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Edital РElei̤̣o Diretoria Sintufrj 2022 pt 1

Edital РElei̤̣o Diretoria Sintufrj 2022 pt 2

Na próxima quinta, 27, temos um encontro virtual marcado às 10h para debater a conjuntura, campanha salarial e greve. Não perca!

ATENÇÃO: Para participar é necessário inscrever-se aqui. 

 

 

No Dia dos Aposentados, Sintufrj convida para Roda de Conversa! Atividade on line com transmissão pelo canal do Sindicato no Youtube e pelo perfil da entidade no Facebook.

 

 

 

 

Conforme divulgamos aqui, o Sintufrj convidou o pró-reitor Alexandre Brasil Fonseca para apresentar ao conjunto da categoria o sistema em teste, de maneira que os trabalhadores possam tomar conhecimento do processo em curso, apresentar o acúmulo no tema e debatê-lo em assembleia da categoria.

A live ocorrerá na próxima quarta, 26, às 14h, no canal do Sintufrj no YouTube.

 

 

Em entrevista, o médico explicou os pontos mais importantes para que cada um faça a sua parte

Publicado: 21 Janeiro, 2022 – Escrito por: Reconta aí

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Existe um horizonte para o fim da ômicron. De acordo com o Dr. Marcelo Daher, infectologista e representante regional Sociedade Brasileira de Infectologia, os cálculos dos epidemiologistas apontam que a curva de infecção da nova variante da covid-19 deve começar a declinar em meados de fevereiro.

Mas para que isso aconteça, a sociedade deverá seguir mobilizada, mantendo o uso de máscara, evitando o contato social e as aglomerações. Em entrevista ao Reconta Aí, o médico explicou os pontos mais importantes para que cada um faça a sua parte. Confira.

Qual é o teste mais eficiente para detectar a ômicron?

Embora haja diversos testes no mercado para a detecção da covid-19, o médico Marcelo Daher destaca que dois deles são os mais indicados: o RT-PCR e o teste de antígeno. Para o diagnóstico, Daher explica que o RT-PCR, ou apenas PCR, é o “padrão ouro”: “Esse exame busca RNA viral e faz a amplificação, a busca direta do vírus. É colhido por swab (uma espécie de cotonete) nasal e a partir daí faz-se a extração, colocando-se em uma máquina. O resultado pode ser entregue dentro de algumas horas ou alguns dias”.

O teste de antígeno também é colhido por meio do swab nasal e é mais simples, rápido e barato: “Nele busca-se partículas virais, proteínas do vírus. O material coletado por meio do swab é colocado em um meio extrator e por meio de uma placa, o resultado é mostrado de 15 a 20 minutos”. Esse teste, segundo Daher, é o realizado em farmácia e nos drive-thrus.

Segundo o infectologista, o teste PCR é o mais indicado para a detecção da infecção. Já para saber se o infectado ainda está contaminado e transmitindo a covid-19, o teste de antígeno é o mais apropriado já que o PCR pode continuar positivo até três meses após a infecção. “Não significando que a pessoa esteja doente ou transmitindo a covid durante esse período”, ressalta o infectologista.

Gravidade e sintomas da ômicron

Segundo Daher, os sintomas da variante ômicron não são menos preocupantes. Ele explica que o quadro clínico gerado pela doença é mais brando na grande maioria das pessoas, mas relembra que as outras variantes também geram quadros leves. “Pelo fato de estarmos com muitas pessoas vacinadas, temos visto quadros mais leves, o que pode ser uma característica especificamente desta variante mas também pode ter a ver com o cenário de pessoas altamente vacinadas”, informa.

Daher alerta que em algumas pessoas ainda são vistas as formas graves da doença, com necessidade de internação, terapia intensiva e, inclusive, óbitos. Por isso, não recomenda que as pessoas se exponham.

A variante da infecção não faz diferença no tratamento

“Para saber qual variante infectou um paciente, só fazendo o sequenciamento viral, que é um exame complexo e caro” afirma Daher. O infectologista explica ainda que em alguns países, é possível buscar a variante quando se faz o PCR. Porém, no Brasil, ainda não há esse método.

Segundo o infectologista, os exames de reconhecimento das variantes acontecem mais para a identificação epidemiológica do que para mudança em relação a tratamento. No Brasil, o médico acredita a grande maioria dos contaminados – cerca de 90% – está infectada pela variante ômicron.

Isolamento

Rentemente, o Ministério da Saúde fez algumas mudanças em relação ao tempo de isolamento ttomando como base o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Porém, Daher explica que mesmo nos Estados Unidos, as orientações mudaram: “O CDC acabou de mudar essas orientações anteriores que reduziam o tempo de isolamento para 5, 7 ou 10 dias baseado em testagem porque está quase inviável fazer testes dessa forma, por causa do custo e da falta de testes”, disse.

“O mais prudente, atualmente, é manter 10 dias de isolamento e 7 dias para as pessoas que manifestaram muito poucos sintomas, que estão há 24 horas sem sintoma algum e com teste de antígeno negativo”, recomenda o infecologista. Porém, quem não tem condições de fazer o teste deve se manter isolado pelos 10 dias recomendados para não haver risco de transmissão.

Como fazer o isolamento em casa?

O médico explica que se alguma pessoa que compartilha a casa com outras pessoas testar positivo, e as outras pessoas apresentarem os mesmos sintomas, não é necessário que estas sejam testadas: “Inferimos que todas as pessoas estão com a mesma doença”, relata Daher.

Entretanto, se uma pessoa estiver contaminada e as outras pessoas não apresentarem sintomas, a recomendação é diferente: “Tendemos a pedir o isolamento, separando o contaminado dos outros moradores porque eles podem não ter sido infectados. Além disso, deve-se testar os possíveis não contaminados no quinto dia”, explica Daher. Nesse caso, o médico ainda recomenda que todos os moradores mantenham o uso de máscaras o tempo todo e que redobrem os cuidados para evitar a transmissão para outras pessoas, inclusive de fora da casa.

Internações e UTI

“A gente espera que não haja, como ocorreu nos EUA, um aumento de internações e internações em terapia intensiva”, diz o médico. Conforme projeta, nas próximas semanas, principalmente em fevereiro, o número de internações será um termômetro: “Porque se houver um aumento nas internações, temos que ficar atentos para tomar as medidas cabíveis para que não faltem leitos de internação e terapia intensiva para a população”.

 

 

 

Nota de pesar das secretarias Nacional de Combate ao Racismo e da Cultura

Publicado: 21 Janeiro, 2022 – Escrito por: CUT Nacional

Imagem: DIVULGAÇÃO

A Central Única dos Trabalhadores, por meio da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo e da Secretaria Nacional da Cultura, recebeu com grande pesar a notícia da morte da artista e cantora Elza Soares, nesta quinta-feira (20), aos 91 anos. De acordo com assessoria da artista, a morte, por causas naturais, ocorreu em sua casa, no Rio de Janeiro.

Considerada a “voz brasileira do milênio”, em 1999, Elza Soares venceu o Grammy Latino na década seguinte. Bem antes disso, havia participado do programa  “Calouros em Desfile”, comandado por Ary Barroso, e cantado “Lama”. O primeiro contrato foi assinado em 1960, incluindo ainda uma turnê internacional. Elza Soares conquistou as pessoas ao redor do mundo, sempre usando sua poderosa voz para denunciar a fome, o racismo e defender o direito das mulheres.

Nos últimos anos fez grandes participações com outros cantores negros e, em 2015, lançou o 32º álbum com todas as músicas ineditas e com o forte título: Mulher do fim do mundo. O álbum foi altamente premiado e celebrado por criticos. Em 2018, lançou o disco, Deus é mulher, mostrando que não tinha medo de falar sobre política, racismo, religião e sociedade. E talvez tenha rendido o seu melhor trabalho musical.

Elza Gomes da Conceição, mulher negra, mãe de oitos crianças, que perdeu dois  filhos para fome – desnutrição -, nasceu na favela da Moça Bonita, atualmente Vila Vintém, no bairro de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Com essa vivência, fez da sua realidade arte através do seu discurso ao cantar de forma afinada e singular em favor de uma sociedade sem racismo, sem fome, machismo e mais justa para a população negra.

Foram 34 discos lançados que caminharam do jazz ao samba, do hip hop ao MPB, da eletrônica ao pop. Com uma voz inconfundível, a cantora que foi enredo da escola da Mocidade no último carnaval (2020), foi além da música,  uma artista sem rótulos, um ícone da cultura nacional.

“Eu sou muito pirada, eu sou uma criatura muito viva, muito ativa, acho que tudo que está na minha cabeça tem que acontecer, eu quero pular corda, eu quero estar feliz, eu quero malhar, eu quero acordar cedo, eu quero, entendeu?”

Obrigada, Elza Soares.

 

 

 

FONTE: Por GUSTAVO KAYE, do Agenda do Poder. Em  21/1/2022

Chico Buarque beija Elza Soares em show no Garden Hall, em outubro de 2000 Foto: Wania Pedroso/07-10-2000

Chico lhe deu guarida em Roma, em 1970, depois de a casa dela no Rio com Mané Garrincha foi metralhada. Caetano estendeu a mão no momento mais desesperador da sua vida, nos anos 1980, quando ela pensou mesmo em abandonar a carreira de cantora

“Nunca houve ou haverá uma mulher como ela”, por Chico Buarque

Se acaso você chegasse a um bairro residencial de Roma e desse com uma pelada de meninos brasileiros no meio da rua, não teria dúvida: ali morava Elza Soares com Garrincha, mais uma penca de filhos e afilhados trazidos do Rio em 1969. Aplaudida de pé no Teatro Sistina, dias mais tarde Elza alugou um apartamento na cidade e foi ficando, ficando e ficando.

Se acaso você chegasse ao Teatro Record em 1968 e fosse apresentado a Elza Soares, ficaria mudo. E ficaria besta quando ela soltasse uma gargalhada e cantasse assim: “Elza desatinou, viu.”

Se acaso você chegasse a Londres em 1999 e visse Elza Soares entrar no Royal Albert Hall em cadeira de rodas, não acreditaria que ela pudesse subir ao palco. Subiu e sambou “de maillot apertadíssimo e semi-transparente”, nas palavras de um jornalista português.

Se acaso você chegasse ao Canecão em 2002 e visse Elza Soares cantar que a carne mais barata do mercado é a carne negra, ficaria arrepiado. Tanto quanto anos antes, ao ouvi-la em “Língua’’ com Caetano.

Se acaso você chegasse a uma estação de metrô em Paris e ouvisse alguém às suas costas cantar Elza desatinou, pensaria que estava sonhando. Mas era Elza Soares nos anos 80, apresentando seu jovem manager e os novos olhos cor de esmeralda.

Se acaso você chegasse a 1959 e ouvisse no rádio aquela voz cantando “Se acaso você chegasse’’, saberia que nunca houve nem haverá no mundo uma mulher como Elza Soares.

Caetano Veloso também homenageou Elza nos 90 anos, textos publicados em janeiro de 2021 no Globo. Eis o texto de Caetano:

“Seu brilho é a prova de que o Brasil não é mole não”, por Caetano Veloso

Elza Soares é uma das maiores maravilhas que o Brasil já produziu. Quando apareceu cantando no rádio, era um espanto de musicalidade. Logo ficaríamos sabendo que ela vinha de uma favela e desenvolvera seu estilo rico desde o âmago da pobreza.

Ela cresceu, brilhou, quis sumir, não deixei, ela voltou, seguiu e prova sempre, desde a gravação de “Se acaso você chegasse’’ até os discos produzidos em São Paulo por jovens atentos, que o Brasil não é mole não.

Celebrar os 90 anos e Elza é celebrar a energia luminosa que os tronchos monstros não conseguirão apagar da essência do Brasil.

Acesse e confira a trajetória desta Diva: https://www.geledes.org.br/elza-soares-morre-aos-91-anos/

 

 

Expectativa é que nesta semana, a imunização já tenha começado em todas as capitais, respeitando grupos prioritários

Da Redação Brasil de Fato / 19 de Janeiro de 2022 

Radinho BdF vai à campo acompanhar como está vacinação de crianças em postos de saúde da capital paulista – Marcos Moura/ Prefeitura de Fortaleza

Fiquei muito feliz, as crianças vão ficar mais seguras contra o coronavírus

Depois de um ano de espera e de diversas polêmicas, tem início a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19 no Brasil, um marco histórico para a saúde pública do país. Por isso, a edição de hoje (19) do Radinho BdF faz uma cobertura especial do início da imunização e ouve como os pequenos se sentem ao receber a primeira dose.

“Eu achei que seria pior, mas foi bom. É para não ficar doente de coronavírus”, disse o João Magalhães, que tem 9 anos e foi uma das primeiras crianças vacinadas do país, no Recife.

A expectativa é que até o final da semana, a imunização dos pequenos já tenha começado em todas as capitais do país, respeitando grupos prioritários de crianças com comorbidades, indígenas e quilombolas. O primeiro estado a iniciar a vacinação de meninos e meninas foi São Paulo, na última sexta-feira (14), com a imunização de Davi Xavante, de 8 anos.

Ele é do Mato Grosso, mas mora em São Paulo para fazer um tratamento médico. E por essa condição de saúde e por ser indígena, ele é considerado do grupo de crianças com prioridade na vacinação em diversos municípios.

“Eu estava um pouco nervoso, de emoção e alegria. Eu queria tomar a vacina para ter mais proteção. Estou fazendo isso pela minha aldeia”, disse Davi, em entrevista a emissora CNN.

A maioria dos municípios da região metropolitana de São Paulo também iniciaram a vacinação por crianças do grupo prioritário. Em São Caetano do Sul, quem fez história e se tornou o primeiro menino imunizado da cidade foi o Caio Desotti, uma criança de 11 anos, com Síndrome de Down. “Foi emocionante! A vacina é para a nossa saúde”, disse.

“Fiquei muito feliz, as crianças vão ficar mais seguras contra o coronavírus”, diz Ana Sofia, de 7 anos, indígena do povo Atikume e primeira vacinada de Santo André / Prefeitura de Santo André

E logo depois dele, quem recebeu a dose de esperança na cidade foi o Francesco Olívio, que tem 7 anos. “Eu queria tomar a vacina porque eu quero poder sair na rua e fazer as coisas que gosto de novo”, disse. “Não precisa ter medo de tomar a vacina, porque não dói nada. Quando mais rápido todo mundo se vacinar, mais rápido vamos poder voltar a sair na rua sem máscara.”

Já na vizinha Santo André, também no ABC paulista, a primeira vacinada foi a menina indígena Ana Sofia, de 7 anos, do povo Atikume. “Eu estava muito ansiosa para tomar a vacina. Fiquei muito feliz, as crianças vão ficar mais seguras contra o coronavírus”.
Cobertura especial

O Radinho BdF vai a campo acompanhar como está vacinação de crianças em postos de saúde da capital paulista. O trajeto começou pela Unidade Básica de Saúde de Heliópolis, na zona sul da cidade. Por lá, trabalhadores da saúde montaram uma tenda para atender e vacinar crianças e adultos contra o coronavírus. É

possível cadastrar crianças fora do grupo prioritário na lista de xepa para, caso sobre vacina no final do dia, seja possível adiantar a imunização.

Na sequência, a reportagem segue para a Unidade Básica de Saúde da Vila Carioca. A dica dos profissionais por lá é para os adultos aproveitarem e, quando levarem as crianças para vacinar, completar a imunização contra o coronavírus ou tomar a vacina contra a influenza.

Quem se vacinou por lá foi o Leonardo, de 10 anos. “Eu estava muito ansioso esperando a vacina para me proteger. Eu diria pra as crianças não ficarem com medo que não doí nada”, disse. “Para mim é importante voltar para escola vacinado porque lá a gente pode pegar e eu me sinto mais seguro.”

Davi Xavante foi a primeira criança vacinada do Brasil, em 14 de janeiro, em São Paulo / Governo do Estado de São Paulo

Surpresa na edição

Durante a gravação desse episódio, a apresentadora do Radinho BdF recebeu uma ligação especial: era a enfermeira dizendo que ela poderia levar seu filho, Benjamin, de 11 anos, para se vacinar na xepa.

“Eu estou agora no posto de vacinação. Ligaram para o meu padastro, José, e falaram que tinha sobrado uma vacina para mim”, contou. “Eu tomei minha vacina hoje, as rações ainda não apareceram e quase não senti dor. Tomar vacina não é uma cosia ruim. Espero que agora dê para fazer mais coisas, como ir em parques e que o coronavírus vá indo embora.”

Dúvidas sobre o imunizante

Depois de diversas polêmicas envolvendo o imunizante pediátrico, que foi desacreditado inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro, é normal que crianças e seus cuidadores fiquem com dúvidas sobre a vacina. Por isso, o Radinho conversa com uma enfermeira e um especialista em imunização pediátrica para esclarecer dúvidas.

É importante ter em mente que a vacina para as crianças é diferente. Além de ser preparada com ingredientes específicos, o imunizante tem apenas ⅓ da dose dos adultos: enquanto a dose do adulto tem 30 miligramas de vacina e na das crianças tem apenas 10 miligramas. Para que os frascos das vacinas não sejam confundidos, a embalagem das crianças tem tampa laranja e dos adultos roxa.

Por enquanto, o único imunizante autorizado para crianças é do da farmacêutica Pfizer. A vacina Coronavac, do Instituto Butantã, está em análise para ser utilizada em crianças.

Toda quarta-feira, uma nova edição do programa estará disponível nas plataformas digitais. / Brasil de Fato / Campanha Radinho BdF

Sintonize

O programa Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 10h às 10h30, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A edição também é transmitida na Rádio Brasil de Fato, às 9h, que pode ser ouvida no site do BdF.

Em diferentes dias e horários, o programa também é transmitido na Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), e na Rádio Terra HD 95,3 FM.

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o Radinho BdF de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para fazer parte da lista de distribuição, entre em contato pelo e-mail: radio@brasildefato.com.br.

Edição: Sarah Fernandes

 

 

 

 

Decisão foi assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski e enviada em caráter de urgência às promotorias estaduais

Nara Lacerda/Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 19 de Janeiro de 2022

Vacina̤̣o de crian̤as deve ser realizada por ser um direito previsto no Estatuto da Crian̤a, entendeu a Justi̤a РJos̩ Cruz/Ag̻ncia Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que ministérios públicos de todas as unidades da federação fiscalizem pais e responsáveis que se negam a vacinar crianças contra a covid. Assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, a decisão responde a um pedido do partido Rede Sustentabilidade para que conselhos tutelares atuem no processo.

Na resposta à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) julgada pelo ministro, Lewandowski cita garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a lei, é “obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.”

O Ministério da Saúde, entretanto, recomendou oficialmente a imunização de forma não obrigatória. Para a Rede, a definição contraria o ECA e fere preceitos fundamentais da Constituição Federal para a proteção de jovens contra a “conduta irresponsável de seus ‘responsáveis’, quando optam por não vaciná-los”.

Lewandowski pediu medidas às promotorias porque o ECA estabelece que o órgão é responsável por promover medidas judiciais e extrajudiciais para garantir cumprimento dos direitos, inclusive “visando à aplicação de penalidade por infrações cometidas contra as normas de proteção à infância e à juventude.”

A decisão judicial sobre a ADPF foi enviada aos estados e ao Distrito Federal em caráter de urgência. 

Edição: Vinícius Segalla

 

 

Assembleia realizada no último dia 15 definiu o novo calendário. Atividades virtuais previstas para ocorrer em janeiro poderão ser transmitidas pelo YouTube do Fórum

Publicado: 19 Janeiro, 2022 – 13h12 | Escrito por: RBA

Imagem: REPRODUÇÃO \ Fórum Social Mundial deste ano pretende fazer uma reflexão sobre os diversos problemas que envolvem

O Fórum Social Mundial Justiça e Democracia (FSMJD) já tem uma nova data. Diante da situação de aumento de casos de covid-19, ocasionados pela variante ômicron, o evento que ocorreria em Porto Alegre (RS) no fim de janeiro, foi adiado para o período de 26 a 30 de abril de 2022. Nesse mesmo período será realizado também o FSMResistencias. O local permanece o mesmo, a cidade de Porto Alegre (RS). 

A organização informa que, caso alguma entidade integrante do FSMJD queira realizar entre 27 e 29 de janeiro atividade virtual já inscrita, poderá divulgá-la nas redes do FSMJD. O evento também poderá ser retransmitido no canal do Fórum no YouTube.

Os interessados deverão entrar em contato com o Comitê Facilitador até 18 de janeiro. “A realização de atividades virtuais não significa a realização do FSMJD, mas tão somente a continuidade do processo de mobilização em curso, sendo certo que qualquer entidade integrante do FSMJD pode promover atividades de interesse do movimento a qualquer tempo”, informam os organizadores. “Será criada uma comissão para tratar de plataformas para realização de atividades virtuais de agora em diante.”

A campanha de doação para a realização do FSMJD continua. Assim como a necessidade de recursos financeiros. “E roga-se às entidades que já pagaram a taxa de inscrição para que não peçam o reembolso, pois a atividade poderá ser realizada em abril e o FSMJD precisa dessa contribuição para continuar seu trabalho de mobilização em prol de outro mundo possível”, explica nota do Fórum.

Transformação

O encontro deste ano pretende fazer uma reflexão sobre os diversos problemas que envolvem o sistema de Justiça. Além de suas conexões com as ameaças que pairam sobre a democracia no Brasil e em vários outros países. Os debates serão feitos em torno de cinco grandes eixos: democracia, arquitetura do sistema de Justiça e as forças sociais; sistema de Justiça, democracia e direitos de grupos vulnerabilizados; capitalismo, desigualdades e mundos do trabalho; comunicação, tecnologias e Justiça; e perspectiva transformadora da Justiça e a centralidade da cultura nesse processo.

Em 2021 o Fórum Social Mundial completou 20 anos. Foi realizado pela primeira vez de forma remota, seguindo o protocolo de realização de eventos durante a pandemia. O tema questionava “Como será o mundo no período pós-covid-19?”.

O Fórum é organizado por associações e coletivos jurídicos, movimentos sociais e entidades progressistas das áreas da Justiça e da Democracia. Entre elas estão: Transforma MP, Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABDJ), Associação de Advogadas e Advogados Públicos pela Democracia, Associação Juízes para a Democracia (AJD), Coletivo Defensoras e Defensores Públicos pela Democracia e Movimento Policiais Antifascismo.