Museu Nacional começa voltar à vida

Na coletiva conjunta UFRJ, Ministério da Educação (MEC) e a Google, na quinta-feira, 13, foi anunciado um pacote de medidas em prol do Museu Nacional, incluindo a doação pelo governo federal de um terreno ao lado da Quinta da Boa Vista.

O an√ļncio foi feito pelo secret√°rio executivo do Minist√©rio da Educa√ß√£o, Henrique Sartori. Ele informou ainda que ser√° criada uma rubrica espec√≠fica para pr√©dios hist√≥ricos no valor de R$ 45 milh√Ķes. A medida ajudar√° nas obras de preserva√ß√£o, que s√£o de alto custo para as institui√ß√Ķes federais de ensino superior.

Outra novidade é que mais de 1.500 peças do acervo atingidas pelo incêndio em setembro já foram recuperadas.

Recuperação

O reitor Roberto Leher disse que os R$ 25 milh√Ķes conquistados com emendas parlamentares ser√£o aplicados no novo terreno. A nova √°rea, que tem 49 mil metros quadrados, ser√° utilizada para a constru√ß√£o de laborat√≥rios. Segundo Leher, metade das obras emergenciais p√≥s inc√™ndio j√° foram finalizadas e em mar√ßo, durante o carnaval, ser√° conclu√≠do o telhado do museu.

Museu on line

No mesmo dia, tamb√©m foi anunciada a estreia do Museu Nacional na Google Arts & Culture, uma plataforma que permite a navega√ß√£o virtual por sete exposi√ß√Ķes online, atrav√©s de √≥culos de realidade virtual. Resultado da parceria entre a UFRJ, o MEC e a Google, assinada em 2016. As imagens foram feitas em 2017 e cobrem cerca de 60% dos espa√ßos do Museu, antes do inc√™ndio.

RIO DE JANEIRO, RJ, 03.08.2018: MUSEU-NACIONAL – Ap√≥s mais de 6 h, bombeiros controlam inc√™ndio no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, nesta segunda-feira (3). Mais antigo do pa√≠s, museu tem 20 milh√Ķes de itens e apresentava problemas de manuten√ß√£o. (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)

LabOceano inaugura novo sistema de correnteza

O Laborat√≥rio de Tecnologia oce√Ęnica (LabOceano) da Coppe inaugurou, dia 19 de dezembro, no Parque Tecnol√≥gico, o novo Sistema de Correnteza. Esse sistema amplia a capacidade para reproduzir, com alta precis√£o, a diversidade das correntes marinhas em fun√ß√£o da profundidade do mar. O simulador custou R$ 22 milh√Ķes, financiado pela Petrobras (18,8 milh√Ķes) e Finep (3,2 milh√Ķes).

Esse novo sistema contribuir√° para os estudos necess√°rios √† explora√ß√£o de petr√≥leo em √°guas profundas e ultra-profundas, como as dos pr√©-sal. Outra aplica√ß√£o √© simular as opera√ß√Ķes de instala√ß√£o de equipamentos no leito marinho e tamb√©m permitir a simula√ß√£o das correntes nas plataformas em si, que junto com os ventos e as ondas podem fazer com que elas se desloquem mais ou menos.

O simulador foi instalado em pr√©dio anexo ao LabOceano, que possui o tanque mais profundo das Am√©ricas (15m), e o segundo do mundo. Com o simulador, o laborat√≥rio se mant√©m entre os quatro mais capacitados no mundo para simular as condi√ß√Ķes dos oceanos, em regi√Ķes costeiras e √°guas profundas.

ESCOLA SEM PARTIDO √Č ARQUIVADO

O presidente da comiss√£o do Escola Sem Partido, deputado Marcos Rog√©rio (DEM-RO), encerrou hoje (11) os trabalhos do colegiado. N√£o haver√° mais reuni√£o e o projeto ser√° arquivado. Vale lembrar que ocorreram 12 sess√Ķes sem resultado e seguidas tentativas de vota√ß√£o do relat√≥rio do deputado Flavinho (PSC-SP). Caso fosse votada, a proposta proibiria professores de manifestarem posicionamentos pol√≠ticos ou ideol√≥gicos, al√©m quest√Ķes de g√™nero, em sala de aula.

Adeus ao trabalho?

Fim do MTE aponta risco de retrocesso nas rela√ß√Ķes trabalhistas a um padr√£o pr√©-1930

 

Depois de algumas idas e vindas, finalmente o governo eleito se decidiu: o MTE (Ministério do Trabalho e emprego) vai mesmo acabar. Sua estrutura, fatiada em três pedaços, será distribuída pelos ministérios da Economia, da Justiça e da Cidadania, ocupados, respectivamente, por Paulo Guedes, Sérgio Moro e Osmar Terra.

O an√ļncio ‚Äď formalizado pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni ‚Äď d√° sinais bastante concretos sobre os rumos do governo eleito. Apesar de apresentada como uma medida ‚Äúsimb√≥lica‚ÄĚ, o fim do Minist√©rio do Trabalho indica, na pr√°tica, uma disposi√ß√£o de revers√£o hist√≥rica das garantias pol√≠ticas e institucionais conquistadas pelos trabalhadores brasileiros.

N√£o √© mera coincid√™ncia que, apenas 24 horas ap√≥s o an√ļncio, o presidente eleito Jair Bolsonaro tenha declarado que ‚Äú√© muito dif√≠cil ser patr√£o no Brasil‚ÄĚ. Desde 2016, com a reforma trabalhista, as discuss√Ķes sobre a reforma da previd√™ncia e ataques √† organiza√ß√£o sindical, est√° em curso um processo de redu√ß√£o estrutural do custo do trabalho e de prote√ß√£o dos lucros e interesses do empresariado brasileiro. Com o desmembramento do MTE, este processo ganha um impulso significativo, desequilibrando ainda mais as rela√ß√Ķes entre capital e trabalho.

Segundo Lorenzoni, o Minist√©rio da Economia passar√° a gerir o FGTS e o FAT ‚Äď cerca de R$ 800 bilh√Ķes em recursos, atualmente utilizados em programas sociais e obras de infraestrutura. Sobre o FGTS, o futuro ministro Paulo Guedes j√° defendeu abertamente a sua extin√ß√£o; sobre o FAT, existe a possibilidade de uma reforma: a equipe de Temer sugeriu ao novo ministro que acabe com o abono salarial pago a quem ganha at√© dois sal√°rios m√≠nimos.

J√° Moro e Terra responder√£o pelos peda√ßos que sobraram do MTE: o juiz ser√° respons√°vel pela √°rea sindical (concess√£o de registros, por exemplo); e o ex-ministro do governo Temer herdar√° as pol√≠ticas de forma√ß√£o profissional, incluindo a economia solid√°ria. √Č razo√°vel supor que, de um lado, teremos autoritarismo na rela√ß√£o com os sindicatos e, do outro, corte das j√° insuficientes iniciativas de qualifica√ß√£o. Ainda n√£o se sabe quem ficar√° com as fun√ß√Ķes de fiscaliza√ß√£o das condi√ß√Ķes de trabalho, dor de cabe√ßa de empres√°rios e ruralistas interessados em aprofundar rela√ß√Ķes de semiescravid√£o.

O risco, desde j√° anunciado, √© de um retorno √† selvageria: extintas as media√ß√Ķes, desprovida de qualquer prote√ß√£o, a classe trabalhadora brasileira ficar√° √† merc√™ do subemprego, contando com sindicatos fragilizados e sem amparo da Justi√ßa do Trabalho. Nas palavras de Bolsonaro, que j√° declarou que seu governo pode fazer uma nova reforma trabalhista, ‚Äúo trabalhador tem que escolher se quer direitos ou emprego‚ÄĚ. Est√° dada a senha para a barb√°rie do mercado aumentar a explora√ß√£o econ√īmica e a submiss√£o pol√≠tica dos trabalhadores e trabalhadoras. A sede de sangue dos vampiros do capital parece n√£o ter fim

Educação Física é a campeã da Copa Sintufrj

A equipe da Escola de Educa√ß√£o F√≠sica (EEFD) levantou a ta√ßa de campe√£ da Copa Sintufrj Futebol Society, na ter√ßa-feira, 11, ao vencer o Centro de Ci√™ncias da Sa√ļde (CCS) por 5 X 0. Todas as partidas da competi√ß√£o foram disputadas no campo do Cepe/Fund√£o.

Oito equipes formadas por técnicos-administrativos participaram do campeonato, que começou no dia 6 de novembro. O time do CCS conquistou o segundo lugar, o Escritório Técnico da Universidade (ETU) o terceiro e o Centro de Tecnologia (os Gladiadores), o quar

Brasil no ranking da violência contra a mulher

O Brasil ocupa a quinta posi√ß√£o em homic√≠dios de mulheres entre 83 na√ß√Ķes

 

 

Santa Catarina, o estado que mais deu votos a Jair Bolsonaro (65% no primeiro turno e 76% no segundo), tamb√©m √© a unidade da Federa√ß√£o campe√£ em viol√™ncia dom√©stica, segundo o Anu√°rio brasileiro de seguran√ßa p√ļblica 2018.

Embora a relação causa e efeito não seja automática e o dado não transforme toda a população catarinense em agressora de mulheres, é inescapável deixar de associar o fato à misoginia do presidente eleito (que um dia disse que não estupraria uma mulher porque ela não merecia).

Os n√ļmeros superlativos com registros da viol√™ncia contra as mulheres no Brasil ganharam visibilidade no curso da semana por causa do 25 de Novembro, data declarada pelas Na√ß√Ķes Unidas como o Dia Internacional da N√£o Viol√™ncia contra a Mulher.

A data foi consagrada em homenagem √†s ativistas irm√£s Mirabal. Minerva, Patria e Mar√≠a Teresa foram brutalmente assassinadas por lutar contra a ditadura de Rafael Le√≥nidas Trujillo, na Rep√ļblica Dominicana.

No discurso de campanha, Jair Bolsonaro reafirmou suas posi√ß√Ķes de desprezo pela condi√ß√£o feminina. Nas rela√ß√Ķes de trabalho, chegou a dizer que acha justo mulheres receberem menos que os homens.

 

Agress√Ķes por hora

Em 2016, segundo o Atlas da viol√™ncia 2018, quase cinco mil brasileiras foram assassinadas no pa√≠s. O Brasil ocupa a quinta posi√ß√£o em homic√≠dios de mulheres entre 83 na√ß√Ķes, aponta a Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS). De acordo com as estat√≠sticas, uma em cada tr√™s mulheres sofre de viol√™ncia dom√©stica. Em m√©dia, 503 mulheres s√£o agredidas fisicamente por hora no pa√≠s, informa o Datafolha.

No entanto, mais da metade (52%) se cala e n√£o procura ajuda. Os motivos v√£o desde vergonha, atendimento policial preconceituoso a medo do agressor. Apesar disso, s√≥ de den√ļncias oficiais foram registradas no primeiro semestre deste ano 73 mil pelo Ligue 180, a Central de Atendimento √† Mulher em Situa√ß√£o de Viol√™ncia.

Mortes

Uma mulher √© morta a cada duas horas no Brasil. Segundo o Mapa da Viol√™ncia 2015, entre os anos 1980 e 2013, foram assassinadas 106.093 mulheres no pa√≠s, n√ļmero que vem aumentando gradativamente a cada ano: de 3.851 em 2001 para 4.762 em 2013, sendo que nesse √ļltimo ano 27% dos assassinatos ocorreram no pr√≥prio domic√≠lio das v√≠timas.

Em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no pa√≠s, relata o Atlas da viol√™ncia 2018, do Instituto de Pesquisa Econ√īmica Aplicada (Ipea), e o F√≥rum Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica (FPSP). Isso representa uma taxa de 4,5 homic√≠dios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, houve um aumento de 6,4 % nos casos de assassinato de mulheres.

Casos recentes de agress√Ķes e mortes repercutem em todo o pa√≠s e colocam em pauta o debate em torno da viol√™ncia de g√™nero. O agressor e assassino geralmente √© uma pessoa pr√≥xima √† v√≠tima, como marido ou namorado.

 

DENUNCIE! PROCURE AS DELEGACIAS ESPECIALIZADAS.

 

Maria da Penha

Em vigor desde 2006, a Lei Maria da Penha foi a primeira a√ß√£o afirmativa do pa√≠s, no √Ęmbito da Justi√ßa, no combate √† viol√™ncia contra a mulher, e foi¬† assinada no governo do presidente Lula. A lei, inclusive, classifica os tipos de viol√™ncia a que a mulher √© submetida: f√≠sica, moral, psicol√≥gica, sexual e c√°rcere privado. A segunda a√ß√£o foi a Lei do Feminic√≠dio, promulgada pela ex-presidente Dilma Rouseff em mar√ßo de 2015 ‚Äď que julga assassinatos cujas motiva√ß√Ķes envolvem o fato de a v√≠tima ser mulher.

As leis ajudaram as mulheres a tomar coragem para denunciar a violência, mas ainda são insuficientes para impedir que vidas de mulheres sejam tiradas de forma brutal. Por isso, aprimorar os mecanismos de combate está na ordem do dia.

CELEBRAÇÃO

IPPMG: 30 anos (mais ou menos) de muitas histórias

 

Os 30 anos (mais ou menos) de trabalho no Instituto de Puericultura e Pediatria Martag√£o Gesteira (IPPMG) foi o tema escolhido para atrair os t√©cnicos-administrativos para a festa de fim de ano –¬† com presen√ßa marcante dos aposentados.

A celebração foi no Espaço Cultural do Sintufrj nesta sexta-feira, 7 de dezembro. Na ocasião, um vídeo com imagens dos funcionários foi exibido e depois distribuído em cds como brinde aos presentes.

Para Gerly Miceli, coordenadora-geral do Sintufrj e funcion√°ria h√° mais de 30 anos no IPPMG, a unidade √© diferenciada. ‚ÄúN√£o sei se √© porque trabalhei l√° a vida toda, mas a verdade √© que √© vis√≠vel a emo√ß√£o das pessoas em se reencontrarem aqui na confraterniza√ß√£o. O IPPMG √© uma grande fam√≠lia‚ÄĚ, afirmou.

Elisabeth de Vasconcellos, que trabalha h√° 32 anos, disse que n√£o pretende se aposentar t√£o cedo: ‚ÄúJ√° posso dar entrada, mas n√£o quero. Eu adoro o que fa√ßo, √© uma divers√£o. N√£o teria melhor lugar para trabalhar. J√° recebi oportunidades de ir para outras unidades, mas nunca quis. O IPPMG √© e sempre foi o meu lugar‚ÄĚ.

Regina C√©lia, pediatra da emerg√™ncia e do ambulat√≥rio, engrossa o time dos que ainda n√£o pretendem se aposentar: ‚ÄúN√£o consigo largar minha segunda fam√≠lia. Fiz faculdade na UFRJ, estou por aqui h√° mais de 40 anos. Criei um la√ßo de amor n√£o s√≥ pelo IPPMG, mas pela universidade e por todos que j√° passaram por aqui‚ÄĚ

V√Ęnia Sargentelli, que far√° 30 anos de casa, se emocionou ao relembrar sua trajet√≥ria: ‚ÄúSe eu tivesse de escolher outra vez, com certeza seria o IPPMG. Apesar de estar h√° tanto tempo trabalhando, todos os dias aprendo algo novo. Trabalhar com crian√ßas √© um ato de amor‚ÄĚ

A aposentada F√°tima Maria Santos, trabalhou por 32 anos como enfermeira, come√ßou sua vida profissional na unidade e falou com carinho dos anos de of√≠cio: √Č recompensador poder dividir a alegria com meus colegas que ainda est√£o no IPPMG e o que j√° sa√≠ram. Passei por todos os setores, aprendi muito nesse tempo. Se hoje sou uma pessoa melhor, √© gra√ßas ao instituto‚ÄĚ.

Luiz Carlos Castro conta que o trabalho lhe fez superar problemas de sa√ļde: ‚ÄúMeu agradecimento √© a cada um dos meus colegas, que me ajudaram no momento em que mais precisei. Comemoro n√£o s√≥ hoje, mas em todos os dias, por estar num ambiente t√£o acolhedor‚ÄĚ

Apesar de hoje trabalhar no Hospital Universit√°rio, Cl√°udia Martins, que trabalhou por 17 anos no instituto, guarda com muito carinho o tempo em que esteve na unidade: ‚ÄúAjudei a fundar a emerg√™ncia do IPPMG, junto com meus colegas. Estou maravilhada de poder rever muitos deles e poder relembrar os velhos tempos‚ÄĚ.

Medronho alerta para expansão de ocorrências de febre amarela

M√©dico epidemiologista e especialista em sa√ļde coletiva diz que vacina√ß√£o √© essencial para impedir a propaga√ß√£o

 

O diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Roberto Medronho, especialista na √°rea de sa√ļde coletiva e em epidemiologia, disse que a ocorr√™ncia de febre amarela silvestre tem se acentuado, exercendo press√£o sobre os grandes centros urbanos.
De acordo com o epidemiologista, a urbanização da doença depende de vários fatores, e para isso contribui o fato de parte da população ainda não estar vacinada, portanto, suscetível.
O risco é ampliado, segundo Medronho, diante da dificuldade de controle da proliferação do Aedes aegypti (que transmite a forma urbana da doença).
Roberto Medronho manifestou sua preocupa√ß√£o com o n√ļmero de pessoas n√£o vacinadas. ‚ÄúN√£o conseguimos alcan√ßar a cobertura (vacinal) recomendada pela Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde‚ÄĚ, constata.
O m√©dico acrescentou que a situa√ß√£o fica ainda mais cr√≠tica com a crise no sistema de sa√ļde do estado, que √© agravada pela crise na aten√ß√£o b√°sica no munic√≠pio, o que impacta nas iniciativas de preven√ß√£o.

Vacina
‚ÄúA popula√ß√£o n√£o tem procurado a vacina como deveria. Ela √© segura e eficaz‚ÄĚ, diz o especialista, reiterando, no entanto, que eventos s√©rios decorrentes da vacina s√£o rar√≠ssimos, em contraste com a forma de evolu√ß√£o da doen√ßa, que √© muito grave.
“A chance que temos de evitar a urbanização da febre amarela é vacinando a população. Com as pessoas imunizadas, a febre não vai atingir o homem, mesmo que este adentre florestas e seja picado pelo mosquito.
‚ÄúPara diminuir o risco de propaga√ß√£o, tem que vacinar agora‚ÄĚ, orienta Medronho, acrescentando que a vacina√ß√£o tem dois efeitos: prote√ß√£o individual e coletiva ‚Äď o grupo vacinado protege o indiv√≠duo que, por quest√Ķes de sa√ļde, n√£o pode se vacinar.

 

Doença já matou 84 pessoas só este ano no estado

Os n√ļmeros s√£o relevantes. Em 2018, a Secretaria de Estado de Sa√ļde do Rio de Janeiro registrou 262 casos confirmados de febre amarela silvestre em humanos em 32 munic√≠pios, com 84 mortes. Os munic√≠pios com maior incid√™ncia s√£o Angra dos Reis, com 56 casos e 15 mortes; Valen√ßa, com 40 casos e 6 mortes; Teres√≥polis, com 23 pessoas doentes e 8 mortes; Nova Friburgo, com 16 casos e 4 mortes e Duas Barras, com 14 casos e duas mortes.
Com a chegada do ver√£o, chuva e calor t√≠picos da esta√ß√£o oferecem condi√ß√Ķes favor√°veis para a prolifera√ß√£o de mosquitos. Em √°reas rec√©m-afetadas com grande contingente populacional, como as regi√Ķes metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e S√£o Paulo, existe grande n√ļmero de pessoas que n√£o se vacinaram.

Recomendação
De acordo com especialistas, todas as pessoas devem se vacinar, especialmente no Rio de Janeiro, porque tem as maiores florestas urbanas do mundo.
Os mosquitos Haemagogus e Sabethes (que transmitem a forma silvestre da mal√°ria) s√£o comuns, inclusive em bairros que t√™m limite com √°reas de matas. O Aedes aegypti, no entanto, que existe em toda parte, pode causar a transmiss√£o da febre amarela na forma urbana, embora, de acordo com o Minist√©rio da Sa√ļde, desde a d√©cada de 1940, o Brasil n√£o registre casos desse tipo.

 

SERVIÇO

CVA vacina na UFRJ

No Centro de Vacinação de Adultos (bloco L do CCS), no Fundão, pessoas com 15 anos de idade ou mais podem se vacinar contra a febre amarela, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.
A vacina não deve ser aplicada em gestantes e em pessoas com alergia grave à proteína do ovo e portadoras de doenças de baixa imunidade. Quem tiver algum comprometimento imunológico deve solicitar avaliação do médico e apresentá-la por escrito.

O tempo n√£o para

Parceria entre o Sintufrj e o Laboratório de Informática para Educação (Lipe), da UFRJ, amplia perspectivas do cotidiano de aposentados e pensionistas

 

A vida da aposentada Marin√™s Vitariano da Cruz e Souza mudou depois que passou a frequentar as aulas do Curso de Apropria√ß√£o da Cultura Digital, no Centro de Tecnologia (CT). ‚ÄúFoi como se eu tivesse tirado uma venda dos olhos. Voc√™s imaginam que eu agora encontro o meu contracheque na internet, e at√© fiz meu check in quando viajei?‚ÄĚ ‚Äď, comentou a auxiliar de enfermagem da UFRJ.
O aposentado Roberto Bonfim, 76 anos, n√£o s√≥ aprendeu a acessar os recursos do computador, como tamb√©m a navegar pelo display eletr√īnico do celular.
‚ÄúMeu modo de vida est√° totalmente diferente, mas como quero saber mais, vou continuar no curso‚ÄĚ, disse ele.
Esse é o resultado prático da parceria entre o Sintufrj e o Laboratório de Informática para Educação (Lipe) em benefício dos aposentados e pensionistas.
No dia 3, a primeira turma concluiu seu aprendizado e foi diplomada, um feito comemorado com entusiasmo e emo√ß√£o. Afinal, √© dif√≠cil viver num mundo cada vez mais digital sem dominar no√ß√Ķes b√°sicas de inform√°tica. A dire√ß√£o sindical atentou para isso e buscou uma solu√ß√£o.

Iniciativa exitosa
‚ÄúMais importante que aprender uma linguagem de computador √© a rela√ß√£o humana; este laborat√≥rio √© constru√≠do por todos‚ÄĚ, definiu a raz√£o social do Lipe o professor do curso Ant√īnio Claudio Gomez de Souza.
O laborat√≥rio tamb√©m desenvolve outras atividades de extens√£o, inclusive com escolas p√ļblicas. Aqui no Fund√£o, ministra inform√°tica b√°sica para os trabalhadores da UFRJ e para a comunidade da Vila Residencial, e agora para os aposentados e pensionistas encaminhados pelo Sintufrj.
Um dos respons√°veis pelo curso, e que tamb√©m responde pela coordena√ß√£o pedag√≥gica do projeto, junto com outros profissionais, √© Gilmar Constantino de Brito Junior. De acordo com ele, a iniciativa s√≥ est√° dando certo gra√ßas √† dedica√ß√£o de toda a equipe de trabalho, que inclui os t√©cnicos-administrativos Ricardo Julian, Claudia Marques e Rejane Gadelha. ‚Äú√Č uma grande comunh√£o de pessoas voltadas para a forma√ß√£o‚ÄĚ, afirma.

 

Primeira turma

A Coordena√ß√£o e o Departamento de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj foram representados na solenidade de formatura pelas companheiras Maria Sid√īnia dos Santos Lira e Leila Castro.
‚Äú√Č muito importante para quem se aposenta se engajar em alguma atividade, por isso √© muito importante o trabalho realizado pelo Lipe‚ÄĚ, destacou Leila.
‚ÄúComo coordenadora de Aposentados e Pensionistas, convido todos a participar das oficinas e deste projeto de inclus√£o digital que o Sintufrj faz parte‚ÄĚ, disse Sid√īnia.

 

Veja quem est√° ingressando no mundo digital

‚ÄúConheci o Lipe pelo Jornal do Sintufrj e agrade√ßo aos professores pela paci√™ncia, porque depois de certa idade o aprendizado √© mais lento‚ÄĚ, disse a enfermeira Maria Heloisa Monteiro Resende.

A aposentada Dorvalina Ponciana de Brito, acompanhada do neto Nicolas e do marido, Joel Jos√© Alves, servidor do IPPMG e que tamb√©m fez o curso, foi uma das que mais comemorou a conquista do diploma de inclus√£o digital. ‚ÄúAgora n√£o dependo mais de filhos para acessar o computador‚ÄĚ, festejou. ‚ÄúAntes das aulas, eu via inform√°tica como um bicho de sete cabe√ßas. N√£o √© nada disso‚ÄĚ, garante Joel.

‚ÄúCom este diploma, n√£o somos mais analfabetos digitais. Para n√≥s √© como se fosse o mestrado‚ÄĚ, disse o marceneiro aposentado Ant√īnio Irineu.

Aula aberta debate educação democrática

Docentes organizam atividade para refletir sobre a liberdade de crítica em tempos de tentativa de escola com mordaça

Em tempos de Escola sem Partido e ameaça à liberdade de expressão e de ensino em escolas e universidades, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ realizou, na quarta-feira, 5, uma aula aberta sobre educação democrática.
A iniciativa foi de um grupo de professores da Faculdade de Educação com o objetivo de provocar a reflexão sobre a liberdade de difundir o pensamento crítico e em apoio à professora Amanda Mendonça, cujas aulas foram gravadas e postadas na internet sem sua autorização.
‚ÄúAgrade√ßo todo o apoio que tenho recebido, mas essa aula √© para mostrarmos que √© poss√≠vel um confronto de vis√Ķes diferentes. E isso √© saud√°vel e enriquecedor. Precisamos organizar mais eventos como esse, onde haja espa√ßo para a cr√≠tica acontecer‚ÄĚ, disse Amanda aos presentes √† aula aberta a estudantes, professores (inclusive de col√©gios federais e estaduais), t√©cnicos-administrativos da universidade, entre outros.

Povo distante
A preocupa√ß√£o de Amanda √© o debate sobre educa√ß√£o estar ocorrendo ao largo da popula√ß√£o. Ela citou como exemplo a pr√≥pria aula especial que estava sendo ministrada no IFCS, ao mesmo tempo que era realizada no Congresso Nacional uma audi√™ncia p√ļblica para discutir a proposta da Escola sem Partido. E lembrou que em 2019 a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai entrar em vigor, mas poucos sabem disso.
‚ÄúPara n√≥s, parece √≥bvio e f√°cil nossas palavras e argumentos, mas n√£o √© t√£o simples quanto parece fazer esse di√°logo. Como a gente dialoga e transforma nossos argumentos de forma a fazer com que a maioria entenda o que defendemos ou a import√Ęncia disso? Quando falamos em educa√ß√£o democr√°tica, √© preciso pensar nossa comunica√ß√£o para fora‚ÄĚ, afirmou a professora.

 

Sintufrj defende unidade

A coordenadora de Educa√ß√£o, Cultura e Forma√ß√£o Sindical do Sintufrj e t√©cnica em assuntos educacionais do IFCS, Damires Fran√ßa, compartilhou com os presentes a preocupa√ß√£o do Sindicato em rela√ß√£o ao cerceamento das liberdades democr√°ticas nos tempos atuais. Segundo a dirigente, h√° necessidade de uni√£o entre os segmentos da comunidade universit√°ria da UFRJ para criar estrat√©gias de enfrentamento na atual conjuntura. Os professores da Faculdade de Educa√ß√£o Anita Handfas e Luiz Antonio Cunha provocaram os presentes a refletir sobre os √ļltimos acontecimentos.

 

Entenda o caso

No início de novembro, Amanda Mendonça foi informada por alunos da sua turma no IFCS que um estudante estava gravando aulas de diferentes disciplinas e postando na internet. O fato foi levado por ela à direção da Faculdade de Educação (sua unidade), ao IFCS e à Adufrj, e chegou ao Conselho Superior de Coordenação Executivo e ao Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH).
Ouvida pelo Jornal do Sintufrj, a ouvidora-geral da UFRJ, Cristina Riche, disse que a autonomia universit√°ria √© garantia constitucional que n√£o pode ser desconhecida, desvalorizada ou desconsiderada. E orientou que quest√Ķes como essa devem ser levadas primeiramente ao conhecimento de departamentos e congrega√ß√Ķes, respectivamente.
Mas, preventivamente, ela recomenda que é importante dar ciência a todos sobre o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que reafirma a autonomia universitária e a liberdade de cátedra.
A ouvidora cita ainda a recomenda√ß√£o da Defensoria P√ļblica da Uni√£o aos reitores, datada de 26 de outubro, que assegura a livre iniciativa do corpo docente, discente e t√©cnico-administrativo na promo√ß√£o e efetiva√ß√£o do princ√≠pio da autonomia universit√°ria referente a qualquer tipo de manifesta√ß√£o de ideias, independentemente de posi√ß√£o pol√≠tico-ideol√≥gica.
A ouvidora prop√Ķe que, na divulga√ß√£o dos programas e disciplinas, os alunos sejam informados que tem que haver autoriza√ß√£o do professor para gravar uma aula ou copiar um slide, porque envolve direito autoral e h√° limites legais.