Crimes contra a mulher são uma triste rotina no nosso país. O Mapa da Violência – elaborado pela ONU em 2015 – revela o tamanho do escândalo: o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking da violência contra a mulher. A fartura de dados chocantes contrasta com o retrocesso na abordagem da questão. Na terra do presidente que chama mulheres de “vagabundas” e que afirma que a sua filha caçula foi fruto de uma “fraquejada”, parece não importar que a cada dez minutos uma mulher seja vítima de estupro.

Recentemente, o caso da paisagista que foi espancada por quatro horas provocou um debate público assustador. As redes sociais tornaram-se palco de inúmeros questionamentos à conduta da vítima. Mesmo diante de um caso de violência aterrorizante e das imagens da vítima com o rosto completamente desfigurado, um sem-número de pessoas permaneceu a atacar seu comportamento sexual, a questionar o fato de o agressor ser mais jovem, entre outras brutalidades. A mulher foi duplamente violentada, como se algo de “inadequado” na sua postura justificasse o bárbaro crime que a vitimou.

Às vésperas do carnaval, quando o índice de violência sexual contra a mulher aumenta cerca de 20%, reforçar a luta contra o machismo torna-se um imperativo. A proximidade do 8 de Março, dia internacional das mulheres, que este ano cai imediatamente após a folia momesca, serve de farol para o debate. Ignorar o tema é conivência criminosa com a barbárie, semeando o terreno para a banalização da opressão.

A série “O Conto da Aia”, cujo sucesso estrondoso fez explodir as vendas do livro que a inspirou, publicado em 1985, retrata uma sociedade distópica onde, após um golpe, o congresso e o presidente são assassinados e uma ditadura é instaurada, cassando os direitos das mulheres – proibidas até de ler e escrever! – e submetendo-as a violências de todos os tipos. Seu enredo deve permanecer na categoria ficção e não ganhar os contornos de um sinistro manual de instruções para a turba de fanáticos, misóginos e reacionários que, na contramão dos avanços conquistados pela luta das mulheres, pretendem reconstruir os “dias de glória” do patriarcado.

Reforcemos, portanto, o 8 de Março como um símbolo de luta. Em memória das operárias que lutaram por melhores condições de trabalho, das sufragistas que conquistaram o voto feminino, das feministas que reivindicaram a autonomia da mulher sobre os seus corpos, das vítimas de violência sexista que nos lembram que não podemos descansar nem por um segundo e nos empurram para a luta cotidiana, estaremos nas ruas reivindicando direitos, democracia, combatendo a reforma da Previdência e afirmando a nossa existência.

 

 

Decisão foi tomada nesta terça em reunião da CUT e outras nove centrais sindicais. Para Vagner Freitas, sindicatos têm de derrubar o discurso do governo Bolsonaro e mostrar que reforma é ruim para o trabalhador

 

A CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, intersindical Luta e Organização, CSP-Conlutas, Intersindical-Central da Classe Trabalhadora, CGTB e NCST decidiriam, em reunião nesta terça-feira (26), em São Paulo, realizar, em 22 de março, um Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência. A mobilização, segundo os sindicalistas, é um aquecimento rumo a uma greve geral em defesa das aposentadorias.

Na avaliação dos dirigentes, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) entregou ao Congresso Nacional na semana passada é muito pior do que a do ilegítimo Michel Temer (MDB), derrubada pelos trabalhadores e trabalhadoras depois da maior greve geral da história, em abril de 2017.

SAIBA MAIS

A PEC da reforma de Bolsonaro dificulta o acesso e reduz o valor dos benefícios ao estabelecer a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres e aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos, além de retirar da Constituição o sistema de Seguridade Social brasileiro.

“Todos são prejudicados, os que já estão e os vão entrar no mercado de trabalho, os aposentados e os que estão prestes a se aposentar”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, reforçando que é preciso fazer uma grande manifestação para barrar a aprovação desta reforma.

A única saída é o enfrentamento

– Vagner Freitas

Além do dia de mobilização, as entidades decidiram aumentar a pressão junto aos parlamentares, seja em suas bases ou nos aeroportos, em todos os locais onde eles circulem para que todos saibam que se “votar, não vota”.

A CUT e demais centrais deverão se reunir também com os movimentos sociais, lideranças partidárias e religiosas, estudantes e mulheres para deliberar uma forma conjunta de luta contra o fim da aposentadoria.

Os sindicalistas também endossaram o apoio ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para mostrar as trabalhadoras que elas são as mais prejudicados com a reforma da previdência.

Pelas regras atuais, uma mulher de 55 anos e com 25 anos de contribuição teria de trabalhar mais cinco anos para se aposentar por idade e conseguir receber o benefício integral. Ou seja, estaria aposentada aos 60 anos e com 30 anos de contribuição.

Mas, a reforma de Bolsonaro, além de impor a idade mínima de 62 anos tem regras de transição duríssimas. Se o Congresso aprovar a PEC, essa mesma mulher terá de trabalhar mais sete anos (55 + 7 = 62) para se aposentar por idade. Ainda assim, ela só chegaria a 32 anos de contribuição (25 + 7 = 32) e não se aposentaria com o benefício integral, que, pelas novas regras, vai exigir, no mínimo, 40 anos de contribuição. (FONTE-CUT NACIONAL)

 

Decisão foi tomada nesta terça em reunião da CUT e outras nove centrais sindicais

NOTA DO SINTUFRJ SOBRE A CONDENAÇÃO DOS EX-GESTORES DA UFRJ

A condenação do ex-reitor da UFRJ, Carlos Antônio Levi da Conceição, do ex-presidente da Fundação Universitária José Bonifácio, Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira, e dos ex-gestores da universidade João Eduardo do Nascimento Fonseca, Luiz Martins de Mello e Geraldo Luis dos Reis Nunes é um gravíssimo atentado à autonomia universitária.

Nos últimos tempos, a criminalização de atos administrativos e a perseguição política aos gestores universitários ultrapassou as raias do absurdo. O caso mais grave e dramático, o processo que levou ao suicídio o ex-reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, é a maior prova que a máquina de moer trajetórias e enlamear dignidades e carreiras pode atingir contornos trágicos.

A própria Controladoria Geral da União já refutou a tese de desvio de recursos públicos em processo administrativo disciplinar que apurou o mesmo caso; a condenação, portanto, é injusta, desproporcional e confunde uma fundação universitária com uma empresa privada, taxas de administração costumeiramente adotadas por todas as fundações com repasses de verbas e equívocos administrativos facilmente corrigíveis com os instrumentos disponíveis na administração pública com conduta ilegal e criminosa.

O Sintufrj manifesta sua solidariedade aos ex-gestores, profissionais comprometidos com o caráter público da universidade e com a excelência acadêmica da UFRJ, e repudia a caça às bruxas típica de ambientes autoritários e de exceção.

 

Os interessados nos cursos de capacitação e cursos preparatórios do Sintufrj para a pós-graduação podem se organizar. Estão abertas as inscrições de 25 a 28 de fevereiro e de 11 a 15 de março.

Todos os cursos fazem parte do projeto Universidade para os Trabalhadores. Os cursos de capacitação têm carga horária que garante progressão por capacitação – o que resulta em melhoria salarial -, e proporciona também aos participantes a oportunidade de adquirir novos conhecimentos e habilidades.

Os cursos preparatórios para a pós-graduação possibilitam que o aluno possa disputar vagas em processos de seleção para mestrado e doutorado.

São oferecidos os cursos: espanhol (inicial/intermediário II) e inglês instrumental (I/II/III), Metodologia de Pesquisa e Redação Acadêmica.

Podem se inscrever todos os servidores sindicalizados que estejam em dia com o sindicato; dependentes diretos dos sindicalizados; prestadores de serviços na UFRJ há mais de um ano com comprovação.

A prioridade das vagas, 25 por turma, é para o sindicalizado. Caso o número candidatos supere o de vagas haverá sorteio público. Documentos e demais informações podem ser acessadas no site através dos editais de processo de inscrição.

Locais:

Sede na Ilha do Fundão. De 9h às 17h.

Subsede no HUCFF, no subsolo/Hall dos elevadores. De 8h às 16h.

Subsede na Praia Vermelha. De 10h às 16h.

CURSO PREPARATÓRIO PARA MESTRADO E DOUTORADO

EDITAL PROCESSO DE INSCRIÇÃO

Edital РCursos de Capacita̤̣o РPMD 2019.1

A partir de abril, também estarão abertas inscrições para o curso pré-vestibular Samora Machel oferecido pelo sindicato.

CURSO PRÉ-VESTIBULAR SAMORA MACHEL

EDITAL PROCESSO DE INSCRIÇÃO

Edital 2019- Curso Pr+®-vestibular Samora Machel – Parceria SINTUFRJ

 

Na prévia deste mês, a categoria voltou a receber os adicionais ocupacionais, por efeito do mandado de segurança impetrado pelo Sintufrj. Segundo nota oficial divulgada pela Administração Central da UFRJ, o Ministério da Economia negou a emissão de folha suplementar e, portanto, os atrasados serão pagos apenas na folha do próximo mês. No entanto, alguns sindicalizados entraram em contato com sindicato acusando o recebimento de um percentual mais baixo.

Questionamos imediatamente a Reitoria que reconheceu erros no processamento das informações no sistema, gerando um número ainda desconhecido de servidores que receberam um percentual maior ou menor do que o que tem direito. A Reitoria informou que está providenciando as correções. O Sintufrj permanecerá acompanhando a situação e informando a categoria.

Ass: Sintufrj

 

 

Projeto quer impor o ‘cada um por si’

Reforma extingue conceito de solidariedade, e a contribuição repartida por trabalhadores, empregadores e Estado desaparece

 

 

O anúncio da PEC da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro atendeu em larga medida às expectativas geradas pelo vazamento da minuta no início do mês. O sentido geral da reforma se manteve: embora a comunicação oficial do governo carregue na tinta da “novidade” e do “combate aos privilégios”, a proposta mantém o ataque ao coração do sistema previdenciário brasileiro: o conceito de solidariedade se extingue, e a contribuição repartida por trabalhadores, empregadores e Estado desaparece.
Em seu lugar, surge um “cada um por si”, em que o regime de repartição será substituído por um regime de capitalização, a ser regulamentado em lei complementar, que institui a aposentadoria como uma “poupança individual”. Abre um generoso mercado para os bancos, ao mesmo tempo que coloca sob risco o futuro de milhões de pessoas.
O documento elaborado pelo governo e entregue em mãos ao presidente da Câmara dos Deputados por Bolsonaro sem uma única declaração, como se o presidente da República fosse um office boy do ministro da Economia, atende em cheio aos anseios do mercado: aumenta a idade mínima, o tempo de contribuição e a dificuldade de acessar a aposentadoria, ao mesmo tempo que reduz o valor médio do benefício. Não entraram na mira do governo os privilégios dos militares nem a sonegação das empresas, cuja dívida ativa é estimada em meio trilhão de reais.
Apesar do silêncio do presidente, a estratégia de comunicação do governo é agressiva: sob o slogan “Nova Previdência”, a ênfase em semear disputas no interior da classe trabalhadora é uma tentativa torpe de escamotear a retirada de direitos; o ataque ao funcionalismo público, limitando a incorporação de gratificações, aumentando a alíquota e impondo um tempo de contribuição maior, é apresentado como “combate aos privilégios”, quando, na verdade, ignora diferenças regionais e as desigualdades entre as carreiras, não ataca os privilégios existentes no alto escalão e concentra alíquotas maiores em salários de valores médios.
No início da semana, duas notícias bombásticas – o anúncio do fechamento da fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, extinguindo cerca de 4 mil empregos diretos e afetando outros 24 mil empregos indiretos, e o comunicado de um investimento de meio bilhão de reais na fábrica da Honda em Manaus, que não vai gerar um único emprego – escancararam a farsa da reforma trabalhista. Vendida por Temer como a grande solução para combater o desemprego, a reforma gerou apenas um novo contingente de postos de trabalho precarizados e de baixa remuneração, concentrados no setor de serviços.
A reforma da Previdência remete à mesma lógica, e de novidade o discurso da trupe de Bolsonaro não tem nem o verniz; mais uma vez, empresários e banqueiros encontram um governo muito disposto a funcionar como comitê executivo dos seus interesses, e a conta da crise recai sobre os ombros da classe trabalhadora. Se aprovada, a reforma de Bolsonaro criará uma legião de idosos indigentes, forçados a pedir esmolas por não lhes restar alternativa, já que o crescimento da informalidade e a precarização do trabalho gerados pelas mudanças na legislação trabalhista dificultarão – quiçá inviabilizarão – o acesso à aposentadoria, restando apenas o Benefício de Prestação Continuada como insuficiente fonte de renda.
O governo pretende economizar com a reforma pouco mais de um trilhão de reais em dez anos. O combo de sonegação, juros da dívida pública e isenções fiscais para o agronegócio e grandes empresas consome cerca de 1,3 trilhão de reais ao ano: mais do que o governo estima poupar em uma década! Para piorar, o projeto poupa empresários de novas alíquotas e acaba com a multa sobre o FGTS, deixa os militares de fora das mudanças – mantendo pensões para viúvas e filhas com isenção de alíquota de contribuição, um privilégio escandaloso e indefensável – e carrega embutido o aumento da carga tributária para os trabalhadores.
Urge, ao conjunto da classe, organizar um amplo debate com a sociedade e uma forte mobilização para impedir a aprovação desta bomba-relógio. Os ventos alvissareiros que sopraram em São Paulo, na Assembleia da Classe Trabalhadora realizada na Praça da Sé, indicam bons rumos: a unidade das Centrais Sindicais em defesa dos direitos da população. Aposentadoria não é privilégio, distribuição de renda não é um assunto secundário e impedir que milhões de brasileiros e brasileiras tenham como futuro a fome e o desamparo é um imperativo.

 

 

‘Nova Previdência’ de Bolsonaro é uma coletânea de velhas mentiras

Bolsonaro não quer reformar a Previdência; quer destruí-la por completo. O presidente mente descaradamente ao afirmar que está “combatendo privilégios”: os militares, cuja média das aposentadorias beira os 10 mil reais, ficaram de fora da proposta. Enquanto isso, os servidores públicos são atirados no mesmo balaio, como se não existissem profundas desigualdades entre as carreiras. Para o governo, um servidor da UFRJ é tão privilegiado quanto um procurador do Ministério Público Federal ou um desembargador. Confira, no quadro abaixo, o que mudará no regime de previdência do funcionalismo público caso este projeto nefasto seja aprovado. A análise é do Dieese.

 

APOSENTADORIA SERVIDORES PÚBLICOS

Regra atual
Aposentadoria por tempo de contribuição com 30 anos de contribuição + 55 anos de idade para mulheres e 35 anos de contribuição + 60 anos de idade para os homens. Além disso, é necessário o mínimo de 10 anos de tempo de serviços público e de 5 anos no cargo.

Regra PEC 6/2019
62 anos de idade para mulheres e 65 anos de idade para os homens + 25 anos de contribuição. Vale para estados, municípios e Distrito Federal, que poderão ampliar suas alíquotas para no mínimo 14%, caso registrem déficit financeiro e atuarial. Limita incorporação de gratificações; obrigação de instituir previdência complementar em 2 anos.

Risco/Problema
Retarda o acesso ao benefício; ignora que no serviço público há enormes desigualdades entre as diversas ocupações/carreiras e entre as esferas (União, Estados e Municípios); ignora diferenças regionais; impõe um tempo de contribuição superior ao do RG (Regime Geral) e alíquotas maiores, com uma concentração/peso maior em salários de valores médios.

 

REGRAS DE CÁLCULO DO VALOR DO BENEFÍCIO

Regra atual
Média dos 80% maiores salários para aposentadoria por tempo de contribuição e aposentadoria por invalidez; 70% da média dos 80% maiores salários + 1% a cada 12 contribuições na aposentadoria por idade. Piso RG e RP: salário mínimo. Teto RG e RP: R$ 5.839,45 (2019).

Regra PEC 6/2019
Valor do benefício é a média de todos os salários; em caso de 20 anos de contribuição, tem direito a 60% do valor do benefício + 2% a cada 12 contribuições; para receber 100% do valor do benefício, são necessários 40 anos de contribuição.

Risco/Problema
Reduz o valor do benefício; 40 anos de contribuição para obtenção da aposentadoria integral é um tempo excessivamente longo considerando as desigualdade sociais, regionais e as condições precárias do mercado de trabalho nacional; a média que considera todas as contribuições rebaixa o valor das aposentadorias; 60% do valor do benefício para a aposentadoria com tempo mínimo é uma queda de renda significativa justamente para os trabalhadores mais pobres, que, em geral, se aposentam com o menor tempo de contribuição (que na proposta passa de 15 para 20 anos).

 

 

O barulho das ruas

Trabalhadores denunciam fim da aposentadoria e aprovam calendário de lutas

No dia em que Jair Bolsonaro entregava ao Congresso a proposta de reforma da Previdência – a cereja do bolo dos grupos interessados em explorar a previdência privada –, a Praça da Sé, em São Paulo, era o cenário do início da mobilização das ruas contra o projeto que inviabiliza a aposentadoria de milhões de pessoas. No Rio e também em mais dez estados houve protestos.
O ato, denominado Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, reuniu centenas de trabalhadores, vindos em caravanas de várias partes do país, que se concentraram na Praça da Sé, palco das Diretas já! e de outras tantas lutas democráticas na capital paulista. Foi aprovado um calendário de lutas e mobilizações em todo o país, com convocação para 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e 1º de maio, Dia do Trabalhador. O Sintufrj enviou uma caravana com 42 companheiros.
Segundo a coordenadora do Sintufrj Noemi Andrade, o ato “foi um importante passo para a unidade dos trabalhadores para buscar combater essa reforma que será prejudicial a todos”.
Joana de Angelis, coordenadora do Sintufrj, também presente em São Paulo, comemorou o sucesso do ato: “Foi o pontapé inicial para que todos os presentes na Assembleia Nacional voltem para suas bases, reproduzam e deem continuidade a esse movimento. Que só vai parar quando barrarmos essa reforma”.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) em conjunto com a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora e Nova Central (NCST) deixaram um recado bem claro: a proposta apresentada pelo governo federal não se trata de reforma para corrigir déficit previdenciário, e sim de um pacote de medidas que visam diminuir ou acabar com os direitos conquistados dos trabalhadores e encobrir os reais devedores da Previdência.
“Não existe reforma. O que Bolsonaro apresentou é o fim da Previdência, fim da Seguridade Social”, anunciou Vagner Freitas, presidente nacional da CUT. “Todos estão sendo prejudicados , quem já está no mercado de trabalho e quem vai entrar (…) Os verdadeiros privilegiados são os políticos que se aposentam com tudo após dois mandatos”, completou.

Rio de Janeiro
No Largo da Carioca, no Cento da cidade, as centrais sindicais reuniram militantes, dirigentes e várias categorias de trabalhadores para dialogar com a população.
“Querem acabar com privilégios? Então que acabem com os privilégios dos militares, parlamentares e juízes”, afirmaram os dirigentes. Eles ressaltaram que, enquanto o governo quer arrochar a vida de quem trabalha, não cobra dos patrões sonegadores.
Durante o ato houve várias manifestações, análises e críticas em relação à proposta do governo. Houve até uma tentativa infrutífera de tumultuar a manifestação por apoiadores de Bolsonaro. E para marcar a irreverência carioca, a Companhia de Emergência Teatral fez um esquete sobre a reforma da Previdência.
“Hoje abrimos a jornada de lutas contra essa reforma. Vamos para a rua lutar, esse é o nosso caminho”, encerrou o ato a secretária de Comunicação da CUT Rio, Duda Quiroga.

 

Manifestação em São Paulo convocada pelas centrais sindicais reuniu centenas de trabalhadores para protestar contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro. O protesto atraiu caravanas de várias partes do país e trabalhadores da UFRJ estavam representados. A assembleia Nacional da Classe Trabalhadora foi realizada na Praça da Sé. Resolução aprovada na assembleia convoca para um dia nacional de luta em defesa da previdência social e a um combate sem tréguas à proposta do executivo que chega ao Congresso.

No Largo da Carioca, no Cento da cidade, uma manifestação foi organizada por vários sindicatos. “Querem acabar com privilégios? Então que acabem com os privilégios dos militares, parlamentares e juízes”, afirmaram dirigentes. E lembram que enquanto querem arrochar a vida de quem trabalha, o governo não cobra dos patrões sonegadores. “Hoje abrimos os dias de luta contra a reforma da Previdência. Vamos para a rua lutar”, conclamou a secretária de Comunicação da CUT Rio, Duda Quiroga.

Bancários, mata-mosquitos, moedeiros, funcionários da justiça, auditores fiscais, petroleiros entre outras categorias participaram do ato do Largo da Carioca.

Veja fotos da manifestação na Praça da Sé, em São Paulo, enviadas pelo fotógrafo Renan Silva.

 

Em sessão extraordinária na terça-feira 19, o Conselho Universitário decidiu que a paridade será o critério para a pesquisa que vai apurar a vontade da comunidade na escolha do próximo reitor, que assume em julho. O mandato do sucessor de Roberto Leher se estenderá até 2023.

De acordo com o calendário aprovado, as inscrições de chapas na Comissão Coordenadora da Pesquisa serão feitas hoje, dia 20 de fevereiro, e amanhã, 21.

Além da ponderação paritária, que estabelece peso igual de 1/3 para docentes, técnicos-administrativos e estudantes, alguns conselheiros propuseram o peso de 70% para docentes e 30% divididos entre técnicos administrativos e estudantes, em respeito à nota técnica do MEC. Proposta derrotada.

As regras aprovadas repetem, com algumas mudanças, normas de eleições anteriores e institui a comissão para coordenar a pesquisa de caráter informativo e não vinculante à elaboração da lista tríplice, nos termos da lei 9192/95.

A eleição se dará, como rege a legislação, no colégio eleitoral. Composto pelos colegiados superiores CEG, CEPEG e Conselho de Curadores, o colégio se reúne no dia 30 de abril para escolher os nomes que compõem a lisa tríplice cuja elaboração seguirá par e passo a lei.

A Procuradoria da UFRJ (portanto a AGU), interpelada pela Reitoria, informou que a pesquisa não-vinculante pode ser paritária.  Além disso, a Procuradoria do MEC manifestou posição análoga ao responder ao ministério quando da votação na Unifesp, se posicionou da mesma forma (ainda no governo Temer) e, agora, mais recentemente, em relação ao processo sucessório da UFRN. Todas com processos similares ao que a UFRJ aprovou.

 

 

Veja a repercussão

 

Imagens: Regina Rocha e Renan Silva

 

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a grande batalha no Brasil será contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. As manifestações serão unificadas em todo o país, reunindo ativistas em várias  frentes e militantes de partidos de esquerda, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais.

No Rio de Janeiro, o eixo é “Pela Vida das Mulheres, Justiça, por Marielle, Democracia e Direitos: Somos contra Bolsonaro e a Reforma da Previdência”. O Sintufrj convoca todas as companheiras da UFRJ a participar. A concentração será a partir das 16h, na Candelária. Em São Paulo, o ato unificado será às 16h, no Masp.

O ato no Rio, a manifestação terá um a marca da denúncia da impunidade pela força do simbolismo de Marielle Franco. A vereadora negra, lésbica, voz das periferias e favelas foi assassinada há um ano, crime que permanece impune. contra o ataque de Bolsonaro às mulheres e aos LGBTs e a violência, cujo ponto alto é o assassinato ainda impune de Marielle Franco, assim como o rechaço às reformas trabalhista e da Previdência.

A luta contra o aprofundamento dos ataques aos direitos trabalhistas e a reforma da Previdência ganha dimensão especial no caso das mulheres. Se os resultados são catastróficos para toda a população, são ainda mais para as mulheres, porque são a maioria entre os setores mais precários e com salários mais baixos, especialmente as jovens negras.

Reação feminina

O avanço da direita marca necessariamente a agenda de muitas mobilizações devido ao fato de os setores conservadores colocarem as mulheres e os LGBTs como um dos centros de seus ataques. Os governos de direita adotaram bandeiras reacionárias relacionadas, por exemplo, ao tema de gêneros, criando um ambiente de retrocesso civilizatório.

Os planos de austeridade e ajustes desses tipos de governo retiram ou eliminam programas de saúde da mulher, assistência às mães, de luta contra a violência machista, entre outros. Estes cortes afetam diretamente a vida da maioria das mulheres, justamente em quem recai as tarefas domésticas e de “cuidado” da família.

É neste contexto que se desenvolvem as mobilizações deste 8 de março de 2019, e são as mulheres a estar na primeira linha da batalha contra a direita reacionária, os planos neoliberais e a ingerência dos governos imperialistas e de direita! No Brasil, a grande luta das mulheres é contra a reforma da Previdência.

Marielle presente 

No Rio, a concentração está marcada para as 16h, na Igreja da Candelária, com leitura do Manifesto 8M 2019 e diversas oficinas. A marcha feminista terá inicio às 17h com várias intervenções artísticas. No encerramento haverá um Sarau por Marielle, com batucada feminista, saudações políticas, poesia, dança afro.

No minishow “Levante por Marielle” pode trazer sua placa, seu girassol, seu cartaz para homenagear a companheira. A programação encerra com o “Estica Feminista” por conta do grupo Samba Brilha e sua tradicional roda.

Sintufrj

O Sintufrj está organizando uma programação especial para o mês das mulheres. No retorno do recesso de carnaval, divulgaremos o calendário e as atividades.

Na UFRJ, já está programado o Seminário “O Impacto da Reforma Trabalhista nos Direitos das Mulheres”, dia 26 de março, organizado pelo Centro de Referência para Mulheres. Será a partir das 9h30, no auditório do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc), ao lado da Prefeitura Universitária, na Ilha do Fundão.

Vinte anos sem Horácio Macedo, expressão de autonomia universitária e de democracia na UFRJ

No dia 24 de fevereiro completam-se 20 anos do falecimento de Horácio Macedo. Ele marcou a história da UFRJ pela grande relevância que teve na universidade. Iniciou sua liderança elegendo-se pela comunidade acadêmica decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), de 1982 a 1985, e a consolidou quando, em 1985, foi o primeiro reitor eleito, ainda na ditadura, pela maioria absoluta de professores, funcionários e estudantes.

Horácio Macedo, quando ainda era decano do CCMN, apoiou inúmeros movimentos e atuou em momentos importantes na luta pelas eleições diretas para reitor, contra os aumentos no bandejão, pelo ensino público e gratuito, além de ajudar a construir a participação de estudantes e técnicos-administrativos nos colegiados da universidade. Não é por acaso que o Centro Cultural do CCMN, do qual faz parte o auditório Roxinho, palco de lutas históricas dos movimentos docente e sindical, leva seu nome.

Já reitor, foi o grande defensor da autonomia da universidade. Faz parte da história do movimento da UFRJ o apoio que deu ao envio de 40 ônibus para a votação, na Constituinte de 1988, do artigo 207, que trata da autonomia universitária. O próprio Horácio ajudou a construir o texto do artigo.

Em sua gestão, a UFRJ passaria a ter papel de destaque na esfera política, posicionando-se sobre grandes temas nacionais e internacionais, realizando articulações com os movimentos organizados, como o Conselho de Reitores e a Andifes, compondo alianças com outras reitorias progressistas e apoiando lutas populares.

Horácio chegou a ser reeleito, também por maioria absoluta e em primeiro turno, pela comunidade em 1989, mas não pôde exercer a segunda reitoria por causa de um parecer jurídico que declarou inconstitucional qualquer reeleição.

Ex-dirigente do Sintufrj, Carlos Maldonado reconhece que ele “foi, de fato, uma figura histórica. Indispensável no processo de redemocratização do país e de defesa da universidade pública”.

Ainda segundo Maldonado, o peso de Horácio pode ser medido pelo fato de ele, um comunista conhecido, ter sido nomeado por um governo conservador. “Isso dá a dimensão do seu peso político”.

Horácio Macedo tinha coragem de enfrentar a justiça, destaca  Maldonado. “Um dos marcos da ação dele foi, logo no início da redemocratização, construir a anistia dos cassados na UFRJ. Hoje a universidade precisaria de uma pessoa como ele. Trabalhava o enfrentamento. Catalisava a defesa da universidade”.

NAS RUAS. Reitor e sua conexão com o movimento estudantil

Dinamismo explosivo

HORÁCIO num debate sobre a processo constituinte nos anos 1980

“Seu mandato de 4 anos caracterizou-se por um dinamismo explosivo na UFRJ. Tirou a Universidade do “vestibular de cruzinhas” da ditadura. Aprimorou a graduação e a pós-graduação. Criou atividades de extensão que expandiram as fronteiras do campus e envolveram as comunidades carentes vizinhas. Ampliou os programas de saúde já existentes no Hospital Universitário e criou muitos outros. Resgatou, reformou e construiu prédios diversos. Abriu concursos docentes em várias áreas, regularizou a situação trabalhista de centenas de funcionários, corrigiu o enquadramento de professores anistiados, aumentou as vagas discentes e criou cursos novos e áreas novas. Procurou reparar a penúria a que haviam sido relegadas pela ditadura as ciências humanas e as artes, apoiando-as abundantemente. Lutou do começo ao fim pela autonomia da Universidade, para que se tornasse realidade concreta sua existência como autarquia”, escreveu a professora e viúva Annita Macedo.

“A cada momento de aparente derrota, Dom Quixote aparecia mais forte, porque ele não aceitava a derrota. Horácio era assim, e temos que ser assim. Temos que usar essa lembrança para construir um novo campo de luta”, afirmou o reitor Aloísio Teixeira  (falecido em 2012) quando da inauguração do Centro Cultural Horácio Macedo, em 2006, comparando a determinação e persistência de Horácio Macedo à do personagem Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.