A Pr√≥-Reitoria de Pessoal (PR-4), por meio da Divis√£o de Desenvolvimento (DVDE) e da Coordena√ß√£o de Pol√≠ticas de Pessoal (CPP), abriu inscri√ß√Ķes para o processo seletivo de¬† forma√ß√£o de cadastro de Projetos de Cursos de Capacita√ß√£o, visando o desenvolvimento dos servidores ativos da UFRJ, em 2021.

Podem se inscrever t√©cnico-administrativos em educa√ß√£o e docentes do quadro de pessoal permanente da universidade e submeter propostas de cursos, exclusivamente na modalidade de Ensino a Dist√Ęncia (EaD) e compor equipes como coordenadores e/ou tutores.

Acesse e conheça as normas de submissão do Edital 2021.

PER√ćODO: 1/6/2021 a 23/6/2021

EDITAL E INSCRIÇÃO ONLINE: www.desenvolvimento.pr4.ufrj.br 

Para mais informa√ß√Ķes, entre em contato com a DVDE: desenvolvimento@pr4.ufrj.br

 

 

S√≥ em SP, mais de 80 mil pessoas foram √† Avenida Paulista neste #29M pelo ‚ÄúFora, Bolsonaro‚ÄĚ, que ocorreu em 213 cidades brasileiras dos 26 estados e do Distrito Federal, e em 14 cidades no mundo

Publicado: 31 Maio, 2021 Escrito por: Redação CUT

ROBERTO PARIZOTTI

As manifesta√ß√Ķes contra Jair¬†Bolsonaro, pelo aux√≠lio emergencial de R$ 600 e vacina contra Covid-19 para todos e todas, que levaram milhares de pessoas √†s¬†ruas¬†do pa√≠s e em algumas cidades do mundo neste s√°bado (29), acuaram o presidente e sua tropa de choque. Bolsonaro n√£o saiu do Pal√°cio da Alvorada para dar os famosos passeios de fim de semana nem fez qualquer coment√°rio nas suas redes sociais sobre os atos. Foram mais de¬†420 mil pessoas¬†protestando em todo o pa√≠s, s√≥ em S√£o Paulo, cerca de 80 mil pessoas foram √† Avenida Paulista, segundo estimativa feita pelo coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, um dos organizadores do protesto.

O¬†#29M¬†pelo ‚ÄúFora, Bolsonaro‚ÄĚ, que ocorreu em 213 cidades brasileiras dos 26 estados e do Distrito Federal, e em 14 cidades no mundo, reuniu trabalhadores, aposentados, crian√ßas, artistas, como Renata Sorrah, Camila Pitanga e a atriz M√īnica Martelli, amiga e parceira em filmes de Paulo Gustavo, humorista que morreu por complica√ß√Ķes causadas pela Covid-19 – ele foi lembrado no cartaz carregado pela atriz -, al√©m de donas de casa e milhares de pessoas enlutadas, parentes e amigos das mais de 462 mil v√≠timas da Covid-19 no Brasil.

REPRODUÇÃO/REDES SOCIAISReprodução/Redes sociais
Renata Sorrah, atriz
REPRODUÇÃO/UNEReprodução/UNE
Camila Pitanga, atriz
REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

M√īnica Martelli, atriz Reprodu√ß√£o/Redes sociais

Com receio de se contaminar com o novo coronavírus e contrair a Covid-19 e seguindo a orientação dos organizadores, quase 100% das pessoas usaram máscaras e tinham com álcool em gel nas mãos. Quem não tinha máscara podia pegar nas barracas ou das mãos de militantes que passavam oferecendo e orientando sobre como usar. Em locais como Brasília, os organizadores pediram para os manifestantes fazerem filas indianas, com distanciamento social.

Os atos foram pac√≠ficos e em muitos locais a Pol√≠cia Militar (PM) se limitou a acompanhar de longe. Em Recife, por√©m, a tropa de choque resolveu, sem que nada houvesse ocorrido, atirar balas de borracha e bombas de g√°s lacrimog√™nio para dispersar o ato que se encaminhava para o final. Dois homens que passavam pelo local e nem participavam do ato foram atingidos e perderam um olho cada. A¬†vereadora Liana Cirne (PT)¬†se aproximou de uma viatura para dialogar com os policiais e tentar impedir uma trag√©dia ainda maior e foi atingida com spay de pimenta nos olhos. O governador Paulo C√Ęmara (PSB) afastou o comandante da PM e os policiais envolvidos na opera√ß√£o e mandou abrir uma investiga√ß√£o.

O presidente da CUT-PE, Paulo Rocha, publicou um¬†v√≠deo no YpuTube¬†exigindo do governador apura√ß√£o sobre esse ato ‚Äúde extrema viol√™ncia‚ÄĚ e puni√ß√£o dos culpados. O¬†Coletivo Nacional das Mulheres da CUT¬†tamb√©m divulgou nota exigindo puni√ß√£o exemplar contra os agressores da vereadora Liana Cirne.

Em Aracaju, divididos em fileiras, com distanciamento, usando máscaras, álcool em gel e com a devida segurança sanitária, cerca de 5 mil pessoas ocuparam as ruas na certeza de que o presidente do Brasil é pior do que o vírus da Covid-19 que já matou 459 mil brasileiros.

Em Brasília, a manifestação ocupou a Esplanada dos Ministérios e reuniu milhares de pessoas de máscaras e com distaqcionamento social recomendado pelos organizadores.

Benildes Rodrigues
BENILDES RODRIGUES

Em Belo Horizonte, a Avenida João Pinheiro, no centro da cidade, foi tomada por manifestantes, que ocuparam a Praça da Liberdade até a Praça Afonso Arinos.

CAROL ANICECarol Anice

Em Bel√©m, capital do Par√°, o ato reuniu milhares de pessoas. Centrais sindicais, movimentos, partidos, estudantes, religiosos e outras categorias de trabalhadores foram √†s ruas pelo ‚ÄúFora Bolsonaro‚ÄĚ.

Branda Baliero
BRANDA BALIERO

 

Em Florianópolis, cerca de 5 mil trabalhadores e e estudantes tomaram as ruas do centro da capital catarinense. A CUT e as entidades filiadas estavam na organização da mobilização, junto com outras centrais, partidos políticos de esquerda, movimentos sociais e estudantis.

Os manifestantes sa√≠ram do largo da Alf√Ęndega e caminharam pelas principais ruas centrais com faixas, cartazes e palavras de ordem das bandeiras defendidas. A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, participou do ato e falou porque a Central est√° nas ruas: “Viemos para rua em plena pandemia porque esse governo genocida est√° matando mais do que o v√≠rus. Estamos aqui hoje porque somos a favor da vida e lutamos por vacina para todos, aux√≠lio emergencial decente que acabe com a fome e a mis√©ria do povo brasileiro e pelo fim desse governo fascista”.

Reprodução
REPRODUÇÃO

Confira aqui os demais atos realizados em Santa Catarina.

Em Fortaleza, a carreata puxada pela CUT Cear√°, CTB, CSP Conlutas, movimentos sociais e a Frente Brasil Popular reuniu mais de mil carros na tarde deste s√°bado (29). O ato tamb√©m refor√ßou a campanha dos servidores das tr√™s esferas (municipal, estadual e federal) contra as privatiza√ß√Ķes e a Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) n¬ļ 32 da reforma Administrativa do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Tarcísio Aquino
TARC√ćSIO AQUINO

Em Palmas,¬†capital do Tocantins, manifestantes caminharam pela Avenida Jucelino Kubitschek e entoaram o grito de ‚ÄúGenocida!‚ÄĚ contra Bolsonaro.

@Mauhashi

Em¬†Porto Alegre,¬†cerca de 30¬†mil pessoas¬†tomaram as ruas na tarde ensolarada deste s√°bado (29) para exigir vacina j√° e o afastamento do presidente genocida. Houve tamb√©m grandes manifesta√ß√Ķes¬†em v√°rias cidades do interior ga√ļcho. Em outros estados e em Bras√≠lia n√£o foi diferente com atos gigantescos. Teve ainda protestos no exterior.

Usando m√°scaras de prote√ß√£o, procurando manter distanciamento¬†e carregando faixas e cartazes, a multid√£o soltou os gritos de ‚ÄúBolsonaro genocida‚ÄĚ,¬†‚ÄúFora Bolsonaro‚ÄĚ e ‚Äúvacina no bra√ßo¬†e comida no prato‚ÄĚ na capital ga√ļcha.¬†Os participantes¬†pediram tamb√©m¬†vacina j√° para todos e todas, aux√≠lio emergencial de R$ 600 para combater a fome e o desemprego, defesa dos servi√ßos p√ļblicos e contra a reforma administrativa, e n√£o aos cortes na educa√ß√£o e √†s privatiza√ß√Ķes.

Luiz Damasceno
LUIZ DAMASCENO

Em Porto Velho, o dia de luta pelo ‚ÄėFora Bolsonaro‚Äô reuniu estudantes em um ato em frente a Universidade Federal de Rond√īnia, que se encontrou com a carreata na Avenida 7 de setembro. Centenas de carros percorreram a regi√£o central, a zona sul e a zona leste da cidade.

Reprodução

Em Recife, o #29M pelo ‚Äėfora, Bolsonaro‚Äô, um ato pac√≠fico e bastante organizado do ponto de vista sanit√°rio, com fila indiana, distanciamento social, √°lcool em gel e com a m√°scara sendo item b√°sico e obrigat√≥rio, at√© m√°scaras PFF2 foram distribu√≠das por militantes e parlamentares, a fim de garantir maior seguran√ßa dos presentes, os gritos de ‚Äúvida, p√£o, vacina e educa√ß√£o, fora Bolsonaro e Mour√£o!‚ÄĚ,entoados por ¬†cerca de 5 mil pessoas na passeata que saiu da Av. Conde da Boa Vista foram interrompidos pela a√ß√£o truculenta da Pol√≠cia Militar, que jogou bombas de g√°s lacrimog√™nio, atirou balas de borracha para dispersar a manifesta√ß√£o que estava quase no final. Dois homens perderam um olho ao ser atingido por balas de borracha.

JCMazella/Sintepe
JCMAZELLA/SINTEPE

Em Salvador,¬†juventude e estudantes hoje foram ao bairro Campo Grande para dizer lutar pela universidade p√ļblica, por sa√ļde e pela vida digna.

Mídia Ninja
M√ćDIA NINJA

Em São Luís, capital do Maranhão, milhares de pessoas caminharam e protestaram no 29M. Durante o ato, pessoas seguravam uma cruz preta em protesto às 450 mil mortes por covid-19 no Brasil.

Ingrid Barros
INGRID BARROS

Em São Paulo mais de 80 mil pessoas foram a Paulista e caminharam em direção ao centro seguindo pela Avenida Consolação. Teve ato também em várias cidades do estado.

Roberto Parizotti
ROBERTO PARIZOTTI

Em Teresina, às ruas foram ocupadas por muitas vozes que clamam por auxílio emergencial digno, vacina para todos e todas, em defesa do SUS, pela vida, e por Fora Bolsonaro. Entre as pautas defendidas, também ficou marcado durante o ato a defesa da CHESF, e contra a privatização dos Correios.

 

 

Governo de Pernambuco se pronuncia sobre violência policial, mas não esclarece quem ordenou ação do Batalhão

Redação Brasil de Fato | Petrolina (PE) | 31 de Maio de 2021 

A repress√£o √† manifesta√ß√£o do √ļltimo s√°bado (29)¬†em Recife (Pernambuco) segue gerando rea√ß√Ķes condenando a a√ß√£o truculenta da Pol√≠cia Militar. Ao final do protesto, o Batalh√£o de Choque agiu com viol√™ncia e abuso de poder ao dispersar¬†a popula√ß√£o com bombas, spray de pimenta e balas de borracha.¬†

O saldo foram quatro jovens negros detidos na Central de Flagrantes da Polícia Civil, uma parlamentar agredida, dois homens com perda de visão Рque sequer participavam no ato. O pronunciamento do Governo de Pernambuco não esclareceu, até o momento, quem ordenou a ação do batalhão.

A violência da PM gerou indignação e foi repudiada através das redes sociais por parlamentares e pela sociedade civil. Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou através do Twitter que a ação causa imensa preocupação.

Movimentos populares e entidades sindicais também condenaram a ação truculenta da PM. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), na representação do presidente Paulo Rocha, se pronunciou em vídeo, em que afirma que pronunciamento do governador é importante, porém inconcluso. Cita, ainda, outros episódios em que a polícia utilizou da força e violência contra a população, como o despejo de famílias em Amaraji (PE). 

“Por qu√™ a PM estava com Batalh√£o de Choque na Guararapes, quando o ato, inclusive, estava encerrando? O problema √© de antes. √Č a forma como a Pol√≠cia Militar tem tratado o movimento social‚ÄĚ. Paulo Rocha afirma que para al√©m do pronunciamento de rep√ļdio, √© necess√°rio tamb√©m nomes de quem mandou e quem executou cada a√ß√£o truculenta.¬†

A Campanha Fora Bolsonaro tamb√©m publicou nota em que questiona quem ordenou a viol√™ncia policial. “Constru√≠mos um ato seguro com distanciamento social e demais cuidados de biosseguran√ßa, mas desde o in√≠cio do ato fomos intimidados pela pol√≠cia”, diz a nota. Por fim, exigem imediata repara√ß√£o da viol√™ncia e apura√ß√£o para destacar os respons√°veis pela autoriza√ß√£o.¬†

Saldo da ação

Daniel Campelo da Silva, de 51 anos, vive na zona oeste do Recife e foi atingido no olho esquerdo por uma bala de borracha disparada por um policial do Batalhão de Choque. Daniel, que trabalha com adesivagem de carros, não estava na manifestação; passava pelo local para comprar material de trabalho. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado para a Fundação Altino Ventura (FAV), Daniel acabou perdendo o globo ocular. 


Daniel Campelo de Silva foi atingido por bala de borracha no olho e perdeu globo ocular / Foto: Instagram/@hugomunizzz

O outro trabalhador atingido por bala de borracha no olho foi Jonas Correira, de 29 anos. Jonas estava voltando para casa do Mercado S√£o Jos√©, onde prestava servi√ßo aut√īnomo. Internado no Hospital da Restaura√ß√£o (HR), Jonas tamb√©m est√° com a vis√£o comprometida.

Pronunciamentos oficiais

No domingo (30), o Governo de Pernambuco determinou em nota p√ļblica que a Secretaria de Justi√ßa e Direitos Humanos (SJDHPE) acompanhe a assist√™ncia m√©dica aos dois feridos graves. Afirmou ainda que a Procuradoria Geral do Estado foi acionada para iniciar o processo de indeniza√ß√£o aos atingidos.¬†

Ainda no s√°bado (29), o governador Paulo C√Ęmara (PSB) fez um pronunciamento p√ļblico em que afirma repudiar qualquer ato de viol√™ncia e informou o afastamento do comandante da opera√ß√£o e dos envolvidos na agress√£o √† vereadora Liana Cirne (PT), que permanecer√£o afastados enquanto durar a investiga√ß√£o da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.¬†O Minist√©rio P√ļblico de Pernambuco (MPPE) tamb√©m publicou¬†a portaria n¬ļ 009/2021-7¬ļPJ-DH que instaura inqu√©rito civil para investigar viola√ß√Ķes de direitos humanos.¬†

O que diz a PM

O¬†Brasil de Fato¬†entrou em contato com a Pol√≠cia Militar para cobrar um posicionamento. A resposta, no entanto, se limitou √†:¬†“A Pol√≠cia Militar informa que n√£o ir√° se pronunciar. O Governador Paulo C√Ęmara j√° fez o pronunciamento”.

Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Monyse Ravena

Ação da Polícia Militar de Pernambuco é condenada por diferentes setores da sociedade РFoto: AgênciaJCMazella

 

 

 

‚ÄúA oferta do Brasil como sede ocorre no pior momento de popularidade do presidente”, diz √≥rg√£o da imprensa local

A Conmebol anunciou, nesta segunda-feira (31), que a Copa Am√©rica vai ser realizada¬†no Brasil. Ao fazer o an√ļncio, a entidade agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Com o pa√≠s vivendo o colapso de seu¬†sistema de sa√ļde por conta da pandemia de coronav√≠rus e com mais de 462 mil mortos pela doen√ßa, houve um choque em rela√ß√£o ao an√ļncio.

Antes, o torneio seria realizado na Col√īmbia e na Argentina. Por√©m, em 20 de maio, a Col√īmbia pediu para que a competi√ß√£o fosse adiada por conta da instabilidade no local, que passa por protestos. Mesmo com o pedido, a Conmebol decidiu excluir o pa√≠s, e o campeonato continuaria a acontecer somente na Argentina.

No entanto, o governo argentino¬†disse, no √ļltimo domingo (30), que o evento estaria prejudicado na regi√£o, por conta do agravamento da pandemia. Sendo assim, at√© a manh√£ desta segunda, n√£o existia uma nova sede. Por√©m, a Conmebol pediu que o campeonato fosse realizado no Brasil √† Confedera√ß√£o Brasileira de Futebol (CBF), que conseguiu a autoriza√ß√£o do governo Bolsonaro.

Na Argentina, a imprensa local comentou o ocorrido. O jornal Olé, por exemplo, questionou se Manaus iria sediar a Copa América mesmo com a variante da região, que preocupa as autoridades científicas por todo o mundo.

J√° o T√©lam¬†afirmou que a realiza√ß√£o da competi√ß√£o no Brasil traz um alerta para uma terceira onda ainda mais letal. Sobre o presidente, o jornal diz:¬†‚ÄúA oferta do Brasil como sede alternativa ocorre no pior momento de popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que no s√°bado recebeu as mais importantes manifesta√ß√Ķes contra ele desde o in√≠cio da pandemia, exigindo sua ren√ļncia ou impeachment‚ÄĚ.


Agência de notícias argentina repercute a decisão de se realizar a Copa América 2021 no Brasil / Reprodução

O P√°gina 12 disse que existem motivos para a decis√£o r√°pida pelo Brasil como sede: ‚ÄúPor um lado, a necessidade de n√£o perder o faturamento dos direitos televisivos do concurso, que j√° haviam sido vendidos em 2020, sem a chance de oferecer nada em troca. De outro, o fato de ter todas as estrelas que brilham na Europa no continente, sem competi√ß√Ķes com suas equipes‚ÄĚ.

Edição: Vinícius Segalla

 

Reprodução de tela do jornal Página 12, com reportagem sobre a realização da Copa América no Brasil РReprodução

 

 

No √ļltimo s√°bado, milhares de manifestantes se reuniram no Centro do Rio em defesa da vida e contra pol√≠tica genocida do presidente Bolsonaro. O Sintufrj esteve presente marcando posi√ß√£o e distribuindo cartazes, m√°scaras PFF2 e √°lcool em gel. Confira como foi:

 

29M pela vida e contra Bolsonaro!

Pela vida, por vacina, por auxílio digno para quem tem fome e contra os cortes na educação! Atos em mais de 200 cidades pelo país. Confira fotos do Rio. Sintufrj presente!

#29demaionasruas

#29MForaBolsonaro

 

Repercutiu positivamente na sess√£o do Conselho Universit√°rio (Consuni) desta quinta-feira, 27, a assembleia-ato comunit√°ria on line realizada no dia anterior em defesa da UFRJ. A iniciativa foi do F√≥rum de Mobiliza√ß√£o e A√ß√£o Solid√°ria (Formas), que re√ļne as entidades representativas dos segmentos que comp√Ķem a comunidade universit√°ria: Sintufrj, Adufrj, DCE M√°rio Prata, APG e Attufrj ‚Äď em defesa da UFRJ.¬†

‚ÄúEm meio a ataques do governo Bolsonaro e de perdas de amigos e familiares para a covid, compartilhar hoje, neste espa√ßo, um momento de alegria como foi o da assembleia-ato comunit√°ria de ontem √© importante. Estavam presentes todos os segmentos e a reitoria, e nos sentimos revigorados para continuar com a resist√™ncia e a luta n√£o s√≥ pela UFRJ, mas por todas as universidades e pela educa√ß√£o p√ļblica‚ÄĚ, disse a representante t√©cnico-administrativa e coordenadora do Sintufrj, Joana de Angelis.¬†¬†

A dirigente sindical Joana tamb√©m convidou a todos para o ato nacional do dia 29 de maio, em defesa das universidadres p√ļblicas,¬† educa√ß√£o p√ļblica, do aux√≠lio emergencial e de vacina para todos, presencialmente na Pra√ßa Zumbi dos Palmares, na Avenida Presidente Vargas, ou pelas redes sociais.

Para o professor Samuel Ara√ļjo o ato pol√≠tico comunit√°rio foi uma ‚Äúdemonstra√ß√£o vigorosa em defesa da UFRJ e da universidade p√ļblica‚ÄĚ, e parabenizou o Formas e as entidades sindicais pelo ‚Äúmagn√≠fico evento‚ÄĚ.¬†

A reitoria Denise Pires de Carvalho tamb√©m saudou a realiza√ß√£o da assembleia comunit√°ria e parabenizou o Formas pela organiza√ß√£o do evento pol√≠tico em defesa da UFRJ. ‚ÄúN√£o podemos ficar inertes aos ataques √†s institui√ß√Ķes de Estado‚ÄĚ, afirmou.

Solidariedade à UERJ

O envio √† Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) de projeto de lei de extin√ß√£o da UERJ ‚Äď pelo deputado Anderson Moraes (PSL) — tamb√©m foi assunto do Consuni. O decano do Centro de Ci√™ncias Jur√≠dicas e Econ√īmicas (CCJE), Fl√°vio Martins, prop√īs uma manifesta√ß√£o p√ļblica da UFRJ em apoio √† Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Denise Pires de Carvalho considerou como¬† ‚Äúinadmiss√≠vel o ataque √† UERJ‚ÄĚ e acrescentou ter a certeza de que o Conselho Universit√°rio ‚Äúera un√Ęnime no apoio e na defesa daquela importante institui√ß√£o p√ļblica do Estado do Rio de Janeiro e uma das mais importantes do pa√≠s, pioneira na implanta√ß√£o das cotas raciais‚ÄĚ. Ela informou que a Reitoria divulgaria uma nota de solidariedade √† UERJ em nome de toda a comunidade da UFRJ.

 

 

N√£o foi somente a UFRJ que teve seu or√ßamento cortado pelo governo de Jair Bolsonaro, mas, sim, todas as universidades federais do pa√≠s. Em consequ√™ncia desse ato insano, essas institui√ß√Ķes de ensino, pesquisa e extens√£o est√£o com o seu funcionamento comprometido. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), por exemplo, o corte chegou a cerca de 19%.¬†

De acordo com a Associa√ß√£o Nacional dos Dirigentes das Institui√ß√Ķes Federais de Ensino Superior (Andifes), o or√ßamento destinado √†s 69 universidades federais √© 18,16% menor do que o destinado no ano passado. Com isso, todas as institui√ß√Ķes foram afetadas pelo corte. Isso vem acontecendo ano ao ano. Se comparado ao or√ßamento de 2010 para as despesas discricion√°rias houve uma redu√ß√£o de 37%.

Triste realidade 

O atual or√ßamento da UFF s√≥ permite manter as despesas da universidade at√© o meio desse ano. O corte foi de aproximadamente 19% na Lei Or√ßament√°ria Anual aprovada pelo Congresso Nacional.¬†Os recursos discricion√°rios utilizados para gastos de custeio e de capital ca√≠ram de R$ 175,7 milh√Ķes de reais para R$ 142,9 milh√Ķes de reais. Ou seja, uma redu√ß√£o de cerca de 32,9 milh√Ķes.¬†O bloqueio do MEC √© de R$ 23 milh√Ķes.

“Esta √© uma redu√ß√£o muito grave que amea√ßa a interrup√ß√£o de boa parte dos servi√ßos prestados pela UFF, bem como o pagamento de contratos essenciais, energia, √°gua, limpeza, manuten√ß√Ķes b√°sicas etc. Mesmo com a aprova√ß√£o de or√ßamento suplementar pelo Congresso conforme prev√™ a Lei Or√ßament√°ria Anual (LOA), ainda assim os recursos ser√£o insuficientes para chegar at√© o final do ano. O atual or√ßamento s√≥ permite manter as despesas da Universidade at√© o meio do ano”, disse o reitor¬† Ant√īnio Cl√°udio N√≥brega.

Despesas

A UFF tem um custo mensal discricion√°rio de R$ 11,7 milh√Ķes de reais, que inclui os contratos de presta√ß√£o de servi√ßos, mensalidades das concession√°rias e parte das bolsas estudantis e que n√£o inclui as despesas com obras de manuten√ß√£o e conserva√ß√£o predial e de equipamentos.¬†Os recursos cortados correspondem aos gastos da UFF no per√≠odo de mais de tr√™s meses e os bloqueados, caso n√£o sejam liberados, correspondem aos gastos para o funcionamento de outros dois meses.

¬†‚ÄúN√£o podemos aceitar passivamente a diminui√ß√£o de nenhum servi√ßo p√ļblico. Em tempos de crise, valorizar a pesquisa, a ci√™ncia e a inova√ß√£o s√£o essenciais. As universidades federais possuem um papel fundamental para a garantia do desenvolvimento nacional, na forma√ß√£o de capital humano e profissional, redu√ß√£o das desigualdades e para o desenvolvimento social, econ√īmico e tecnol√≥gico do pa√≠s‚ÄĚ, sustenta o reitor.

Obrigação do governo

Em nota, a UFF defende que o governo federal tem obriga√ß√£o constitucional com o or√ßamento das universidades e que participa do movimento coletivo de defesa e valoriza√ß√£o da universidade p√ļblica.

‚Äú√Č papel constitucional do governo federal prover o or√ßamento das universidades federais brasileiras. A UFF ressalta que, mesmo em cen√°rio adverso de grave restri√ß√£o or√ßament√°ria no cen√°rio federal, tem trabalhado em diversas frentes para aumentar a efici√™ncia e ampliar a capta√ß√£o de recursos extras para manter a institui√ß√£o de portas abertas e estimular a comunidade interna a ampliar a execu√ß√£o de projetos e a√ß√Ķes de ensino, pesquisa e extens√£o de alta qualidade.

A gest√£o da UFF mant√©m canais permanentes de interlocu√ß√£o em √Ęmbito legislativo, liberando emendas parlamentares para despesas de capital e de custeio, bem como articulando solu√ß√Ķes inovadoras com parceiros p√ļblicos municipais, sobretudo, at√© agora, em Niter√≥i e Maca√©, Campos e Rio das Ostras para a manuten√ß√£o e constru√ß√£o de pr√©dios e investimento em pesquisa e extens√£o.

√Č importante que nossa comunidade interna se mantenha atenta e informada sobre as movimenta√ß√Ķes e negocia√ß√Ķes que se desdobrar√£o na esfera federal. A Reitoria da UFF continuar√° exercendo uma atitude de responsabilidade e transpar√™ncia, divulgando todas as informa√ß√Ķes referentes ao or√ßamento para 2021 no site e nos √≥rg√£os consultivos internos, construindo, assim, um movimento coletivo de defesa e valoriza√ß√£o da universidade p√ļblica em nosso pa√≠s.‚ÄĚ

Com Assessoria de Imprensa da UFF

 

 

Pela primeira vez na história de lutas da comunidade universitária da UFRJ, servidores técnico-administrativos e docentes, trabalhadores terceirizados, estudantes da graduação e da pós-graduação e a Reitoria realizaram uma assembleia-ato comunitária online para defender a UFRJ.

O evento pol√≠tico nesta quarta-feira, 26, transmitido pelas redes sociais das entidades, tamb√©m serviu para refor√ßar a convoca√ß√£o para a mobiliza√ß√£o nacional do dia 29 de maio em defesa da educa√ß√£o p√ļblica e pelo Fora Bolsonaro.¬†

A iniciativa foi do F√≥rum de Mobiliza√ß√£o e A√ß√£o Solid√°ria (Formas), que re√ļne o Sintufrj, Adufrj, DCE M√°rio Prata, APG e Attufrj.¬† Mais de 100 pessoas, entre servidores e estudantes se inscreveram para falar na assembleia-ato, e outras entidades, como o Andes-Sindical, e organiza√ß√Ķes pol√≠ticas participaram por meio de v√≠deos gravados.¬†

‚ÄúHoje s√£o mais de 400 mil fam√≠lias enlutadas¬† por conta de uma desastre governamental. Nem 10% da popula√ß√£o foi ainda vacinada contra a covid, um crime contra a humanidade deste governo genocida, que dirige o pa√≠s por instru√ß√£o normativa de forma truculenta e autorit√°ria, e que destr√≥i a soberania nacional ao atacar as universidades, onde se produz conhecimento‚ÄĚ, afirmou a coordenadora-geral do Sintufrj, Gerly Micelli. ‚ÄúA gente vai lutar e a UFRJ n√£o vai fechar. E a campanha do Sintufrj vacina no bra√ßo, comida no prato e Fora Bolsonaro est√° a cada dia mais viva‚ÄĚ, destacou a dirigente.¬†¬†¬†

‚ÄúEste √© o primeiro passo desta caminhada unida para que a UFRJ possa cumprir o seu papel de vanguarda. A luta √© nacional em defesa das nossas universidades p√ļblicas e pelo direito de existir num Estado democr√°tico de direito‚ÄĚ, disse a presidenta da Adufrj, professora Leonora Ziller.¬†

‚ÄúA UFRJ parou o Rio de Janeiro para mostrar √† sociedade brasileira que a universidade n√£o vai fechar‚ÄĚ, pontuou a dirigente do DCE M√°rio Prata, Ant√īnia Velloso, referindo-se √† manifesta√ß√£o do dia 14 de maio, ‚Äúcom muito √°lcool em gel e m√°scaras doados‚ÄĚ–, a primeira mobiliza√ß√£o de rua realizada pela comunidade universit√°ria, sob a lideran√ßa da entidade estudantil, durante a pandemia do novo coronav√≠rus.¬†¬†

‚ÄúSomos uma categoria precarizada, embora respons√°vel pela pesquisa no nosso pa√≠s. Mas esse governo √© muito menor que a nossa universidade centen√°ria‚ÄĚ, lembrou o representante da Associa√ß√£o dos P√≥s-Graduandos (APG), Jorge Mar√ßal.¬†¬†

A reitoria Denise Pires de Carvalho confirmou que a UFRJ n√£o tem or√ßamento para chegar at√© o fim do ano e agradeceu √†s entidades pela organiza√ß√£o da mobiliza√ß√£o na defesa da institui√ß√£o e da educa√ß√£o p√ļblica. ‚ÄúEles n√£o v√£o tirar nosso oxig√™nio‚ÄĚ, garantiu, e ao inv√©s de citar os problemas que enfrenta por falta de recursos, ela listou o que a universidade produz e faz, cotidianamente, para atender as necessidades da sociedade, entre os quais, a produ√ß√£o de √°lcool 70 de qualidade; os mais se 140 projetos de pesquisa em curso; testes moleculares de padr√£o platino; oferta de leitos hospitalares para pacientes de covid.

‚ÄúO or√ßamento atual da UFRJ corrigido pela infla√ß√£o equivale ao de 2008, quando t√≠nhamos a metade dos estudantes de hoje, quando n√£o t√≠nhamos a pol√≠tica de assist√™ncia estudantil que temos agora, quando n√£o havia as v√°rias inova√ß√Ķes e descobertas cient√≠ficas‚ÄĚ, informou o pr√≥-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finan√ßas da UFRJ.

CONFIRA A ATIVIDADE NA √ćNTEGRA:

 

 

 

Respeitando protocolos de seguran√ßa e sem aglomera√ß√Ķes, centrais sindicais e movimentos sociais se mobilizaram pelo aux√≠lio emergencial de R$ 600, contra a fome, carestia e pela vacina√ß√£o imediata da popula√ß√£o

Publicado: 26 Maio, 2021 РEscrito por: Andre Accarini

Expostas no gramado em frente ao Congresso Nacional, em¬†Bras√≠lia, 600 cestas com alimentos cultivados e colhidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e pela Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), formaram o cen√°rio de den√ļncia sobre a tr√°gica situa√ß√£o pela qual passa o pa√≠s, de milh√Ķes de brasileiros passando fome, de desemprego e de mis√©ria. Tudo isso em consequ√™ncias da pol√≠tica¬†genocida¬†do presidente Jair¬†Bolsonaro¬†(ex-PSL), cujo negacionismo no enfrentamento √† pandemia resultou na morte mais de 450 mil brasileiros por Covid-19, al√©m da falta de pol√≠ticas efetivas de gera√ß√£o de emprego, renda e distribui√ß√£o da riqueza.

Estes foram os motivos principais do ato unificado da¬† CUT, For√ßa Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, P√ļblica, CSP-Conlutas, CGTB, CONTAG, MST e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, realizado em Bras√≠lia na manh√£ desta quarta-feira (26). O¬†ato¬†antecedeu a¬†entrega da¬†Agenda Legislativa das Centrais Sindicais para a Classe Trabalhadora¬†√† presid√™ncia da C√Ęmara dos Deputados e do Senado.

O presidente da CUT, S√©rgio Nobre, refor√ßou que o ato ‚Äď que foi simb√≥lico, sem provocar qualquer esp√©cie de aglomera√ß√£o e seguiu todos os protocolos de distanciamento social e uso de equipamentos de seguran√ßa ‚Äď teve o objetivo de chamar a aten√ß√£o do povo brasileiro para a realidade do pa√≠s.

‚ÄúQueremos chamar a aten√ß√£o para a quest√£o da fome, da carestia. Fam√≠lias inteiras est√£o dormindo nas cal√ßadas. Isso tinha acabado e n√£o esper√°vamos que essa situa√ß√£o voltasse ‚Äď pessoas, crian√ßas, pedindo auxilio nos far√≥is e supermercados‚ÄĚ, disse o dirigente.

A cr√≠tica situa√ß√£o econ√īmica da maioria dos brasileiros muito se deve √† redu√ß√£o do aux√≠lio emergencial, que neste ano chega a apenas cerca de metade daqueles que receberam no ano passado, e com valores √≠nfimos de R$ 150 a R$ 375, contra os R$ 600 determinados pelo Congresso no ano passado, ap√≥s press√£o da CUT e demais centrais sindicais.

A maioria dos trabalhadores que ainda tem emprego, ganha at√© dois sal√°rios m√≠nimos, ressaltou o presidente da CUT. A carestia ‚Äď encarecimento de custo de vida ‚Äď que tem como causa o aumento excessivo nos pre√ßos dos alimentos, do g√°s de cozinha, e de produtos essenciais para a sobreviv√™ncia penaliza milh√Ķes de brasileiros, acrescentou o presidente da CUT.

A redução do auxílio emergencial é um crime porque o Brasil, oitava economia do planeta tem dinheiro, sim, para socorrer o povo brasileiro- Sérgio Nobre

S√ČRGIO NOBRE / FOTO: VALCI ARA√öJO

Ato solid√°rio

O presidente da CUT ainda destacou que o objetivo da manifesta√ß√£o n√£o foi provocar aglomera√ß√Ķes. ‚ÄúSabemos a realidade da pandemia. O n√ļmero de mortos, mais de 450 mil, √© uma trag√©dia e o respons√°vel √© Bolsonaro‚ÄĚ, afirmou o dirigente no caminh√£o de som, estacionado na Esplanada dos Minist√©rios.

E esse foi o esp√≠rito do ato, que teve, no gramado, representantes de entidades dos movimentos sociais, de sindicatos e de centrais ‚Äď todos distantes uns dos os outros e, em meio a eles, faixas, bandeiras e cartazes com as pautas ‚Äúfora, Bolsonaro‚ÄĚ, ‚Äúvacina no bra√ßo, comida no prato‚ÄĚ, ‚Äúem defesa do SUS‚ÄĚ ‚Äúaux√≠lioemergencial de R$ 600‚ÄĚ.¬†

 

KLEBER FREIRE
JEAN MACIEL/ BSB

Doação de cestas de alimentos

As cestas com alimentos para doa√ß√£o aos mais vulner√°veis foram colocadas formando o n√ļmero ‚Äú600‚ÄĚ, para simbolizar a luta pelo aux√≠lio com valor mais digno.

Carrinhos de supermercado com o (muito) pouco que dá pra comprar com o valor do atual auxílio (a maioria recebe parcelas de R$ 150) também fizeram parte da cena como forma de sensibilizar os parlamentares para que votem uma Medida Provisória que estabeleça, no mínimo, R$ 600 como auxílio emergencial até o fim da pandemia do novo coronavírus.

Ao todo, mais de três toneladas de alimentos, oriundos de assentamentos e da agricultura familiar foam doados à Cooperativa de Catadores de Reciclados do Distrito Federal (Centcoop).

KLEBER FREIRE

Movimentos e centrais

O presidente da Contag, Aristides Veras dos Santos, após reforçar que é preciso a vacinação avançar no Brasil e a necessidade de que parlamentares aprovem projetos voltados à agricultura Familiar e à reforma agrária, disse que o ato tem o objetivo da aprovação do auxílio emergencial de R$ 600.

‚ÄúEsse √© ato √© por R$ 600, contra a fome, contra a mis√©ria, contra a pobreza e para que o Congresso Nacional encaminhe pautas que interessam ao povo‚ÄĚ, disse o presidente da Contag.

MATHEUS ALVES/MST

Al√©m do MST e da Contag, participaram do ato tamb√©m representantes da Uni√£o Nacional dos Estudantes (UNE), Uni√£o Nacional dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e entidades representativas de trabalhadores do setor p√ļblico e privado, como a Confedera√ß√£o Nacional dos Eletricit√°rios (CNE), Federa√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Tel√©grafos (Fentect-CUT) e Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Com√©rcio e Servi√ßos (Contracs-CUT).

Parlamentares tamb√©m participaram. A presidente do PT, deputada Federal Gleisi Hoffmann, considerou fundamental a luta das centrais e movimentos sociais para que o povo brasileiro ‚Äėsaia da mis√©ria‚Äô.

‚ÄúVamos mostrar que n√£o concordamos com a destrui√ß√£o do Brasil e com a crise que o povo brasileiro passa. √Č fundamental lutarmos para que o povo saia da mis√©ria, a fome n√£o cres√ßa e para defendermos a vida com a vacina‚ÄĚ, disse Gleisi.

Assim como S√©rgio Nobre, presidente da CUT, presidentes das centrais sindicais tamb√©m defenderam a import√Ęncia de denunciar √† sociedade e mostrar ao parlamento o projeto de destrui√ß√£o do Brasil, capitaneado por Bolsonaro e que tem relegado o povo brasileiro √† pr√≥pria sorte.

 Edição: Marize Muniz