Nesta quarta-feira, 8 de Junho
10 H
Pauta: avaliação da continuidade da greve
Fundão: Espaço Cultural
Polo Macaé: sala 214-A – bl A – Cidade Universitária

 

  • Participação das advogadas Thaís Lopes e Araceli Rodrigues, do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues

    TIRE SUAS DÚVIDAS!
    • A UFRJ começa a cumprir decisão judicial conquistada pelo SINTUFRJ
    É nesta terça-feira, 7 de julho, às 14h.

O Salão Azul do Instituto de Biologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS) sediou, na manhã desta quinta-feira, 2 de julho, a mesa que marcou a abertura da celebração dos 72 anos do Herbário “RFA”, uma coleção científica do Departamento de Botânica do IB. O herbário foi fundado em 1954 e abriga mais de 45 mil espécimes de plantas, algas e fungos, servindo de base para o ensino e a pesquisa.

Com o tema “Preservando e descobrindo a biodiversidade nas Coleções  biológicas”, o evento contou,  na mesa de abertura, com a vice-reitora Cássia Turci, Débora Anjos, coordenadora de Extensão do CCS, Cristina Nassar, vice-diretora do Instituto de Biologia, Maria Beatriz, chefe do Departamento de Botânica e Rosana Conrado Lopes, curadora do Herbário RFA. Além desta mesa, o setor organizou uma série de atividades do dia 1º até 3 de julho, em formato hibrido, com palestras visitas guiadas e minicursos.

Entre os temas: “Mini-coleções de porras abertas”, Botânica na Arte”, Da ética ao Cadastro: Pesquisa Etnocêntífica na prática”, “Herbário RFA e exposição permanente”. As palestras são transmitidas  pelo canal do Youtube do Herbário (https://www.youtube.com/channel/UCvLdZ0Is_1oHda0SllY4j_A).

Fotos: Renan Silva

A vice-reitora Cássia Turci, Débora Anjos, Cristina Nassar, Rosana Lopes e Maria Beatriz Barbosa compuseram a mesa de abertura.

O Herbário e quem constrói a sua história 

Reproduzimos a seguir trechos do artigo publicado no site do CCS, de Carla Y Gubáu (do Herbário RFA), publicado dia 25 de junho, “72 anos preservando a biodiversidade: a história do Herbário RFA e de quem a constrói diariamente”, que conta a história desta importante coleção científica, com contribuições do servidor mais antigo, Jorginaldo Oliveira..

Foto: Carla Y Gubáu Manão
Fotografia colorida em plano médio. À direita da imagem, um homem está de pé diante de um armário metálico aberto. Ele veste camisa polo bege, calça clara e crachá institucional pendurado no pescoço. Com as duas mãos, segura uma pasta de herbário aberta, contendo uma exsicata montada em cartolina branca. À esquerda, o armário possui diversas prateleiras preenchidas por pastas de herbário acondicionadas em capas rosas. Em uma das divisórias há uma identificação com o nome “ARACEAE”, indicando a família botânica armazenada naquele compartimento. O homem observa o material com expressão serena, em uma cena que remete às atividades de conservação, organização e consulta do acervo científico do Herbário RFA.   
Há mais de três décadas, Jorginaldo Oliveira ajuda a preservar e organizar o patrimônio científico do Herbário RFA.
O Herbário RFA é uma coleção científica de plantas, algas e fungos preservados em meio seco, vinculada ao Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Botânica (UFRJ). Fundado em 1954 por Paulo Occhioni, professor da então Universidade do Brasil, o nome RFA é inspirado em sua origem institucional: a letra “R” refere-se ao Rio de Janeiro, enquanto “FA” remete à antiga Faculdade Nacional de Farmácia. A coleção foi criada para apoiar atividades de ensino e pesquisa em Botânica, sendo organizada por Occhioni logo após assumir a Cátedra de Botânica Aplicada à Farmácia. (…) Esse trabalho preservou parte significativa da memória científica e lançou as bases de uma coleção que se tornaria referência, reconhecida pelo Index Herbariorum desde 1978.
Foto: Carla Y Gubáu Manão
Fotografia colorida em plano aproximado. Sobre uma superfície azul, há uma cartolina vermelha servindo de base para uma exsicata e documentos científicos. À direita, uma amostra vegetal seca está fixada em uma folha branca. A planta apresenta raízes expostas e folhas longas, estreitas e amarronzadas, distribuídas em diferentes direções. À esquerda, há uma página impressa de artigo científico com trechos destacados em amarelo. Na parte inferior da imagem, vê-se uma etiqueta antiga de identificação do Herbário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, preenchida à mão com informações de coleta e classificação botânica. Os materiais estão organizados lado a lado, evidenciando o processo de documentação e preservação de espécimes vegetais para pesquisa científica.

Atualmente, reúne mais de 48.900 espécimes, além de 180 tipos nomenclaturais utilizados na descrição destas espécies. O RFA desempenha papel fundamental na produção de conhecimento científico, na formação de estudantes e na preservação do patrimônio biológico brasileiro.

Jorginaldo, o mais antigo

Parte dessa trajetória pode ser contada a partir da experiência de Jorginaldo Oliveira, o servidor mais antigo em atividade no setor. Sua história na UFRJ começou em 1988, quando ingressou na instituição por meio de um pró-labore da Fundação José Bonifácio. Em 1992, foi aprovado em primeiro lugar no concurso para técnico de herbário e, em 1994, assumiu oficialmente o cargo que ocupa até hoje. Na época, as professoras Cecília Maria Rizzini e Elena Occhioni atuavam como curadoras da coleção, hoje as Curadoras são a Professora Rosana Conrado Lopes e Lana Silvestre.

O contato de Jorginaldo com os herbários teve início antes mesmo de sua chegada à UFRJ, durante seu trabalho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde desenvolvia atividades relacionadas à prensagem, herborização e intercâmbio científico entre coleções botânicas. Paralelamente à sua atuação profissional, cursou Ciências Biológicas na Universidade Gama Filho, concluindo os cursos de Licenciatura e Bacharelado em 1995. E mais três Especializações, sendo a última de Gestão pública de Universidades Federais, promovida pela UFRJ, e atua pela Rede de Educadores Ambientais do Rio de Janeiro (REARJ), ligada a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) desde sua criação. Na UFRJ, é Brigadista Voluntário e atua também como Representante dos TAES no Departamento de Botânica, e na Congregação do Instituto de Biologia, no Conselho de Centro do CCS, é o único Técnico na coordenação de Biodiversidade (COORDBIO/PR2/UFRJ) representando o CCS/IB.

Apesar dos avanços conquistados, o Herbário RFA ainda enfrenta desafios importantes.

De acordo com Jorginaldo, em décadas anteriores, convênios e projetos garantiam maior suporte financeiro para a manutenção do acervo e a capacitação da equipe. Embora o concurso realizado em 2016 tenha fortalecido o Herbário com a chegada de quatro novos técnicos, a ausência de uma verba permanente ainda dificulta a ampliação e a continuidade de algumas atividades, principalmente, a questão de ida a Congressos, Seminários, e Eventos em Geral, ligados ao nosso fazer,um exemplo claro ocorreu no Congresso Nacional de Botânica realizado em Brasília, em 2024, o Herbário-RFA, foi homenageado pelo seu comprometimento com os três pilares da Universidade e pelos serviços prestados a comunidade botânica.do Brasil e do exterior, onde tivemos de custear a nossa ida e volta assim como a estadia, lembro que fomos representar a nossa Instituição..

Desafios

Apesar dos avanços conquistados, o Herbário RFA ainda enfrenta desafios importantes. De acordo com Jorginaldo, em décadas anteriores, convênios e projetos garantiam maior suporte financeiro para a manutenção do acervo e a capacitação da equipe. Embora o concurso realizado em 2016 tenha fortalecido o Herbário com a chegada de quatro novos técnicos, a ausência de uma verba permanente ainda dificulta a ampliação e a continuidade de algumas atividades.

As colaborações entre instituições são uma das soluções encontradas pelo setor para ajudar no crescimento da coleção e no desenvolvimento de pesquisas. Jorginaldo destaca a parceria com o pesquisador Carlos Alberto Cid Ferreira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que possibilitou a incorporação ao acervo de amostras de folhas de Coccoloba gigantifolia, espécie conhecida por possuir uma das maiores folhas do mundo. Um exemplar encontra-se exposto no corredor do IB.

O site alerta: A publicação foi produzida no âmbito do Curso de Extensão Divulgação Científica, Comunicação e Fotografia, promovido pela Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica da Decania do CCS.

Leia a íntegra em https://ccs.ufrj.br/conteudos/72-anos-preservando-a-biodiversidade-a-historia-do-herbario-rfa-e-de-quem-a-constroi-diariamente

 

A assembleia simultânea do SINTUFRJ (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) nesta quarta-feira, 1º de julho, aprovou a continuidade da greve dos técnicos administrativos em educação na UFRJ. Mas, sob a perspectiva de o governo até sexta-feira, 3, por um ponto final na infame espera pela assinatura dos decretos de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e sobre os fazeres dos cargos amplos, portarias e GT Carreira. A disposição da categoria é encerrar o movimento nas próximas duas semanas.

O prazo até sexta-feira foi dito na reunião da Mesa Setorial do MEC com o Comando Nacional de Greve (CNG)/FASUBRA e reforçado pelas informações do assessor do ministro da Educação. Se desta vez o governo cumprir com o que é dito nas rodadas de negociações, tudo indica que o fim da greve se dará de forma unificada, ou seja: em nível nacional. Porém, a categoria na UFRJ somente votará pelo fim da greve após analisar o conteúdo dos documentos assinados e publicados pelo governo, principalmente em relação ao RSC, cuja expectativa é enorme.

Deliberações da assembleia

. A assembleia aprovou que o CNG/FASUBRA deverá descer às bases os documentos assinados (e com as considerações políticas do comando), para análise pela categoria. A deliberação da assembleia do SINTUFRJ – aprovação ou não dos conteúdos dos decretos, portarias e do texto de constituição do GT — será encaminhada ao CNG/FASUBRA.

. Os técnicos administrativos também avaliaram como sendo positivos os avanços obtidos com a greve de 2024 e a atual.

. Desconto de 0,5% para o Fundo de Greve pelos trabalhadores na ativa para sustentação da continuidade da greve nos próximos 15 dias.

. Manutenção por mais uma semana da atual delegação que se encontra em Brasília (sete integrantes da categoria), companheiros(as) que já estão lá há uma quinzena).

. Agenda de greve

Calendário de lutas

. Segunda-feira, 6/7 – Ás 9h, reunião do Comando Local de Greve (CLG/SINTUFRJ), no Espaço Cultural do sindicato.

. Terça-feira, 7/7 – Pela manhã, Mobilização Setorial, no Centro de Tecnologia (CT).

  • 14h – LIVE Servidores com abono de permanência: Tire suas dúvidas! – Pelas redes sociais do SINTUFRJ

. Quarta-feira, 8/7 – Assembleia Simultânea do SINTUFRJ.

. Quinta-feira, 9/7 – Mobilização na sessão do Conselho Universitário (Consuni) pela aceleração dos aposentados(as) e pensionistas.

Decretos, Portarias e GT

A publicação do decreto de regulamentação do RSC, dos decretos sobre os fazeres dos cargos amplos e das portarias do GT Carreira são os próximos passos essenciais para a efetiva reestruturação do PCCTAE. Embora a Lei nº 15.367/2026 tenha criado o benefício, a efetiva operacionalização depende da assinatura e publicação governamental. [1]

Acompanhe abaixo o status de cada um desses pontos:

  • Decreto de Regulamentação do RSC: A minuta do decreto que detalha os critérios, a pontuação do barema e os fluxos de validação foi elaborada pela CNSC e encaminhada pelo Ministério da Educação (MEC) ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para análise e assinatura.
  • Regulamentação dos Fazeres dos Cargos Amplos: O desdobramento das atribuições dos cargos amplos e as diretrizes específicas, frutos do relatório do GT Cargos, dependem da edição de ato normativo do Executivo.
  • Instituição do GT Carreira: Acompanhar as portarias e a oficialização dos Grupos de Trabalho é a etapa chave para que as entidades sindicais e o governo debatam as demandas pendentes do PCCTAE.

 

 

Além dos pontos da pauta, democratização e saúde, Fasubra cobrou decreto do RSC que, segundo MEC deve sair até dia 3.

Fonte: Fasubra

A coordenação geral da FASUBRA participou, na manhã do dia 30, da segunda reunião ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente no âmbito do Ministério da Educação  e obteve importantes sinalizações do governo sobre pautas centrais da categoria que está em greve a 120 dias. O encontro foi realizado na sede do MEC, em Brasília.

Durante a reunião, integrantes do CNG mantiveram uma vigília no local, com faixas e cartazes, com o objetivo de acompanhar de perto os debates realizados entre o ministério e as entidades sindicais.

Na reunião foram debatidos dois pontos de pauta: democratização e saúde do trabalhador.

GT Democratização – foi instituído pela Portaria nº 549/2026, tendo sua composição paritária entre o MEC, as entidades sindicais e estudantis.

Um dos temas principais de discussão será a paridade na ponderação de votos e nos espaços de gestão. Nesta reunião ficou definido que a reunião de instalação do GT será de forma presencial no dia 16 de julho, às 9h30, e as reuniões serão alternadas entre presenciais e virtuais a cada 15 dias. O prazo para a conclusão do trabalho e entrega do Relatório será de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias;

GT Saúde do Trabalhador – será instituído através de portaria que será publicada nesta semana. Terá como composição o MEC, entidades sindicais, ANDIFES e CONIF. A FASUBRA Sindical encaminhou um ofício com as reflexões sobre a Saúde do Trabalhador que irá subsidiar a discussão do Grupo de Trabalho. O prazo para discussão e entrega do trabalho será de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

RSC e cargos amplos

Após o encerramento da reunião, a coordenação geral da FASUBRA-Sindical solicitou aos representantes do MEC, entre eles o assessor do gabinete do Ministro, para tratar especificamente das reivindicações da greve da Categoria.

Entre os principais temas abordados estava a publicação dos decretos referentes ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e dos Cargos Amplos.

Segundo o MEC, os decretos deverão ser publicados até a próxima sexta-feira, dia 3.

 

Veja o informe da coordenadora geral Cristina Del Papa:

https://www.facebook.com/reel/27426694123607400

Foto:Fasubra

Com três meses de greve os técnico-administrativos das universidades federais promoveram na tarde desta terça-feira, 30 de junho, mobilização em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. A pressão é para o cumprimento do acordo de greve assinado pelo governo em 2024.

Esta foi mais uma mobilização dos trabalhadores nas ruas, já sob os ares dos movimentos de greve dos rodoviários do Rio e das ações das centrais sindicais, movimentos sociais e sindicatos pelo fim da escala 6 x 1 cujo projeto está parado no Senado. Pela manhã os rodoviários tomaram as ruas do centro do Rio e houve passeata na Avenida Brasil pelo fim da escala 6 x 1 cujo projeto está parado no Senado.

Ato e caminhada

O ato unificado que reuniu trabalhadores da educação das universidades UFF, UFRJ, Unirio e Rural, foi realizado em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) no centro de Niterói, com caminhada pela Avenida Amaral Peixoto até as Barcas onde o ato foi encerrado. A mobilização contou também com estudantes e professores.

O movimento paredista dos trabalhadores em educação tem realizado esses atos unificados em locais simbólicos de luta e sempre levando informação à população.

Já houve mobilização na Uerj, cuja universidade tem sido ameaçada de fechar e seus trabalhadores tiveram seus salários congelados, como também mobilização no hospitais universitários Gafrée Guinle, da Unirio (que está sendo fechado) e no Clementino Fraga Filho, da UFRJ. Os hospitais universitários deixaram de ser geridos pelas universidades passando para a administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o que trouxe problemas para os servidores RJU e até mesmo para o atendimento do SUS, como no caso do Antônio Pedro e do Clementino Fraga. Por isso a escolha desta vez pelo Huap.

O Sintufrj representado por dirigentes e militantes reforçou o ato em Niterói. Os coordenadores do sindicato, Nivaldo Holmes, Luciano Batista, Luciana Borges e Hilem Moisés, falaram sobre a etapa do movimento na UFRJ reafirmando que a greve só termina com a assinatura da regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) – um instrumento que valoriza a carreira e o servidor – sendo uma das prioridades do acordo de greve para a categoria da UFRJ.

Nivaldo e Luciano pronunciaram-se no início do ato em frente ao Huap. Luciana falou ao longo da passeata pela Avenida Amaral Peixoto e Hilem Moisés deu o recado do Sinttufrj ao fim do ato nas Barcas.

A coordenadora do Sintufrj, Luciana Borges, denunciou os sucateamento das universidades e a falta de orçamento para saúde e educação

Dia 1º de julho, esta quarta-feira, os técnicos-administrativos em educação da UFRJ se reunirão em assembleias simultâneas no Fundão, Macaé e Praia Vermelha para avaliar a conjuntura e dar encaminhamentos para o movimento grevista. O governo precisa cumprir os eixos prioritários do movimento e mantenha os prazos acordados nos grupos de trabalho. Isso depois de dois anos da publicação do acordo de greve e aos 125 dias da greve nacional da Fasubra e 111 dias da greve na UFRJ.

O coordenador-geral do Sintufrj, e de Comunicação da Fasubra Francisco de Assis produziu um vídeo em que chamam atenção para a análise de conjuntira e recomenda a leitura do Informe de Greve número 16 da Fasubra com a análise aprofundada do Comando Nacional de Greve para um bom debate na assembleia.

Francisco destaca que a categoria conseguiu um canal de diálogo com o MEC, e que é preciso reforçar a luta e a mobilização para garantir a conquista da aceleração da progressão por capacitação para os aposentados com paridade e integralidade, da mesma forma que é preciso garantir a publicação do decreto do Reconhecimento de \Saberes e Competências. Ele concluiu ponderando que é importante ainda manter a unidade para uma saída unificada e convoca a categoria para a assembleia desta quarta-feira.

Veja o que disse o coordenador:

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Veja trechos do IG 16 da Fasubra

Para ler a íntegra clique em  IG16.2026

Sobre as mudanças pontuais no quadro conjuntural que envolve a categoria podemos evidenciar:

  • Abertura de um canal de negociação com o Ministério da Educação para tratar dos pontos do acordo de greve de 2024 ainda não cumpridos, estabelecendo a perspectiva de um cronograma permanente de debates.
  • Aceleração da progressão na carreira de aposentados e pensionistas com paridade e integralidade que ainda não se encontram no topo da carreira, corrigindo uma grave distorção produzida em 2025, quando esse direito foi assegurado apenas aos trabalhadores em exercício.
  • Assumido o compromisso do MEC, ainda não assegurado, de orientar as Instituições Federais de Ensino sobre uma interpretação ampliada do conceito de “público externo”, criando as condições para que a ampla maioria da categoria possa acessar a jornada flexibilizada de 30 horas semanais, sem redução salarial.
  • Compromisso do MEC em promover a revisão da regulamentação das escalas de trabalho 12×60, restando a inclusão de vigilantes e de outros segmentos que atuam nesse regime.
  • Publicação da Portaria MEC nº 549 de 15 de junho de 2026, que institui o Grupo de Trabalho com o objetivo inicial de apresentar em até 90 dias, subsídios e propostas para o aprimoramento de mecanismos de participação e gestão democrática nas Instituições Federais de Ensino Superior, conforme consta no Acordo de Greve de 2024.
  • Proposição de um grupo de trabalho com o objetivo de realizar o levantamento do financeiro necessário para o reposicionamento e inclusão dos 215 trabalhadores que ainda não estão no PCCTAE.
  • Iminente publicação do decreto de regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), uma reivindicação importante dos trabalhadores técnico administrativos em educação e uma importante ferramenta de valorização profissional, se configurando como mais um processo de aperfeiçoamento do PCCTAE, entre tantos outros que ocorreram durante os últimos 21 anos desde a promulgação da lei 6 IG 16/2026 11091/2005.
  • Ainda sobre a greve, o Informe de Greve publicado na semana anterior, também alerta que:

  • A greve nacional da FASUBRA ingressa em uma nova etapa, em virtude do desgaste acumulado após mais de três meses de mobilização, a ausência de adesão ao movimento de importantes entidades filiadas à Federação, a manutenção do isolamento da categoria e o avanço de iniciativas de judicialização da greve, com ameaças de corte de ponto, imposição de reposição compulsória de horas não trabalhadas e aplicação de multas (mecanismos coercitivos impostos pelo Ministério Público Federal, típicos do Estado brasileiro de contrainsurgência), exigem uma avaliação política responsável e comprometida com a preservação das forças do movimento.
  • A greve ainda possui reivindicações que não foram atendidas em virtude da intransigência política do governo federal, mas que não estão esquecidas pela FASUBRA, como o reconhecimento dos médicos e médicos veterinários como parte da categoria e de todo acordo assinado, entre outros pontos.
  • Alcançados os 124 dias de greve, faz com que essa movimentação da FASUBRA se configure como uma das mais longevas greves protagonizadas pela categoria, e que a tarefa colocada para este momento é a de consolidar as conquistas alcançadas e garantir a efetivação dos compromissos assumidos pelo governo via MEC e Casa Civil, como a regulamentação do RSC, e insistir na busca pela preservação da unidade política e a capacidade de luta de nossa categoria. (…)
  • (…) nunca é demais ressaltar que qualquer outra candidatura da extrema direita citada nesse texto representa ameaça direta às liberdades civis e democráticas e a aplicação de um programa político ultraliberal na economia, com ameaça de maior envergadura a sobrevivência do caráter público, com autonomia didático-científica, das Instituições Federais de Ensino, e repressor nos costumes e modos de vida. Dito de outra forma, a extrema direita é o grande inimigo a ser combatido pela classe trabalhadora nesse segundo semestre, nas ruas e nas urnas.
  • (…) ainda persiste a tramitação no Congresso Nacional da PEC e do Projeto de Lei que tratam do fim da escala 6×1, e que as organizações populares e de juventude convocam para o dia 30 de junho de 2026, um grande ato nacional pelo fim da escala 6×1. Simultaneamente a essa luta progressiva que coloca no centro da agenda política do país, a possibilidade de ampliação de direitos a partir do fim da escala 6×1; se mantém preservada a força política e ideológica da extrema direita nas estruturas do Estado brasileiro, na sociedade civil e no mundo virtual.
  • A partir de todas as considerações registradas acima, o Comando Nacional de Greve da FASUBRA orienta:

  • Que os Comandos Locais de Greve e as Assembleias analisem o que já foi conquistado, as perspectivas de conquistas a curto e médio prazo de lutas para garantir os itens ainda não contemplados com o nosso movimento de greve.
  • Que os Comandos Locais de Greve e as Assembleias analisem e ponderem qual o nível de força de nossa luta frente à retaliação imposta pelo poder judiciário do estado de Minas Gerais contra 4 entidades filiadas à FASUBRA e pela ausência de perspectivas de novas entidades filiadas e entidades nacionais se somarem à greve de nossa Federação.
  • Que os Comandos Locais de Greve contribuam com os movimentos populares e de juventude na construção dos atos públicos pelo fim da escala 6×1, que ocorrerem nas respectivas localidades.
  • O Comando Nacional de Greve orienta as Entidades a realizarem um dia de mobilização em defesa da implementação da aceleração para os aposentados (as) e pensionistas com entrega de documento, tendo como base o ofício (…) do MGI, para as Pró Reitorias e Reitorias.
  • O Comando Nacional de Greve da FASUBRA orienta que os comandos locais de greve e assembleias realizem um debate amplo, democrático e responsável, analisando o fôlego da greve, mantendo atenção às movimentações políticas por parte da Casa Civil e do MEC e à avaliação do Comando Nacional de greve no decorrer das próximas semanas, pois, no momento oportuno, o comando indicará o caminho de desfecho do nosso movimento, preservando a unidade da categoria e sua capacidade de luta. Brasília, 26 de junho de 2026 Comando Nacional de Greve da FASUBRA

 

ASSEMBLEIA SIMULTÂNEA DOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UFRJ

Nesta quarta-feira, 1º de julho, às 10h, participe da Assembleia Simultânea que reunirá a categoria nos campi do Fundão, Praia Vermelha e Macaé para debater os próximos passos da mobilização.

📍 Locais: • Fundão: Espaço Cultural • Praia Vermelha: Auditório de Reunião da Decania (2º andar da Decania do CFCH) • Macaé: Auditório do Bloco B do Centro Multidisciplinar

📌 Pauta: • Avaliação da greve; • Discussão e deliberação sobre o Fundo de Greve.
A participação de todas e todos é fundamental para fortalecer as decisões coletivas e definir os rumos da luta da categoria.

✊🏽 Participe, fortaleça a mobilização e ajude a construir os próximos passos da nossa greve!

➡️ Acompanhe as notícias, informes e a cobertura completa da mobilização em nosso site: www.sintufrj.org.br⁠�.

 

 

  • Quarta-Feira
  • 1 JUL – 10h

 

FUNDÃO: Espaço Cultural

PRAIA VERMELHA: Auditório do segundo andar da Decania do CFCH

MACAÉ: Auditório do Bloco B do Centro Multidisciplinar

PAUTA: Avaliação da Greve e discussão/deliberação sobre fundo de greve

Nesta quinta-feira, 25 de junho, foi realizada a 15ª Reunião da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) que reuniu representantes do governo federal e das entidades sindicais. Na pauta, as principais medidas relativas à pauta de negociação entre 2023 e 2026 e atualizar o andamento das demandas atualmente em análise.

Para o governo, o principal destaque foi o envio de Lula ao Congresso em abril do Projeto de Lei nº 1.893/2026, que regulamenta as relações de trabalho no serviço público, como afirmou o secretário de Relações de Trabalho do MGI, José Lopez Feijó, destacando o texto que regulamenta a Convenção nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Veja mais a respeito das “entregas do governo” em algumas páginas da apresentação feita pelo governo ao final da matéria.

Mas as entidades sindicais (entre as quais a Fasubra) cobraram do MGI respostas para as principais reivindicações.

Mas os servidores defenderam a realização de reunião extraordinária em agosto, para que o governo apresente um retorno sobre as pautas prioritárias, antes do envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 ao Congresso Nacional. Entre as reivindicações consideradas mais urgentes, informe o site da Condsef, estão a implementação do auxílio nutrição para aposentados e pensionistas, a equiparação dos benefícios entre os servidores dos três Poderes, a reestruturação de carreiras e a recomposição salarial para 2027. As entidades cobraram também um plano de saúde acessível para todos os servidores públicos federais. O MGI informou que tanto o plano de saúde quanto a auxílio nutrição continuam em estudo estimativas de impacto financeiro.

Veja a seguir o informe da coordenadora geral da Fasubra Cristina Del Papa.

Cristina reiterou que aquela foi uma mesa central com pautas relativas a todos os servidores públicos federais, com os dois fóruns (Fonasefe e Fonacate) e que teve uma pauta prioritária. Por isso, como estavam lá mais de 50 pessoas das diversas entidades, não foi possível debater tudo que seria de interesse da Federação, como de outras categorias. Foi proposto então que os pontos fossem para mesas temáticas, o que foi acatado pelo governo. Segundo a coordenadora foram tratados cerca de 20 pontos de uma pauta de 96 pontos.

Entre aqueles que dizem respeito á categoria, o MGI informou que já está com o decreto dos cargos amplos pronto, restando apenas alguns acertos. “Nossa categoria sabe da importância deste decreto porque poderemos discutir depois a racionalização de cargos e a atualização das atribuições”, explicou informando que também foi tratado ponto extremamente importante: a saúde do trabalhador. O MGI informou que está atendendo a reivindicação, no entanto, pondera Cristina, a forma com que a discussão está iniciando está equivocada: “Eles criaram um comitê geral, com nove órgãos, só que dentro das representações, todas são de gestores, não tem nenhuma representação sindical. Então, discutir saúde para o trabalhador sem que os trabalhadores estejam lá com a sua representação sindical, na minha opinião, não vai falar de saúde para o trabalhador para nós, vai falar para outros”, ponderou.

Veja mais no vídeo a seguir:

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Veja trechos da apresentação do Governo na Mesa Nacional de Negociação Permanente do dia 25 de junho

Foto: Mateus Teofilo/Ascom MGI (Agência Brasil)

Registro da 15ª reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente dia 25 de junho

 

 

A saga da comunidade da antiga Escola de Educação Infantil  parece que caminha para um desfecho positivo. Sem uma sede desde 2023 a escola está voltando para o campus do Fundão. Nesse ano houve a interdição do prédio onde a escola ficava alojada no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) no Fundão tendo sido então alocada de forma precária no Colégio de Aplicação (CAp) da Lagoa.

Nessa segunda-feira, 22 de junho, iniciaram as aulas das turmas 3 e 4, no ex-Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE). O local é provisório até que que se terminem as obras da sede definitiva na BioRio previstas para o fim de junho. O espaço foi adaptado às necessidades de estrutura das salas e segurança para as crianças, haja vista a existência da piscina no local.

Embora essa ainda não seja a solução definitiva reivindicada pela comunidade escolar o retorno ao Fundão e a retomada das aulas em um espaço mais amplo foi uma injeção de ânimo e emocionou os servidores e as famílias dos pequenos alunos. A diretora geral da escola, a professora Cassandra Pontes, disse que para trabalhadores e familiares esse fato é muito significativo.

“Foi muita emoção! A volta para o Fundão com a perspectiva concreta de termos nossa sede é fruto de muita luta da comunidade do CAp, em especial das famílias e trabalhadores do segmento de Educação Infantil”, declarou Cassandra.

O processo está sendo gradativo. O segmento da Educação Infantil atende crianças de 2 a 5 anos de idade. E as turmas estão sendo reestruturadas. A turma 2, por exemplo, para iniciar as aulas precisa da contratação de professores e segundo a PR-4 serão feitas até 3 de julho. A turma 4 já está funcionando em tempo integral e a turma 3 em tempo parcial.

O setor administrativo por sua vez  também terá seu lugar próprio no CEPE.

Entenda

O local em que funcionava a antiga Escola de Educação Infantil (no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira – IPPMG) foi interditado em fevereiro de 2023 e desde então quatro turmas foram alocados provisoriamente em duas salas do Colégio de Aplicação (CAp) da Lagoa.

Profissionais e famílias das crianças atendidas sofreram com a mudança forçada e a distância. Quatro turmas de 15 alunos cada, entre dois e cinco anos, foram agrupadas em apenas duas salas da sede na Zona Sul.

Os servidores, em sua maioria mulheres ficaram sem um lugar determinado para ficar no CAp, e tiveram que procurar se adaptar em pequenos espaços.

Em relação às vagas, geralmente o número de 60, algumas famílias tiveram de renunciar a sua vaga reduzindo assim o número crianças frequentando a escola, porque os familiares não tinham condições de levar suas crianças para a Lagoa.

Para entender a ligação ao CAp da UFRJ, a antiga Escola de Educação Infantil foi integrada ao Colégio de Aplicação em 2019. Segundo a diretora geral, Cassandra Pontes, essa integração ao CAp foi o reconhecimento da instituição de que eles são uma unidade de Educação Básica, com duas sedes. O segmento da Educação Infantil na sede do Fundão e o CAp Lagoa.

Com as adaptações as crianças já respiram novos ares no CEPE, ainda que provisório

O diretor de Ensino Glauber Domingues e equipe