COMUNICADO AOS SINDICALIZADOS
Neste recesso de Carnaval, o expediente na sede e subsedes do Sintufrj se encerra nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. O retorno às atividades regulares será na segunda-feira, 23 de fevereiro.
Mas atenção: em caso de urgência, o atendimento remoto aos sindicalizados estará disponível nos dias 13, 19 e 20 de fevereiro.
Obrigado pela atenção!
O integrante da bancada técnico-administrativa no Conselho Universitário, Milton Madeira, do campus UFRJ-Macaé, parabenizou a edição da revista Minerva, publiccação de divulgação científica da universidade, ainda no seu segundo número, distribuída aos presentes na sessão do Consuni na manhã desta quinta-feira (12).
O conselheiro destacou a importância de se continuar produzindo material impresso, e reivindicou que nos próximos números da publicação fossem citados os nomes dos técnicos que colaboraram com a sua produção.
“A maioria de nós não está aqui de passagem e o reconhecimento do saber técnico administrativo é fundamental”, afirmou.
Madeira fez também referência ao técnico administrativo de Macaé, Rafael Rivera, que desenvolve um projeto de educação com os alunos da rede pública do município. “Três prédios já foram construídos com a iniciativa do companheiro”, disse.
“Um novo ano começa, mas os velhos problemas continuam”, prosseguiu o conselheiro, citando o massacre na Palestina, o sionismo que faz vítimas no Congo e em outros países da África.
Otimismo
Nesta primeira reunião do Conselho Universitário de 2026, o reitor Roberto Medronho, apesar de reconhecer as dificuldades orçamentárias, fez uma saudação otimista:
“2026 será um ano de desafios, mas eu acredito que conseguiremos atravessar esse mar revolto para todos nós que se avizinha no horizonte, com muita dignidade e a unidade necessária para manter a educação no patamar que ela sempre esteve e que aprimora cada vez mais”, disse.
“As questões mundiais são interligadas com o intervencionismo americano”, concluiu. FOTOS: ELISÂNGELA LEITE
MADEIRA fala na sessão do Conselho Universitário desta quinta-feira que abriu a temporada de 2026REITOR ROBERTO MEDRONHO. Mensagem positiva no Consuni
Estratégia é intensificar mobilização numa jornada de acúmulo de forças em busca de decisão com a maior representatividade possível
Dia 4 DE MARÇO, os técnicos administrativos reúnem-se em nova assembleia para decidir sobre a deflagração de uma greve, na luta pelo cumprimento do acordo acertado nas negociações com o governo.
Cerca de duas centenas de trabalhadoras e trabalhadores participaram da assembleia simultânea desta terça-feira, 10 de fevereiro. Mesmo assim, o quórum foi insuficiente para a deflagração da greve.
Agora, todo esforço será voltado para a intensificação da mobilização, em novas reuniões de base entre os dias 23 de fevereiro e 3 de março. Esse encaminhamento foi aprovado por unanimidade pela assembleia simultânea no Fundão, em Macaé e na Praia Vermelha.
No plano nacional, os demais sindicatos da Fasubra estão realizando rodadas de assembleia com a mesma pauta: indicativo de greve.
Veja no vídeo acima a avaliação dos coordenadores Sharon Stèfani, Francisco de Assis e Luciana Borges sobre a assembleia de hoje. No canal do Sintufrj no Youtube e no perfil do sindicato no Facebook o vídeo com transmissão da assembleia.
SINTUFRJ
GESTÃO 2025-2028
Assembleia Simultânea com Praia Vermelha e Macaé. Rio,10/02/26 Foto Elisãngela Leiete
Assembleia Simultânea com Praia Vermelha e Macaé. Rio,10/02/26 Foto Elisãngela Leiete
O técnico em audiovisual da UFRJ, Caio César Loures, tomou posse no Conselho de Comunicação Social (CCS) nesta segunda-feira, 9 de fevereiro. Caio será conselheiro titular do órgão que tem função auxiliar do Legislativo Federal como emissor de pareceres acerca de temas estratégicos da mídia como, por exemplo, a regulação de plataformas de streaming, de direitos autorais, da Inteligência Artificial e sobre a transição para a TV 3.0. Em entrevista à última edição do Jornal do Sintufrj, o novo conselheiro destacou que sua presença no conselho marca posição em defesa da comunicação pública, dos direitos trabalhistas do setor audiovisual e da soberania digital.
A cinco dias da assembleia na UFRJ para decidir a deflagração ou não da greve dos técnicos- administrativos, a direção do sindicato foi ao Centro de Letras e Artes (CLA) em reunião híbrida concentrada no esforço coletivo para mobilizar a categoria.
A reunião presencial ocorreu no auditório da FAU e como tem sido nos demais encontros, a direção resgatou o processo negocial e explicou os pontos que foram ignorados pelo governo no acordo de greve – tendo como centralidade o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) cujo o PL encaminhado ao Congresso descaracteriza o que foi acordado nas negociações com os trabalhadores.
Uma das principais demandas do movimento é o RSC – mecanismo que permite, essencialmente, que o servidor avance um nível a mais na tabela do Incentivo à Qualificação, sem a necessidade do título.
Então esse importante mecanismo reivindicado pela Fasubra, a nossa Federação, foi destrinchado na reunião. O objetivo do Sindicato é fazer com que os trabalhadores tenham todas as informações e clareza sobre o que está em jogo nesse momento, por isso o chamamento para a greve. E consequentemente é fundamental a participação na assembleia para decidir pela deflagração ou não do movimento paredista.
A reunião foi conduzida pelos coordenadores Vânia Godinho e José Carlos Xavier. Os dois ficaram responsáveis por destrinchar o RSC. Vânia informou sobre as principais reinvindicações no processo de negociação e explicou o motivo porque nem toda a categoria e aposentados ficaram de fora do RSC. Ela observou que embora seja ano eleitoral, os técnico-administrativos têm de garantir o acordo de greve e a reformulação da carreira no que for melhor para toda a categoria.
José Carlos esclareceu sobre o debate feito nas plenárias e o que foi deliberado ressaltando o esforço concentrado da diretoria para levar todas as informações à categoria. Em seguida ele fez a leitura do que foi proposto pelo governo no projeto de lei e Vânia explicou sobre as mudanças que foram feitas quebrando o que foi acordado. Os dois esclareceram dúvidas.
TRABALHADORES COM DIRIGENTES DO SINTUFRJ que participaram da reunião do CLA
ESTEBAN E NIVALDO HOLMES na mesa da reunião desta quinta-feira, no CT
Nesta quinta-feira, 5, uma das bases que se reuniu com a direção do Sintufrj (presencialmente e online) foi o Centro de Tecnologia (CT). A pauta é a mesma que está sendo discutida pela entidade com todos os técnicos administrativos em educação da UFRJ: a tomada de decisão conjunta pela deflagração ou não de greve a partir de 23 de fevereiro, na assembleia de terça-feira, 10, pelo cumprimento integral do acordo assinado com o governo em 2024.
“O objetivo destas reuniões com a base é convocar as companheiras e companheiros para a assembleia de deflagração de greve no dia 10, que vai acontecer simultaneamente em três locais: aqui, no CT, em Macaé e na Praia Vermelha. Nosso quórum, de acordo com o Estatuto do Sintufrj, é qualificado e o movimento grevista tem que ser aprovado por 5% da categoria (cerca de 800 pessoas)”, informou o coordenador-geral do sindicato, Esteban Crescente.
Pendências do acordo
De forma sucinta o dirigente expôs os motivos de uma tomada de decisão de greve. “Conquistamos com a greve de 108 dias itens de impacto financeiro e social importantes, mas nem todos foram cumpridos pelo governo, a maioria diz respeito a prazos, como racionalização de cargos e reposição dos aposentados injustiçados em 2005, e o mais forte de todos: o Reconhecimento de Saberes e Competências, o RSC”.
Esteban listou os itens do acordo pelos quais a categoria deve lutar para que sejam prontamente cumpridos pelos governo: racionalização dos cargos, reposicionamento e aceleração para os aposentados, 30 horas para todos, implantação do RSC até abril e de acordo com o regramento proposto pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), regulamentação dos plantões 12 x 60 e hierarquização de cargos. “Temos também a pauta unificada dos servidores públicos federais e se destacam as reivindicações pela equiparação dos benefícios com o Legislativo e o Judiciário, auxílio nutricional para os aposentados e o cumprimento dos acordos”, acrescentou o coordenador.
Pressão no Congresso
Na segunda-feira, 2, segundo Esteban, a Fasubra foi ao Congresso Nacional dialogar com as lideranças partidárias com o intuito de que a Câmara aprovasse as emendas elaboradas pela CNSC/Fasubra e Sinasefe (que representa os servidores técnicos administrativos dos institutos federais) ao PL 6170/25, determina as regras para o RSC. Nenhum substituto proposto foi aprovado pelos deputados e a matéria agora está no Senado.
“Muitas dessas emendas ao PL do RSC levadas ao Congresso foram discutidas e GT Carreira do Sintufrj e aprovadas em plenárias da Fasubra”, disse o coordenador do Sintufrj Nivaldo Holmes. Ele também lembrou que desde 2005, quando passou a valer o PCCTAE, a Fasubra briga pelo reposicionamento dos servidores que estavam aposentados nesta data. FOTOS: RENAN SILVA
No combo que envolveu a aprovação de medidas com a criação de 16 mil novos cargos para o Ministério da Educação e outros 1500 para o MGI (Ministério de Gestão e Inovação), a Câmara de Deputados aprovou o fim da lista tríplice para reitores das universidades federais. O Projeto de Lei que versa sobre vários aspectos – inclusive alguns relacionados com os técnicos administrativos das federais – assimilou o texto de outro projeto que já estabelecia o fim da lista tríplice. Trata-se de uma vitória para a comunidade universitária das instituições superiores de ensino, um avanço celebrado como fortalecimento da democracia interna das universidades. Agora o projeto será apreciado no Senado.
No contexto da semana de mobilização, a direção do Sintufrj reuniu-se de forma presencial com os companheiros do Museu Nacional nesta terça-feira, 3 de fevereiro. As reuniões têm sido híbridas, mas no caso do Museu questões técnicas impediram a participação on line. Embora a presença não tenha sido o forte da reunião, houve um diálogo qualificado com muitas explicações e esclarecimentos dos dirigentes.
Há um esforço enorme para a realização do máximo de reuniões nos locais de trabalho para incentivar a participação na assembleia de 10 de fevereiro que decidirá pela aprovação da greve ou não conforme indicativo da Fasubra.
A direção tem explicado sobre as negociações e o que ainda está pendente do acordo de greve. Os dirigentes têm travado também diálogo sobre demandas específicas dos trabalhadores técnico-administrativos em seus setores.
O diálogo no Museu foi conduzido pelos coordenadores do Sintufrj, Paulo Roberto e Maria Lenilva, tendo a participação em diversos momentos dos coordenadores Rosemere Roza, Sharon Stéfani e Nivaldo Holmes. A reunião contou ainda com a presença dos coordenadores Luciano Cunha, Fabiano Pereira e Luciano Batista.
O diálogo girou principalmente sobre as negociações em torno do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) – mecanismo que permite, essencialmente, que o servidor avance um nível a mais na tabela do Incentivo à Qualificação, sem a necessidade do título.
A participação reduzida dos companheiros do Museu na reunião trouxe à baila reflexões sobre o Programa de Gestão de Desempenho (PGD) que regulamenta as atividades laborais de acordo com plano de trabalho firmado na unidade – o funcionário que adere passa a trabalhar de forma remota parcial ou integral.
Houve ainda troca de ideias sobre a posição dos parlamentares em relação aos servidores e a necessidade de se eleger aqueles realmente do lado dos trabalhadores, a atuação da PR-4 em relação a política de pessoal, a função da Comissão Interna de Supervisão e a realidade estrutural do Museu cujos trabalhadores convivem com problemas derivados do incêndio em 2018.
Próximas reuniões
Reuniões de base com a mesma pauta da assembleia. Para participar remotamente se inscrever no formulário para receber o link da reunião no dia escolhido: https://forms.gle/jfpuMEG16AcYmdt79. Exceção: Museu Nacional
04/02 (4a feira)
CCS – 10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CCS
Presencial: Bloco A. Salão Azul da Biologia.
05/02 (5a feira)
CT – 10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CT
Presencial: Bloco A, 2º andar. Salão Nobre.
05/02 (5a feira)
CLA – 10h – Reunião híbrida para os TAE do Prédio do CLA
Paulo Roberto e Maria Lenilva fizeram um apanhado das negociações e explicaram sobre o RSC
Os companheiros do Museu Wander Siqueira, Aline Miranda e Edson Vargas tiraram dúvidas
Sheron Stéfani alertou que as reuniões de base, além de procurar mobilizar para a assembleia, objetiva também ouvir os TAEs sobre suas demandas específicas em seus locais de trabalho
Coordenador-geral expõe a técnicos do CCMN a trajetória do impasse que resultou do estado de greve.
Coordenadora de Aposentados diz o que desagradou a categoria
“Chegamos no limite da pressão ao governo e ele nem aí. Então decretamos o estado de greve e, com esse tensionamento, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) recuou no regramento do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competência)”, afirmou o coordenador geral do Sintufrj (e também coordenador de Comunicação da Fasubra), Francisco de Assis, na reunião com técnicos administrativos do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).
Segundo o coordenador, o PL 6170, que trata dos detalhes do RSC, deveria ter sido elaborado junto com a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC). A reunião híbrida no CCMN na manhã desta terça-feira (3) cumpriu mais uma etapa da maratona de debates com as bases que antecede a assembleia simultânea convocada para terça-feira, 10 de fevereiro.
O dirigente fez um breve balanço das conquistas da greve de 2024: os itens já cumpridos pelo governo e os itens pendentes. E destacou a centralidade dos aposentados na discussão do RSC.
Ingratidão com aposentados
Na reunião com a Fasubra e o Sinasefe em janeiro, dos 15 itens de regramento do RSC, o MGI atendeu 12. A coordenadora de Aposentados (as) e Pensionistas do Sintufrj, Marli Rodrigues, leu o que foi mantido no PL pelo governo que desagrada a categoria: Manutenção da vetação do RSC para quem está em estágio probatório; Manutenção de 75% somente para os ativos, excluindo aposentados e pensionistas e quem tem doutorado; Manutenção do interstício de três anos para os pedidos subseqüentes do RSC e Manutenção dos efeitos financeiros não retroativos ao pedido do RSC (120 dias).
“É uma ingratidão deixar de fora do RSC os aposentados e que está em estágio probatório. O governo faz isso para dividir a categoria. A gente precisa entender que fizemos uma greve longa para que todos fossem atendidos”, defendeu Marli.
Os técnicos administrativos que se manifestaram na reunião não descartaram a decretação de greve na assembleia do dia 10 de fevereiro, preocupados com os aposentados. Afinal, todos se aposentarão um dia e garantir a paridade entre ativos e aposentados nas conquistas financeiras futuras e o desejado.
Posicionamento
De acordo com Francisco de Assis, a Fasubra adotou a seguinte posição: segurar os 11 itens consensuados pelo governo sobre o RSC e, como plano B, aprofundar as articulações por emendas parlamentares para garantir o que o governo não atendeu do acordo de greve, e irmos avaliando em que nível está a nossa mobilização para deflagração da greve.
“A Fasubra não está parada, a pressão sobre o Parlamento tem sido forte visando emendas parlamentares. Embora saibamos que um quarto do orçamento do país encontra-se nas mãos do Congresso Nacional e dos 513 deputados e senadores, só temos como aliados 130. Porém, abraçamos essa causa como visão estratégica. Estamos trabalhando para arrancar aquilo que conquistamos com a greve. Mas, temos que ter responsabilidade”, afirmou o coordenador, lembrando equívocos do passado por avaliações ideológicas erradas sobre comportamento do governo.
“Essas rodadas de reuniões possibilitam que as falas de vocês sirvam de base para que na assembleia a gente (a direção) esteja orientado sobre se vale a pena ou não deflagrar a greve”, pontuou Marli Rodrigues.
“Em nenhum acordo de greve conseguimos o cumprimento integral. O grande debate que temos que fazer tem que estar direcionado a estimular a categoria a ir à assembleia no dia 10 e discutir amplamente sobre a greve, a nossa mobilização. Discursos de retóricas não avança a nossa luta. Hoje o eixo são o RSC e uma legislação que garante a jornada de 30 horas para todos”, concluiu Assis.
FRANCISCO DE ASSIS faz a narrativa da trajetória de luta e do contexto que resultou no estado de greve