Movimentos protestam contra a política econômica do governo Bolsonaro, que promove alta da inflação dos alimentos

Tiago Pereira / Rede Brasil Atual, 12 de Novembro de 2021

REPRODUÇÃO

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo realizam neste sábado (13) uma marcha contra a fome em todo o Brasil. Os movimentos denunciam a inflação dos alimentos, que avança vertiginosamente nos últimos meses, o que dificulta a compra de alimentos básicos pelas famílias em situação de vulnerabilidade.

Em São Paulo, a manifestantes se concentram nos arredores da estação Paraíso (Linha 1-Azul) do Metrô. Por volta das 13h, a marcha seguirá até a praça da Sé, palco histórico do movimento contra a carestia e a fome no Brasil desde a década de 1970. O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, estará presente na manifestação.

“600 mil mortos, fome e inflação e um governo que simplesmente não existe. A maioria da população tem certeza que Bolsonaro não tem condições de presidir o país”, disse Boulos pelas redes sociais.

Na chegada, os manifestantes farão um ato ecumênico com a participação do padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, e demais lideranças religiosas. Assim, a expectativa dos organizadores é que a marcha reúna cerca de 20 mil manifestantes.

Além da capital paulista, cidades como Rio de Janeiro, Aracaju, Maceió, Recife, Ceilândia, Goiânia, Porto Alegre, Belo Horizonte e Montes Claros também serão palco da marcha contra a fome neste dia 13.

Epidemia de fome

De acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, elaborado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), a fome vem piorando de forma acelerada sob o governo Bolsonaro.

“Em apenas dois anos, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave saltou de 10,3 milhões para 19,1 milhões. Nesse período, quase 9 milhões de brasileiros e brasileiras passaram a ter a experiência da fome em seu dia a dia”, aponta o relatório.

Culpa do Bolsonaro

Em setembro, o MTST e a Frente Povo Sem Medo deram início à campanha “Tá tudo caro, a culpa é do Bolsonaro!”. Como primeira ação, os manifestantes ocuparam a sede da Bolsa de Valores (B3) em São Paulo. Posteriormente, realizaram também um protesto em frente à mansão do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) em Brasília. Em ambas as ocasiões, os manifestantes exibiram ossos em alusão ao avanço da miséria no país.

Além disso, para aplacar a miséria que aflige milhões de brasileiros, principalmente durante o auge da pandemia, os movimentos também criaram as cozinhas solidárias. O projeto distribui almoço grátis para famílias das periferias da grandes cidades. Nesse sentido, já são 11 cozinhas funcionando em 11 estados. A expectativa é chegar a 26 até o final do ano. A iniciativa conta com financiamento coletivo para seguir garantindo comida de qualidade a quem não pode pagar.

 

 

De acordo com a pesquisa, a aprovação do governo Jair Bolsonaro entre os evangélicos teve uma queda superior a dez pontos percentuais na comparação com outubro

Publicado: 12 Novembro, 2021/ Escrito por: Redação CUT

ISAC NÓBREGA/PR

Caiu 11 pontos percentuais a aprovação do governo Jair Bolsonaro entre os evangélicos (28%) entre outubro e novembro, de acordo com pesquisa Exame/Ideia, divulgada nesta sexta-feira (12).

A pesquisa mostra ainda que a administração federal é desaprovada por 52% dos brasileiros. Outros 23% aprovam a gestão, 22% acham regular e 3% não souberam ou não quiseram responder.

Questionados sobre a maneira como Bolsonaro lida com seu trabalho, 54% desaprovam sua atuação pessoal como presidente enquanto 23% aprovaram.

Lula na liderança

A pesquisa também apontou que o ex-presidente  Lula lidera a disputa para a eleição de 2022, com 35% dos votos, seguido por Bolsonaro, com 25%

De acordo com o levantamento, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) apareceu na terceira posição, com 7% do eleitorado. Em quarto lugar ficou o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), com 5%. 

Os dados mostraram que os governadores de Ṣo Paulo, Jọo Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSDB, alcan̤am 2% cada Рeles disputaṛo as pr̩vias das elei̵̤es.

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e Cabo Daciolo (PMB) têm 1% cada.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o cientista político Luiz Felipe d’Avila não pontuaram. 

Brancos e nulos somaram 8%, e não souberam ou não responderam, 12%.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, o ex-presidente Lula vence Bolsonaro por 48% a 31%.

Contra Doria, o petista ganha por 50% a 22%.

O ex-presidente também supera Eduardo Leite (48% a 22%).

Foram entrevistadas 1.200 pessoas por telefone entre os dias 9 a 11 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Com informações do Brasil247 

 

 

 

Eleição aconteceu na quinta-feira (11), sem a presença do cantor e compositor baiano. Eleito com 21 votos, ele é o segundo negro a ter uma vaga na academia atualmente.

FONTE: Por Lilia Teles e Roberta Pennafort, G112/11/2021

Gilberto Gil – Ricardo Borges – 4.set.2017/Folhapress

O músico baiano Gilberto Gil, de 79 anos, foi eleito por maioria absoluta à cadeira de número 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na tarde desta quinta-feira (11). Ele foi eleito com 21 votos.

“Muito feliz em ser eleito para a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. Obrigado a todos pela torcida e obrigado aos agora colegas de Academia pela escolha”, disse o artista em uma rede social.

Gil acompanhou a votação na casa de amigos em Ipanema, na Zona Sul do Rio, já que uma norma da ABL proíbe que candidatos participem da sessão.

O artista é, atualmente, o segundo negro a ocupar uma cadeira na ABL. O outro imortal é o escritor e professor Domício Proença Filho, que foi presidente da academia em 2016 e 2017.

Para a vaga também concorreram o poeta Salgado Maranhão (7 votos), e o autor e crítico literário Ricardo Daunt (nenhum voto).

Participaram da eleição 34 acadêmicos de forma presencial ou virtual — um não votou por motivo de saúde. Foram 4 votos em branco e 2 nulos.

”GILBERTO GIL TRADUZ O DIÁLOGO ENTRE A CULTURA ERUDITA E A CULTURA POPULAR. POETA DE UM BRASIL PROFUNDO E COSMOPOLITA. ATENTO A TODOS OS APELOS E DEMANDAS DE NOSSO POVO. NÓS O RECEBEMOS COM AFETO E ALEGRIA”, DECLAROU O PRESIDENTE DA ABL, ACADÊMICO MARCO LUCCHESI.

Gilberto Gil é um cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical cuja obra se confunde com a própria música brasileira. Entre 1998 e 2019, ele recebeu 9 prêmios Grammys, segundo a sua página oficial. Em 1999, foi nomeado “Artista pela Paz”, pela Unesco.

São dele os clássicos “Aquele Abraço”, “Vamos Fugir”, “A Novidade”, “Cálice”, “Esotérico”, “Divino Maravilhoso”. Ele tem uma extensa discografia com mais de 60 álbuns e quase 4 milhões de cópias vendidas.

Gilberto Gil também escreveu e publicou livros sozinho e em parceria com outros autores. Entre as obras estão “Gilberto bem Perto”, “Disposições Amoráveis” e “Cultura pela palavra: artigos, entrevistas e discursos dos ministros da cultura 2003-2010”.

Em 2001, Gil foi nomeado embaixador da ONU para agricultura e alimentação. Ele também foi ministro da Cultura do Brasil, entre 2003 e 2008, durante dois mandatos do ex-presidente Lula.

Gil deve assumir o posto em março de 2022, quando o órgão volta do recesso de fim de ano.

Antes, a cadeira 20 estava ocupada pelo acadêmico e jornalista Murilo Melo Filho, que morreu em maio de 2020. Outros ocupantes foram Salvador de Mendonça (fundador) – que escolheu como patrono Joaquim Manuel de Macedo –, Emílio de Meneses, Humberto de Campos, Múcio Leão e Aurélio de Lyra Tavares.

Fernanda Montenegro ocupa cadeira 17

No dia 4 de novembro, a atriz Fernanda Montenegro, de 92 anos, foi eleita por maioria absoluta à cadeira de número 17 da ABL. Ela recebeu 32 dos 34 votos dos acadêmicos — 2 foram brancos.

“É algo assim, é uma viagem no imaginário, uma viagem no sublime. A minha arte não é imortal. A arte do ator é enquanto ele está ali vivo, presente em carne e osso. Mas, de uma forma poética, vamos dizer que é imortal”, disse a atriz em entrevista a Malu Gaspar, do Jornal O Globo.