19ª Caminhada da Liberdade Religiosa acontece neste domingo, 20 de setembro, na orla de Copacabana

O combate à intolerância religiosa foi o tema da reunião mais recente (17/09) do GT Antirracista, às vésperas da 19ª Caminhada da Liberdade Religiosa que acontece neste domingo, 20 de setembro, na orla de Copacabana. Militante e professor, Ivanir dos Santos, que há 40 anos atua na defesa da causa, dos direitos humanos e das pluralidades contra o racismo foi o convidado para tratar do tema.

A caminhada é um encontro inter-religioso que reúne representantes de diferentes tradições, lideranças religiosas, artistas, grupos culturais, famílias e participantes vindos de diversas partes do país em um grande ato pela convivência, pelo respeito e pela liberdade de crença.

O evento é organizado pelo CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas) e pela CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa) para promover o respeito à diversidade de crenças.

Militância

Ivanir dos Santos recebeu o prêmio Internacional Religious Freedom (IRF), em julho último. Esse prêmio foi entregue pelo Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos durante evento em Washington pela sua importância na luta contra a intolerância a praticantes de religiões de matriz africana no Brasil. Seu nome é uma referência.

Ele é interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) há doze anos – e, em parceria com o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a CCIR vem chamando a atenção da sociedade e das autoridades públicas para o perigo da construção de um estado teocrático em um país constitucionalmente laico como o Brasil.

Suas lutas muitas vezes se entrelaçam à história de vida de tantas crianças pretas nascidas na Favela do Esqueleto, removida da área onde existe a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para Bangu, no início dos anos 60.  No Esqueleto, Ivanir foi criado pela mãe, a doméstica Sonia, até os seus 7 anos, quando ela foi brutalmente assassinada.

Pesquisa

Ivanir que apresentou sua tese de doutorado que resultou no livro “Marchar não é caminhar” que levanta e analisa as interfaces políticas e sociais das religiões de matrizes africanas no Rio contra os processos de intolerância religiosa e o racismo no Brasil, entre 1950 e 2008.

Com esta pesquisa, Ivanir se credenciou como doutor em História Comparada pela UFRJ, em maio de 2018. O título conta também com prefácio de Muniz Sodré, professor da UFRJ, e orelha de Lazare Ki-Zerbo, vice-presidente do Comitê Internacional Joseph Ki-Zerbo para a África e a Diáspora (CIJKAD).

Livro

O livro de Ivanir “Marchar não é caminhar” foi a obra desse mês sorteada na reunião do GT Antirracista. Os agraciados foram a companheira Poliana Rangel, da Faculdade de Educação, e Débora  Oliveira, aposentada. Essa obra nasce também de uma vida inteira dedicada às religiões de matriz africana, mas vai muito além do testemunho pessoal.

O livro mostra que a história das religiões afro-brasileiras não é uma história de folclore, mas uma história de resistência, inteligência coletiva, articulação comunitária e potência espiritual. Ele reconstrói essa trajetória com respeito, mostrando que o terreiro é um espaço político, ético e civilizatório que foi sistematicamente atacado por séculos e que, mesmo assim, permanece como um dos centros mais vivos de produção de sentido no país.

A força simbólica do título percorre todo o texto. Marchar aparece como uma exigência histórica imposta ao povo de santo, que sempre precisou reagir, resistir, se defender, enfrentar a violência organizada do racismo religioso, da demonização neopentecostal e da omissão estatal.

Caminhar, por outro lado, surge como o direito que lhes foi negado e que o livro reivindica. Caminhar significa exercer a fé sem medo, praticar a espiritualidade com dignidade, existir sem ter de justificar a própria existência.

É um livro que mostra com clareza que a luta pela liberdade religiosa no Brasil não é um apêndice secundário da pauta de direitos humanos. Ela é central, estrutural e decisiva para compreender o que significa viver em um país marcado pela escravidão, pelo racismo e pela disputa entre projetos de sociedade. FOTOS: RENAN SILVA

IVANIR DOS SANTOS na palestra no Espaço Cultural
O PROFESSOR, ESCRITOR E ATIVISTA com dirigentes e apoiadores do SINTUFRJ

 

DIA DE LUTA EM DEFESA DA DEMOCACIA E SOBERANIA
DATA: 23/09 (4a feira)

Concentração 8:30h – SINTUFRJ
Saída 9:15h – SINTUFRJ
Trajeto: SINTUFRJ x Vila Residencial x RU-Central
Encerramento: RU – Central

O SINTUFRJ convoca toda comunidade da UFRJ para botar o bloco na rua em defesa da Democracia e da soberania nacional.

Faça sua inscrição e confirme sua participação!
https://forms.gle/mghpGaj1rWcqDg2E7

SINTUFRJ
GESTÃO 2025-2028

Próxima reunião será no instituto de Psiquiatria (IPUB), terça-feira, dia 22, às 10h, no na Sala do Icema. Além dos encontros setoriais e plantões que a coordenação do SINTUFRJ está organizando na sede, no Fundão e na subsede do HU, começam também plantões (agendados) na Praia Vermelha, de terça a sexta-feira das 14h às 20h.

O mais recente “Sintufrj tira-dúvidas” sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências – encontros setoriais organizados pelo Sindicato foi na manhã desta quinta-feira, 17, no anfiteatro da Neurologia, na Praia Vermelha.

Estavam lá os coordenadores Francisco de Assis e Sharon Stèfani (Geral) e Maria Lenilva (Educação, Cultura e Formação Sindical), que se revezaram, em quase duas horas de reunião, em explicações e em tirar as dúvidas, que como se viu nas demais reuniões (já houve no IPPMG, na Maternidade Escola, no CCS e no NCE), foram inúmeras e de toda sorte. Das mais elementares, como: “Já abriu o processo para solicitar o meu RSC?” ou ” ou “Como eu faço o requerimento?”; até as mais complexas.

Mas ao que parece, muita gente ou não está se dando conta, ou não se deteve ainda para analisar (e está perdendo tempo) a própria situação, apesar da infinidade de informes. E pode ter direito, sim, a percentuais que podem chegar a mais de 20%.

Procure os plantões e reuniões do SINTUFRJ. Se informe, e garanta seu direito

O módulo Suap (plataforma digital para processos administrativos adaptada na UFRJ para a requisição do RSC) começou a receber os pedidos dia 1º de setembro e, segundo informaram os coordenadores, já contabiliza mais de 1300 processo. Dezenas de memoriais já foram publicizados; já há muitas requisições deferidas e estão sendo encaminhados para publicação em portarias. As que já foram concluídas podem entrar na folha do próximo mês e os efeitos financeiros, em novembro. Se dedicam à análise das requisições e de milhares de documentos, 90 companheiros da CRSC (45 titulares e 45 suplentes) que se dividiram em seis comissões locais com o trabalho a todo vapor.

Fotos: Renan Silva

 

Atendimento nos plantões

A importância de fortalecer o sindicato

Os coordenadores têm alertado que esta é uma das mais expressivas vitórias da categoria, fruto de uma luta de quase 20 anos e que o técnico administrativo não pode abrir mão de vê-la concretizada em seu contracheque. Vale lembrar que é resultado da organização dos trabalhadores em seus sindicatos, em todo país – no caso da UFRJ, através do Sintufrj – e que é preciso fortalecer a entidade representativa na luta por mais direitos.

Em particular, diante da ofensiva da extrema direita, que tem em seu programa nas eleições – seja para o Congresso ou para o governo, flexibilização de direitos, o combate aos sindicatos, submeter universidades aos interesses do mercado, corte de gastos, redução do serviço público. Seriam mais quantos anos sem reajuste?

Cecília Castro (na foto, ao microfone), técnico administrativa da Escola de Comunicação pediu a palavra na reunião para dizer-se grata ao Sindicato que, ao longo de sua vida profissional, comandou muitas lutas com conquistas importantes. Ela  referiu-se também aos benefícios que a entidade oferece, como os convênios (o Sesc, por exemplo, ela utiliza muito com a família) e o Espaço Saúde: “Eu me sindicalizei há muito tempo porque eu conto com o sindicato em várias oportunidades: em ação judicial, para esses aumentos todos. Conto com o Espaço Saúde para o meu bem-estar físico também. São muitas questões”.

Ela elogiou toda “engenharia que está por trás do RSC, pensada para a maioria dos funcionários e eu acho isso muito bonito de se ver”. De fato, o GT Carreira do SINTUFRJ trabalhou vários meses na construção de subsídios à proposta final do RSC.

E você?

Já preparou o seu formulário para requisitar o RSC? Acha que não tem pontos suficientes? Você pode ter direito e nem imagina.

Como saber? Navegue pelo Hotsite do Sintufrj, leia, tire dúvidas, acesse a calculadora com um simulador e veja se vc se encaixa em alguns dos inúmeros fatos ou acontecimentos listados, entre dezenas de opções possíveis, ao longo de toda sua carreira.

Seja de que classe for, não deixe esta oportunidade passar porque não entendeu ou não consegue fazer. O SINTUFRJ organizou uma força-tarefa com coordenadores, integrantes da Comissão do RSC e colaboradores que se dividiram entre reuniões e plantões para auxiliar sindicalizados e não sindicalizados com dificuldades.

RSC O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Percorra as opções no simulador do Hotsite

https://sintufrj.org.br/cpd/rsc/

Quer entender melhor o mecanismo de pontuação? Quer ver se, em sua carreira até aqui, fez alguma atividade que pontua? Verifique no simulador do SINTUFRJ se alguns dos fatos e acontecimentos fazem parte de sua trajetória e veja quantos pontos cada um representa.

Por exemplo: Participou no enfrentamento da pandemia? Saiba que cada mês vale um ponto. Participou de órgão colegiado? São 3 pontos a cada ano ou fração acima de seis meses; Participou de organização, fiscalização, execução de concursos? vale 4.5 pontos. Exerceu mandato em entidade sindical? por ano ou fração acima de 6 meses: são 1.5 pontos.

Leia, a seguir, as atividades que você vai encontrar no simulador e confira:

Critérios admitidos em cada um dos requisitos

 

I – “PARTICIPAÇÃO EM GRUPOS DE TRABALHO, COMISSÕES, COMITÊS, NÚCLEOS, REPRESENTAÇÕES OU SIMILARES, FORMALMENTE INSTITUÍDOS OU RECONHECIDOS PELO ÓRGÃO OU PELA ENTIDADE

1. Exercício do mandato como membro de conselhos superiores e conselhos de unidades e órgãos colegiados das instituições federais de ensino. – Por ano ou fração acima de 6 meses – 3 pontos –

2 . Coordenação ou presidência de núcleos, representações, grupos de trabalho ou similares, comissões ou comitês previstos no âmbito da administração pública, regularmente instituídos, ou reconhecidos pelo órgão ou pela entidade. – Por designação – 4.5 pontos –

3 . Participação como membro de núcleos, representações, grupos de trabalho ou similares, comissões ou comitês previstos no âmbito da administração pública, regularmente instituídos. – Por designação – 3 pontos –

4 . Participação como defensor dativo ou como membro de equipe designada em processos de apuração de materialidade e responsabilidade, como sindicância, processo administrativo disciplinar e tomada de contas especial. – Por designação – 3 pontos –

5 . Atuação em atividades de organização, fiscalização, execução de exame de seleção, vestibular ou concursos. – Por designação – 4.5 pontos –

6 . Atuação em atividades de elaboração, revisão ou correção de provas de exame de seleção, vestibular ou concursos. – Por designação – 3 pontos –

7 . Exercício de mandato em entidade sindical da categoria. – Por ano ou fração acima de 6 meses – 1.5 pontos –

8 . .Participação como membro em programas ou projetos de políticas públicas externas à Instituição Federal de Ensino, desde que comprovada a obtenção de resultados institucionais relevantes – Por designação – 3 pontos –

9 . Representação legal da Instituição Federal de Ensino junto a órgãos e entidades do Poder Público ou responsabilidade técnica junto a órgãos de fiscalização, controle e regulação – Por designação – 7.5 pontos –

10 . Atuação técnica externa, formalmente autorizada ou reconhecida pela Instituição Federal de Ensino de lotação, em órgãos estatais ou paraestatais, escolas de governo, agências reguladoras ou organismos internacionais, com contribuição ou repercussão institucional – Por produto – 4.5 pontos –

II – “PARTICIPAÇÃO E ATUAÇÃO EM PROJETOS INSTITUCIONAIS, NA GESTÃO, NO APOIO AO ENSINO, À PESQUISA, EXTENSÃO, INOVAÇÃO E ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA”

1 . Coordenação de projetos institucionais (ensino, pesquisa, extensão, gestão e inovação). – Por projeto – 7.5 pontos –

2 . Participação em atividades técnicas e/ou especializadas em projetos, incluída a elaboração de projetos pedagógicos, programas e/ou ações institucionais (ensino, pesquisa, extensão, gestão e inovação) . – Por projeto – 4.5 pontos –

3 . .Participação em comissão ou conselho editorial de livros, revistas ou publicações científicas ou outras publicações acadêmicas – Por mandato – 7.5 pontos –

4 . Participação em atividade de cooperação técnica interinstitucional em projetos institucionais. – Por projeto – 3 pontos –

5 . Participação em atividades de orientação, tutoria, preceptoria ou supervisão. – Por designação – 3 pontos –

6 . Participação em atividades de produção ou reformulação de material acessível, ou técnico de referência (manuais, roteiros técnicos) . – Por produto – 3 pontos –

7 . Participação em atividade de avaliação de trabalho ou atuação como jurado em eventos acadêmicos, científicos, culturais, esportivos e técnicos. – Por evento – 3 pontos –

8 . Participação em atividade institucional de produção audiovisual, artística, exposição, podcast ou outras formas de apresentação. – Por projeto – 3 pontos –

9 . Participação em programas de formação continuada e/ou ações de desenvolvimento de competências, desde que não utilizada para fins de aceleração da promoção na carreira (carga horária mínima de dez horas) . – Por capacitação – 1 ponto –

10 . .Desempenho de atividade técnica especializada, formalmente reconhecida pela Instituição Federal de Ensino, com demonstração de domínio técnico diferenciado e contribuição institucional relevante na área de atuação. – Por ano ou fração acima de 6 meses – 1 ponto –

11 . .Participação em capacitação, fórum, oficina, workshop e congresso, com carga horária mínima de dez horas, vinculada aos interesses da Instituição Federal de Ensino. – Por evento – 1 ponto –

III – “RECEBIMENTO DE PREMIAÇÃO EM EVENTO DE RECONHECIMENTO PÚBLICO POR PROJETOS IMPLEMENTADOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA”

1 . Recebimento de premiação de âmbito internacional por projeto implementado na administração pública. – Por prêmio – 20 pontos –

2 . Recebimento de premiação de âmbito nacional por projeto implementado na administração pública. – Por prêmio – 15 pontos –

3 . Recebimento de premiação de âmbito local ou institucional, formalmente instituído, por projeto implementado na administração pública. – Por prêmio – 7.5 pontos –

IV – “DESIGNAÇÃO PARA ASSUNÇÃO DE RESPONSABILIDADES TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS OU ESPECIALIZADAS”

1 . Atuação tecnicamente qualificada na operação, na implantação, no suporte ou no apoio a desenvolvimento, parametrização ou aperfeiçoamento de sistemas estruturantes da administração pública. – Por Sistema – 4.5 pontos –

2 . Elaboração de projeto básico ou de termo de referência, ou participação como membro da equipe de planejamento da contratação. – Por designação – 3 pontos –

3 . Exercício de atividades de gestão ou fiscalização de contratos de aquisição, serviços, convênios e acordos ou instrumentos correlatos. – Por designação – 4.5 pontos –

4 . .Exercício de atividades relacionadas à licitação e às suas excepcionalidades. – Por ano ou fração acima de seis meses – 3 pontos –

5 . .Participação em atividades de apoio técnico especializado em políticas, programas e ações de promoção na área de saúde humana, animal e ambiente, de acessibilidade ou diversidade, de interesse institucional – Por ano ou fração acima de seis meses – 3 pontos –

6 . Atuação tecnicamente qualificada em ambientes ou processos que demandem condições especiais de segurança, cuidado ou conformidade com requisitos legais e regulatórios, desde que não receba adicional de periculosidade ou insalubridade em razão das mesmas condições – Por ano ou fração acima de seis meses – 3 pontos –

7 . Atuação em sistemas e/ou processos de trabalho institucionais em ensino, pesquisa, extensão, gestão e inovação, desde que não constitua atividade habitual do cargo. – Por designação – 3 pontos –

8 . Atuação como responsável por setor ou por unidade, formalmente designado, desde que a designação não gere pagamento de remuneração. – Por ano ou fração acima de seis meses – 4.5 pontos –

V – “EXERCÍCIO DE FUNÇÃO OU CARGO DE DIREÇÃO OU DE ASSESSORAMENTO INSTITUCIONAL”

1 . Exercício de Cargo de Direção (CD-02) ou equivalente. – Por ano ou fração acima de seis meses – 9 como titular e 4,5 como substituto –
como titular como substituto

2 . Exercício de Cargo de Direção (CD-03 e 04) ou equivalente – Por ano ou fração acima de seis meses – 7,5 como titular e 3 como substituto –
como titular como substituto

3 . Exercício de Função Gratificada (FG-01 e 02) ou equivalente. – Por ano ou fração acima de seis meses – 4,5 como titular e 1,5 como substituto –
como titular como substituto

4 . Exercício de Função Gratificada (a partir da FG-03) ou equivalente. – Por ano ou fração acima de seis meses – 3 como titular e 1 como substituto –
como titular como substituto

VI – “PRODUÇÃO, PROSPECÇÃO E DIFUSÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO OU TÉCNICO”

1 . .Carta patente relacionada aos interesses institucionais. – Por patente – 30 pontos –

2 . Participação relevante no desenvolvimento de protótipos, depósitos e/ou registros de propriedade intelectual ou privilégio de invenção relacionada aos interesses institucionais. – Por projeto – 25 pontos –

3 . Participação em transferência de tecnologia, licenciamento ou exploração de ativo tecnológico, como autor ou inventor relacionada aos interesses institucionais. – Por produto – 20 pontos –

4 . Conclusão de curso de educação formal superior ao exigido para o ingresso no cargo de que é titular e que não seja utilizado para percepção de Incentivo à Qualificação – IQ. – Por curso – 15 pontos –

5 . Participação relevante na implantação ou desenvolvimento de produto, projeto, processo, técnica ou tecnologia de interesse institucional. – Por produto – 15 pontos –

6 . Atuação em atividade de liderança ou vice-liderança de grupo de pesquisa ou extensão registrado em órgão ou sistema oficial de reconhecimento institucional. – Por grupo de pesquisa – 7.5 pontos –

7 . Participação como membro em grupo de pesquisa devidamente registrado em órgão ou sistema oficial de reconhecimento institucional. – Por projeto – 3 pontos –

8 . Aprovação de projeto para a captação de recursos para a Instituição Federal de Ensino. – Por projeto – 7.5 pontos –

9 . .Publicação ou organização de livro relacionado aos interesses institucionais (com ISBN e Conselho Editorial). – Por produto – 20 pontos –

10 . Autoria ou coautoria de capítulo de livro, de artigo publicado em revista especializada, jornal científico ou periódico, relacionado aos interesses institucionais. – Por plubicação – 7.5 pontos –

11 . .Apresentação de trabalho de interesse institucional em congresso, seminário ou outros eventos. – Por produto – 4.5 pontos –

12 . Produção de material técnico, científico, metodológico ou administrativo estruturado que visa à difusão do conhecimento. – Por produto – 4.5 pontos –

13 . .Avaliação do projeto de ensino e/ou pesquisa e/ou extensão e/ou inovação. – Por projeto – 4.5 pontos –

14 . .Participação em atividade de difusão ou apoio à formação institucional (expositor, facilitador, colaborador). – Por evento – 3 pontos –

15 . .Atuação formalmente autorizada como instrutor, tutor, palestrante, autor de conteúdo técnico ou orientador em ação formativa estruturada de interesse institucional, prevista em plano ou programa de desenvolvimento de pessoas. – Por curso – 4.5 pontos –

16 . .Atuação na coordenação de congresso, simpósio ou seminário de interesse institucional. – Por evento – 3.5 pontos –

17 . Exercício de atividade de coorientação de trabalho de conclusão de curso em diferentes modalidades de ensino. – Por evento – 4.5 pontos –

18 . Autoria de obra artística ou cultural registrada com contribuição ou repercussão institucional comprovada. – Por produto – 3 pontos –

19 . Atuação institucional no enfrentamento de situações de surto, epidemia e pandemia. – Por mês – 1 ponto –

 

No Hotsite você encontra

Além das opções como Perguntas e Respostas, lei e decretos e explicações rápidas, o Hotsite traz, no link documentos, mais materiais para facilitar a compreensão.

   

1 – A LIve e para o Manual do Servidor em que o presidente da CRSC Emanuel Gotardo explica passo a passo como fazer o requerimento no SUAP.

Clique para acessar o Manual-do-Servidor-Requisitante-RSC-v1.4.pdf

2 – A apresentação preparada por membros da CRSC

Clique para acessar o Apresentacao-RSC-atualizada-set26-b.pdf

3 – Manual da UFRJ

Clique para acessar o Manual_RSC-PCCTAE-UFRJ-1.pdf

Esse manual traz, por exemplo:

ONDE ENCONTRAR SEUS DOCUMENTOS NA UFRJ

Para facilitar a busca pelos comprovantes que comporão o seu requerimento, consulte os principais sistemas e canais oficiais da Universidade:

1 – Intranet UFRJ – SIRHu
• O que encontrar: Informações sobre exercício de funções, designações, fiscalização de provas e outras ocorrências do seu registro funcional.
• Como acessar: Acesse a Intranet UFRJ (https://intranet.ufrj.br)
• No menu localizado abaixo do seu número SIAPE, selecione a opção “Anotações de Histórico”.

2 – Assentamento Funcional Digital – AFD
• O que encontrar: documentos funcionais registrados e digitalizados até 30/06/2016.
• Como acessar:
• Pelo aplicativo SouGov: Acesse SouGov → Autoatendimento → Assentamento Funcional Digital.
• Pelo computador: Acesse o site do SouGov (https://sougov.sigepe.gov.br/sougov/) e siga o mesmo caminho indicado acima.

3 – Boletins de Serviço da UFRJ – BUFRJ
• O que encontrar: Atos oficiais publicados pela Universidade, tais como nomeações, designações para funções, participação em comissões, portarias
diversas e designações para atividades específicas.
• Como acessar: Realize a busca diretamente nos arquivos digitais dos Boletins de Serviço disponíveis no portal da UFRJ. Acesse: https://siarq.ufrj.br/
boletim-ufrj-2/

4 – Sistema Eletrônico de Informações – SEI/UFRJ
• O que encontrar: Publicações oficiais e processos eletrônicos relacionados às atividades funcionais do servidor.
• Como acessar:
• Publicações oficiais (posteriores a 01/03/2023): Consulte a área de publicações no link sei.ufrj.br/publicacoes.
• Pesquisa de processos: Acesse a Pesquisa Pública no link sei.ufrj.br/pesquisa para localizar processos eletrônicos e acompanhar andamentos ou
documentos disponibilizados para consulta pública.

5 – Seção de Gestão de Publicações do SIARQ
• O que encontrar: Suporte para localização de edições históricas ou indisponíveis do Boletim de Serviço.
• Como acessar: Caso alguma edição do Boletim de Serviço não esteja disponível para consulta nos canais digitais, você poderá solicitá-la diretamente por e-mail
para publicacoes@siarq.ufrj.br.

Com pesar o SINTUFRJ registra o falecimento do ex-presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, aos 65 anos, ocorrido na segunda-feira, 14, em consequência de um longo período enfrentando problemas de saúde. Técnico em Eletrotécnica e formado em Sociologia pela PUC-Campinas, iniciou ainda jovem sua atuação no movimento sindical e, ao longo dos anos, exerceu diferentes funções até chegar à presidência da CUT.

Artur foi eleito presidente nacional da CUT em 2006, durante o 9º Congresso Nacional da Central, realizado em São Paulo. A chapa encabeçada por ele recebeu 69% dos votos dos cerca de 2,5 mil delegados e delegadas presentes. O mandato, de 2006 a 2009, foi renovado no 10º Congresso Nacional da CUT, em agosto de 2009, quando a nova Direção Nacional foi aprovada por unanimidade.

Sua trajetória foi marcada pela organização dos trabalhadores, pela defesa de direitos e pela participação em debates sobre trabalho, democracia e políticas públicas. A redução da jornada, uma das bandeiras históricas da CUT, esteve entre os temas centrais de sua atuação sindical.

Foto: Arquivo CUT

Mesmo não sendo obrigatório, o voto das pessoas com mais de 70 anos fortalece a democracia, amplia a representatividade e ajuda a construir o futuro do país

Escrito por: Redação CUT | texto: André Accarini

Cerca de 17 milhões de brasileiras e brasileiros com 70 anos ou mais poderão votar nas Eleições 2026. É um contingente maior do que a população de muitos países e capaz de decidir disputas apertadas para presidente, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

Para essa parcela da população, o voto é facultativo. Isso significa que comparecer às urnas não é uma obrigação legal. É uma escolha e um direito que não perde importância com o passar dos anos.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Um eventual segundo turno para presidente e governos estaduais ocorrerá em 25 de outubro, segundo o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tamanho do eleitorado 70+ mostra a força que essa participação pode ter. Na eleição presidencial de 2022, a diferença entre os dois candidatos no segundo turno foi de cerca de 2,1 milhões de votos. O número de pessoas com 70 anos ou mais aptas a votar em 2026 é aproximadamente oito vezes maior.

Cada voto tem o mesmo peso. Quando milhões de pessoas deixam de comparecer, porém, suas necessidades e experiências correm o risco de aparecer menos nas escolhas feitas pelo país. Votar é uma forma de participar das decisões sobre aposentadorias, saúde pública, assistência social, moradia, transporte, segurança, educação e condições de trabalho. São temas que afetam o presente das pessoas idosas e também o futuro de filhos, netos e das próximas gerações.

“Quem tem mais de 70 anos acumulou experiências de trabalho, de luta e de participação na sociedade. Essa voz não pode ser tratada como menos importante. O voto não é obrigatório, mas continua sendo um instrumento decisivo para defender direitos e fortalecer a democracia”, afirma o secretário de Pessoas Idosas, Aposentadas e Pensionistas da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento

Família pode apoiar sem decidir o voto

A participação começa antes de chegar à seção eleitoral. Filhas, filhos, netas, netos e demais familiares podem ajudar a consultar o local de votação, organizar o transporte e acompanhar a pessoa idosa, quando necessário.

Esse apoio deve respeitar a autonomia de quem vai votar. Incentivar não é pressionar, constranger nem escolher candidatos em seu lugar. O voto é secreto e a decisão pertence exclusivamente à eleitora ou ao eleitor.

Vale conversar com antecedência. Pergunte se a pessoa quer votar e de que ajuda precisa. Confirme o local e a seção. Planeje o horário e o deslocamento. Separe um documento oficial com foto e, se possível, leve os números dos candidatos anotados na ordem de votação.

Para Ari Aloraldo, as famílias têm papel importante na remoção de obstáculos que poderiam afastar esse eleitorado das urnas.

“O melhor incentivo é garantir condições para que a pessoa idosa exerça a própria vontade. A família pode oferecer companhia, transporte e informação, sempre com respeito à autonomia e ao sigilo do voto. Ninguém deve falar ou decidir por ela”, diz o dirigente.

O chamado também vale para sindicatos, associações de aposentados e pensionistas, comunidades e organizações sociais. Essas entidades podem divulgar informações confiáveis, orientar sobre direitos e organizar redes solidárias de apoio ao deslocamento, sem interferir na livre escolha de cada pessoa.

Prioridade e apoio no local de votação

Algumas dificuldades podem desestimular o comparecimento, como limitações de mobilidade, distância, falta de transporte, receio de filas e ausência de companhia. A legislação e a Justiça Eleitoral estabelecem medidas para reduzir essas barreiras.

Pessoas com 60 anos ou mais têm atendimento prioritário. Quem tem mais de 80 anos possui prioridade sobre as demais pessoas, inclusive dentro do grupo prioritário. A Lei nº 14.364/2022 estende a prioridade aos acompanhantes e atendentes pessoais.

Na prática, isso significa que a pessoa idosa não precisa enfrentar a fila comum. Ainda assim, é recomendável reservar tempo para o deslocamento e considerar as condições de saúde e o movimento no local.

A eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida pode contar com a ajuda de uma pessoa de confiança, inclusive na cabine de votação, quando esse auxílio for indispensável. A necessidade será avaliada pela presidência da mesa receptora. A pessoa que auxilia não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido, federação ou coligação.

É importante consultar o local de votação com antecedência nos canais oficiais da Justiça Eleitoral. Desde 1º de setembro, a consulta está disponível no aplicativo e-Título e no portal do TSE. Quem não tem familiaridade com celular ou internet pode pedir ajuda a alguém de confiança, sem compartilhar senhas ou permitir que outra pessoa interfira em seu voto.

Facultativo não significa dispensável

Quem tem mais de 70 anos não precisa justificar a ausência e não recebe penalidade por deixar de votar. Também não terá o título cancelado por três ausências consecutivas. Essas garantias protegem o direito de escolha, mas não tornam essa participação irrelevante.

O próprio TSE promove campanhas para estimular o voto dessa faixa etária. A mensagem é direta: todo voto importa. A experiência de quem atravessou diferentes períodos da história brasileira faz parte do debate público e não deve ser afastada pelo preconceito contra a idade.

Nas eleições municipais de 2024, o comparecimento foi de 66,43% entre pessoas de 70 a 74 anos. Entre aquelas de 75 a 79 anos, caiu para 49,55%, conforme dados apresentados pelo TSE. A então presidente do Tribunal, ministra Cármen Lúcia, também relatou casos de pessoas idosas desencorajadas nas filas com a afirmação de que não precisariam ter ido votar.

Esse comportamento precisa ser combatido. Dizer a alguém que sua presença é desnecessária por causa da idade é uma forma de idadismo. A democracia não estabelece prazo de validade para a opinião, a cidadania ou a participação política.

As pessoas idosas não são apenas destinatárias de políticas públicas. Elas são cidadãs com direito de escolher os rumos do Brasil. Comparecer às urnas é ajudar a decidir o presente e o país que ficará para filhos, netos e todas as gerações que virão

– Ari Aloraldo do Nascimento

O dirigente reforça que em 4 de outubro, uma atitude simples pode fazer diferença. “Converse com a pessoa idosa da família. Pergunte se ela deseja votar. Ajude a conferir o local, organize o transporte e ofereça companhia. Apoie sua participação e respeite sua decisão”.

Serviço

  • Primeiro turno: 4 de outubro de 2026, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
  • Segundo turno, se houver: 25 de outubro de 2026.
  • Quem tem mais de 70 anos: o voto é facultativo; não há obrigação de justificar ausência.
  • Atendimento prioritário: pessoas com 60 anos ou mais; quem tem mais de 80 anos tem prioridade especial sobre as demais.
  • Onde consultar: aplicativo e-Título e portal do TSE.

Cenas de famílias em busca de ossos e partes descartadas de pescado marcaram 2021 e expuseram o avanço da fome durante o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Walber Pinto

As imagens de famílias brasileiras em filas para receber ossos com pequenos pedaços de carne e de pessoas recorrendo a restos de peixe para colocar comida na mesa correram o Brasil e ganharam repercussão internacional em 2021. A chamada “fila do osso”, registrada em diferentes cidades, tornou-se uma das imagens mais marcantes do avanço da fome e da pobreza durante o governo de Jair Bolsonaro, marcado por uma desastrosa condução da economia que gerou desemprego, inflação dos alimentos e perda do poder de compra.

Naquele período, sem outra alternativa, famílias passaram a buscar alimentos que, em outras circunstâncias, seriam descartados ou destinados a animais. A situação se repetiu em diferentes regiões do país e expôs as dificuldades enfrentadas por milhões de brasileiros para garantir a alimentação diária.

Um açougue em Cuiabá (MT) distribuía gratuitamente ossos com retalhos de carne. Segundo o estabelecimento, a procura aumentou durante a crise: a distribuição, que antes ocorria uma vez por semana, passou a ser feita três vezes por semana. As filas ganharam repercussão nacional após serem mostradas em reportagens de televisão.

No Rio de Janeiro, estabelecimentos também distribuíam ossos que anteriormente eram destinados a animais. Em Florianópolis (SC), um açougue chegou a vender o produto. Após a repercussão nas redes sociais e a pressão do Procon, o estabelecimento recuou.

Em Belém (PA), outro episódio chamou atenção naquele mesmo período. Um supermercado comercializava por R$ 3,90 o quilo restos de peixe, como vísceras, espinhas e cabeças. O produto passou a ser procurado por famílias que enfrentavam dificuldades para comprar alimentos básicos.

Fome voltou a atingir milhões de brasileiros durante o governo Bolsonaro

A situação ocorria em meio à alta dos preços dos alimentos e ao agravamento da crise econômica provocada pela pandemia e pela falta de uma ação assertiva do Paulo Guedes, então ministro da Economia. O desemprego e a redução da renda das famílias ampliavam as dificuldades para garantir as refeições diárias.

Dados divulgados em 2021 apontavam mais de 19 milhões de brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar grave, contra aproximadamente 10 milhões dois anos antes.

As imagens registradas naquele período ultrapassaram as fronteiras do país e se tornaram conhecidas internacionalmente. Filas de trabalhadores e famílias em busca de ossos com restos de carne e de partes descartadas de peixes revelaram a dimensão da insegurança alimentar vivida no Brasil.

As imagens registradas naquele momento em que famílias brasileiras precisaram recorrer a alimentos que antes eram destinados ao descarte para garantir uma refeição foi uma marca da fome que o Brasil não deve esquecer.

A dimensão daquela crise pode ser medida também pelos números. Entre dezembro de 2020 e abril de 2022, o total de pessoas passando fome no Brasil saltou de 19 milhões para 33,1 milhões, um aumento de 74%. Em apenas um ano, 14 milhões de brasileiros passaram a conviver com a fome dentro de casa.

O percentual da população nessa situação também cresceu rapidamente: era de 5,8% em 2018, passou para 9% em 2020 e chegou a 15,5% em 2022. Por trás desses números estavam a crise econômica, o desemprego, a informalidade e a disparada da inflação.

Foi nesse cenário que as imagens da “fila do osso” e de famílias recorrendo a restos de peixe ganharam o mundo. Mais do que registros de uma crise, elas ficaram na memória como retratos de um período em que milhões de brasileiros tiveram de enfrentar a fome para conseguir sobreviver. São imagens que a classe trabalhadora não esquecerá.

fila do osso resto de peixe governo bolsonaro extrema direita

Próxima reunião será no auditório do Instituto de Neurologia, na quinta-feira, 17, às 10h. Na pauta, orientações sobre o RSC. É fundamental a participação da categoria nestas reuniões e plantões para fortalecer a organização e garantir informação sobre direitos e conquistas.

Os coordenadores do SINTUFRJ vêm se revezando nas últimas semanas em reuniões “tira-dúvidas” nas unidades (com a participação de integrantes da CSRC) e em plantões na sede e na subsede do HU (como os realizados nos dias 2 e 9, com apoio de colaboradores) para auxiliar sindicalizados e não sindicalizados que tiverem dificuldades de montar seus processos.

Esta semana – O plantão na sede foi no dia 15; haverá plantões no HU na quarta-feira, 16 e quinta-feira, 17 (de 8h às 12h).

Fotos: Renan Silva

Plantões na sede e na subsede do HU continuam esta semana

No IPPMG o anfiteatro do Ambulatório ficou cheio, dia 3, para a apresentação do material preparado por integrantes da Comissão, como Vania Godinho (link ao final da matéria) e explicações das coordenadoras Luciana Borges, Maria Lenilva e Rosemere Roza.  As explicações se repetiram no dia 4, na Maternidade Escola que encaminhou a criação de uma comissão interna para mobilizar os trabalhadores. A reunião no NCE foi dia 10, e no CCS, dia 11.

Reunião no NCE dia 10

Reunião na Maternidade Escola, dia 4, e no IPPMG, dia 3

O SINTUFRJ vem estimulando a formação de comissões locais para acompanhar o processo e que atue também no esclarecimento das dúvidas.

Filie-se – Esta conquista se deveu a organização da categoria nos seus sindicatos em luta há mais de uma década. O que mostra a importância da filiação para que o SINTUFRJ siga forte em busca de mais direitos.

SINTUFRJ fará nova live em breve

O coordenador geral do Sintufrj Francisco de Assis anunciou a realização de uma live em breve para um novo balanço do processo. Na primeira live exibida pelo SINTUFRJ, no dia 28 de agosto, Emanuel Gotardo, presidente da CRSC, explicou o passo a passo no sistema SUAP, tal como no manual preparado por ele e disponível no Hotsite do Sintufrj (link no final da matéria).

Simulação no HOTSITE do SINTUFRJ

Explore o Hotsite que o Sintufrj preparou. Lá há até um simulador de pontuação que favorece o entendimento de como o servidor pode organizar seu processo. Está também a apresentação de coordenadores e membros da CIS nas unidades

https://sintufrj.org.br/rsc-o-que-voce-precisa-saber/

Já há mais de mil processos abertos de requisição do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Nesta segunda (14), já estavam deferidos 35 processos, segundo a assessora da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) Maria Tereza Ramos. De acordo com ela, os “RSCs” concedidos em setembro sairão na folha de outubro que sai em novembro – com o retroativo aos dias de setembro

Como é

“O processo de análise de RSC na UFRJ passa por três etapas distintas, sobre as quais os membros das comissões locais se dedicam quase que diuturnamente para avaliar a documentação apresentada”, explica Emanuel Victor Nogueira Gotardo, presidente da Comissão do RSC. A vice-presidente é Rita Anjos.

O processo começa com requerimento no SUAP com memorial e documentação, é distribuído à comissão para análise e decisão e encaminhado para publicação.

Emanuel Victor é vice-diretor da Divisão de TIC Macaé (SGTIC), esteve à frente da adaptação e implantação do módulo do SUAP (Sistema Unificado de Administração Pública) para o requerimento do RSC na UFRJ. É também autor do manual que explica o passo a passo no sistema, desde o ingresso na plataforma e inserção de documentos, até a elaboração do memorial.

Quase 30 mil documentos

Segundo ele, o trabalho de curadoria documental revelou um total de 29. 450 documentos carregados para o sistema até então, dos quais 78% já foi analisado. “Dos 1116 processos abertos, cerca de 37% ainda estão em fase de preenchimento pelos requisitantes, 28,5% estão em análise, quase 20% estão aguardando parecer final da comissão; cerca de 3% já obtiveram esse parecer e foram deferidos”, informa o presidente ponderando que esses números revelam a magnitude do trabalho já feito e o quanto ainda há pela frente.

Na página da PR-4 para o RSC (link ao final), já há mais de 700 memoriais.

Momento inédito

“Cabe ressaltar que esse é um momento inédito na nossa história e por isso ainda estamos aprimorando os processos para melhor atender à comunidade. Mas com paciência e trabalho duro, logo, logo as requisições de RSC na UFRJ serão mais ágeis e eficientes”, projeta o presidente.

A grande maioria dos pedidos está concentrada nos níveis RSC V, com 605 processos, e VI, com 425 processos. Para o RSC I e II, até então, não havia processos; no RSC III, havia 29 e no RSC IV, 57.

Gráfico mostra o volume de pedidos por nível

SINTUFRJ fará nova live em breve

O coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis anunciou q realização de uma live em breve para um novo balanço do processo. Na primeira live exibida pelo SINTUFRJ, no dia 28 de agosto, Gotardo explicou o passo a passo no sistema SUAP, tal como no manual preparado por ele e disponível no Hotsite do Sintufrj (link no final da matéria).

Reuniões e plantões para sindicalizados ou não

Os coordenadores do SINTUFRJ vêm se revezando nas últimas semanas em reuniões “tira-dúvidas” nas unidades (com a participação de integrantes da CSRC) e em plantões (como os realizados no dia 2 e 9 na subsede do HU) para auxiliar, conforme destaca a coordenadora-geral Sharon Stèfani, sindicalizados e não sindicalizados.

No IPPMG o anfiteatro do Ambulatório ficou cheio, dia 3, para a apresentação do material preparado por integrantes da Comissão, como Vania Godinho (link ao final da matéria) e explicações das coordenadoras Luciana Borges, Maria Lenilva e Rosemere Roza.  As explicações se repetiram no dia 4, na Maternidade Escola que encaminhou a criação de uma comissão interna para mobilizar os trabalhadores. A reunião no NCE foi dia 10, e no CCS, dia 11.

O SINTUFRJ vem estimulando a formação de comissões locais para acompanhar o processo e que atue também no esclarecimento das dúvidas.

Filie-se – Esta conquista se deveu a organização da categoria nos seus sindicatos em luta há mais de uma década. O que mostra a importância da filiação para que o SINTUFRJ siga forte em busca de mais direitos.

Simulação no HOTSITE do SINTUFRJ

Explore o Hotsite que o Sintufrj preparou. Lá há até um simulador de pontuação que favorece o entendimento de como o servidor pode organizar seu processo. Está também a apresentação de coordenadores e membros da CIS nas unidades

https://sintufrj.org.br/rsc-o-que-voce-precisa-saber/

 

 

Entidade oferece aos sindicalizados e dependentes cursos precatórios para mestrado e doutorado, de capacitação e oficinas

A Coordenação de Educação Cultura e Formação Sindical do SINTUFRJ iniciou o semestre dos cursos preparatório para ingresso no mestrado, doutorado, capacitação continuada, Patrimônio Histórico-Cultural e das oficinas numa celebração de integração entre coordenadores, professores, alunos e ex-alunos, no dia 4 de setembro, no Espaço Cultural da entidade. Esse encontro não ocorreu no início do ano letivo devido à greve da categoria.

Foi um ritual de Aula Magna com falas emocionadas dos coordenadores de Educação Edmilson Pereira, Maria Lenilva e Carlos Daumas, e da coordenadora-geral Sharon Stéfani, e depoimentos de quem viveu e ainda vive a experiência de participar do projeto Universidade para os Trabalhadores –uma proposta pedagógica e política histórica do SINTUFRJ.

O evento foi transmitido na integra pelo canal do Youtube do sindicato e encontra-se à disposição dos interessados.

Para saber sobre vagas ainda neste semestre e obter outras informações sobre os cursos e oficinas, fale com o secretário da Coordenação de Educação, Josias da Silva, pelo telefone 21 97015-6813, pelo e-mail educacaoecultura@sintufrj.org.br ou presencialmente, às segundas-feiras e quintas-feiras, das 9h às 18h, na Sala de Esportes, na sede do sindicato.

Saudações

“O objetivo deste encontro presencial é promover o que somente o contato físico proporciona: calor humano e afeto, uma conexão de sentimentos que todos nós precisamos. É também um momento de gratidão pelo reconhecimento de um trabalho conjunto para dar o melhor aos sindicalizados e seus dependentes”, disse Edimilson Pereira.

“Agradeço a presença de todos, parabéns aos professores e alunos”, saudou Lenilva, que por ter se colocado à disposição do SINTUFRJ para ajudar a categoria no processo de obtenção do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), não pode permanecer na cerimônia.

“Temos visto muita gente entrando na pós-graduação, o que comprova a qualidade dos cursos oferecidos pelo SINTUFRJ. As aulas são presenciais, on-line e de campo, que são muito legais e vão marcar a vida de vocês”, indicou Carlos Daumas.

“Todos os cursos têm importância para os sindicalizados e é um orgulho que todos eles sejam bem avaliados. A partir da educação se vive melhor e se constrói um mundo melhor. O papel da Coordenação-Geral é incentivar e apoiar os coordenadores da Educação”, afirmou Sharon Stéfani.

Apresentações

Alunos recém-ingressos nos cursos tiveram a oportunidade de conhecerem os professores de cada disciplina e das oficinas.  Assistirem a apresentação de números de Dança do Salão e de capoeira por uma ex-aluna do sindicato e atual substituta eventual da Direção Adjunta de Extensão do Instituto de Geociências, Rosi da Cruz. Os docentes que estão no projeto desde o seu início, em 1986, ou há vários anos, quando o projeto se resumia no Curso Preparatório para o Vestibular (CPV), registraram sua trajetória no SINTUFRJA com emoção. Sandra Bragatto, que leciona Inglês Instrumental I e II, foi um deles:

“Foi o SINTUFRJ que possibilitou esse contato com o mundo do estudante trabalhador. Tivemos que ajustar tudo o que aprendemos na graduação. Não havia porta de entrada na universidade pública para quem trabalhasse. O CPV originou os cursos de capacitação e o PCCTAE possibilitou que os servidores se capacitassem. São 40 anos do projeto Universidade para os Trabalhadores. O SINTUFRJ tem ousadia e coragem por bancar esses cursos há quatro décadas. Não temos outro (sindicato) igual”.

Iara Borges, orientadora no curso que oferece suporte e subsídios aos alunos que almejam ingressar e permanecer em um programa de pós-graduação, declarou: “O que me encanta no SINTUFRJ é o espaço criado para impactar a vida do trabalhador. Um trabalho coletivo e cooperativo desde 1986. São muitas as aprovações. O ser humano não nasceu para viver sozinho, passar num concurso; tem que estar engajado, estudar e refletir nas entrelinhas”.

Roseni Lana, assistente social do Instituto de Ginecologia, como ex-aluna dos cursos que garantiram a ela uma vaga no mestrado na UFRJ, compartilhou uma história de vida de sacrifícios, lutas e sonhos concretizados. “Com os professores do SINTUFRJ aprendi a dar o pulo do gato e chegar aonde estou. Eles nos enxergam como alunos e alma de trabalhador. Respeitam nossas histórias, nossas responsabilidades”, resumiu a servidora mestranda. Ela só disputou uma vaga na graduação da UFRJ, porque conseguiu isenção na taxa do vestibular, em 2001. Se formou em 2006 e foi aprovado no concurso para técnica administrativa em 2009.

Todos os cursos e oficinas

Cursos — Metodologia da Pesquisa, professor Heitor Cesar; Inglês Instrumental I e II, Sandra Bragatto; Orientação, Iara Borges; Espanhol, Josimeri Faria; Redação e Português, Elisia Maia; História, Fernando Linhares; Patrimônio Histórico-Cultural, Heitor Cesar e Fernando Linhares. Aulas on-line e presencial.

Oficinas – Dança de Salão, Luiz Antônio; Patchwork, Debora Oliveira; Pintura em Tecido, Fátima Ruivace e Violão, Marcelo Telles.

UFRJ não investe em história

Uma das três únicas historiadoras da UFRJ, Andreia Queiroz, ministrou a aula magna de abertura dos cursos e oficinas do SINTUFRJ. Diretora da Divisão Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação (Sibi), implementado por ela, incentivou os técnicos administrativos em educação a assumirem projetos de pesquisa sobre seu labor diário e compartilhar com todos os servidores. Ela informou que com doutorado, esse servidor ou servidora pode orientar TCC, portanto, contar com alunos de iniciação científica.

Segundo a historiadora, existe uma série de projetos de incentivo à qualificação de preservação patrimonial. E a chefia imediata do profissional tem que permitir, porque hoje o olhar para o papel do técnico na UFRJ não pode ser somente burocrático, mas sim de que ele está ligado à pesquisa, ao ensino e a extensão.

 

O Conselho Universitário da UFRJ (Consuni) aprovou, por unanimidade e aclamação,  em sessão dia 10 de setembro, a concessão do título de Doutora Honoris Causa à Adélia Pereira Sampaio, cineasta negra pioneira no país.

“A trajetória de Adélia Pereira Sampaio evidencia contribuição singular para a cinematografia e para a cultura brasileira, tanto pelo caráter pioneiro de sua atuação quanto pela relevância de sua produção artística, pela circulação de sua obra, pela repercussão acadêmica alcançada por sua produção e pela participação continuada na construção de novas possibilidades de representação no audiovisual nacional”, defendeu Gilda Alvarenga, relatora do processo, da Comissão de Ensino Títulos (CET).

A proposta foi da Escola de Comunicação, aprovada na congregação e no Conselho de Coordenação do CFCH.

Como lembra Gilda, representante técnico-administrativa no Consuni, um dos marcos centrais da trajetória da cineasta, roteirista e produtora de 81 anos, é o longa-metragem Amor Maldito, de 1984, pelo qual se tornou a primeira mulher preta a dirigir um longa-metragem de ficção no Brasil.

A obra, lembra ela,  possui relevância não apenas pelo pioneirismo de sua realização, mas também pela temática, ao apresentar uma relação homoafetiva entre duas mulheres em período marcado pela censura e por fortes restrições à circulação de determinadas representações sociais e culturais. A produção enfrentou obstáculos relacionados à censura e ao mercado cinematográfico.

“Essa mulher é um exemplo de luta, é um exemplo de obstinação no cinema e ela está com oitenta e poucos anos e continua atuando, continua no set de gravação e é realmente uma heroína do cinema brasileiro que não pode ser esquecida e tem sido evidenciada muito nos cursos de graduação e pós-graduação do Brasil afora”, disse Gilda.

Ela concluiu destacando um dado nada louvável, apontado no memorial apresentado pela Escola de Comunicação: dos 366 títulos de doutor Honores Causa concedidos pela UFRJ até abril de 2026, apenas quatro foram destinadas a mulheres pretas e pardas ou indígenas. “Isso é um dado muito significativo para que a gente pense qual é a universidade que a gente deseja para esse novo século”.

Para o professor Joaquim Martins, o Conselho Universitário tem também que perceber que existem outras pessoas negras, não só na área artística, mas na área científica, médica, da engenharia, que não foram devidamente reconhecidas, destacando a importância do reconhecimento “de uma pessoa como ela, não só por ser mulher, não só por ser negra, é também por essa mácula que nós temos na história brasileira e que a universidade, enquanto local de transformação, de respeito à diversidade e a tudo que a sociedade brasileira produz, deve reconhecer não só ela, mas todos os outros”.

Visibilidade das pessoas pretas

A seguir, trechos do relato de Gilda sobre a pioneira Adélia Sampaio

Cineasta, produtora e roteirista, Adélia Sampaio iniciou sua trajetória profissional no ambiente cinematográfico carioca, tendo desempenhado diferentes funções na Difilm, produtora vinculada ao Cinema Novo, onde atuou como maquiadora, continuísta, câmera e montadora.

A experiência adquirida nas diferentes etapas da realização cinematográfica contribuiu para sua formação como diretora, posição que posteriormente assumiria de maneira pioneira no cinema brasileiro.

Sua trajetória profissional deve ser compreendida também no contexto das barreiras históricas de gênero e raça existentes no campo audiovisual brasileiro.

Ao ocupar funções técnicas e, posteriormente, assumir a direção cinematográfica, Adélia Sampaio ampliou os espaços de participação das mulheres pretas em um setor no qual as posições de autoria e direção eram predominantemente ocupadas por homens brancos.

(,,,) A dimensão pioneira de sua atuação, entretanto, antecede Amor Maldito.

Em Parceiros da Aventura, Adélia Sampaio buscou constituir um elenco majoritariamente negro, ampliando a presença de pessoas pretas na representação cinematográfica e enfrentando padrões de exclusão que caracterizavam o audiovisual brasileiro.

A iniciativa revela uma preocupação vanguardista com a representação racial e com a ocupação de espaços de visibilidade por pessoas pretas, caracterizando uma ação concreta no campo da prática antirracista no audiovisual.

A produção subsequente da cineasta também alcançou espaços relevantes de circulação.

O memorial relaciona reconhecimentos e homenagens à cineasta, a inserção acadêmica do seu trabalho

(,,,) Sua contribuição, portanto, não se limita à realização de obras cinematográficas. A trajetória de Adélia Sampaio representa uma intervenção relevante nas estruturas de produção e representação do cinema brasileiro, especialmente no que se refere à presença de mulheres pretas em posições de autoria e criação e à construção de narrativas protagonizadas por pessoas pretas. A importância de sua obra também se evidencia pela permanência de seu cinema nos espaços de formação, pesquisa e difusão cultural.

(…) O nome e a trajetória da cineasta passaram a operar como referência para a promoção, circulação e reconhecimento da produção cinematográfica negra. (…) A contribuição de Adélia Sampaio ultrapassou a esfera de sua própria filmografia, alcançando a criação de espaços destinados à valorização e à difusão de outras produções de profissionais pretos no audiovisual.

A relevância cultural desse percurso, portanto, não decorre apenas do pioneirismo associado a uma realização cinematográfica específica. Ela resulta da combinação

entre produção artística, pioneirismo, circulação da obra, permanência no debate acadêmico, reconhecimento institucional e capacidade de inspirar iniciativas de formação, preservação e difusão da cultura cinematográfica negra.