As carreatas chamadas pelas Centrais e Movimentos Sociais vem crescendo a cada dia nas cidades. O SINTUFRJ esteve presente em
todas no Rio de Janeiro. O grito que estava preso na garganta, j√° podemos soltar. E a popula√ß√£o, mesmo nas suas janelas, grita junto conosco: “FORA BOLSONARO!!!!”

 

 

Compromisso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi feito √† CUT e √†s demais centrais em reuni√£o, nesta quarta, em Bras√≠lia. Sindicatos e secret√°rios de sa√ļde e educa√ß√£o pediram rejei√ß√£o √† PEC Emergencial

Matéria retirada do site da CUT. 

O presidente do Senado,¬†Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se comprometeu a negociar com os demais senadores a retirada do¬†texto da PEC n¬ļ 186, em que estados, munic√≠pios e Uni√£o ficam desobrigados a terem investimento m√≠nimo em sa√ļde e educa√ß√£o, como prev√™ a Constitui√ß√£o, e priorizar a aprova√ß√£o de um novo aux√≠lio emergencial. ¬†A PEC est√° prevista para ser colocada em pauta nesta quinta-feira (25).

O compromisso foi firmado junto aos representantes da CUT e demais centrais sindicais, da Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Educa√ß√£o (CNTE), do Movimento dos Sem Terra (MST), da Uni√£o Nacional dos Estudantes (UNE), e¬† aos secret√°rios estaduais de educa√ß√£o e da sa√ļde, e outras entidades, que se reuniram nesta quarta-feira (24) com Pacheco, para pedir o fim da vincula√ß√£o de um novo aux√≠lio emergencial em troca da aprova√ß√£o da Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) n¬ļ 186, como quer o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

A CUT e demais centrais entregaram ao presidente do Senado um documento proposto pelo Fórum das Centrais, em que pedem auxílio emergencial já e vacinas contra a Covid-19, independente de aprovação de medidas fiscais.

A secretária-geral da CUT, Carmen Foro, presente à reunião, disse que é inadmissível o governo chantagear o Congresso com medidas de ajuste fiscal, em troca de um benefício aos brasileiros que passam fome neste momento.

‚ÄúA CUT e as demais centrais foram firmes no posicionamento de que o aux√≠lio emergencial e as vacinas contra a Covid-10 s√£o prioridades. N√£o aceitamos essa chantagem do governo em liberar um aux√≠lio em troca da desvincula√ß√£o de verbas m√≠nimas para a sa√ļde, a educa√ß√£o. Por isso, pedimos ao presidente do Senado que separe a discuss√£o do aux√≠lio da PEC Emergencial‚ÄĚ, afirmou Carmen Foro.

Também representando a CUT, o secretário de Assuntos Jurídicos da entidade, Valei Ertle , foi enfático ao declarar que as Centrais  não aceitam em hipótese alguma retirar dos pobres para dar aos miseráveis, que é o que vai acontecer se a PEC Emergencial for aprovada em troca do auxílio emergencial.

‚Äú N√£o aceitamos vincular a quest√£o tribut√°ria e de arrecada√ß√£o ao congelamento de sal√°rios dos servidores e do sal√°rio m√≠nimo, nem retirar recursos da sa√ļde e da educa√ß√£o. Queremos a massifica√ß√£o da vacina para que as pessoas possam sobreviver e sair desta situa√ß√£o ca√≥tica em que o pa√≠s se encontra ‚ÄĚ, declarou Valeir.

A secret√°ria-geral da CUT, Carmen Foro, avaliou que a reuni√£o foi muito importante para os movimentos sindicais e a classe trabalhadora.

‚ÄúAcreditamos que esta reuni√£o, que ocorreu gra√ßas a ajuda do senador Paulo Rocha, l√≠der do PT no Senado, foi muito importante , por ter sido a primeira em que nos reunimos com o novo presidente do Senado, segundo que unimos v√°rias organiza√ß√Ķes sindicais e terceiro por que Rodrigo Pacheco se comprometeu em separar a vota√ß√£o da PEC do aux√≠lio‚ÄĚ, afirmou Foro.

No entanto, a dirigente, lembrou que¬†sem press√£o, ser√° cometido um crime contra o Fundo de Manuten√ß√£o e Desenvolvimento da Educa√ß√£o B√°sica (Fundeb) e os recursos da sa√ļde, que vive uma situa√ß√£o agravada pela pandemia.

O l√≠der do PT, Paulo Rocha, tamb√©m entendeu que o combate √† crise econ√īmica e a pandemia n√£o est√£o sendo priorizados pelo Congresso e o governo federal.

‚ÄúN√£o tem nada mais urgente do que o Congresso pautar o aux√≠lio emergencial. Existe uma emerg√™ncia social, n√£o uma emerg√™ncia fiscal‚ÄĚ, declarou.

 

 

Redação Fenajufe 24 Fevereiro 2021

Proposta continua nociva para os servidores. Fenajufe disponibiliza lista com as redes sociais e os contatos dos senadores; ajude a pressionar!

O senador M√°rcio Bittar (MDB-AC) apresentou, na ter√ßa-feira (23), o substitutivo √† PEC Emergencial (186/19) que prev√™ gatilhos para controle dos gastos p√ļblicos. Assim como no texto que circulou em dezembro do ano passado, foi retirado o dispositivo que previa a redu√ß√£o de 25% da jornada e sal√°rio dos servidores, no entanto, a proposta continua nociva para os servidores com congelamento salarial por dois anos; a vota√ß√£o do texto acontece nesta quinta-feira (25).

A defini√ß√£o aconteceu ap√≥s acordo com Bolsonaro, Paulo Guedes e os presidentes do Senado e da C√Ęmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL). A manobra congelou por dois anos os sal√°rios dos servidores para viabilizar nova rodada do aux√≠lio emergencial para a popula√ß√£o.

A PEC 186/19 prop√Ķe que, se no per√≠odo de doze meses, a rela√ß√£o entre despesas correntes e receitas correntes superar 95%, ficam proibidos aumento, reajuste ou adequa√ß√£o de remunera√ß√£o aos servidores. As regras se aplicam aos estados, Distrito Federal e munic√≠pios, aos Poderes, ao Minist√©rio P√ļblico, ao Tribunal de Contas e √† Defensoria P√ļblica. Al√©m disso, fica proibida a realiza√ß√£o de concursos.

E mais, entre outros pontos o relat√≥rio veda: a cria√ß√£o de cargo, emprego ou fun√ß√£o; altera√ß√£o de estrutura de carreira; cria√ß√£o ou majora√ß√£o de aux√≠lios, vantagens, b√īnus, abonos, verbas de representa√ß√£o ou benef√≠cios de qualquer natureza, inclusive os de cunho indenizat√≥rio.

Outro trecho grave no texto √© o dispositivo que acaba com a exig√™ncia m√≠nima de gastos em sa√ļde e educa√ß√£o em plena pandemia de Covid-19. Medida vale para a Uni√£o, estados e munic√≠pios.

Cabe destacar, no entanto, a forte press√£o da oposi√ß√£o no Congresso, das entidades em defesa do servi√ßo p√ļblico e do Movimento a Servi√ßo do Brasil que fizeram o governo recuar, momentaneamente, com rela√ß√£o ao dispositivo de corte de jornada e sal√°rio em 25%.¬†Contudo, isso n√£o significa descanso na luta contra a PEC Emergencial e tamb√©m contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) que j√° est√° na Comiss√£o de Constitui√ß√£o e Justi√ßa (CCJ) da C√Ęmara dos Deputados.¬†Por isso, exer√ßa seu direito e pressione!

Acesse aqui a lista com as REDES SOCIAIS DOS SENADORES e pressione!

Acesse aqui a lista com os CONTATOS DOS SENADORES e pressione!

Vote aqui contra a PEC 186/19 na consulta p√ļblica do Senado.

 

 

 

A C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais da UFRJ informa que realizar√° a 3¬™ edi√ß√£o do Curso de Forma√ß√£o para Comiss√Ķes de Heteroidentifica√ß√£o. As inscri√ß√Ķes ser√£o previamente divulgadas e ocorrer√£o no m√™s de mar√ßo, assim como as aulas on-line, que ter√£o encontros s√≠ncronos para discuss√£o do conte√ļdo, e os participantes ter√£o que ter no m√≠nimo 75% de frequ√™ncia para estarem aptos a atuar nas comiss√Ķes.

A aula inaugural ser√° ‚ÄúAncestralidade e Di√°spora Africana‚ÄĚ, e seu acesso ser√° p√ļblico, no link da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais: https://www.youtube.com/channel/UCiqzeAJX39XDigt9iiFhBug. A experi√™ncia do curso on-line em 2020 foi promissora, e essa edi√ß√£o ser√° nos mesmos moldes e transmitida pela plataforma AVA.¬†

Conte√ļdo

O curso é composto de conceitos fundamentais e relevantes no contexto do racismo e da luta negra no Brasil. Temas como racismo estrutural e institucional, ancestralidade, diáspora africana, interseccional idade, necropolítica, genocídio, encarceramento, branquitude e colorismo estarão nesta edição, que contará com palestrantes docentes e discentes da UFRJ, da rede particular, militantes do movimento negro, assessoria técnica da área de segurança e direitos humanos e parlamentares negros.

A C√Ęmara

A C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais foi organizada a partir de 2018 para responder √† aus√™ncia de discuss√£o da pauta racial e investir na constru√ß√£o de pol√≠ticas antirracistas na universidade. Ela se consolidou atrav√©s da Portaria 2.271, de 20 de mar√ßo de 2019, quando se institui o F√≥rum Permanente de Pol√≠ticas de Pessoal.¬†¬†

Hoje, ela se organiza com a representação dos três segmentos da comunidade universitária, lotados em várias unidades e centros na Cidade Universitária, campus da Praia Vermelha, Xerém e Macaé. E atua conjuntamente no acesso à graduação desde 2020, heteroidentificando 4.093 candidatos.

‚ÄúTemos absoluta convic√ß√£o da assertividade desta a√ß√£o que ratifica a Lei 12.711/12 (Lei das Cotas), fazendo com que as vagas garantidas cheguem aos que t√™m esse direito‚ÄĚ, afirma a coordenadora da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais, a t√©cnica-administrativa em educa√ß√£o Denise G√≥es.¬†

A C√Ęmara atua tamb√©m na Comiss√£o de Apura√ß√£o de Fraudes para o ingresso atrav√©s das cotas desde 2019. E, junto com outros atores, participou da elabora√ß√£o da Resolu√ß√£o 24, aprovada pelo Conselho Universit√°rio em 26 de novembro de 2020, que versa sobre cancelamento de matr√≠cula para os que ingressarem indevidamente na reserva de vagas raciais e n√£o atenderem ao car√°ter fenot√≠pico estabelecido.

Referência

‚ÄúDurante essa curta e significativa trajet√≥ria, a C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais tem se consolidado a cada dia como uma refer√™ncia da luta no √Ęmbito das rela√ß√Ķes raciais institucionais, inseridas em importantes processos que fizeram¬†com que a universidade tomasse posicionamentos necess√°rios ao avan√ßo das pol√≠ticas de democratiza√ß√£o do acesso‚ÄĚ, ressalta Denise G√≥es.

‚ÄúEntendemos a necessidade de nos organizarmos e vencermos a invisibilidade imposta pela sociedade e reproduzida institucionalmente, e sempre buscamos atuar em unidade permanente com os Coletivos Negros Universit√°rios, que foram protagonistas pela instala√ß√£o das Comiss√Ķes de Heteroidentifica√ß√£o no acesso √† gradua√ß√£o, sendo grandes aliados nesta empreitada de avan√ßar no controle social da pol√≠tica p√ļblica, na perspectiva de uma universidade mais plural, diversa e representativa‚ÄĚ, complementa Vitor Matos, outro t√©cnico-administrativo integrante da C√Ęmara de Pol√≠ticas Raciais.¬†

Cotas, foi um avanço

Para a coordenadora da C√Ęmara, Denise G√≥es, a UFRJ avan√ßou na aplica√ß√£o da Lei de Cotas e fortaleceu a democratiza√ß√£o do acesso.

‚ÄúA UFRJ, em seus 100 anos de exist√™ncia, vive um momento √≠mpar frente aos desafios colocados numa conjuntura que aponta para discuss√Ķes e pr√°ticas de desmonte de uma casta privilegiada, que considerava a universidade sua propriedade.¬†

O avanço das políticas de cotas, que agora tem o elemento do cancelamento de matrículas aos que fraudarem o sistema de reserva de vagas, é uma resposta contundente a quem não percebe que é preciso mudar para tornar a universidade mais plural, diversa e representativa. 

N√£o h√° mais como retroceder, e a constru√ß√£o da consci√™ncia racial cr√≠tica est√° na ordem do dia. A uni√£o dos tr√™s segmentos (t√©cnico-administrativo, docente e estudante) para a constru√ß√£o de uma pol√≠tica antirracista √© o que h√° de mais positivo neste momento de fortalecimento das pol√≠ticas p√ļblicas de democratiza√ß√£o do acesso‚ÄĚ, conclui.¬†¬†

 

 

Casos precisam ser apurados, mas não podem ofuscar a dimensão do trabalho dos milhares de profissionais do SUS que atuam no combate à Covid-19 e salvando vidas.

O Brasil, com seu Programa Nacional de Imuniza√ß√£o reconhecido internacionalmente, √© um dos poucos pa√≠ses do mundo que ofertam vacinas de maneira universal em milhares de postos ‚Äď atrav√©s do Sistema √önico de Sa√ļde (SUS) ‚Äď, e pelas m√£os de profissionais eficientes que enfrentam todo tipo de dificuldades para chegar aos locais de dif√≠cil acesso. Segundo especialistas, com toda essa estrutura, o pa√≠s poderia vacinar 60 milh√Ķes de pessoas por m√™s, se o governo federal desejasse.

No entanto, do início da vacinação em 17 de janeiro até o dia 22 de fevereiro, foram vacinadas apenas 5.982.640 pessoas (2,83% da população). Faltam vacinas, porque o governo Bolsonaro não negociou com antecedência a compra do imunizante, como também não organizou uma campanha nacional de vacinação em massa. Mas sobram fake news.

‚ÄúVacinas de vento‚Ä̬†

Em meio ao caos com a vida humana imposto pelo governo federal, surge agora uma den√ļncia grave e que atinge os profissionais de enfermagem. Casos da chamada ‚Äúvacina de vento‚ÄĚ ocorreram em pontos diferentes do pa√≠s, e consistem em den√ļncias de falsa aplica√ß√£o da vacina nas pessoas.¬†

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio (Coren-RJ) est√° apurando as den√ļncias e prop√Ķe: capacita√ß√£o de todos os profissionais envolvidos na vacina√ß√£o sob a coordena√ß√£o de enfermeiros; organiza√ß√£o do fluxo de atendimento de forma a eliminar d√ļvidas ou equ√≠vocos por parte do profissional e que seja mostrado ao usu√°rio a vacina que ele vai receber e a seringa vazia ap√≥s a aplica√ß√£o da inje√ß√£o.

Ataque √† sa√ļde p√ļblica

A integrante da Coordena√ß√£o de Cursos e Eventos do Instituto de Aten√ß√£o √† Sa√ļde S√£o Francisco de Assis (ex-Hesfa), a enfermeira e sanitarista Danielle Amaral de Freitas, com mestrado e doutorado em epidemiologia e sa√ļde p√ļblica, ressalta que o cuidado com a sa√ļde √© protagonizado pela enfermagem, portanto, para ela o ataque √© ao direito √† sa√ļde. E ocorre por meio da associa√ß√£o da aplica√ß√£o da vacina a efeitos adversos, e com isso o governo Bolsonaro vai apagando o hist√≥rico de mais de 30 anos de sucesso do Programa Nacional de Imuniza√ß√£o.

Servidora da UFRJ h√° 14 anos, Danielle Amaral diz que os profissionais de enfermagem pertencem a uma categoria desvalorizada, que trabalha com alta carga hor√°ria (‚Äúporque lutamos pelas 30 horas semanais h√° mais de 30 anos‚ÄĚ) e s√£o os mais expostos ao coronav√≠rus na pandemia, e por isso os que mais adoeceram entre os profissionais de sa√ļde e registram uma taxa elevada de √≥bitos.¬†

‚ÄúS√£o profissionais que trabalham o tempo todo com a vida e com a morte, e as pessoas esquecem que s√£o humanos. Os ataques v√™m porque a popula√ß√£o est√° cobrando seu direito. Mas tamb√©m √© importante que o profissional de enfermagem tenha seguran√ßa e tranquilidade nas suas rela√ß√Ķes de trabalho. Muitos j√° est√£o cansados‚ÄĚ, afirma. Em rela√ß√£o √†s acusa√ß√Ķes da chamada ‚Äúvacina do vento‚ÄĚ, Danielle lembra que a Constitui√ß√£o garante o direito de defesa a todas as pessoas.

A enfermeira sugere que se fa√ßa a compara√ß√£o entre o n√ļmero de pessoas imunizadas com os erros cometidos na aplica√ß√£o da vacina, e pergunta: ‚ÄúO erro cometido √© maior do que o quantitativo de profissionais que est√£o trabalhando dia ap√≥s dia para vacinar a popula√ß√£o? Isso n√£o significa‚ÄĚ, avisa, ‚Äúque as falhas n√£o sejam apuradas e os respons√°veis possam se explicar‚ÄĚ.¬†

Categoria essencial na berlinda

Para Marcos Padilha, t√©cnico em enfermagem do Hospital Universit√°rio Clementino Fraga Filho (HUCFF), e seus colegas de profiss√£o na unidade hospitalar, o sentimento foi de ‚Äútrai√ß√£o‚ÄĚ e ‚Äúdecep√ß√£o‚ÄĚ pela forma generalista em que se deu a divulga√ß√£o, pela m√≠dia, do erro na aplica√ß√£o da vacina.

‚ÄúA gente sabe como funciona a doen√ßa [Covid-19], e a dor de perder colegas e familiares. Ver pessoas aplicando suas ideias negacionistas na ponta do seu trabalho √© muito frustrante, porque atinge toda uma categoria que est√° lutando desde o in√≠cio contra o coronav√≠rus. Negacionismo √© um pensamento que est√° na cabe√ßa de muitas pessoas no nosso pa√≠s e no mundo. Eles s√£o contr√°rios √†s inova√ß√Ķes da ci√™ncia e n√£o conseguem entender que a vacina√ß√£o em massa √© a grande sa√≠da para a pandemia‚ÄĚ, avalia o enfermeiro.¬†

Negação da vacina 

‚ÄúEsse governo tem muito interesse em que as pessoas n√£o v√£o se vacinar. Porque as pessoas vacinadas voltam a circular, a se manifestar contra as iniciativas de desmonte da m√°quina p√ļblica. Tudo o que faz parte da constru√ß√£o da nega√ß√£o da vacina, como as falsas informa√ß√Ķes que se sucedem, √© do interesse do governo‚ÄĚ, afirma Ivone Cabral, professora titular aposentada da Escola de Enfermagem Anna Nery e volunt√°ria do Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Enfermagem da UFRJ, e atual docente adjunta da Faculdade de Enfermagem da Uerj, onde tamb√©m atua no programa de imuniza√ß√£o.

Ela avalia que os casos de ‚Äúvacinas de vento‚ÄĚ t√™m que ser apurados, at√© para se saber da veracidade dos v√≠deos divulgados, que podem ser fake news. ‚ÄúN√£o estou negando que um profissional negacionista ou bolsonarista caia nesta iniciativa de contribuir para que as pessoas n√£o busquem a vacina√ß√£o‚ÄĚ, observa, e defende o afastamento dos respons√°veis, se houver, e que sejam responsabilizados eticamente e punidos pelo conselho profissional. ‚ÄúPorque n√£o se pode usar a profiss√£o para exercitar sua ideologia. [O profissional] N√£o t√™m o direito de negar o direito do outro a provid√™ncias que protejam sua sa√ļde‚ÄĚ, enfatiza.¬†¬†

‚Äú√Č preciso apurar, separar o joio do trigo. Os profissionais de enfermagem s√£o os que fazem a vacina√ß√£o, s√£o respeitados pela popula√ß√£o, t√™m conhecimento da t√©cnica, e n√£o √© de hoje. O Programa Nacional de Imuniza√ß√£o √© muito s√©rio, e as pessoas que est√£o na linha de frente s√£o s√©rias. Falamos isso de longa data e nunca houve esse tipo de den√ļncia. Por isso meu desconfi√īmetro‚ÄĚ, acrescenta Ivone.

Segundo a professora, fato como esse coloca em risco a qualidade do Programa, sua abrang√™ncia e magnitude, e a responsabilidade do Estado √© com a continuidade da vacina√ß√£o. Por conta disso, ela critica a iniciativa da rede privada de comprar vacinas, o que diminuiria a oferta para a popula√ß√£o: ‚Äú√Č o setor p√ļblico que tem que arcar, sim, com a imuniza√ß√£o da popula√ß√£o. Vacina tem que ser no setor p√ļblico! Neste momento de crise sanit√°ria, a responsabilidade √© do Estado‚ÄĚ.

 

 

Para defender estatais estrat√©gicas para o desenvolvimento e soberania do Brasil, a CUT e entidades iniciam uma nova guerra na m√≠dia contra o governo Bolsonaro com campanhas nas redes sociais, em r√°dio e TV¬īs

Matéria retirada do site da CUT 

‚ÄúN√£o deixem vender o Brasil‚Ä̬†√© o slogan da campanha da CUT e entidades filiadas em defesa das empresas estatais brasileiras, que ser√° lan√ßada nesta quarta-feira (24) contra o projeto entreguista do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), capitaneado pelo seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes. Empresas estrat√©gicas para o desenvolvimento e a soberania do pa√≠s como Petrobras, Correios, Eletrobras, al√©m da Caixa Federal e do Banco do Brasil, est√£o na mira das privatiza√ß√Ķes do governo.

O objetivo da campanha √© ‚Äúsensibilizar toda a sociedade brasileira para os problemas que o Brasil enfrentar√° em cada setor, caso essas empresas sejam privatizadas. E quando se fala nesses problemas, significa preju√≠zos para o povo brasileiro‚ÄĚ, diz o Secret√°rio de Comunica√ß√£o da CUT, Roni Barbosa.

O apagão do Amapá é um exemplo recente do que o secretário está falando. A população ficou sem energia porque a empresa privada que presta serviço no estado não fez a manutenção adequada dos equipamentos, o que deixou as pessoas sem luz durante vários dias. E mesmo sem energia, as altas contas de luz continuaram sendo enviadas.

A partir da conscientiza√ß√£o de que¬†vender estatais, principalmente em tempos de crise, beneficia empres√°rios e prejudica a popula√ß√£o, a campanha visa estimular as pessoas para que participem da mobiliza√ß√£o mostrando indigna√ß√£o e contrariedade √†s privatiza√ß√Ķes pelas redes sociais.

Para isso, pe√ßas publicit√°rias ser√£o veiculadas em emissoras de TVT, como SBT, Band, Globo; e r√°dio, como a Band News ‚Äď em rede nacional, al√©m das pr√≥prias plataformas digitais, como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. A linguagem do material ser√° popular, com toques de humor, retratando situa√ß√Ķes que levam o povo a refletir sobre a situa√ß√£o.

Para o lançamento da campanha, uma live com participação de sindicalistas e parlamentares será realizada nesta quarta-feira, às 17h.

NaPressão facilita mobilização popular

Outro importante instrumento que refor√ßa a luta contra as privatiza√ß√Ķes √© o¬†NaPress√£o,¬†ferramenta on-line pela qual todo brasileiro pode cobrar dos parlamentares, diretamente em seus canais de comunica√ß√£o, a√ß√Ķes contra a venda das estatais.

‚ÄúO NaPress√£o foi reformulado para essa nova fase. Faremos press√£o simult√Ęnea na C√Ęmara e no Senado e todo cidad√£o e cidad√£ pode pressionar os parlamentares para que barrem esse processo de entrega do Brasil‚ÄĚ, diz Roni Barbosa.

O na press√£o disponibiliza todos os canais de comunica√ß√£o dos parlamentares: Twitter, Instagram, Facebook e at√© Whatsapp deles. A ideia √© mostrar ao Congresso que o Brasil √© contra as privatiza√ß√Ķes‚ÄĚ, afirma Roni.

Na mira de Guedes

As privatiza√ß√Ķes pretendidas pelo governo de Bolsonaro v√£o al√©m das estatais mais conhecidas da popula√ß√£o. Outras empresas como a Casa da Moeda tamb√©m fazem parte do pacote.

‚ÄúImagina uma empresa que faz a impress√£o de todo o papel moeda de um pa√≠s ser vendida para iniciativa privada? O Brasil vai entregar a fabrica√ß√£o do seu dinheiro para uma empresa estrangeira?‚ÄĚ, questiona o Secret√°rio de Comunica√ß√£o da CUT, Roni Barbosa, que alerta: ‚ÄúVai perder o controle da sua moeda. Nenhum pa√≠s faz isso‚ÄĚ.,

Ainda segundo o dirigente, a campanha ter√° um papel fundamental na luta contra as privatiza√ß√Ķes j√° que o tema est√° sendo pautado pelo governo Bolsonaro de forma acelerada porque o ‚Äúmercado se revoltou com a troca de presidente da Petrobras e isso mexe com recursos dos investidores‚ÄĚ.

Roni explica que o mercado e os acionistas da Petrobras estão indignados com a possiblidade da mudança dos reajustes, que pode tirar parte do lucro da venda de refinarias.

Roni diz ainda que Bolsonaro n√£o tem projeto e ‚Äúatua aos solavancos colocando a economia mais em risco com privatiza√ß√Ķes sem nenhum projeto e sem nenhuma regulamenta√ß√£o‚ÄĚ

‚ÄúPretendemos fazer com que a sociedade se levante contra esse crime, contra o patrim√īnio e contra o povo brasileiro ‚ÄĚ ele diz.

A campanha¬†‚ÄúN√£o deixem vender o Brasil‚Ä̬†√© realizada pela CUT, sindicatos, federa√ß√Ķes e confedera√ß√Ķes filiadas.

 

Eletricit√°rios repudiam MP apresentada nesta ter√ßa-feira pelo governo Bolsonaro para privatizar a estatal de energia. Impacto no bolso do consumidor pode chegar a R$ 460 bilh√Ķes

Matéria retirada da Rede Brasil Atual.

A privatiza√ß√£o da Eletrobras, como deseja o governo Jair Bolsonaro, pode ferir a economia popular e causar preju√≠zos aos trabalhadores do pa√≠s. Se for realizada de fato, a venda da Eletrobras pode elevar a conta de luz em at√© 16,7% num primeiro momento. E elevar o custo da ind√ļstria, das fam√≠lias e de toda a cadeia de produ√ß√£o da economia em R$ 460 bilh√Ķes por 30 anos.

Essa é a avaliação do Coletivo Nacional dos Eletricitários, que nesta terça-feira (23) divulgou nota rechaçando a Medida Provisória 1031/21, apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso para acelerar a privatização da empresa estatal de energia.

O texto da MP prev√™ a manuten√ß√£o de poder de veto do governo sobre as decis√Ķes da empresa por meio de a√ß√Ķes preferenciais. Atualmente, a Uni√£o possui 60% das a√ß√Ķes da Eletrobras. ‚ÄúA C√Ęmara e o Senado v√£o dar a devida urg√™ncia √† mat√©ria, at√© por ser uma medida provis√≥ria. E a nossa agenda de privatiza√ß√£o, essa MP n√£o trata disso hoje em dia, mas nossa agenda de privatiza√ß√£o continua a todo vapor‚ÄĚ, disse o presidente Jair Bolsonaro. O presidente da C√Ęmara,¬†Arthur Lira¬†(PP-AL) informou que o texto deve entrar na pauta da C√Ęmara na semana que vem.

O Coletivo Nacional dos Eletricit√°rios manifestou rep√ļdio e indigna√ß√£o com a apresenta√ß√£o da medida provis√≥ria. ¬†‚ÄúA Medida Provis√≥ria 1031/21, remonta outras iniciativas legislativas recentes de tentativa de privatiza√ß√£o da Eletrobras. Todas estas tentativas ca√≠ram por terra‚ÄĚ, afirmam os eletricit√°rios.

Energia mais barata

‚ÄúA privatiza√ß√£o da Eletrobras pressup√Ķe da condi√ß√£o de descotiza√ß√£o de 15 usinas hidrel√©tricas que vendem energia bem mais barata que o Mercado Livre. Se essas usinas vendem o MWH entre R$ 40,00 e R$ 60,00, o Mercado Livre vende seu MWH por R$ 200,00 a R$ 800,00‚ÄĚ, lembram os eletricit√°rios, destacando que esse √© o fator envolvido na venda da Eletrobras que pode repercutir no aumento da conta de luz para a popula√ß√£o.

As recentes privatiza√ß√Ķes de distribuidoras de energia el√©trica no Brasil tiveram sempre dois efeitos colaterais preponderantes: tarifa√ßo e apag√£o, destacam ainda os trabalhadores. ‚ÄúAs popula√ß√Ķes dos estados de Goi√°s, Acre, Rond√īnia, Roraima, Amazonas, Piau√≠ e Alagoas penam com o descaso na presta√ß√£o de servi√ßo privatizado.‚ÄĚ

Ainda sobre apag√Ķes, como n√£o lembrar do recente epis√≥dio sombrio no Amap√°. Quando uma transmissora de energia privada deixou a maior parte do estado sem luz por 20 dias.

Meio ambiente

A privatiza√ß√£o da Eletrobras √© ainda um risco iminente para o meio ambiente, de acordo com a avalia√ß√£o dos trabalhadores. ‚ÄúA Eletrobras tem 47 barragens h√≠dricas, algumas delas sexagen√°rias e por responsabilidade de Estado e expertise em engenharia seguran√ßa de barragens, nunca tivemos sequer a amea√ßa de epis√≥dios degradantes como nas privatizadas barragens de rejeito de¬†Brumadinho¬†e Mariana (MG)‚ÄĚ, afirmam.

A expectativa do governo √© que pela entrega da Eletrobras a Uni√£o arrecade R$ 16 bilh√Ķes em b√īnus de outorga. Aqueles que justificam a privatiza√ß√£o para efeito fiscal ou social deveriam saber que a d√≠vida p√ļblica ronda os R$ 6 trilh√Ķes e que apenas um m√™s de aux√≠lio emergencial digno de R$ 600,00 custa aos cofres p√ļblicos R$ 50 bilh√Ķes, ou seja, tr√™s privatiza√ß√Ķes da Eletrobras.

Engodo da MP 1031/21

Por tudo isso, o engodo no texto da Medida Provis√≥ria 1031/21 √© um grande absurdo, avaliam os trabalhadores. ‚ÄúA Eletrobras √© a maior empresa de energia el√©trica da Am√©rica Latina, respons√°vel por 30 % da gera√ß√£o e 50% da transmiss√£o de energia das brasileiras e dos brasileiros. √Č lucrativa, teve super√°vit de mais de R$ 30 bilh√Ķes nos √ļltimos tr√™s anos.‚ÄĚ

Nos √ļltimos 20 anos, a empresa distribuiu mais de R$ 20 bilh√Ķes para Uni√£o como dividendos. ‚ÄúSe este governo pensasse como Estado, entenderia que a Eletrobras, com baixo endividamento e forte fluxo de caixa, est√° pronta para investir em obras estruturantes aumentando a capacidade brasileira de gera√ß√£o e transmiss√£o de energia de qualidade e gerando empregos para recuperar a nossa economia desta crise sem precedentes.‚ÄĚ

Contra a privatiza√ß√£o da Eletrobras e os aumentos na conta de luz, os eletricit√°rios conclamam ‚Äúo povo brasileiro, bem como todas entidades que lutam por justi√ßa e igualdade social para que se unam a n√≥s nesta luta pelo Brasil em defesa da Eletrobras p√ļblica e como fonte de energia el√©trica acess√≠vel para a vida dos brasileiros e brasileiras‚ÄĚ.