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Diversas correntes e partidos se uniram em pedido que agrega 23 tipos penais que teriam sido cometidos pelo presidente

Deputados, l√≠deres de partidos pol√≠ticos e integrantes de movimentos e organiza√ß√Ķes sociais protocolaram, nesta quarta-feira (30), na C√Ęmara dos Deputados, um¬†superpedido¬†de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

O ato simb√≥lico de entrega do documento no setor de protocolo da C√Ęmara foi cancelado devido √†¬†pandemia do novo coronavirus. Dezenas de lideran√ßas, no entanto, fizeram discursos no sal√£o negro da C√Ęmara dos deputados para anunciar a√ß√£o.

“Esse √© um dia hist√≥rico, que marca a ascen√ß√£o da luta pol√≠tica e jur√≠dica da liberta√ß√£o do pa√≠s de um presidente criminoso”, discursou Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Esse governo est√° apodrecido e carcomido pelo √≥dio e pela mentira. Por isso esse √© um marco importante, um resgate importante pra que a gente traga de novo o Brasil ao povo brasileiro”.

Durante a entrega do documentou, Molon ressaltou a unidade em torno de pedido, que agrega 23 tipos penais que teriam sido cometidos pelo presidente.

“Aqui h√° parlamentares e cidad√£os de centro, de esquerda e de direita. Estamos todos unidos, porque o pa√≠s n√£o suporta mais ver o presidente da Rep√ļblica cometer deliberadamente crimes e o Congresso Nacional n√£o fazer o que lhe cabe, que √© aplicar a Constitui√ß√£o e afastar o presidente da Rep√ļblica”

Entre os congressistas presentes, estavam representantes de partidos de direita, ex-aliados de Bolsonaro como Joice Hasselmann (PSL-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP).

“N√≥s temos hoje, o pior presidente da hist√≥ria da Rep√ļblica. N√≥s temos hoje o homem que atacou todas as institui√ß√Ķes, algu√©m que conseguiu desmoralizar at√© mesmo o Ex√©rcito brasileiro”, discursou Hasselmann.

 


Dezenas de lideran√ßas fizeram discursos no sal√£o negro da C√Ęmara dos deputados para anunciar a√ß√£o / Paulo Motoryn

Den√ļncias de corrup√ß√£o fecham o cerco ao presidente

Nos bastidores da pol√≠tica brasileira, n√£o h√° d√ļvida sobre o clima de rejei√ß√£o ao governo de¬†Jair Bolsonaro (sem partido). Quando acabou o depoimento dos¬†irm√£os Miranda, na √ļltima sexta-feira (25), na¬†CPI da Pandemia, movimentos, partidos e sindicatos passaram a ser pressionados pela imediata sa√≠da do presidente.

A den√ļncia feita pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irm√£o, o servidor p√ļblico do Minist√©rio da Sa√ļde Luis Ricardo Miranda, de que o presidente sabia das¬†irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin, provocou uma hecatombe em Bras√≠lia e foi o motor propulsor para o superpedido de impeachment de Bolsonaro, que ser√° protocolado nesta quarta-feira (30), em Bras√≠lia, √†s 17h.


Manifestantes pedem sa√≠da de Bolsonaro nesta quarta (30) em Bras√≠lia; superpedido de impeachment foi protocolado na C√Ęmara| / Paulo Motoryn

Na v√©spera da entrega do¬†¬†documento, uma nova den√ļncia envolvendo a compra de vacinas atingiu o governo Bolsonaro. Em entrevista ao jornal¬†Folha de S. Paulo, representante de uma empresa respons√°vel pela negocia√ß√£o da AstraZeneca no Brasil, afirmou que o Minist√©rio da Sa√ļde¬†exigiu proprina para¬†a compra da vacina.

“√Č o momento de aproveitar essa mobiliza√ß√£o que est√° acontecendo no pa√≠s inteiro pra fortalecer a CPI, que tem dado um bom processo de investiga√ß√£o ao povo brasileiro, tem acompanhado no detalhe essa situa√ß√£o da pandemia e revelado coisas extremamente perigosas, como foi essa opera√ß√£o da √ļlitma compra da vacina Covaxin”, ressalta Jo√£o Paulo Rodrigeus, da coordena√ß√£o nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Frente Brasil Popular.

Edição: Leandro Melito

Um vendedor de vacina acusou um diretor do Minist√©rio da Sa√ļde de cobrar propina de US$ 1 por dose da ¬†AstraZeneca. Miranda tamb√©m teria dito que recebeu oferta para ficar calado

Publicado: 30 Junho, 2021 Р11h55 | Última modificação: 30 Junho, 2021 Р16h15 | Escrito por: Redação CUT

Duas den√ļncias de cobran√ßa de propina feitas durante negocia√ß√Ķes entre o Minist√©rio da Sa√ļde e empresas para a compra de vacinas contra a Covid-19, abalaram ainda mais as estruturas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que j√° vinha na lona ap√≥s as¬†den√ļncias dos irm√£os Miranda¬†‚Ästo servidor Lu√≠s Ricardo Miranda, que denunciou press√£o para apovar a importa√ß√£o da vacina indiana Covaxin com superfaturamento de 1000%, e seu irm√£o, o deputado Lu√≠s Miranda (DEM-DF), que avisou o presidente sobre as irregularidades.

Com a gravidade das novas den√ļncias, um diretor do Minist√©rio da Sa√ļde j√° foi exonerado e foram convocados a depor na CPI da Covid do Senado um denunciante, um acusado e o l√≠der do governo Ricardo Barros (PP-SC), que teria indicado o diretor do minist√©rio que cobrou propina.

Den√ļncia de propina 1

Em entrevista exclusiva publicada no jornal¬†Folha de S. Paulo¬†nesta ter√ßa-feira (29), Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou que o diretor de Log√≠stica do Minist√©rio da Sa√ļde, Roberto Ferreira Dias, indicado para o cargo pelo deputado Ricardo Barros (PP-SC), que agora nega a indica√ß√£o, cobrou propina de 1 d√≥lar por dose para fechar a compra de 400 milh√Ķes de doses da vacina AstraZeneca.

De acordo com Dominguetti Pereira, o pedido de propina aconteceu em um shopping de Brasília, em 25 de fevereiro. Cada dose do imunizante, pela oferta feita naquele momento, custaria 3,5 dólares (sem considerar a propina).

No jantar em que se desenrolou a proposta, estavam presentes, al√©m do representante da Davati e de Roberto Dias, ‚Äúum militar do Ex√©rcito e um empres√°rio l√° de Bras√≠lia‚ÄĚ, segundo o relato feito ao jornal.

Um dia depois do encontro, Dominguetti afirma que teve uma agenda oficial com Roberto Dias no Minist√©rio da Sa√ļde. Por n√£o haver o pagamento da propina solicitada, o neg√≥cio com o Minist√©rio da Sa√ļde teria sido encerrado.

‚ÄúA√≠ depois n√≥s tentamos por outras vias, tentamos conversar com o √Člcio Franco [ex-secret√°rio-executivo da Sa√ļde], explicamos para ele a situa√ß√£o tamb√©m, n√£o adiantou nada. Ningu√©m queria vacina‚ÄĚ, disse Dominguetti √† Folha.

Conforme o relato, Roberto Dias pediu a propina dizendo que ‚Äún√£o avan√ßava dentro do minist√©rio se a gente n√£o composse com o grupo, que existe um grupo que s√≥ trabalhava dentro do minist√©rio, se a gente conseguisse algo a mais tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta que a gente estava propondo‚ÄĚ.

CPI vai ouvir envolvidos e diretor j√° foi demitido

A repercuss√£o da den√ļncia levou o ministro da Sa√ļde, Marcelo Queiroga, a exonerar o diretor de Log√≠stica,¬†Roberto Ferreira Dias; e a CPI da Covid a aprovar requerimentos para a convoca√ß√£o de Luiz Paulo Dominguetti Pereira. Ele vai depor nesta sexta-feira (2), segundo o presidente da comiss√£o, Omar Aziz (PSD-AM).

Também foram convocados para depor Roberto Ferreira Dias, que será ouvido na quarta-feira (7), e Ricardo Barros, na quinta-feira (8).

A CPI tamb√©m aprovou requerimento de convoca√ß√£o do tenente-coronel do Ex√©rcito Marcelo Blanco da Costa, que foi assessor no departamento de log√≠stica do Minist√©rio da Sa√ļde na gest√£o de Roberto Ferreira Dias.

Blanco participou da reunião no restaurante Vasco quando Dias pediu propina, segundo Dominguetti Pereira. E de acordo com o UOL, o tenente-coronel abriu a empresa Valorem Consultoria em Gestão Empresarial, em Brasília, dois dias antes da reunião.

Entre as atividades econ√īmicas da empresa listadas na Receita Federal est√£o: representantes comerciais e agentes do com√©rcio de medicamentos, cosm√©ticos e produtos de perfumaria e tamb√©m de instrumentos e materiais odonto-m√©dico-hospitalares.

Den√ļncia 2

Em reportagem exclusiva, a Revista Crusoé afirmou que, após avisar Bolsonaro sobre as irregularidades na compra da Covaxim, o deputado Luís Miranda teria recebido uma oferta de propina para não atrapalhar a negociação.

De acordo com a reportagem, o deputado chegou a participar de uma reuni√£o com Silvio Assis, lobista ligado ao deputado Ricardo Barros. Na ocasi√£o, teria recebido uma oferta milion√°ria para que ele e o irm√£o n√£o atrapalhassem as negocia√ß√Ķes envolvendo a compra da Covaxin, mas n√£o se falou em valores.

Cerca de um m√™s depois deste primeiro encontro, o deputado Miranda participou de uma nova reuni√£o, no mesmo local, com Assis. Desta vez, Barros esteve presente. Uma nova oferta de propinafoi feita e, desta vez, a oferta foi clara: cerca de R$ 1milh√£o pela “parceria” no neg√≥cio.

À revista, Assis confirmou ter se encontrado com Miranda, mas negou que tenha conversado sobre a compra de vacinas. Já o deputado afirmou que prefere falar sobre o assunto somente à Polícia Federal.

Depois da publica√ß√£o, em postagem no Twitter, por√©m, Miranda n√£o confirmou que recebeu oferta de propina. Disse que a revista “√© respons√°vel por suas mat√©rias e certamente arcar√° com o que escreve! N√£o quero ser usado para criar narrativas e volto a afirmar que todas as minhas conversas com Ricardo Barros foram republicanas e n√£o vou me pronunciar sobre fatos que n√£o posso provar!”.

AGÊNCIA PT

 

 

Em nota divulgada nesta segunda-feira (28), Executiva Nacional da Central diz que o “descalabro‚ÄĚ federal no enfrentamento a pandemia s√≥ acaba com Bolsonaro fora do governo

Publicado: 29 Junho, 2021 Р10h22 | Última modificação: 29 Junho, 2021 Р14h35 | Escrito por: Redação CUT

A Executiva Nacional da CUT divulgou nota nesta segunda-feira (28)  convocando trabalhadores e trabalhadoras e toda a sociedade para, com todos os cuidados necessários, como uso de máscaras e distanciamento social, participar do dia de mobilização organizada pela Campanha Fora, Bolsonaro marcada para o próximo sábado, dia 3.

Os dirigentes analisaram as mobiliza√ß√Ķes populares organizadas pela Campanha realizadas nos dias de 29 de maio, que¬†420 mil pessoas em 213 cidade brasileiras e 14 no mundo, 19 de junho, que reuniu mais de 750 mil pessoas em quase 450 cidades do Brasil e do mundo.

Para eles,¬†a ades√£o cada vez maior da popula√ß√£o aos atos indica aumento da indigna√ß√£o dos brasileiros e brasileiras contra o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) n√£o s√≥ pela falta de a√ß√Ķes concretas no combate √† pandemia do novo coronav√≠rus, mas tamb√©m, como mostrou a CPI da Covid no Senado, descaso com den√ļncias de corrup√ß√£o, que refor√ßou o texto do superpedido de impeachment do presidente, que ser√° entregue na C√Ęmara dos Deputados nesta quarta-feira (30).

‚ÄúOs fatos expostos pela CPI da Covid no Senado Federal, na √ļltima sexta-feira (25/06), v√™m acrescentar √† j√° conhecida incompet√™ncia do governo Bolsonaro e nega√ß√£o das recomenda√ß√Ķes da medicina e da ci√™ncia o ingrediente da corrup√ß√£o na compra das vacinas, tornando ainda mais urgente a den√ļncia e a mobiliza√ß√£o popular para dar fim a esse descalabro‚ÄĚ, diz trecho da nota da Executiva Nacional da CUT.

Por isso, al√©m do ato j√° marcado para o dia 24, os organizadores da campanha decidiram marcar o ‚Äú#3JforaBolsonaro e refor√ßar o superpedido de impeachment com as novas den√ļncias feitas pelos irm√£os Miranda – o servidor¬†p√ļblico¬†do Minist√©rio da Sa√ļde Luis Ricardo Miranda, e o deputado Lu√≠s Miranda (DEM-DF) – de irregularidades na compra da vacina inidiana covaxin. Eles disseram que avisaram Bolsonaro antes da assinatura do contrato com a farmac√™utica, mas ele nada fez.

‚ÄúN√£o podemos, portanto, planejar a inadi√°vel luta pelo fim do governo Bolsonaro como se esses elementos n√£o existissem. A mobiliza√ß√£o massiva, nas ruas, em meio a uma pandemia √© um recurso extraordin√°rio e que deve ser utilizado com cautela e aten√ß√£o redobrada √†s orienta√ß√Ķes de seguran√ßa sanit√°ria‚ÄĚ, conclui a nota da Executiva Nacional da CUT.

A Campanha #ForaBolsonaro √© formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coaliz√£o Negra por Direitos, que re√ļnem centenas de entidades, entre elas a CUT, o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a Uni√£o Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil.

Confira a íntegra da nota

Orienta√ß√Ķes da Executiva Nacional da CUT para os atos de 03/07 ‚Äď Fora, Bolsonaro

Prezados companheiros/as,

A CUT é uma das impulsionadoras da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, a partir de sua participação junto às Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e ao Fórum das Centrais Sindicais.

As mobiliza√ß√Ķes de 29 de maio e 19 de junho, convocadas pela Campanha com o apoio e participa√ß√£o da CUT, foram vitoriosas. Ampliamos a participa√ß√£o, multiplicamos o n√ļmero de atos e nos conectamos ao sentimento de indigna√ß√£o popular com a tr√°gica marca de meio milh√£o de mortes por Covid-19 no Brasil, atingida em 19 de junho, e que poderia ter sido evitada, se houvesse planejamento e vontade pol√≠tica por parte do governo federal.

Ambas as mobiliza√ß√Ķes foram marcadas pelos cuidados dos participantes com os protocolos sanit√°rios – o uso de m√°scara e √°lcool em gel – e pelo esfor√ßo geral de se evitar aglomera√ß√Ķes, na linha do que orientamos aos trabalhadores e √†s trabalhadoras que optaram por comparecer aos atos. As redes sociais tamb√©m foram importantes espa√ßos de manifesta√ß√£o, em especial para quem optou por n√£o ir √†s ruas. Desde ent√£o, as redes v√™m dando sucessivas demonstra√ß√Ķes de uma intoler√Ęncia majorit√°ria ao governo de Jair Bolsonaro.

Como reafirmamos em¬†Nota da CUT¬†divulgada no √ļltimo dia 19, ‚Äúesse governo n√£o pode mais continuar dirigindo esse pa√≠s. Os trabalhadores e trabalhadoras e o povo brasileiro n√£o podem mais aceitar que esse genoc√≠dio continue. Que a fome e a mis√©ria aumentem ainda mais. Conclamamos os parlamentares, os movimentos sociais, populares e democr√°ticos a exigirem que o Congresso Nacional d√™ in√≠cio ao processo de impeachment do presidente da Rep√ļblica para p√īr fim a esse governo, que √© o √ļnico respons√°vel pelas mais de 500 mil mortes que alcan√ßamos hoje‚ÄĚ.

Os fatos expostos pela CPI da Covid no Senado Federal, na √ļltima sexta-feira (25/06), v√™m acrescentar √† j√° conhecida incompet√™ncia do governo Bolsonaro e nega√ß√£o das recomenda√ß√Ķes da medicina e da ci√™ncia o ingrediente da corrup√ß√£o na compra das vacinas, tornando ainda mais urgente a den√ļncia e a mobiliza√ß√£o popular para dar fim a esse descalabro. Por isso, em decis√£o un√Ęnime, a Campanha Fora Bolsonaro definiu pela adi√ß√£o ao seu calend√°rio de um novo dia de mobiliza√ß√£o no pr√≥ximo s√°bado, 3 de julho. ( #3JForaBolsonaro).

A CUT se somar√° a essa mobiliza√ß√£o, assim como j√° esteve presente e ajudou a organizar os atos de 29 de maio e 19 de junho. Seguiremos impulsionando a campanha e as demais datas de nossa agenda unit√°ria de lutas, a exemplo da entrega do ‚Äúsuperpedido‚ÄĚ de impeachment nesta quarta-feira, 30, na C√Ęmara dos Deputados, em Bras√≠lia.

A ampla unidade que sustenta a Campanha Fora Bolsonaro est√° baseada na repulsa a esse governo criminoso, na defesa do SUS e da vacina√ß√£o para todas as pessoas, na luta contra a fome e a carestia em defesa de uma pol√≠tica de empregos e do aux√≠lio emergencial. Os acontecimentos e a participa√ß√£o nas manifesta√ß√Ķes t√™m demonstrado a relev√Ęncia e o car√°ter estruturante das lutas contra o racismo, pelos direitos dos povos ind√≠genas, em defesa dos servi√ßos e empresas p√ļblicas e da impessoalidade na administra√ß√£o p√ļblica, atacada pela reforma Administrativa e pelas privatiza√ß√Ķes do governo Bolsonaro.

Compreendemos, no entanto, que o pa√≠s permanece sob as graves consequ√™ncias de uma pandemia e convive com a perda de quase 2 mil vidas pela Covid-19 todos os dias. N√£o podemos, portanto, planejar a inadi√°vel luta pelo fim do governo Bolsonaro como se esses elementos n√£o existissem. A mobiliza√ß√£o massiva, nas ruas, em meio a uma pandemia √© um recurso extraordin√°rio e que deve ser utilizado com cautela e aten√ß√£o redobrada √†s orienta√ß√Ķes de seguran√ßa sanit√°ria.

Veja abaixo o Calend√°rio da CUT:

  • 30 de junho – Entrega do ‚Äúsuperpedido‚ÄĚ de impeachment na C√Ęmara dos Deputados
  • 30 de junho – Reuni√£o do F√≥rum das Centrais Sindicais
  • 01 de julho – Reuni√£o da Dire√ß√£o Nacional da CUT
  • 03 de julho – Dia de Mobiliza√ß√£o por Fora Bolsonaro
  • 06 de julho, 9h30 – Reuni√£o do Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular (participam representantes das organiza√ß√Ķes nacionais e das Operativas estaduais da FBP)
  • 24 de julho – Dia Nacional de Mobiliza√ß√£o

S√£o Paulo, 28 de julho de 2021.

Executiva Nacional da CUT

 

 

Empresa Davati Medical Supply queria negociar a venda de 400 milh√Ķes de doses da Astrazeneca, e pedido de propina teria sido feito por indicado de Ricardo Barros no Minist√©rio da Sa√ļde, segundo a Folha

Reportagem de Constan√ßa Rezende¬†publicada na noite desta ter√ßa-feira (29) no jornal Folha de S. Paulo traz mais uma grave den√ļncia contra o presidente Jair Bolsonaro: segundo um representante de empresa que vende vacinas, o governo pediu propina de 1 d√≥lar por dose do imunizante da Oxford/Astrazeneca.

A den√ļncia foi feita ao jornal por Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply. Segundo ele, a proposta de propina foi feita pelo diretor de Log√≠stica do Minist√©rio da Sa√ļde, Roberto Ferreira Dias, que foi indicado ao cargo pelo l√≠der do governo na C√Ęmara, Ricardo Barros (PP-PR). Barros, inclusive, √©¬†apontado como envolvido diretamente na negociata com ind√≠cios de corrup√ß√£o na compra da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19. O jantar teria acontecido no dia 25 de fevereiro em um restaurante de um shopping de Bras√≠lia.

De acordo com a Folha, a empresa de vacinas queria negociar a venda de 400 milh√Ķes de doses por US$ 3,5 cada ‚ÄúO caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa‚ÄĚ, disse Dominguetti √† reportagem.

Dominguetti detalhou que, no jantar, al√©m de Ferreira Dias, estavam presentes ‚Äúum militar em um empres√°rio de Bras√≠lia‚ÄĚ, e que o diretor de Log√≠stica do Minist√©rio da Sa√ļde teria afirmado, ao ouvir do representante da empresa a proposta de venda de doses, que ‚Äúpara trabalhar dentro do minist√©rio tem que compor com o grupo‚ÄĚ.

Sem entender do que se tratava, Dominguetti teria pedido para Ferreira Dias explicar melhor, ao que o representante do Minist√©rio da Sa√ļde teria deixado o pedido de propina mais claro. ‚ÄúA√≠ ele me disse que n√£o avan√ßava dentro do minist√©rio se a gente n√£o compusesse com o grupo, que existe um grupo que s√≥ trabalhava dentro do minist√©rio, se a gente conseguisse algo a mais tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta que a gente estava propondo‚ÄĚ, contou, adicionando que ‚Äúmajorar‚ÄĚ o valor do imunizante seria, na pr√°tica, adicionar 1 d√≥lar por dose.

‚ÄúEu falei que n√£o tinha como, n√£o fazia, mesmo porque a vacina vinha l√° de fora e que eles n√£o faziam, n√£o operavam daquela forma‚ÄĚ, prosseguiu o representante da empresa de vacinas, ao que Ferreira Dias teria pedido para que ele ‚Äúpensasse direitinho‚ÄĚ sobre o pedido de propina pois o Minist√©rio da Sa√ļde s√≥ trabalharia daquela maneira.

O representante da empresa de vacinas contou ainda que, apesar de ter recusado a proposta de propina, seguiu tentando negociar a venda dos imunizantes com o governo Bolsonaro e que, inclusive, foi at√© o Minist√©rio da Sa√ļde para uma reuni√£o com Ferreira Dias e que o diretor teria lhe perguntado se ia acontecer ‚Äúo acerto‚ÄĚ. Diante de sua negativa, segundo Dominguetti, as conversas n√£o avan√ßaram.

Como a proposta feita era 400 milh√Ķes de doses de vacina, caso o representante da empresa tivesse aceitado o suposto pedido de propina do governo a 1 d√≥lar por dose, o valor total do esquema ilegal seria de 400 mil d√≥lares, o que equivale, atualmente, a R$1.984.000.

 

 

 

O impacto da reforma administrativa na educa√ß√£o foi o tema de audi√™ncia p√ļblica na Comiss√£o de Educa√ß√£o da C√Ęmara dos Deputados, na segunda-feira, 28. Mas, apesar de a √°rea concentrar pelo menos metade do funcionalismo, a Comiss√£o Especial que analisa a proposta do governo Bolsonaro n√£o incluiu a educa√ß√£o no cronograma de audi√™ncias p√ļblicas estabelecido pelo presidente da comiss√£o, deputado Fernando Monteiro (PP-PE).¬†

‚ÄúEm v√°rios governos tivemos avan√ßos na educa√ß√£o, mas nessa reforma, a despeito de se falar muito em moderniza√ß√£o do Estado brasileiro e em melhoria no servi√ßo p√ļblico, n√£o vemos isso na proposta do governo. As carreiras da educa√ß√£o como a nossa de professor e servidor, amplamente discutidas, simplesmente desaparecem‚ÄĚ, afirmou a reitora da UnB, M√°rcia Abrah√£o.

Fim das liberdades

A reitora chamou a aten√ß√£o sobre o impacto da mudan√ßa proposta nos artigos da Constitui√ß√£o 206, que trata da liberdade de c√°tedra, e 207, que trata da autonomia das universidades e institui√ß√Ķes de pesquisa cient√≠fica e tecnol√≥gica:

‚ÄúImagina se o professor deixar de ter liberdade de c√°tedra e passar a depender de ministro, presidente, governador, prefeito e reitor no caso das universidades federais? Isso √© ferir de morte o princ√≠pio constitucional da liberdade. A mesma coisa do artigo 207. Imagine os institutos e √≥rg√£os n√£o terem liberdade para divulgar dados de pesquisa? E para n√≥s que fazemos ensino, pesquisa e extens√£o com olhares completamente diversificados de fato √© um preju√≠zo incalcul√°vel para o pa√≠s‚ÄĚ.

Segundo M√°rcia Abrah√£o, uma das causas da excel√™ncia da pesquisa e da forma√ß√£o de qualidade nas universidades e institutos federais confirmadas em v√°rios rankings, √© a dedica√ß√£o exclusiva dos docentes. Essa mudan√ßa traria outro impacto prejudicial a essas institui√ß√Ķes.

‚ÄúN√£o fazemos s√≥ a sala de aula. Fazemos tamb√©m pesquisa e extens√£o. Acabar com a dedica√ß√£o exclusiva √© fragilizar enormemente as institui√ß√Ķes de ensino superior‚ÄĚ, frisou.

Choque nas carreiras

A reitora chamou a aten√ß√£o tamb√©m para as veda√ß√Ķes existentes para direitos e garantias j√° existentes nas carreiras da educa√ß√£o:

‚ÄúReduz o per√≠odo de f√©rias, por exemplo. Muda muito todo o arcabou√ßo legal no que diz respeito a direitos e vantagens sem que isso traga algum benef√≠cio de fato ao Estado brasileiro‚ÄĚ.

Esta mudan√ßa, ela afirma, promove uma modifica√ß√£o que cria conflitos internos nas institui√ß√Ķes com os diferentes regimes como est√° proposto, o que pode levar a sua destrui√ß√£o.¬†

‚ÄúAs consequ√™ncias s√£o muito graves. Podem levar as institui√ß√Ķes para conflitos hoje inexistentes. Vai minar ainda mais as rela√ß√Ķes internas com consequ√™ncias futuras para a destrui√ß√£o dessas institui√ß√Ķes. E vai colocar o que no lugar? Certamente veremos o que aconteceu, infelizmente, em muitas escolas p√ļblicas no Brasil que deram lugar √†s institui√ß√Ķes privadas que n√£o oferecem a devida qualidade e dedica√ß√£o aos estudantes como as institui√ß√Ķes p√ļblicas‚ÄĚ.

M√°rcia Abrah√£o destacou, ainda, a quest√£o dos contratos de coopera√ß√£o entre os √≥rg√£os p√ļblicos e as empresas privadas:

‚ÄúOutro ponto importante que quase n√£o tem se falado √© sobre a possibilidade para que sejam firmados instrumentos de coopera√ß√£o entre √≥rg√£os p√ļblicos e privados, e para execu√ß√£o de servi√ßos p√ļblicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura f√≠sica. Ou seja, √© um arcabou√ßo em que se enfraquece o servidor p√ļblico, acaba com a estabilidade, cria diferentes regimes, enfraquece as institui√ß√Ķes e permite que as pr√≥prias estruturas f√≠sicas das institui√ß√Ķes criadas com muitas dificuldades sejam utilizadas por entes privados‚ÄĚ.

Ela afirma que são mudanças profundas as quais não observa que trarão benefícios para a sociedade brasileira.

‚ÄúConv√™nios de coopera√ß√£o‚ÄĚ

O deputado Rog√©rio Correia (PT-MG), um dos coordenadores da Frente Parlamentar Mista do Servi√ßo P√ļblico, fala exatamente sobre os ‚Äúconv√™nios de coopera√ß√£o‚ÄĚ e a fragiliza√ß√£o dos servidores.¬†

‚ÄúIsso est√° claro no artigo 37¬™ (da PEC 32/2020). √Č cristalina a privatiza√ß√£o dos servi√ßos p√ļblicos para empresas privadas, inclusive com fins lucrativos. Vai pegar recursos p√ļblicos e passar para a empresa privada. Pode saber que na hora que for regulamentar esses conv√™nios de coopera√ß√£o eles v√£o permitir a essas empresas privadas complementar o seu lucro atrav√©s da cobran√ßa de mensalidades e cobran√ßas de planos de sa√ļde. Mas para que isso aconte√ßa eles precisam atingir o servi√ßo p√ļblico, retirando dos servidores todos os direitos, inclusive a estabilidade‚ÄĚ.

Pela manifestação dos profissionais

A diretora da Associa√ß√£o dos Diretores e Ex-Diretores das Escolas P√ļblicas da Secretaria de Educa√ß√£o do Distrito Federal ‚Äď ADEEPDF, Wilka Taguatinga de Almeida, quer que os profissionais sejam ouvidos:

‚ÄúJ√° fomos atingidos nas escolas com a terceiriza√ß√£o. Se a PEC (32/2020) passar vai desqualificar nosso trabalho e nossas conquistas na educa√ß√£o. Falo de dentro de uma escola e como gestora de uma escola p√ļblica. Precisamos que a voz dos professores e gestores das escolas sejam ouvidas‚ÄĚ, reivindicou Wilka.¬†

‚ÄúN√£o podemos ter d√ļvida de que a educa√ß√£o √© uma pol√≠tica de Estado e os √≥rg√£os que trabalham pela educa√ß√£o s√£o √≥rg√£os do Estado‚ÄĚ, sustentou Alexandre Retamal, presidente da Associa√ß√£o de Servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Assinep).

Pega somente a base

O coordenador da audi√™ncia, deputado Professor Israel Batista (PV-DF), que √© presidente da Frente Parlamentar Mista de Educa√ß√£o, afirmou que a PEC 32 tem como alvo os profissionais da base do funcionalismo, como os profissionais da educa√ß√£o e da sa√ļde, os que n√£o s√£o privilegiados apesar de fazer o discurso contr√°rio.¬†

‚ÄúA PEC n√£o ataca privil√©gios. Toda vez que o governo defende a PEC ele cita eventualmente o magistrado, um juiz que tenha recebido uma bolada de ac√ļmulo de f√©rias. E assim ele molda a opini√£o p√ļblica a favor da reforma. Ent√£o, o vende algo que ele n√£o vai entregar‚ÄĚ.

Israel Batista sustenta que o governo brasileiro não inspira confiança para abrir um debate tão profundo em relação a mudança na estrutura do estado brasileiro: 

‚ÄúDesde 2019 tudo o que n√≥s temos visto √© o bullying institucional. Tudo o que temos visto s√£o amea√ßas aos servidores p√ļblicos, tentativa de amorda√ßamento do servi√ßo p√ļblico para que eles n√£o emitam opini√£o. O que temos visto √© um ass√©dio. Uma tentativa de vilaniza√ß√£o dos servidores. A meu ver o governo n√£o passa a seguran√ßa necess√°ria que a sociedade precisa para discutir o aperfei√ßoamento do servi√ßo p√ļblico. Porque o que eu enxergo aqui no Congresso √© que h√° sempre subjacente um desejo n√£o de melhoria do servi√ßo p√ļblico, mas um sentimento vingan√ßa contra o servi√ßo p√ļblico‚ÄĚ.

 

 

 

Oposi√ß√£o protocola ‚Äėsuperpedido‚Äô de impeachment contra ¬†Bolsonaro nesta quarta-feira (30), √†s 14h. Confira o que √© esse ‚Äėsuperpedido‚Äô

Publicado: 29 Junho, 2021 Р15h21 | Última modificação: 29 Junho, 2021 Р17h03 | Escrito por: Redação CUT

A oposi√ß√£o ao governo, grupo formado inclusive por parlamentares de direita, vai protocolar na C√Ęmara dos Deputados, nesta quarta-feira (30), √†s 14h, um “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL).

O superpedido de impeachment re√ļne em um s√≥ documento pelo menos 24 atos cometidos pelo presidente que as lideran√ßas das entidades organizadores consideram se tratar de crimes de responsabilidade. E assinam o documento 11 partidos, entre eles, PT, PSOL, PC do B, parlamentares de esquerda, centro e direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos populares como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central dos Movimentos Populares (CPM) e Uni√£o Nacional dos Estudantes (UNE).

Os organizadores reuniram no superpedido os diversos argumentos que constam nos textos dos mais de 120 pedidos de impeachment contra Bolsonaro que est√£o parados na C√Ęmara.

Quando o texto estava pronto surgiu a den√ļncia dos irm√£os Miranda ‚Äď o servidor p√ļblico do Minist√©rio da Sa√ļde Luis Ricardo Miranda e seu irm√£o, o deputado Lu√≠s Miranda ‚Äď sobre irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Eles disseram na CPI da Covid do Senado que avisaram o presidente antes do contrato ser assinado e ele nada fez.

Na √ļnica negocia√ß√£o para compra de vacinas com intermedi√°rio, a Precisa Medicamentos, o minist√©rio comprou da farmac√™utica Bharat Biotech 20 mil doses da Covaxin por US$ 15 cada dose, ou (R$ 80,70), mais caro do que qualquer outra vacina comprada pelo pa√≠s e ainda nem havia sido aprovada pela Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa).

O servidor também suspeitou do fato de a empresa Madison Biotech, uma offshore com sede em Cingapura, ter sido apontada como destinatária dos pagamentos, mesmo não sendo mencionada no contrato.

Na conversa com os irmãos Miranda, Bolsonaro teria apontado envolvimento do líder do governo no Congresso, Ricardo Barros (PP-PR) na mutreta, mas não tomou nenhum providência.

Isso é prevaricação, disseram senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO), que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde apresentaram, nesta segunda-feira (28) uma notícia-crime contra  Bolsonaro pelo crime de prevaricação. A ministra Rosa Weber foi sorteada relatora do processo.

Na not√≠cia-crime os senadores afirmam que a suposta omiss√£o do presidente ocorreu “ou por envolvimento pr√≥prio no esquema criminoso ou por necessidade de blingagem dos amigos do rei”.

Mas, afinal, o que é prevaricação?

Prevarica√ß√£o √© um crime contra a administra√ß√£o p√ļblica que acontece quando o agente p√ļblico deixa de agir da maneira que se espera dele e no qual √© obtida alguma esp√©cie de favorecimento.

Exemplos: policiais ou fiscais que não tomam providência diante de uma irregularidade, para proteger determinada pessoa ou um presidente que não mandou a Polícia Federal investigar um parlamentar que ele mesmo acha que está envolvido na suposta irregularidade nem determinou que o contrato não fosse assinado, deixou rolar.

De acordo com o¬†C√≥digo Penal, prevaricar √© “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of√≠cio, ou pratic√°-lo contra expressa disposi√ß√£o de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. O ato de of√≠cio √© aquele que se espera que o servidor fa√ßa independentemente de um pedido. Governantes, como o presidente da Rep√ļblica, tamb√©m s√£o funcion√°rios p√ļblicos.

Qual é a pena para a prevaricação? 

A legislação brasileira estabelece pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, o caso tramita nos Juizados Especiais Criminais, conforme lei de 1995. Essa unidade do Judiciário objetiva não aplicar penas privativas de liberdade.

O que recheia o texto do superpedido de impeachment de Bolsonaro

Os ind√≠cios de irregularidades na compra da vacina, a demora para comprar as outras vacinas, em socorrer o povo do Amazonas na crise de falta de oxig√™nio, o negacionismo do presidente que continua fazendo propaganda de medicamentos comprovadamente ineficazes para tratar a Covid-19, al√©m das aglomera√ß√Ķes recheiam o superpedido de impeachment que cair√° nas m√£os do presidente da C√Ęmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), aliado do governo, que j√° disse in√ļmeras vezes que n√£o tem ambiente pol√≠tico para dar andamento a um processo como esse.

Mesmo que Lira aceite, o superpedido precisa do voto de pelo menos dois terços dos deputados e da maioria simples no Senado.

A sa√≠da, dizem os organizadores √© ocupar as ruas denunciando o desgoverno, a corrup√ß√£o, a falta de a√ß√£o para salvar vidas, a falta de pol√≠ticas p√ļblicas efetivas para ajudar a popula√ß√£o mais vulner√°vel.

E por vacina no braço, comida no prato e pelo #ForaBolsonaro já tem uma série de atos marcados. Confira:

Nesta quarta, enquanto o superpedido de impeachment estiver sendo protocolocado, lideran√ßas do grupo que assina o documento far√£o um ato simb√≥lico em frente a C√Ęmara dos Deputados.

No sábado, dia 3, será realizado um Dia Nacional de Mobilização e no dia 24 outro dia nacional.

Quem assina o superpedido de impeachment?

Assinam o requerimento de destituição de Bolsonaro 11 partidos, entre eles, PT, PSOL, PC do B, PCO, PSB, parlamentares de esquerda, centro, direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos populares como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central dos Movimentos Populares (CPM), Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE).

 

ROBERTO PARIZOTTI (SAPÃO)

 

 

Bento Albuquerque pediu nesta segunda para a população colaborar reduzindo consumo de água e luz. Hoje, Aneel aumentou a tarifa de luz de R$ 6,243 para R$ 9,49 por cada 100 quilowatts-hora consumidos

Publicado: 29 Junho, 2021- Escrito por: Redação CUT

Um dia depois do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, pedir em pronunciamento em rede nacional, na segunda-feira (28), ‚Äúcolabora√ß√£o da popula√ß√£o‚ÄĚ em rela√ß√£o ao consumo √°gua e luz, a Ag√™ncia Nacional de Energia El√©trica (Aneel) aumentou as contas de luz em 52%.

O valor da bandeira vermelha patamar 2 das contas de luz subiu de R$ 6,243 quilowatts-hora (kWh) para R$ 9,49 por cada 100 kWh consumidos. E o tarifa√ßo pode ser ainda maior. A Aneel vai fazer uma consulta p√ļblica que pode concluir que um novo aumento √© necess√°rio.

A decisão da Aneel foi tomada na manhã desta terça-feira (29). Esse é o valor necessário para cobrir o custo adicional com o acionamento de termelétricas ao longo do segundo semestre deste ano, disseram os técnicos. O acionamento é necessário, alegam, porque a situação dos reservatórios de água é crítica e há risco de um novo racionamento de energia.

Em entrevista ao PortalCUT, o diretor da Associação dos Engenheiros e Técnicos do Sistema Eletrobras (Aesel), Ikaro Chaves, rebateu os argumentos, que vêm sendo usados pela Aneel há meses, para justificar o tarifaço nas contas de luz. 

De acordo com Ikaro, seca é um evento climático e, portanto, previsível. E no Brasil, acontece com frequência. Para o engenheiro, aplicar um racionamento e aumentar exorbitantemente o preço da energia por causa da chuva é mais uma desculpa do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que não fez investimentos necessários, mesmo sabendo que uma crise hídrica poderia ocorrer.

Segundo ele, os períodos de seca, como os de dezembro passado a maio deste ano, são previsíveis, e o que falta ao governo atual é investir em energias renováveis como a eólica e a solar, bem como construir hidrelétricas reversíveis, comuns na Europa e Estados Unidos, nas quais são armazenadas energia para eventuais períodos de escassez.

Ikaro Chaves explica que a energia e√≥lica √© respons√°vel por apenas 10% do consumo no Brasil e a solar, no pa√≠s de clima tropical, corresponde a menos de 2%. J√° as termoel√©tricas, que o governo prefere utilizar, t√™m custo mais caro porque precisam de g√°s natural e diesel para funcionarem. ‚ÄúEra preciso construir usinas termoel√©tricas, era, mas se n√£o fossem os investimentos feitos pelos governos Lula e Dilma, o Brasil nem teria energias renov√°veis, nem a constru√ß√£o de diversas hidrel√©tricas no pa√≠s‚ÄĚ, afirma.
‚ÄúOs governos do PT investiram R$ 100 bilh√Ķes na constru√ß√£o de novas hidrel√©tricas, nas energias renov√°veis e na liga√ß√£o de todo o sistema brasileiro. O Brasil acrescentou 70% √† sua capacidade energ√©tica. Foram esses investimentos que evitaram um apag√£o como o que ocorreu em 1999, e o racionamento de energia entre 2001 e 2002, no governo de FHC‚ÄĚ, complementa Ikaro.

Bandeiras tarif√°rias

As bandeiras s√£o cobradas na conta de luz dependendo das condi√ß√Ķes de gera√ß√£o de energia no setor el√©trico. Com a falta de chuvas o aumento deveria ter sido ainda maior, levando a taxa para R$ 11,50 (aumento de 84%), dizem os t√©cnicos da Aneel. Mas, como esse aumento envolveria uma mudan√ßa na metodologia de c√°lculo das bandeiras, a decis√£o foi de implantar um aumento menor agora e convocar uma consulta p√ļblica para debater as altera√ß√Ķes de metodologia. Assim, h√° a possibilidade de a bandeira ser novamente reajustada ap√≥s a consulta p√ļblica.

De acordo com a Aneel foi preciso aumentar os valores das bandeiras porque houve aumento no preço dos insumos de usinas termelétricas, como o petróleo.

Um dos objetivos da bandeira, dizem, é alertar os consumidores para que reduzam o consumo de energia, mas auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada em 2018, concluiu que o sistema não era efetivo para diminuição do consumo. Segundo especialistas, faltam campanhas de conscientização para que os consumidores entendam por que a conta está aumentando e que é preciso reduzir o consumo.

Valor pago pelos consumidores pelas bandeiras tarif√°rias

2015 – R$ 14,6 bilh√Ķes

2016 – R$ 3,5 bilh√Ķes

2017 – R$ 6,1 bilh√Ķes

2018 – R$ 6,8 bilh√Ķes

2019 – R$ 4,2 bilh√Ķes

2020 – R$ 1,3 bilh√£o

2021 (dados informados em junho) – R$ 2,048 bilh√Ķes

Fonte: Aneel

 

 

A escritora representou o Brasil — ao lado de Emicida e MC Dricka — na principal premia√ß√£o da cultura negra mundial no √ļltimo domingo (27).

Fonte: Da VOGUE/ Site Geledés

No √ļltimo domingo (27.06), Djamila Ribeiro foi uma das representantes de peso do Brasil no BET 2021 ‚Äď um do principais eventos da cultura negra mundial ‚Äď onde foi homenageada com o importante pr√™mio de impacto social.

A fil√≥sofa, feminista, escritora e acad√™mica brasileira foi a escolhida para receber o BET International Global Good Award 2021, trofeu conferido a figuras p√ļblicas que defendem iniciativas que promovam mudan√ßas sociais positivas e de conscientiza√ß√£o para a comunidade negra em geral.¬†

Com três livros já lançados que abordam o feminismo e o racismo, além de um novo que está para estreiar, Djamila é uma voz ativa na luta pelos direitos dos negros e das mulheres no país.

No Instagram, a acad√™mica comemorou: ‚ÄúFOI INCR√ćVEL. Como a primeira pessoa brasileira a receber o Global Good Awards, por mobilizar a produ√ß√£o intelectual pela equidade de g√™nero e ra√ßa e por disseminar conte√ļdos cr√≠ticos produzidos por pessoas negras, gostaria de agradecer ao @bet pelo reconhecimento. Me ver no tel√£o sendo homenageada no mesmo evento que Queen Latifah e tantas pessoas incr√≠veis para a comunidade negra foi muito emocionante. Agrade√ßo minha equipe maravilhosa, quem caminha comigo, parceiros, em especial @mrdavidawilson, @patycase e @olivafabi. Dedico o pr√™mio a todas e todos que lutam por outras possibilidades de exist√™ncia. Obrigada!‚ÄĚ.¬†

Al√©m de Djamila, outras celebridades que representaram o Brasil no BET 2021 foi o rapper paulista Emicida, indicado ao pr√™mio de Melhor Artista Internacional, e a funkeira MC Dricka, que concorreu na categoria Escolha da Audi√™ncia ‚Äď Revela√ß√£o Internacional.¬†

 

 

 

H√° mais de dez anos, a comunidade universit√°ria da UFRJ-Maca√© se mobiliza pela adequa√ß√£o institucional do campus ‚Äď que, desde que foi criado, em 10 de mar√ßo de 2006, √© apenas uma localiza√ß√£o geogr√°fica na estrutura da universidade. O m√°ximo que ocorreu at√© agora foi a aprova√ß√£o, em 2011, de uma resolu√ß√£o provis√≥ria regulamentando o funcionamento do campus. Mas, finalmente, essa realidade est√° prestes a mudar.¬†

Na sess√£o do Conselho Universit√°rio (Consuni) extraordin√°rio no dia 24 de junho, foram dados os primeiros passos nesta dire√ß√£o com a apresenta√ß√£o do parecer conjunto das tr√™s comiss√Ķes do √≥rg√£o (de Ensino e T√≠tulo, Legisla√ß√£o e Normas e de Desenvolvimento) √† proposta elaborada pelo Grupo de Trabalho criado pelo Conselho Deliberativo do campus.¬†¬†¬†

Muita batalha  

‚ÄúA caminhada pela institucionaliza√ß√£o acontece h√° 10 anos e somente em 2020 o Conselho Deliberativo, que √© o nosso √≥rg√£o m√°ximo do campus, deliberou pela cria√ß√£o do grupo de trabalho para formular uma proposta a ser levado ao Conselho Universit√°rio. Foram realizados muitos debates com as categorias at√© o documento chegar ao Consuni‚ÄĚ, informou Diego Gon√ßalves de Andrade, que na √©poca representava os t√©cnicos-administrativos no Conselho e fez parte do GT. Ele ocupa atualmente o cargo de chefe de gabinete da dire√ß√£o.

 A adequação institucional reivindicada pela comunidade universitária é o campus deixar de ser um polo avançado da universidade no interior do Estado do Rio (no Norte Fluminense) e se tornar o Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé. Os cursos de graduação teriam suas unidades e passariam a integrar os seguintes institutos: de Alimentação e Nutrição; de Ciências Farmacêuticas; de Ciências Médicas; de Enfermagem; Multidisciplinar de Química e Politécnico. 

O Centro vai ganhar um decano, com assento nos órgãos superiores da UFRJ, principalmente no Conselho Universitário, o que atualmente não ocorre com a figura do diretor-geral, que deixará de existir. 

Atualmente, o campus UFRJ-Macaé tem apenas dois assentos no Conselho Universitário, e só para docentes. 

Valorização em todos os níveis

¬†‚ÄúAtualmente, os 11 cursos de gradua√ß√£o s√£o vinculados diretamente √† dire√ß√£o do campus com um coordenador. A sobrecarga de trabalho por falta de diretor de unidade (os cursos n√£o t√™m unidades), de departamento, enfim de toda a estrutura acad√™mica que n√£o existe aqui √© grande para o diretor-geral, que fica sem tempo para fazer a pol√≠tica institucional, participar de reuni√Ķes, estar presente na Reitoria defendendo os interesses do campus. Uma das suas tarefas, inclusive, √© realizar a cola√ß√£o de grau de todos os alunos‚ÄĚ, disse Diego.¬†

Al√©m disso, ele lembrou que muitos profissionais da categoria com potenciais para desempenhar outras tarefas que as atuais n√£o s√£o aproveitados por falta dos cargos, das fun√ß√Ķes. ‚ÄúSeriam muitos mais bra√ßos atuando na estrutura acad√™mica‚ÄĚ, avaliou.

‚ÄúCom a transforma√ß√£o do campus em Centro Multidisciplinar com institutos e suas unidades acad√™micas, como ocorre, por exemplo, com o Centro de Ci√™ncias da Sa√ļde (CCS), Centro de Tecnologia, entre outros, a UFRJ-Maca√© conquistaria autonomia at√© para celebrar conv√™nios espec√≠ficos, com seus conselhos deliberativos, buscar emendas parlamentares, entre outras coisas‚ÄĚ, acrescentou Diego.

Acréscimo para as bancadas técnico-administrativa e dos estudantes 

Com a cria√ß√£o do Centro Multidisciplinar UFRJ Maca√© vai aumentar as cadeiras no Conselho Universit√°rio para decanos e docentes. Por esta raz√£o, a bancada t√©cnico-administrativa apresentou no Consuni do dia 24 de junho, um adendo ao parecer das comiss√Ķes que analisa a proposta de adequa√ß√£o institucional do campus.

Neste adendo a bancada técnico-administrativa reivindica que seja aprovado o acréscimo de mais um representante da categoria e mais um dos estudantes, passando o Conselho Universitário a ter 63 conselheiros. 

O documento √© assinado pelos conselheiros t√©cnicos-administrativos Roberto Gambine (que fez a apresenta√ß√£o), Joana de Angelis (tamb√©m coordenadora de educa√ß√£o do Sintufrj) e Francisco de Paulo Ara√ļjo, e pelo decano do CFCH e integrante da Comiss√£o de Desenvolvimento, Marcelo Corr√™a e Castro.¬†¬†

Mas, a luta hist√≥rica dos servidores t√©cnico-administrativos continua sendo a conquista da paridade entre os segmentos que comp√Ķem a comunidade universit√°ria, nos √≥rg√£os colegiados da UFRJ.¬†¬†¬†¬†¬†