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Sessão do Conselho Universitário nesta quinta-feira, 27, avançou na discussão dos pontos da proposta de resolução sobre a organização do trabalho remoto para vigorar durante o período da pandemia na UFRJ. Outra sessão será convocada para consolidar o documento elaborado por um Grupo de Trabalho (GT) formado para tratar do tema.

At√© a defini√ß√£o do assunto, o Sintufrj reafirma a orienta√ß√£o para que os servidores n√£o preencham formul√°rios, assinem autodeclara√ß√£o e recomenda aos chefes de DPs que n√£o se precipitem, enviando informa√ß√Ķes e c√≥digos que possam colocar em risco os direitos dos trabalhadores. Todos devem aguardar a resolu√ß√£o que vai sair do Conselho Universit√°rio.

Desde que a possibilidade de perda de adicionais ocupacionais de servidores postos em trabalho remoto foi apresentada (determinado por instrução normativa do governo), o Sintufrj se movimentou numa jornada para proteger esses direitos.

O Sindicato constituiu um Grupo de Trabalho (GT) para estudar a questão e apresentar propostas à UFRJ. A movimentação do Sintufrj deu resultados. Entre as quais, a suspensão da portaria 3188 baixada pela reitoria  que foi alvo de severas críticas.

A reitoria resolveu, ent√£o, ampliar o debate e constituir um Grupo de Trabalho (GT) com a participa√ß√£o das entidades para apresentar uma proposta de resolu√ß√£o sobre a quest√£o. S√£o as propostas desse GT que est√£o sendo discutidas no Consuni. As contribui√ß√Ķes do Sintufrj t√™m sido fundamental para a elabora√ß√£o do documento.

No Consuni, Joana de Angelis, diretora do Sintufrj e integrante da bancada dos t√©cnicos, defendeu o planejamento de forma harmoniosa da reorganiza√ß√£o do trabalho remoto, refor√ßando o compromisso com a sociedade e a compreens√£o social da import√Ęncia da universidade p√ļblica, mas sem perder de vista os efeitos que pandemia tem causado no trabalho de servidores.

Na Justiça

Decisão da justiça indeferiu pedido de Mandado de Segurança contra a Instrução Normativa 28 baixada pelo governo Bolsonaro. Ela atinge direitos de servidores, técnicos-administrativos e docentes postos em trabalho remoto durante o período da pandemia. Foi uma ação conjunta movida pelas assessorias jurídicas do Sintufrj e Adufrj que entrarão com recurso.

 

IMAGEM DO CT VAZIO traduz a UFRJ em tempos de pandemia. No Consuni, segue a discuss√£o sobre a regulamenta√ß√£o do trabalho remoto no per√≠odo – indeterminado, para nossa ang√ļstia

O ministro da Educa√ß√£o, Abraham Weintraub, resolveu seguir a risca a fala de seu colega do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aproveitar o momento e passar a boiada. O seu projeto de privatiza√ß√£o da educa√ß√£o superior, o Future-se, volta √† pauta, em meio a crise sanit√°ria, econ√īmica e institucional do pa√≠s.

Na surdina, o governo Jair Bolsonaro encaminhou, dia 27 de maio, ao Congresso Nacional, Projeto de Lei (PL) para instituir o ‚ÄúPrograma Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras ‚Äď Future-se‚ÄĚ. O comunicado foi publicado neste dia no Di√°rio Oficial, mas o despacho n√£o d√° mais detalhes sobre o texto. A iniciativa ainda cria o dia nacional do estudante empreendedor, que ser√° comemorado no primeiro s√°bado ap√≥s o Dia do Trabalhador.

‚ÄúA participa√ß√£o no Programa Future-se fica condicionada √† celebra√ß√£o de ‚Äėcontrato de resultado‚Äô, firmado entre a universidade e o instituto federal solicitante e a Uni√£o, por meio do Minist√©rio da Educa√ß√£o (MEC). No ‚Äėcontrato de resultado‚Äô ser√£o fixados indicadores de resultados para a universidade ou instituto contratado, como contrapartida pela concess√£o de benef√≠cios por resultado‚ÄĚ, informa o governo federal.

Reação
As rea√ß√Ķes das entidades estudantis, atrav√©s das redes sociais, foi imediata:
‚ÄúInacredit√°vel‚ÄĚ, afirmou o presidente da UNE, Iago Montalv√£o, que disse ser uma absurda invers√£o de prioridade o encaminhamento ao Congresso do Future-se em plena pandemia e suspens√£o de aulas.
‚ÄúDerrotamos o projeto nos Conselhos Universit√°rios. Agora, derrotaremos no Parlamento‚ÄĚ, tuitou a presidente da Associa√ß√£o Nacional de P√≥s-Graduandos, Fl√°via Cali.
‚ÄúInadmiss√≠vel‚ÄĚ, avaliou a Uni√£o Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).

Mercadoria

O Future-se foi lan√ßado em agosto de 2019 por Weintraub e √† √©poca foi criticado por mais de 40 universidades federais com rejei√ß√£o imediata dos conselhos universit√°rios de cinco, entre elas a UFRJ, como tamb√©m foi recha√ßado em assembleias estudantis e de t√©cnico-administrativos pa√≠s afora. Isto porque o programa significa a transforma√ß√£o da educa√ß√£o p√ļblica em produto voltado para mercado.
O Future-se ent√£o proposto previa a cria√ß√£o de um fundo privado para financiamento das federais e a inser√ß√£o de Organiza√ß√Ķes Sociais (OSs) nas gest√Ķes das institui√ß√Ķes, atuando desde a administra√ß√£o financeira at√© o ensino.
Privatização
O Future-se lan√ßado em agosto do ano passado acaba com o sentido p√ļblico das universidades, institutos federais e CEFETs. Altera eixos hist√≥ricos que sustentam o car√°ter p√ļblico e socialmente referenciado das institui√ß√Ķes. A produ√ß√£o do conhecimento estaria submetida aos interesses do mercado e n√£o mais voltada √† necessidade da sociedade.
O programa propunha garantir a ‚Äúautonomia financeira‚ÄĚ atrav√©s da capta√ß√£o de recursos junto ao setor privado, atrav√©s de fundos de investimento, parcerias p√ļblico-privadas e privatiza√ß√£o do patrim√īnio imobili√°rio das Institui√ß√Ķes Federais de Ensino.
Ataque ao funcionalismo
O texto proposto desmontava tamb√©m as carreiras do magist√©rio superior, do ensino b√°sico e tecnol√≥gico e dos t√©cnico-administrativos. E apontava para a cess√£o de atuais servidores para as organiza√ß√Ķes sociais e, ainda, para a contrata√ß√£o via essas organiza√ß√Ķes e n√£o mais atrav√©s de concursos p√ļblicos vinculado a regime jur√≠dico √önico dos Servidores P√ļblicos Federais

Surpresa
O Future-se, que sofreu algumas modifica√ß√Ķes em rela√ß√£o a proposta inicialmente colocada em agosto de 2019, foi aberto para a consulta p√ļblica, entre 3 de janeiro e 24 de janeiro de 2020. Em fevereiro, o MEC apresentou a Andifes ‚Äď Associa√ß√£o Nacional de Dirigentes das Institui√ß√Ķes Federais de Ensino Superior ‚Äď uma nova minuta do anteprojeto de lei do programa Future-se. Agora, um Projeto de Lei para sua institucionaliza√ß√£o foi enviado ao Congresso Nacional, sem qualquer di√°logo com os atores envolvidos, e onde precisar√° ser aprovado para entrar em vigor.

 

 

Sob intervenção do MEC, essa seria mais uma arbitrariedade cometida pelo interventor

A mobilização dos estudantes e servidores do Cefet-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckouw) impediu que o interventor imposto pelo ministro da Educação Abraham Weintraub, promovesse a exoneração em massa dos diretores da unidade. A escola federal está sob intervenção do MEC desde 15 de agosto de 2019.

No dia 18 de maio, o interventor publicou uma nota no site do Cefet comunicando que ‚Äúos diretores dos campi n√£o t√™m mais seus mandatos legalmente v√°lidos, e futuras modifica√ß√Ķes poder√£o ser propostas em busca de seguran√ßa jur√≠dica e que a institui√ß√£o precisava recuperar sua identidade‚ÄĚ.

Sob press√£o, segundo Valena Ramos, da Adcefet-rj SSind, o interventor foi obrigada a recuar de sua decis√£o de exonerar todos os diretores das unidades descentralizadas, mas manteve a exonera√ß√£o da diretora da unidade de Nova Igua√ßu. Mas a mobiliza√ß√£o virtual continua com a realiza√ß√£o de lives, reuni√Ķes, apita√ßos e manifestos, que contam com ades√Ķes de diversas entidades sindicais e estudantis, para reverter a situa√ß√£o no Cefet-RJ.

Mobilização
Em tempos de pandemia, a comunidade do Cefet utilizou as redes sociais para denunciar a arbitrariedade √† popula√ß√£o, conquistar ades√Ķes e impedir que o fato se consumasse. O tuita√ßo realizado no dia 25 de maio alcan√ßou os trend topics (assuntos do momento).

Uma nota de rep√ļdio assinada por diversas entidades sindicais de t√©cnicos-administrativos e docentes, entre as quais o Sintufrj, do movimento social e estudantis, foi divulgando denunciando a atitude irrespons√°vel e autorit√°ria do interventor. “O ato de exonerar os diretores de unidade √© uma escalada do autoritarismo e representa o total descompromisso com a transpar√™ncia (…) Reiteramos que o atual interventor n√£o tem legitimidade pol√≠tica para tomar mais essa atitude”, diz o texto.

Em carta aberta, diretores e gerentes dos campi denunciaram os desmandos, considerando a nova nomea√ß√£o mais um golpe √† democracia e com processos de exonera√ß√£o feitos sem qualquer di√°logo e com designa√ß√£o de servidores externos n√£o capacitados para fun√ß√Ķes de dire√ß√£o.

Retorno √† normalidade ‚Äď Com o arquivamento da sindic√Ęncia pelo MEC, a comunidade do Cefet-RJ reivindica o retorno do diretor eleito. Os dirigentes sindicais aguardam o prazo legal de resposta do of√≠cio protocolado no dia 4 de maio pela Adcefet-RJ no MEC e na dire√ß√£o-geral da escola, solicitando resposta sobre o resultado da sindic√Ęncia.

A intervenção
Em 15 de agosto de 2019, Cefet-RJ, o ministro Abraham Weintraub nomeou o seu assessor Maurício Aires Vieira, nome que sequer passou pelo crivo de uma eleição, para o cargo de diretor-geral.

No dia 15 de agosto de 2019, a comunidade do Cefet-RJ foi pega de surpresa pelo desrespeito do governo ao processo eleitoral, que definiu como diretor o professor Maurício Motta, nomeando para o cargo o seu assessor Maurício Aires Vieira, que sequer havia participado da eleição.

Toda a comunidade da escola se manifestou contra a interven√ß√£o e o MEC dizia que o processo eleitoral estava sob an√°lise administrativa, uma sindic√Ęncia e at√© que fosse conclu√≠da, o pro tempore ocuparia o cargo de diretor-geral da escola. As mobiliza√ß√Ķes foram aumentando e Aires foi substitu√≠do por Marcelo Nogueira, que √© ligado √† chapa perdedora.

 

 

Bolsonaro veta reajuste de servidores e garante socorro a estados

O Diário Oficial da União desta quinta-feira (28/05) traz a publicação, que congela os salários até o fim do ano que vem

Matéria retirada do site Metrópoles.

 

O presidente da Rep√ļblica, Jair Bolsonaro (sem partido), sancionou, com vetos, o projeto que prev√™ ajuda financeira de R$ 60 bilh√Ķes a estados e munic√≠pios. O Di√°rio Oficial da Uni√£o desta quinta-feira (28/05) traz a publica√ß√£o, que congela os sal√°rios do funcionalismo p√ļblico.

Entre os vetos, est√° o trecho que abria exce√ß√£o para reajuste dos servidores. Com isso, Bolsonaro acatou a sugest√£o da equipe econ√īmica do governo e barrou aumento para o funcionalismo at√© o fim de 2021.

O presidente também vetou a parte que permitia a estados e municípios suspender o pagamento das dívidas com bancos e organismos internacionais.

No come√ßo de maio, o Congresso Nacional aprovou a proposta de ajuda financeira a estados e munic√≠pios. Os recursos s√£o para o enfrentamento dos efeitos causados pela perda de arrecada√ß√£o durante a pandemia do coronav√≠rus e visa refor√ßar a√ß√Ķes de assist√™ncia social.

O texto enviado pelo Poder Legislativo prev√™ que a Uni√£o transfira diretamente R$ 60 bilh√Ķes a estados e munic√≠pios. O valor pode ser dividido em quatro parcelas mensais.

Assim, R$ 50 bilh√Ķes ser√£o destinados para compensar a queda de arrecada√ß√£o e R$ 10 bilh√Ķes para as √°reas de sa√ļde e assist√™ncia social.

O projeto também suspende dívidas de estados e municípios com a União, o que inclui débitos previdenciários que tinham sido parcelados e venceriam neste ano.

O prazo para a sanção da proposta era quarta-feira (27/05). O Congresso agora pode manter ou derrubar os vetos.

Antes da sanção ao projeto que socorre estados e municípios, Bolsonaro assinou a Medida Provisória que reajusta os vencimentos dos policiais civis, militares e bombeiros do Distrito Federal. A correção virá no salário pago em 7 de julho.

 

 

 

O professor da Coppe/UFRJ, Guilherme Travassos, disse na live Linha Direta do Sintufrj que o lockdown ‚Äď bloqueio e ou interrup√ß√£o da movimenta√ß√£o e dos deslocamentos na cidade aliado a proibi√ß√£o de aglomera√ß√Ķes – √© uma das poucas a√ß√Ķes de combate ao coronav√≠rus consideradas eficientes para atrasar a velocidade de propaga√ß√£o da doen√ßa.

Travassos é um dos coordenadores da pesquisa desenvolvida na Coppe que recomendou o lockdown no Estado do Rio de Janeiro. O estudo faz parte das pesquisas que vem sendo desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho (GT) da Covid-19 da UFRJ.

‚ÄúO nosso estudo vem refor√ßar ent√£o o posicionamento que foi estabelecido e divulgado pelo pr√≥prio GT, e refor√ßado tamb√©m por diversos comit√™s cient√≠ficos e entidades, sobre a necessidade de termos uma intensidade maior na quest√£o da redu√ß√£o da mobilidade urbana na cidade e no estado do Rio como um todo‚ÄĚ, destacou Travassos.

Covidímetro
O estudo desenvolveu um modelo que facilita a leitura dos dados e sua interpreta√ß√£o pelas pessoas. ‚ÄúN√≥s buscamos oferecer o resultado destes c√°lculos e desses modelos atrav√©s de uma representa√ß√£o l√ļdica via um marcador de velocidade que n√≥s carinhosamente chamamos de covid√≠metro‚ÄĚ, diz Travassos. ‚ÄúO que √© uma grande vantagem desse nosso modelo, pois ele √© aplicado para se fazer a estimativa do futuro‚ÄĚ, observa o professor.

Estudo
O modelo do estudo desenvolvido pelo GT da UFRJ está no ar e pode ser acessado através do portal https://dadoscovid19.cos.ufrj.br na página www.coronavirus.ufrj.br .

Confira o programa Linha Direta do Sintufrj ‚ÄúCovid-19 – UFRJ recomenda bloqueio total‚ÄĚ:

 

Os 120 anos da Funda√ß√£o Oswaldo Cruz ‚Äď completados na segunda-feira, 25 de maio ‚Äď encontrou a institui√ß√£o completamente mobilizada para o combate ao coronav√≠rus. S√£o 12 mil profissionais envolvidos direta ou indiretamente nas a√ß√Ķes para neutralizar os efeitos da pandemia, desde a realiza√ß√£o de pesquisas at√© a produ√ß√£o de testes.

Para o novo Centro Hospitalar, constru√≠do na sede da Funda√ß√£o, em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, est√£o sendo feitas novas contrata√ß√Ķes. A expectativa √© que, em seu pleno funcionamento, at√© 1200 profissionais atuar√£o no hospital.

A Fiocruz est√° em todo o territ√≥rio brasileiro, por meio do suporte ao SUS, na formula√ß√£o de estrat√©gias de sa√ļde p√ļblica, nas atividades de seus pesquisadores, nas expedi√ß√Ķes cient√≠ficas e no alcance de seus servi√ßos e produtos.

Pesquisa

A Fiocruz tem atuado em diversas frentes em rela√ß√£o ao enfrentamento da epidemia. Dentre as principais pesquisas est√£o o Observat√≥rio Covid-19, que visa integrar as diferentes √°reas de pesquisas da Fiocruz e, entre elas, re√ļne pain√©is para monitoramento epidemiol√≥gico sobre a evolu√ß√£o da doen√ßa no Brasil.

H√° tamb√©m e estudos que demonstram a vulnerabilidade de certos grupos (ind√≠genas, moradores de favela) e regi√Ķes (regi√Ķes rurais do norte e nordeste), levando em conta fatores socioecon√īmicos e tamb√©m o acesso a servi√ßos de sa√ļde, como estrutura hospitalar e disponibilidade de leitos.

Em rela√ß√£o √† busca de terap√™uticas para a covid-19, a mais importante √© o estudo cl√≠nico Solidarity. Coordenado no Brasil pela Fiocruz por meio do Centro Hospitalar, o ensaio cl√≠nico faz parte da estrat√©gia global da OMS e Minist√©rio da Sa√ļde para o levantamento de dados robustos e representativos sobre a efici√™ncia e efic√°cia de poss√≠veis tratamentos para o Covid-19. √Č um ensaio cl√≠nico randomizado e adaptativo, permitindo que, ao longo do curso do estudo e, com o surgimento de novas evid√™ncias cient√≠ficas, haja altera√ß√£o das propostas terap√™uticas, com inclus√£o ou exclus√£o de medicamentos.

Para a entrada neste protocolo √© necess√°rio que o paciente esteja internado, ou seja, todos os pacientes do centro hospitalar ser√£o candidatos naturais para ingresso nesse ensaio cl√≠nico. Al√©m do Solidarity, a assist√™ncia dos pacientes no Centro Hospitalar permitir√° outros protocolos de estudos, n√£o necessariamente de interven√ß√£o. H√° prospec√ß√£o de pesquisas de observa√ß√£o que envolve a coleta sistem√°tica de dados de sa√ļde do trabalhador e do ambiente hospitalar.

N√ļmeros

A Fiocruz conta com 50 laborat√≥rios de refer√™ncia e departamentos articulados em redes internacionais para a solu√ß√£o de problemas de sa√ļde p√ļblica.

√Č a maior produtora mundial de vacina contra a febre amarela, mant√©m parcerias com institui√ß√Ķes de pesquisa de 50 pa√≠ses e coordena a maior rede mundial de bancos de leite humano, que re√ļne tamb√©m outros pa√≠ses. A institui√ß√£o √© ainda a maior n√£o-universit√°ria de capacita√ß√£o e forma√ß√£o de recursos humanos para o SUS.

Em 2019, a institui√ß√£o produziu 129 milh√Ķes de doses de vacinas e 116 milh√Ķes de unidades farmac√™uticas, 9 milh√Ķes de frascos e seringas bi f√°rmacos e 6 milh√Ķes de reativos para diagn√≥stico. Fez tamb√©m 5 mil an√°lises de qualidade de produtos de sa√ļde, 82 mil pacientes tratados, 312 mil testes de refer√™ncia laboratoriais.

CENTRO HOSPITALAR construído para atender pacientes de Covid-19 no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz

 

 

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Bloqueio total das atividades n√£o essenciais. Lockdow! √Č o que recomenda um grupo de pesquisadores da UFRJ, caso n√£o haja a redu√ß√£o r√°pida da velocidade de transmiss√£o do novo coronav√≠rus no Estado do Rio. Segundo os especialistas, esta √© a forma mais eficaz para poupar vidas e evitar o colapso do sistema de sa√ļde.

A recomenda√ß√£o dos pesquisadores se baseia no modelo computacional desenvolvido pela Coppe, que leva em conta os casos da Covid-19 confirmados pela Secretaria de Estado de Sa√ļde do Rio e a constata√ß√£o de que cada pessoa infectada √© capaz de transmitir o v√≠rus para outras 2,46 pessoas em m√©dia.

 

Dados

 

De acordo com os cientistas da universidade, o n√ļmero de infectados no estado poder√° chegar a 40 mil no pico da pandemia, previsto para a primeira quinzena de junho.

O modelo da Coppe tem condi√ß√Ķes de fazer estimativas di√°rias sobre todo estado, com base na evolu√ß√£o dos casos notificados desde o in√≠cio da pandemia. A proje√ß√£o no momento √© de que, mantido o cen√°rio atual e com apenas 50% da popula√ß√£o em isolamento, o n√ļmero de √≥bitos poder√° chegar a 30 mil pessoas at√© o final da pandemia.

Pesquisa

A pesquisa em curso √© coordenada por Guilherme Travassos (coordenador do Programa de Engenharia de Sistemas e Computa√ß√£o (Pesc) e do grupo de Engenharia de Software Experimental da Coppe, ¬†Roberto Medronho, (Faculdade de Medicina) e Claudio Miceli de Farias, da Coppe e do Instituto T√©rcio Pacitti de Aplica√ß√Ķes e Pesquisas Computacionais (NCE).

Medronho, que lidera o Grupo de Trabalho Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19 da UFRJ, explica que as medidas de isolamento social adotadas t√™m contribu√≠do para reduzir o n√ļmero de casos, mas n√£o s√£o suficientes.

Ele defende como necessária a adoção do lockdown, tendo em vista o comportamento da população até o momento e a insuficiência de infraestrutura hospitalar do Rio de Janeiro. Segundo Medronho, no ritmo atual, seriam necessários novos 800 respiradores para todo o Estado do Rio.

De acordo com Guilherme Travassos, o trabalho desenvolvido inicialmente pelo grupo multidisciplinar da UFRJ para subsidiar tomada de decis√Ķes, por exemplo quanto ao Complexo Hospitalar, ganhou dimens√£o diante da gravidade da situa√ß√£o no estado. O grupo de pesquisa indicou o lockdown √†s autoridades de sa√ļde no dia 22 de maio.

“Estamos falando de salvar vidas. Neste cen√°rio temos que ser conservadores. O lockdown √© uma atitude conservadora, de preserva√ß√£o da vida”, afirma Guilherme. O bloqueio reduz a chance de propaga√ß√£o do v√≠rus, avisa.

Acessível à população 

O modelo computacional da Coppe consegue ¬†recalcular automaticamente o cen√°rio atual e projetar consequ√™ncias de medidas adotadas 15 dias antes, o que o torna uma ferramenta importante para embasar decis√Ķes de gestores p√ļblicos. E ainda oferece uma esp√©cie de ‚Äúveloc√≠metro‚ÄĚ para que a popula√ß√£o possa ver a evolu√ß√£o dos casos e das previs√Ķes, todos os dias.

Essas informa√ß√Ķes ser√£o disponibilizadas em breve no site https://dadoscovid19.cos.ufrj.br e sinalizar√° o risco de colapso no sistema de sa√ļde.

“No fundo, a maioria das pessoas quer saber se (o quadro) est√° bom ou ruim. E foi o que a gente tentou fazer. Junto com o modelo, bolou um marcador de risco justamente para tentar passar para a popula√ß√£o a velocidade da propaga√ß√£o e cont√°gio, indicada pela movimenta√ß√£o de um ponteiro. Quanto mais veloz, maior o risco. Quando passa do n√ļmero dois, esse indicador (que aponta quantas pessoas tem a chance de se infectar com cada caso positivo), informa uma evolu√ß√£o exponencial.

Falsa ilus√£o

Segundo o coordenador da pesquisa, nesse momento h√° uma falsa ilus√£o de que os indicadores est√£o melhorando. “Na realidade, n√£o est√£o. S√£o ciclos. Quando diminui a movimenta√ß√£o da popula√ß√£o, em torno de uma semana, uma semana e meia, h√° redu√ß√£o do n√ļmero de casos e atendimentos”. Para ele, portanto, a quarentena √© necess√°ria.

“N√£o d√° para pensar em relaxar. Como Medronho colocou, o pico ser√° no in√≠cio de junho e precisamos de algumas medidas para controlar isso. O modelo da Coppe indica a gravidade do problema, e o resultado¬† refor√ßa ainda mais a necessidade deste isolamento. Mas a decis√£o n√£o cabe a n√≥s”, conclui Guilherme.

PARA PESQUISADORES, o isolamento social rigoroso é o caminho para codnster a expansão descontrolada da epidemia e mais mortes