelecia que estados, munic√≠pios e Uni√£o ficariam desobrigados de investirem o m√≠nimo em sa√ļde e educa√ß√£o, como prev√™ a Constitui√ß√£o, e priorizar a aprova√ß√£o de um novo aux√≠lio emergencial.

Na manhã desta sexta-feira (26), o senador bolsonarista Márcio Bittar finalmente reconheceu em entrevista que o projeto não será aprovado caso o fim do piso de gastos nessas áreas seja mantido e, por isso, fará o ajuste no texto, a ser apresentado na próxima semana, segundo reportagem publicada no UOL.

Contr√°rios √† ideia de desvincular os gastos da sa√ļde e educa√ß√£o, os senadores da oposi√ß√£o, independentes e at√© da base do governo,¬† n√£o deixaram sequer que o relat√≥rio da PEC fosse lido em plen√°rio do Senado, ¬†na quinta-feira (25).

A desist√™ncia em rela√ß√£o ao fim do piso de investimento m√≠nimo em sa√ļde e educa√ß√£o, tem o objetivo de preservar os demais dispositivos de controle de despesas.

O presidente da C√Ęmara, Arthur Lira (PP-AL), disse a aliados que n√£o pretende votar a proposta para criar o novo aux√≠lio emergencial, sem que o texto inclua medidas de ajuste fiscais nas contas p√ļblicas, prejudiciais √† popula√ß√£o, como quer o ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes.

 

 

‚ÄúO Decreto 10.620 √© mais um com foco em descentralizar e extinguir o servi√ßo p√ļblico aos poucos, e, em especial, as autarquias e funda√ß√Ķes‚ÄĚ, afirmou o assessor jur√≠dico do Sintufrj, Rudi Cassel, ao abrir a live promovida pela dire√ß√£o sindical, na sexta-feira, 26, para esclarecer aos t√©cnicos-administrativos em educa√ß√£o sobre o que pretende o governo Bolsonaro com mais este ataque aos direitos dos servidores p√ļblicos federais. No caso, ao regime pr√≥prio de aposentadorias. A iniciativa sindical foi conduzida pela coordenadora-geral da entidade, Gerly Miceli.

De acordo com o advogado, o Sintufrj entrar√° com uma a√ß√£o coletiva em nome dos sindicalizados contra o decreto, que, segundo analisou, ‚Äú√© cheio de contradi√ß√Ķes e inconstitucionalidades‚ÄĚ. Rudi apontou que ‚Äún√£o existe estrutura no INSS para administrar as aposentadorias dos servidores e, tamb√©m, por enquanto, o decreto n√£o afeta quem j√° est√° aposentado ou √© pensionista‚ÄĚ.

Risco é concreto 

O assessor fez um alerta: ‚Äú√Č um risco concreto que o servi√ßo p√ļblico desapare√ßa e que as universidades ‚Äď se passar a PEC 32 da reforma Administrativa ‚Äď, sejam todas ocupadas por empresas privadas alinhadas ao governo‚ÄĚ, acrescentando que ‚Äúo decreto √© mais uma etapa do conjunto de absurdos que vem ocorrendo e, independente da vincula√ß√£o pol√≠tica do servidor, exige uma atua√ß√£o comum‚ÄĚ.

Medidas do Sintufrj 

Gerly Miceli encerrou a live afirmando que o Sintufrj está tomando providências com relação ao decreto no campo jurídico e também fará pressão política. A dirigente sindical aproveitou a oportunidade e reforçou a convocatória para a assembleia geral da categoria, online, no dia 3 de março, quarta-feira, às 10h, com inscrição pelo link divulgado pela entidade. 

‚ÄúA assembleia √© importante para tomarmos posi√ß√£o e nos organizarmos para lutar contra a reforma administrativa e alguns conte√ļdos da PEC Emergencial que trata sobre o servi√ßo p√ļblico. Sobre o Decreto 10.620/21, o Sintufrj est√° dando o encaminhamento jur√≠dico, conforme j√° informado. Em rela√ß√£o ao que faremos politicamente, decidiremos no nosso f√≥rum deliberativo, que √© a assembleia. A expectativa √© que seja cheia, porque os ataques s√£o muitos‚ÄĚ, afirmou Gerly.

Assista a live na íntegra:

 

 

 

 

Na sessão do Conselho Universitário (Consuni) desta quinta-feira, 25 de fevereiro, a coordenadora do Sintufrj e representante técnico-administrativa no colegiado, Joana de Angelis, cobrou da Reitoria a criação e implantação do Conselho de Administração e Gestão de Pessoal, uma reivindicação antiga da categoria e que a reitora Denise Pires, na sua campanha de ascensão ao cargo, se comprometeu a viabilizar.

‚ÄúNos, na universidade, demos um passo importante, por meio da reitora ao n√£o assumir o controle de freq√ľ√™ncia do governo federal. Essa postura foi uma demonstra√ß√£o de fortalecimento da autonomia da universidade e da abertura do nosso di√°logo para dentro da UFRJ. Um reconhecimento, inclusive, de que a avalia√ß√£o do fazer dos t√©cnicos-administrativos em educa√ß√£o precisa ser tratada a partir da organiza√ß√£o desses trabalhadores nas suas unidades, setores, departamentos e da nossa inser√ß√£o no ensino, na pesquisa e na extens√£o. E n√£o por uma aferi√ß√£o burocr√°tica da qualidade do trabalho que j√° prestamos √† sociedade‚ÄĚ, destacou a conselheira e dirigente sindical.

‚ÄúDiante disso‚ÄĚ, prosseguiu ela, ‚Äúmais do que nunca √© fundamental trazermos para a ordem do dia deste Conselho Superior, a cria√ß√£o do Conselho de Administra√ß√£o e Gest√£o de Pessoal. Desta forma, tanto os t√©cnicos-administrativos como os docentes, n√£o estariam, a cada situa√ß√£o que tivessem que resolver dentro da universidade, √† merc√™ de uma defini√ß√£o individual, que muitas vezes traz preju√≠zos para os dois segmentos‚ÄĚ.

‚ÄúO Conselho de Administra√ß√£o e Gest√£o de Pessoal √© uma necessidade da institui√ß√£o n√£o s√≥ para melhorar a nossa organiza√ß√£o, mas para que, finalmente, termos uma pol√≠tica de pessoal que leve em considera√ß√£o a realidade do fazer de cada setor e de cada unidade, considerando as especificidades do trabalho desenvolvido dentro da UFRJ‚ÄĚ, frisou Joana.

E acrescentou: ‚ÄúCom o Conselho de Administra√ß√£o e Gest√£o de Pessoal todas as quest√Ķes envolvendo os t√©cnicos e os professores ser√£o resolvidas de forma democr√°tica e coletiva e n√£o pautadas por decis√Ķes individuais‚ÄĚ, afirmou.

Convite

Por fim, Joana convidou a todos que a acessarem a p√°gina do Sintufrj na internet para conferirem as contribui√ß√Ķes que o Sindicato encaminhou √† Reitoria para constarem do PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRJ) sobre a cria√ß√£o do Conselho de Administra√ß√£o e Gest√£o de Pessoal – acesse AQUI.

Compromisso da reitora

A reitoria Denise Pires de Carvalho respondeu √† demanda levantada pela conselheira Joana de forma positiva: ‚ÄúO Conselho de Administra√ß√£o e Gest√£o de Pessoal j√° deveria existir h√° v√°rias d√©cadas‚ÄĚ, disse, e complementou: ‚ÄúEstava no nosso programa e este ano vamos iniciar o seu funcionamento‚ÄĚ.

Confira a fala da diretora do Sintufrj e conselheira, Joana de Angelis:

 

 

As carreatas chamadas pelas Centrais e Movimentos Sociais vem crescendo a cada dia nas cidades. O SINTUFRJ esteve presente em
todas no Rio de Janeiro. O grito que estava preso na garganta, j√° podemos soltar. E a popula√ß√£o, mesmo nas suas janelas, grita junto conosco: “FORA BOLSONARO!!!!”

 

 

Compromisso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi feito √† CUT e √†s demais centrais em reuni√£o, nesta quarta, em Bras√≠lia. Sindicatos e secret√°rios de sa√ļde e educa√ß√£o pediram rejei√ß√£o √† PEC Emergencial

Matéria retirada do site da CUT. 

O presidente do Senado,¬†Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se comprometeu a negociar com os demais senadores a retirada do¬†texto da PEC n¬ļ 186, em que estados, munic√≠pios e Uni√£o ficam desobrigados a terem investimento m√≠nimo em sa√ļde e educa√ß√£o, como prev√™ a Constitui√ß√£o, e priorizar a aprova√ß√£o de um novo aux√≠lio emergencial. ¬†A PEC est√° prevista para ser colocada em pauta nesta quinta-feira (25).

O compromisso foi firmado junto aos representantes da CUT e demais centrais sindicais, da Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Educa√ß√£o (CNTE), do Movimento dos Sem Terra (MST), da Uni√£o Nacional dos Estudantes (UNE), e¬† aos secret√°rios estaduais de educa√ß√£o e da sa√ļde, e outras entidades, que se reuniram nesta quarta-feira (24) com Pacheco, para pedir o fim da vincula√ß√£o de um novo aux√≠lio emergencial em troca da aprova√ß√£o da Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) n¬ļ 186, como quer o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

A CUT e demais centrais entregaram ao presidente do Senado um documento proposto pelo Fórum das Centrais, em que pedem auxílio emergencial já e vacinas contra a Covid-19, independente de aprovação de medidas fiscais.

A secretária-geral da CUT, Carmen Foro, presente à reunião, disse que é inadmissível o governo chantagear o Congresso com medidas de ajuste fiscal, em troca de um benefício aos brasileiros que passam fome neste momento.

‚ÄúA CUT e as demais centrais foram firmes no posicionamento de que o aux√≠lio emergencial e as vacinas contra a Covid-10 s√£o prioridades. N√£o aceitamos essa chantagem do governo em liberar um aux√≠lio em troca da desvincula√ß√£o de verbas m√≠nimas para a sa√ļde, a educa√ß√£o. Por isso, pedimos ao presidente do Senado que separe a discuss√£o do aux√≠lio da PEC Emergencial‚ÄĚ, afirmou Carmen Foro.

Também representando a CUT, o secretário de Assuntos Jurídicos da entidade, Valei Ertle , foi enfático ao declarar que as Centrais  não aceitam em hipótese alguma retirar dos pobres para dar aos miseráveis, que é o que vai acontecer se a PEC Emergencial for aprovada em troca do auxílio emergencial.

‚Äú N√£o aceitamos vincular a quest√£o tribut√°ria e de arrecada√ß√£o ao congelamento de sal√°rios dos servidores e do sal√°rio m√≠nimo, nem retirar recursos da sa√ļde e da educa√ß√£o. Queremos a massifica√ß√£o da vacina para que as pessoas possam sobreviver e sair desta situa√ß√£o ca√≥tica em que o pa√≠s se encontra ‚ÄĚ, declarou Valeir.

A secret√°ria-geral da CUT, Carmen Foro, avaliou que a reuni√£o foi muito importante para os movimentos sindicais e a classe trabalhadora.

‚ÄúAcreditamos que esta reuni√£o, que ocorreu gra√ßas a ajuda do senador Paulo Rocha, l√≠der do PT no Senado, foi muito importante , por ter sido a primeira em que nos reunimos com o novo presidente do Senado, segundo que unimos v√°rias organiza√ß√Ķes sindicais e terceiro por que Rodrigo Pacheco se comprometeu em separar a vota√ß√£o da PEC do aux√≠lio‚ÄĚ, afirmou Foro.

No entanto, a dirigente, lembrou que¬†sem press√£o, ser√° cometido um crime contra o Fundo de Manuten√ß√£o e Desenvolvimento da Educa√ß√£o B√°sica (Fundeb) e os recursos da sa√ļde, que vive uma situa√ß√£o agravada pela pandemia.

O l√≠der do PT, Paulo Rocha, tamb√©m entendeu que o combate √† crise econ√īmica e a pandemia n√£o est√£o sendo priorizados pelo Congresso e o governo federal.

‚ÄúN√£o tem nada mais urgente do que o Congresso pautar o aux√≠lio emergencial. Existe uma emerg√™ncia social, n√£o uma emerg√™ncia fiscal‚ÄĚ, declarou.

 

 

Redação Fenajufe 24 Fevereiro 2021

Proposta continua nociva para os servidores. Fenajufe disponibiliza lista com as redes sociais e os contatos dos senadores; ajude a pressionar!

O senador M√°rcio Bittar (MDB-AC) apresentou, na ter√ßa-feira (23), o substitutivo √† PEC Emergencial (186/19) que prev√™ gatilhos para controle dos gastos p√ļblicos. Assim como no texto que circulou em dezembro do ano passado, foi retirado o dispositivo que previa a redu√ß√£o de 25% da jornada e sal√°rio dos servidores, no entanto, a proposta continua nociva para os servidores com congelamento salarial por dois anos; a vota√ß√£o do texto acontece nesta quinta-feira (25).

A defini√ß√£o aconteceu ap√≥s acordo com Bolsonaro, Paulo Guedes e os presidentes do Senado e da C√Ęmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL). A manobra congelou por dois anos os sal√°rios dos servidores para viabilizar nova rodada do aux√≠lio emergencial para a popula√ß√£o.

A PEC 186/19 prop√Ķe que, se no per√≠odo de doze meses, a rela√ß√£o entre despesas correntes e receitas correntes superar 95%, ficam proibidos aumento, reajuste ou adequa√ß√£o de remunera√ß√£o aos servidores. As regras se aplicam aos estados, Distrito Federal e munic√≠pios, aos Poderes, ao Minist√©rio P√ļblico, ao Tribunal de Contas e √† Defensoria P√ļblica. Al√©m disso, fica proibida a realiza√ß√£o de concursos.

E mais, entre outros pontos o relat√≥rio veda: a cria√ß√£o de cargo, emprego ou fun√ß√£o; altera√ß√£o de estrutura de carreira; cria√ß√£o ou majora√ß√£o de aux√≠lios, vantagens, b√īnus, abonos, verbas de representa√ß√£o ou benef√≠cios de qualquer natureza, inclusive os de cunho indenizat√≥rio.

Outro trecho grave no texto √© o dispositivo que acaba com a exig√™ncia m√≠nima de gastos em sa√ļde e educa√ß√£o em plena pandemia de Covid-19. Medida vale para a Uni√£o, estados e munic√≠pios.

Cabe destacar, no entanto, a forte press√£o da oposi√ß√£o no Congresso, das entidades em defesa do servi√ßo p√ļblico e do Movimento a Servi√ßo do Brasil que fizeram o governo recuar, momentaneamente, com rela√ß√£o ao dispositivo de corte de jornada e sal√°rio em 25%.¬†Contudo, isso n√£o significa descanso na luta contra a PEC Emergencial e tamb√©m contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) que j√° est√° na Comiss√£o de Constitui√ß√£o e Justi√ßa (CCJ) da C√Ęmara dos Deputados.¬†Por isso, exer√ßa seu direito e pressione!

Acesse aqui a lista com as REDES SOCIAIS DOS SENADORES e pressione!

Acesse aqui a lista com os CONTATOS DOS SENADORES e pressione!

Vote aqui contra a PEC 186/19 na consulta p√ļblica do Senado.

 

 

 

A C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais da UFRJ informa que realizar√° a 3¬™ edi√ß√£o do Curso de Forma√ß√£o para Comiss√Ķes de Heteroidentifica√ß√£o. As inscri√ß√Ķes ser√£o previamente divulgadas e ocorrer√£o no m√™s de mar√ßo, assim como as aulas on-line, que ter√£o encontros s√≠ncronos para discuss√£o do conte√ļdo, e os participantes ter√£o que ter no m√≠nimo 75% de frequ√™ncia para estarem aptos a atuar nas comiss√Ķes.

A aula inaugural ser√° ‚ÄúAncestralidade e Di√°spora Africana‚ÄĚ, e seu acesso ser√° p√ļblico, no link da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais: https://www.youtube.com/channel/UCiqzeAJX39XDigt9iiFhBug. A experi√™ncia do curso on-line em 2020 foi promissora, e essa edi√ß√£o ser√° nos mesmos moldes e transmitida pela plataforma AVA.¬†

Conte√ļdo

O curso é composto de conceitos fundamentais e relevantes no contexto do racismo e da luta negra no Brasil. Temas como racismo estrutural e institucional, ancestralidade, diáspora africana, interseccional idade, necropolítica, genocídio, encarceramento, branquitude e colorismo estarão nesta edição, que contará com palestrantes docentes e discentes da UFRJ, da rede particular, militantes do movimento negro, assessoria técnica da área de segurança e direitos humanos e parlamentares negros.

A C√Ęmara

A C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais foi organizada a partir de 2018 para responder √† aus√™ncia de discuss√£o da pauta racial e investir na constru√ß√£o de pol√≠ticas antirracistas na universidade. Ela se consolidou atrav√©s da Portaria 2.271, de 20 de mar√ßo de 2019, quando se institui o F√≥rum Permanente de Pol√≠ticas de Pessoal.¬†¬†

Hoje, ela se organiza com a representação dos três segmentos da comunidade universitária, lotados em várias unidades e centros na Cidade Universitária, campus da Praia Vermelha, Xerém e Macaé. E atua conjuntamente no acesso à graduação desde 2020, heteroidentificando 4.093 candidatos.

‚ÄúTemos absoluta convic√ß√£o da assertividade desta a√ß√£o que ratifica a Lei 12.711/12 (Lei das Cotas), fazendo com que as vagas garantidas cheguem aos que t√™m esse direito‚ÄĚ, afirma a coordenadora da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais, a t√©cnica-administrativa em educa√ß√£o Denise G√≥es.¬†

A C√Ęmara atua tamb√©m na Comiss√£o de Apura√ß√£o de Fraudes para o ingresso atrav√©s das cotas desde 2019. E, junto com outros atores, participou da elabora√ß√£o da Resolu√ß√£o 24, aprovada pelo Conselho Universit√°rio em 26 de novembro de 2020, que versa sobre cancelamento de matr√≠cula para os que ingressarem indevidamente na reserva de vagas raciais e n√£o atenderem ao car√°ter fenot√≠pico estabelecido.

Referência

‚ÄúDurante essa curta e significativa trajet√≥ria, a C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais tem se consolidado a cada dia como uma refer√™ncia da luta no √Ęmbito das rela√ß√Ķes raciais institucionais, inseridas em importantes processos que fizeram¬†com que a universidade tomasse posicionamentos necess√°rios ao avan√ßo das pol√≠ticas de democratiza√ß√£o do acesso‚ÄĚ, ressalta Denise G√≥es.

‚ÄúEntendemos a necessidade de nos organizarmos e vencermos a invisibilidade imposta pela sociedade e reproduzida institucionalmente, e sempre buscamos atuar em unidade permanente com os Coletivos Negros Universit√°rios, que foram protagonistas pela instala√ß√£o das Comiss√Ķes de Heteroidentifica√ß√£o no acesso √† gradua√ß√£o, sendo grandes aliados nesta empreitada de avan√ßar no controle social da pol√≠tica p√ļblica, na perspectiva de uma universidade mais plural, diversa e representativa‚ÄĚ, complementa Vitor Matos, outro t√©cnico-administrativo integrante da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais.¬†

Cotas, foi um avanço

Para a coordenadora da C√Ęmara, Denise G√≥es, a UFRJ avan√ßou na aplica√ß√£o da Lei de Cotas e fortaleceu a democratiza√ß√£o do acesso.

‚ÄúA UFRJ, em seus 100 anos de exist√™ncia, vive um momento √≠mpar frente aos desafios colocados numa conjuntura que aponta para discuss√Ķes e pr√°ticas de desmonte de uma casta privilegiada, que considerava a universidade sua propriedade.¬†

O avanço das políticas de cotas, que agora tem o elemento do cancelamento de matrículas aos que fraudarem o sistema de reserva de vagas, é uma resposta contundente a quem não percebe que é preciso mudar para tornar a universidade mais plural, diversa e representativa. 

N√£o h√° mais como retroceder, e a constru√ß√£o da consci√™ncia racial cr√≠tica est√° na ordem do dia. A uni√£o dos tr√™s segmentos (t√©cnico-administrativo, docente e estudante) para a constru√ß√£o de uma pol√≠tica antirracista √© o que h√° de mais positivo neste momento de fortalecimento das pol√≠ticas p√ļblicas de democratiza√ß√£o do acesso‚ÄĚ, conclui.¬†¬†

 

 

Casos precisam ser apurados, mas não podem ofuscar a dimensão do trabalho dos milhares de profissionais do SUS que atuam no combate à Covid-19 e salvando vidas.

O Brasil, com seu Programa Nacional de Imuniza√ß√£o reconhecido internacionalmente, √© um dos poucos pa√≠ses do mundo que ofertam vacinas de maneira universal em milhares de postos ‚Äď atrav√©s do Sistema √önico de Sa√ļde (SUS) ‚Äď, e pelas m√£os de profissionais eficientes que enfrentam todo tipo de dificuldades para chegar aos locais de dif√≠cil acesso. Segundo especialistas, com toda essa estrutura, o pa√≠s poderia vacinar 60 milh√Ķes de pessoas por m√™s, se o governo federal desejasse.

No entanto, do início da vacinação em 17 de janeiro até o dia 22 de fevereiro, foram vacinadas apenas 5.982.640 pessoas (2,83% da população). Faltam vacinas, porque o governo Bolsonaro não negociou com antecedência a compra do imunizante, como também não organizou uma campanha nacional de vacinação em massa. Mas sobram fake news.

‚ÄúVacinas de vento‚Ä̬†

Em meio ao caos com a vida humana imposto pelo governo federal, surge agora uma den√ļncia grave e que atinge os profissionais de enfermagem. Casos da chamada ‚Äúvacina de vento‚ÄĚ ocorreram em pontos diferentes do pa√≠s, e consistem em den√ļncias de falsa aplica√ß√£o da vacina nas pessoas.¬†

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio (Coren-RJ) est√° apurando as den√ļncias e prop√Ķe: capacita√ß√£o de todos os profissionais envolvidos na vacina√ß√£o sob a coordena√ß√£o de enfermeiros; organiza√ß√£o do fluxo de atendimento de forma a eliminar d√ļvidas ou equ√≠vocos por parte do profissional e que seja mostrado ao usu√°rio a vacina que ele vai receber e a seringa vazia ap√≥s a aplica√ß√£o da inje√ß√£o.

Ataque √† sa√ļde p√ļblica

A integrante da Coordena√ß√£o de Cursos e Eventos do Instituto de Aten√ß√£o √† Sa√ļde S√£o Francisco de Assis (ex-Hesfa), a enfermeira e sanitarista Danielle Amaral de Freitas, com mestrado e doutorado em epidemiologia e sa√ļde p√ļblica, ressalta que o cuidado com a sa√ļde √© protagonizado pela enfermagem, portanto, para ela o ataque √© ao direito √† sa√ļde. E ocorre por meio da associa√ß√£o da aplica√ß√£o da vacina a efeitos adversos, e com isso o governo Bolsonaro vai apagando o hist√≥rico de mais de 30 anos de sucesso do Programa Nacional de Imuniza√ß√£o.

Servidora da UFRJ h√° 14 anos, Danielle Amaral diz que os profissionais de enfermagem pertencem a uma categoria desvalorizada, que trabalha com alta carga hor√°ria (‚Äúporque lutamos pelas 30 horas semanais h√° mais de 30 anos‚ÄĚ) e s√£o os mais expostos ao coronav√≠rus na pandemia, e por isso os que mais adoeceram entre os profissionais de sa√ļde e registram uma taxa elevada de √≥bitos.¬†

‚ÄúS√£o profissionais que trabalham o tempo todo com a vida e com a morte, e as pessoas esquecem que s√£o humanos. Os ataques v√™m porque a popula√ß√£o est√° cobrando seu direito. Mas tamb√©m √© importante que o profissional de enfermagem tenha seguran√ßa e tranquilidade nas suas rela√ß√Ķes de trabalho. Muitos j√° est√£o cansados‚ÄĚ, afirma. Em rela√ß√£o √†s acusa√ß√Ķes da chamada ‚Äúvacina do vento‚ÄĚ, Danielle lembra que a Constitui√ß√£o garante o direito de defesa a todas as pessoas.

A enfermeira sugere que se fa√ßa a compara√ß√£o entre o n√ļmero de pessoas imunizadas com os erros cometidos na aplica√ß√£o da vacina, e pergunta: ‚ÄúO erro cometido √© maior do que o quantitativo de profissionais que est√£o trabalhando dia ap√≥s dia para vacinar a popula√ß√£o? Isso n√£o significa‚ÄĚ, avisa, ‚Äúque as falhas n√£o sejam apuradas e os respons√°veis possam se explicar‚ÄĚ.¬†

Categoria essencial na berlinda

Para Marcos Padilha, t√©cnico em enfermagem do Hospital Universit√°rio Clementino Fraga Filho (HUCFF), e seus colegas de profiss√£o na unidade hospitalar, o sentimento foi de ‚Äútrai√ß√£o‚ÄĚ e ‚Äúdecep√ß√£o‚ÄĚ pela forma generalista em que se deu a divulga√ß√£o, pela m√≠dia, do erro na aplica√ß√£o da vacina.

‚ÄúA gente sabe como funciona a doen√ßa [Covid-19], e a dor de perder colegas e familiares. Ver pessoas aplicando suas ideias negacionistas na ponta do seu trabalho √© muito frustrante, porque atinge toda uma categoria que est√° lutando desde o in√≠cio contra o coronav√≠rus. Negacionismo √© um pensamento que est√° na cabe√ßa de muitas pessoas no nosso pa√≠s e no mundo. Eles s√£o contr√°rios √†s inova√ß√Ķes da ci√™ncia e n√£o conseguem entender que a vacina√ß√£o em massa √© a grande sa√≠da para a pandemia‚ÄĚ, avalia o enfermeiro.¬†

Negação da vacina 

‚ÄúEsse governo tem muito interesse em que as pessoas n√£o v√£o se vacinar. Porque as pessoas vacinadas voltam a circular, a se manifestar contra as iniciativas de desmonte da m√°quina p√ļblica. Tudo o que faz parte da constru√ß√£o da nega√ß√£o da vacina, como as falsas informa√ß√Ķes que se sucedem, √© do interesse do governo‚ÄĚ, afirma Ivone Cabral, professora titular aposentada da Escola de Enfermagem Anna Nery e volunt√°ria do Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Enfermagem da UFRJ, e atual docente adjunta da Faculdade de Enfermagem da Uerj, onde tamb√©m atua no programa de imuniza√ß√£o.

Ela avalia que os casos de ‚Äúvacinas de vento‚ÄĚ t√™m que ser apurados, at√© para se saber da veracidade dos v√≠deos divulgados, que podem ser fake news. ‚ÄúN√£o estou negando que um profissional negacionista ou bolsonarista caia nesta iniciativa de contribuir para que as pessoas n√£o busquem a vacina√ß√£o‚ÄĚ, observa, e defende o afastamento dos respons√°veis, se houver, e que sejam responsabilizados eticamente e punidos pelo conselho profissional. ‚ÄúPorque n√£o se pode usar a profiss√£o para exercitar sua ideologia. [O profissional] N√£o t√™m o direito de negar o direito do outro a provid√™ncias que protejam sua sa√ļde‚ÄĚ, enfatiza.¬†¬†

‚Äú√Č preciso apurar, separar o joio do trigo. Os profissionais de enfermagem s√£o os que fazem a vacina√ß√£o, s√£o respeitados pela popula√ß√£o, t√™m conhecimento da t√©cnica, e n√£o √© de hoje. O Programa Nacional de Imuniza√ß√£o √© muito s√©rio, e as pessoas que est√£o na linha de frente s√£o s√©rias. Falamos isso de longa data e nunca houve esse tipo de den√ļncia. Por isso meu desconfi√īmetro‚ÄĚ, acrescenta Ivone.

Segundo a professora, fato como esse coloca em risco a qualidade do Programa, sua abrang√™ncia e magnitude, e a responsabilidade do Estado √© com a continuidade da vacina√ß√£o. Por conta disso, ela critica a iniciativa da rede privada de comprar vacinas, o que diminuiria a oferta para a popula√ß√£o: ‚Äú√Č o setor p√ļblico que tem que arcar, sim, com a imuniza√ß√£o da popula√ß√£o. Vacina tem que ser no setor p√ļblico! Neste momento de crise sanit√°ria, a responsabilidade √© do Estado‚ÄĚ.