Por iniciativa da coordenadora-geral do Sintufrj e técnica de enfermagem Laura Gomes, que atua no Atendimento de Serviço de Saúde do Trabalhador do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), foi oferecido aos participantes da assembleia no auditório do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária, aferição de pressão e de glicose, encaminhamento para vacinação contra Influenza, na sede do Sintufrj, e esclarecimento de dúvidas com uma especialista em saúde no trabalho.

Todo esse atendimento foi realizado por três profissionais de saúde do HUCFF: Ingrid Oliveira Moreira (enfermeira),   Gabrielle Lima (estudante de enfermagem e estagiária na unidade hospitalar) e Cleide Augusto da Silva (assistente social|). A atividade foi em alusão do Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril.

Por unanimidade, a assembleia geral simultânea do Sintufrj nesta quarta-feira, 10, realizadas na Cidade Universitária (auditório do Centro de Tecnologia), Praia Vermelha (auditório Manoel Maurício) e em Macaé (auditório do bloco B do Polo Universitário), aprovou a continuidade da greve dos técnicos-administrativos em educação da UFRJ iniciada em 11 de março.

A palavra de ordem que predominou nas cerca de quatro horas de debates e encaminhamentos foi a necessidade, urgente, de ampliar a participação nas comissões criadas pelo Comando Local de Greve (CLG): Comunicação, Infraestrutura e Mobilização, Finanças e Ética.

Essas comissões são responsáveis pela organização da logística das ações do movimento grevista, produção de materiais de divulgação, gerenciamento dos recursos do Fundo de Greve, mobilização da categoria e por solucionar as demandas dos servidores(as) durante a greve com suas chefias e decidir sobre o que é serviço essencial ou não.

Os dois últimos informes do CNG/Fasubra foram lidos na abertura da assembleia, situando a categoria sobre as ações em Brasília, calendário de negociações com o governo e como caminha a greve país afora nas Ifes. A criminalização pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) da greve da categoria nos hospitais universitários das Universidades Federais de Santa Catarina e Paraná, e a reação do CNG, constou dos informes.

“Os técnicos-administrativos em educação estão mobilizando para uma greve nacional dos servidores”, foi uma das avaliações feitas na assembleia. “O nosso lado é junto com os que lutam pela democracia e contra os golpistas e fascistas”, destacou o companheiro. “Estamos entrando num momento muito importante da greve”, chamou a atenção outro técnico-administrativo, defendendo que a partir de agora o foco maior fosse em dar visibilidade e força ao movimento grevista. As atitudes de desrespeito ao Supremo Tribunal Federal e às leis brasileiras do bilionário sul-afriacano Elon Musk foram rechaçadas na assembleia. “Não podemos separar o que está ocorrendo no país com o que estamos vivendo”, afirmou outro companheiro.

“Nesta quinta-feira, 11, completamos 30 dias de uma greve justa e necessária. A nossa luta pela reestruturação da carreira e pelo orçamento da universidade está incomodando a direita, porque fortalece o serviço público. E quem está com a chave do cofre é o Parlamento, que está cheio de milicianos, grupo da bala, da bíblia”, acrescentou um dirigente.

Propostas e calendário aprovados

A assembleia ratificou os nomes dos representantes da UFRJ para o Comando Nacional de Greve (CNG) em substituição aos que já estão lá, e o envio de dois ônibus de caravaneiros para integrar a jornada de Lutas, em Brasília, de 16 a 18 de abril, proposta pelo Fonasefe. Os custos de cerca de R$ 170 mil incluindo transporte, alimentação, estadia e diária de R$ 150,00 dos participantes serão custeados pelo Fundo de Greve.  Até o momento, os gastos com as três delegações ao CNG somam aproximadamente R$ 225 mil.

Quem se inscreveu durante as assembleias simultâneas já têm vaga garantida na próxima caravana de luta e agitação no Planalto Central, prevista para maio, quando será votada a reforma administrativa, que precariza o serviço público, se contemplarem os critérios adotados pelo CLG: ser sindicalizado, estar em dia com as obrigações da entidade e com o ciclo vacinal, e participar das comissões e ações de greve.

A categoria presente nas assembleias também aprovou:

  •  Envio pelo CLG de e-mail a todos os chefes de unidades, oficializando a Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) a respeito, informando sobre as razões da greve dos técnicos-administrativos, solicitando respeito aos grevistas. A decisão visa cessar as pressões e assédios que estão ocorrendo a servidores, em algumas unidades acadêmicas e administrativas.
  • . Ida do CLG à unidade da Escola de Música, nesta quinta-feira, 11, às 10h, localizada na Rua do Passeio, 98. Para mobilizar por adesão à greve e combater o assédio moral.
  • . Compra de equipamento para garantir a realização com qualidade das assembleias simultâneas do Sintufrj.
  • . O CNG/Fasubra deve enviar ofício ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI) ratificando o aceite do reajuste proposto para os benefícios: auxílio alimentação, auxílio creche e per capita saúde suplementar, a partir de 1º de maio, mas garantida a isonomia com os servidores aposentados e pensionistas.
  • . Somar forças ao ato dos servidores estaduais no Palácio das Laranjeiras, nesta quinta-feira, 11, por reposição salarial.
  • . Definição de uma pauta interna na próxima assembleia do Sintufrj.
  • . O CLG enviará representação ao ato dos servidores da Unirio, nesta quinta-feira, 11, às 11h30, no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.
  • . Participação do CLG/Sintufrj na reunião sexta-feira, 12, às 12h, dos trabalhadores do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) com a direção da unidade sobre a entrada da Ebserh no hospital. Local: Salão Nobre.
  • . Sexta-feira, 12, reunião do CLG, às 9h, no Espaço Cultural do Sintufrj.
  • . CLG participará da aula Magna da UFRJ, na segunda-feira, 15, às 10h, no auditório do Quinhentão (CCS), com o assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Lula, Celso Amorim.
  • Na quarta-feira, 17, em substituição à assembleia do Sintufrj de avaliação da greve e para informes locais e nacional, em virtude da Jornada de Lutas em Brasília, o CLG realizará uma live sobre um tema de interesse da categoria.

 

 

Assembleia Praia Vermelha,
Rio, 10/04/24.
Foto de Elisângela Leite

Assembleia foi nesta terça-feira, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). Estudantes decidiram parar no dia 19 de abril

O setor da educação se movimenta por mais verbas para as universidades. Os técnico-administrativos em educação, em campanha salarial,  estão em greve desde o dia 11 de março. Os professores têm indicativo de greve para 15 de abril.

E os estudantes debatem adesão ao movimento paredista. Na UFRJ, assembleia realizada nesta terça-feira, 9, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) eles decidiram parar no dia 19 de abril. O DCE Mário Prata põe na rua sua campanha “SOS UFRJ! A Educação grita por verba!”.

Do IFCS, saíram em passeata para juntarem-se a outros estudante no Ato Nacional da Educação por Orçamento. O dirigente DCE, Alex, explicou que eles pretendem seguir os passos dos técnico-administrativos e realizar debate e assembleias em todos os cursos através dos Centros Acadêmicos para poder capilarizar o movimento de greve.

Na assembleia estudantil, técnico-administrativos e professores fizeram sua saudação. O coordenador geral do Sintufrj, Esteban Crescente, falou da greve da categoria explicando que técnico-administrativos e estudantes têm em comum a luta pela recomposição do orçamento das universidades, informando que haverá uma grande caravana à Brasília. (fotos: Renan Silva)

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Os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CNS), representantes da Fasubra, Agnaldo Fernandes e Marcelo Rosa, apresentaram os principais pontos do do Relatório Final que foi entregue oficialmente ao governo dia 28 de março, em evento realizado no dia 5 de abril, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ, organizado pelo Comando Local de Greve do Sintufrj.

O documento traz um conjunto de 12 propostas relacionadas ao Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) com vistas ao seu aprimoramento apontando para um futuro profissional mais equâneme, coadunado ao atual mundo do trabalho, objetivando corrigir distorções e ratificando os princípios do fazer dos trabalhadores em educação das universidades.

O relatório está sendo disponibilizado para que todos possam saber e entender o que será discutido com o governo na mesa específica de negociação. Questões orçamentárias e percentuais que possam incidir sobre as demandas avaliadas não foram objeto de deliberação no GT. O governo, por sua vez, informou na mesa de negociação que está preparando uma proposta de reestruturação e de recomposição salarial a ser apresentada na mesa específica.

Francisco de Assis, do Comando Nacional de Greve e coordenador da Fasubra, mediou a mesa, e afirmou que a federação quer que os CLGs se apropriem do conteúdo do relatório para realizar os debates que se farão necessários com a categoria.

Agnaldo Fernandes destacou quatro pontos do relatório os quais a categoria terá de discutir. São eles: aglutinação de classes em A/B, C/D e E; progressão vertical por capacitação (aceleração); criação de novos cargos e Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Ele também informou que boa parte dos aposentados se aposentou apenas com o vencimento, sem o incentivo à qualificação, recebendo os salários mais baixos, e o reposicionamento deles será uma correção desta distorção.

“Este é um relatório técnico onde se apresentam propostas.Temos de conversar, tirara dúvidas e avaliar como avançamos. Quando o governo apresentar sua proposta será levado para as assembleias para ser discutido e votado. E falta a questão orçamentária que será tratada na específica. Reestruturação e recomposição salarial estão juntas na proposta e não existe a proposta apresentada pela Fasubra e Sinasefe separando-as. É conjunto. Por que se trabalha só recomposição salarial a atual estrutura da carreira permanece com seus problemas que foram acumulados ao logo de 18 anos de PCCTAE”, explicou.

“Falta agora o governo marcar uma reunião e apresentar sua proposta que já afirmou que terá recomposição e reestruturação em conjunto. O que apresentou até agora são os 9%, mas na mesa específica ainda não apresentou isso para nós. Pode ser que apareça e temos de esperar ele apresentar para podermos fazer o debate mais completo. Acho que o comando de greve deve espalhar o relatório e abrir um canal onde recebamos as dúvidas da categoria. Agora é o momento de perguntar, tirar dúvidas, para quando chegar no momento de decisão todos saberem o que decidir e escapar de manipulações e ou informações inadequadas e imprecisas”, observou Agnaldo.

Marcelo Rosa narrou a proposta de reestruturação e recomposição aprovada na plenária da Fasubra e que foi apresentada na mesa específica, sendo objeto também do estudo do GT. “A plenária aprovou essa matriz com 19 padrões (são os 16 atuais, 3 niveis de classificação (AB, CD, e E) mais os 3 níveis de capacitação), a manutenção das progressões e aceleração em 7 níveis e a diminuição dos interstícios para um ano. A Fasubra propõe também a remuneração com parâmetros (piso de 3 mínimos e step de 5%) para ser discutido na mesa. Não foi aprovado uma proposta de tabela. Propôs também o fim da correlação indireta para o incentivo a qualificação. E o RSC sem dizer qual seria o modelo”, sustentou.

“O GT não é mesa negociação. A categoria tem que conhecer o que está colocado no relatório para poder orientar a posição da Fasubra na mesa. Não temos tempo para enrolação. E continuamos a dizer para o governo que queremos recursos já para 2024. O GT não tratou nada do que diz respeito ao orçamento. Não fez nenhuma simulação de tabela. Então as muitas tabelas que estão circulando na base e na internet são todas simulações, mais nenhuma delas é proposta da Fasubra por que a Fasubra não tem esse tipo de proposta ainda”, esclareceu Marcelo.

O que é hoje

O PCCTAE foi estruturado com 322 cargos, dos quais somente 228 estavam ativos à época (os demais foram mantidos no antigo plano, o PUCRCE, de modo a atender os servidores ativos e inativos que permaneceram na carreira).

Atualmente, 155 cargos estão extintos ou em extinção e 92 cargos estão com abertura de concurso público vedada. A Matriz de Hierarquia do PCCTAE se dá em 5 Níveis de Classificação denominados pelas letras A, B, C, D e E, com 4 Níveis de Capacitação, representados pelos numerais romanos I, II, III e IV.

O ingresso no PCCTAE se dá por meio de concurso público. O desenvolvimento do servidor na Carreira somente é possível mediante a Progressão por Capacitação Profissional (mudança de Nível de Capacitação) ou Progressão por Mérito Profissional (mudança de Padrão de Vencimento). Ainda foi instituído no PCCTAE o incentivo à Qualificação (IQ), devido ao servidor que possui educação formal superior ao exigido para o cargo de que é titular.

O que se discutiu no GT

São 12 propostas, as duas primeiras sem impacto orçamentário, e tendo a maioria consenso no Grupo de Trabalho. São elas:

1-Racionalização de cargos vagos/a vagar

2-Revisar os fazeres dos técnicos-administrativos (Atribuições)

3-Redução dos interstícios de progressões por mérito (12 meses)

4-Concessão do RSC para os servidores TAE

5-Verticalização – Matriz Única

6-Incetivo à Qualificação – IQ- correlação direta

7-Aglutinação dos Níveis de Classificação (NCs) e percentual de correlação

8-Aceleração por progressão de capacitação

9-Recomposição das perdas inflacionárias

10-Piso de três salários mínimos atuais

11-Incorporação do Piso da Enfermagem

12-Aumento do Step de 3,9% para 5%

 

Assista:

Mais detalhes na próxima edição do Jornal do Sintufrj.

Ao som de canções inesquecíveis e ritmos variados – do swing de Wilson Simonal, o romantismo de Roberto Carlos, a MPB de Tom Jobim, Dorival Caymmi e boleros castelhanos –, a Coordenação de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj homenageou as companheiras pelo mês dedicado às mulheres (a data do evento foi alterada de março para abril devido as ameaças de fortes temporais), nesta sexta-feira, 5, no Espaço Cultural da entidade sindical. Os aniversariantes de fevereiro a março foram festejados com bolo e muita dança.

A comemoração começou às 10h e terminou às 16h, mas antes da festa, os coordenadores da Fasubra Francisco de Assis e Marcelo Rosas deram informes sobre a greve nacional da categoria. A parte da proposta da Fasubra e do Fonasefe em negociação com o governo sobre a reestruturação do Plano de Carreira dos Carlos Técnicos-Administrativos (PCCTAE), que contemplará principalmente os aposentados e pensionistas foi detalhada pelos dirigentes.

“Por isso é importante que vocês se integrem à greve para que o movimento fique cada vez mais forte. Lutamos por uma reestruturação da carreira que valorize todos os servidores, ativos e aposentados. Cada vez mais a gente vai se endividando com os consignados porque nossos salários são baixos”, disse Rosas. Fotos: Renan Silva

Leia matéria completa na edição do Jornal do Sintufrj 1431, que circulará a partir de segunda-feira, 8 de abril.

 

ANIVERSARIANTES DE fevereiro, março e abril foram homenageados na celebração da Coordenação de Aposentados e Pensionistas do Sintufrj. Foto: Renan Silva
MARCELO ROSA fala da Carreira a aposentados

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O deputado do PSOL associou as dificuldades da educação ao ímpeto dos golpistas de facilitar seu projeto político

O aguerrido deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) declarou total apoio a luta dos técnico-administrativos em educação durante o debate “Orçamento Público, Campanha Salarial e Valorização da Carreira”, no Salão Azul do Instituto de Biologia, organizado pelo Comando Local de Greve do Sintufrj.

Glauber foi eleito dia 6 de março por unanimidade presidente da Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados que é responsável por facilitar a participação da sociedade no processo de elaboração legislativa.

Através da CLP, qualquer entidade da sociedade civil organizada, sindicatos, associações, órgãos de classe, apresenta à Câmara dos Deputados suas sugestões legislativas.

No debate desta quinta-feira na UFRJ, Glauber se colocou à disposição para encaminhar à CLP propostas dos técnico-administrativos em educação assim como desde já informou que nos fóruns, eventos e congresso falará da luta dos trabalhadores das universidades e institutos federais em defesa da educação, da universidade, do orçamento público e pela valorização de sua carreira.

“Quero ser um aliado exatamente pela compreensão que a luta de vocês, ao contrário do que alguns possam supor, é uma luta que além de fundamental para a educação pública é uma luta que defende o governo contra os ataques dos golpistas. O que os golpistas querem é ter uma educação desestruturada para que eles tenham a facilidade de implementar o seu projeto político”, afirmou.

Exatamente sobre essas intenções, Glauber fez um alerta em relação a verba pública para saúde e educação. Ela são obrigatórias constitucionalmente, mas há um movimento recente para reverter isso.

“As preocupações de vocês são várias. E queria falar de outra. Isso tem a ver com a luta de vocês também. O secretário nacional do tesouro já falou algumas vezes em mandar uma proposta de desconstitucionalização dos mínimos atuais para saúde e educação públicas. Se isso for aprovado o que está ruim vai ficar pior. Temos de demonstrar que não tem acordo dessa possibilidade de desconstitucionalização. Todas as reivindicações da pauta de vocês passam por não ter desconstitucionalização da educação e saúde”, advertiu.

Na Câmara

Glauber Braga sugeriu que o movimento faça um requerimento à Comissão de Legislação Participativa (CLP) para debater sua pauta de reivindicações. Além disso, reiterou que sem luta os trabalhadores não irão muito longe.

“Essa luta de vocês é essencial e fundamental. Mas é preciso mobilização. Se vocês estão brigando por espaço no Orçamento, e se houver arrecadação, sem mobilização vocês não vão garantir a verba para as universidades. O centrão vai querer levar tudo para seus ministérios e ampliar a liberação emendas que não estão no orçamento. Mesmo que aumente a arrecadação e tenha capacidade de atender a mais coisas, essa é uma disputa permanente. No final são eles que votam o que foi encaminhado pelo governo. E no final das contas, sem mobilização os trabalhadores estão fritos”, sustentou.

Ao falar do jogo político e da queda de braço no Congresso Nacional, Glauber revela o que se passa com os projetos encaminhados pelo governo.

“Quando é do interesse do mercado o Arthur Lira, que os representa, coloca para tramitar rápido e aprovar. Quando é alguma matéria de interesse dos trabalhadores tem que ter mobilização junto. Por que ou não botam para votar ou revogam.”

Glauber Braga não tem papas na língua quando tem de falar a verdade e ou barrar manobras do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Com isso, tentam intimidá-lo e até cassar seu mandato através de processo no Conselho de Ética. Recentemente Glauber denunciou que Lira entrou com um terceiro processo no Conselho de Ética em nova tentativa de cassá-lo.

Educação

No mínimo 50% das emendas parlamentares, obrigatoriamente têm que ser indicadas pelo deputado para a área da saúde. O restante pode ser indicado para qualquer outra área. Nesse ano, o mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) fez uma mudança no processo das reuniões de emendas participativas.

Devido aos inúmeros cortes orçamentários na educação pública, sucateamento das instalações e falta de valorização aos professores e funcionários da área educacional, pelo Governo Bolsonaro, Glauber indicou os 50% que não são para a saúde, em educação.

Todos os anos, os 513 deputados federais têm a possibilidade de indicar emendas parlamentares ao Orçamento da União. Glauber não escolhe sozinho onde esses recursos devem ser aplicados. Ele realiza audiências públicas, onde cada participante pode sugerir como o recurso federal deve ser aplicado.

Depois de recolher todas as propostas é iniciada uma votação. A sugestão que recebe o maior número de votos é que o deputado Glauber apresenta em outubro ao Orçamento do próximo ano. Foram realizadas reuniões de Emendas participativas em diversas Universidades Federais, Estaduais e Institutos Federais de Educação. Como resultado verbas já foram destinadas para a UFRJ, recentemente para a Biblioteca do Centro de Ciências da Saúde e para o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, por exemplo.

NO SALÃO AZUL DO CCS, O deputado Glauber Braga(de camisa branca, no centro) posa com trabalhadores em greve

 

 

 

 

 

Fotos: Renan Silva

Em ato unificado na manhã desta quinta-feira, dia 4, coordenadores do Sintufrj, militantes do Comando Local de Greve (CLG) e da base da categoria, aposentados, estudantes e professores levaram à comunidade do campus Geraldo Cidade, em Duque de Caxias, protesto pelo atendimento da pauta dos trabalhadores em greve há três semanas.

A luta dos trabalhadores terceirizados do campus – que sofrem com salários sistematicamente atrasados – foi outra pauta destacada em mais esta ação da agenda da greve.

A reestruturação da Carreira dos Técnicos-Administrativos, o reajuste dos salários há anos sem aumento, mas também a recomposição orçamentária das universidades foram reafirmadas como objetivo do movimento paredista.

Como se sabe, a asfixia financeira das universidades resulta em  sérios problemas de infraestrutura e manutenção em seus campi, com um agravante: com o atraso no pagamento dos serviços

Dezenas de pais e mães de família enfrentam dificuldades. Como aconteceu na Faculdade de Letras no Fundão, Duque de Caxias adiou o início das aulas em duas semanas porque os terceirizados estavam sem salários.

Há infiltração, goteiras, umidade e mofo no alto das paredes, salas sem ar-condicionado numa região de calor intenso, uma piscina suja (herdada da construção original cedida pela Prefeitura local).

O coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente explicou que o protesto, previsto pelo CLG, teve o propósito de reivindicar condições de funcionamento, ambientes dignos e para que o pagamento dos trabalhadores seja feito em dia.

Disse que a valorização da carreira e da remuneração dos servidores têm a ver com os estudantes. “Por isso nossa luta para melhorar a Carreira, reter quadros de qualidade na universidade, e por recursos, principalmente em Caxias, que sofre muito com a falta de estrutura. Este também é um protesto em solidariedade aos terceirizados”.

Diretora: greve ‘justa, necessária e urgente’

A diretora do campus Duque de Caxias, Juliany Rodrigues, se colocou ao lado da categoria e da greve “justa, necessária, importante e urgente”. Comentou da necessidade de recomposição dos salários (“tão baixos” em relação a outras áreas do Executivo) e do orçamento da UFRJ.

“Se a gente não brigar com o governo pela recomposição orçamentária, a UFRJ vai ter que fechar por falta de dinheiro, por falta de manutenção básica”, disse.

Ela explicou que a UFRJ ainda não pagou os salários de janeiro e fevereiro dos terceirizados. “Está muito difícil manter a universidade funcionando. Achar que a universidade tem recursos para se manter aberta como se nada estivesse acontecendo para mim é uma loucura”, disse ela, propondo greve para que se discuta “a universidade que queremos. Do jeito que está não dá para continuar”.

A coordenadora do DCE Bianca Vitória reiterou a unidade de estudantes e trabalhadores nesta luta e a necessidade de recomposição orçamentária: “Sabemos que podemos cobrar. Não é mais o governo Bolsonaro. Mas precisamos que mais dinheiro do orçamento público vá para educação, para que a universidade não seja sucateada”.

Representantes técnicos-administrativos do campus no CLG, André Moura ressaltou que, além da pauta principal sobre a Carreira e recomposição do salário, é central também a recomposição orçamentária. Morador da região, ressaltou a importância do campus para a comunidade, mas lamentou o fato de que foi precarizado e que o dia a dia mostra um certo abandono.

 Greve e resultados

Depois de uma pequena caminhada por setores do campus, alguns coordenadores e militantes foram ao auditório (durante aula que ocorria na única sala com ar-condicionado, adquirido recentemente) explicar a dezenas de estudantes, os motivos do movimento.

“É o momento de fazer greve? Vocês podem perguntar”, provocou o dirigente do Sintufrj. Esteban disse que o movimento já teve resultados importantes, como a formulação de um relatório junto com representantes do governo sobre pautas relativas à Carreira.

“O governo está avaliando e disse que vai trazer um projeto de lei para reestruturação da nossa Carreira, o que tem a ver com vocês porque muitos quadros de qualidade, em função da média salarial muito baixa, se evadem. Na conjuntura atual, esse governo abre espaço para negociação e tem o compromisso de fazer diferente do anterior. Temos que cobrar. Por isso estamos em luta”, explicou.

André Moura explicou a eles que, ao contrário de achar que o movimento paredista pode atrapalhar suas vidas, a greve é para garantir o direito de acesso à universidade pública, hoje ameaçada por falta de recursos.

 

 

Ato unificado dos trabalhadores federais da educação- boa parte já em greve – ocupou o Centro da cidade, fazendo o percurso entre Candelária e Cinelândia, trecho histórico das grandes manifestações políticas do Rio de Janeiro desde os tempos de capital federal. A manifestação foi encerrada com uma fotografia para marcar a luta pela educação no país nas escadarias da Câmara Municipal. O Sintufrj teve protagonismo na marcha, como um dos centros de gravidade da agitação que envolveu aquela parte da cidade quando milhares de pessoas deixavam seus trabalhos. A presença de estudantes ampliou a legitimidade da manifestação que despertou atenção da massa de transeuntes na hora do rush. Já em greve, desde 11 de março, técnico-administrativos exigem Carreira, recomposição orçamentária para as universidades e reajuste salarial. Em várias partes do país, houve atos indicados pela Fasubra num dia nacional de mobilização dentro da campanha salarial exigindo que o governo dê respostas às reivindicações. Foto: Elisângela Leite

 

 

04/04 –

10h Campus da UFRJ  em Caxias

14h – Debate sobre Orçamento com Deputado Glauber Braga n

14h às 15:30 no Salão Azul do Instituto de Biologia (CCS)

Sexta-feira –  05/04 REUNIÃO DO CLG

 IFCS – Sala 106 – 10h

 13h30 – Momento de discussão Carreira no CLG no IFCS

Atividade da Coordenação de  Aposentados – das 10h às 16h, no Espaço Cultural

15/04

10h – Aula Magna Celso Amorim (auditório Rodolpho Rocco – CCS)

Reunião Comissão do CLG.
Rio, 02/04/24
Foto de Elisângela Leite

 

 

 

O Dia Nacional de Luta dos servidores federais em greve no Rio de Janeiro – técnicos-administrativos em educação da UFRJ, UFF, UniRio, UFRRJ e do Colégio Pedro II – começou com assembleia ato convocada pelo Comando local de Greve (CLG/UFRJ) em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), na Praça Tiradentes. Em seguida, as trabalhadoras, trabalhadores e estudantes caminharam com suas faixas, bandeiras e palavras de ordem até a Candelária, local de concentração da manifestação conjunta e passeata até a Cinelândia.

A assembleia foi conduzida por integrantes do CLG/UFRJ e o coordenador-geral do Sintufrj Esteban Crescente. “Estamos em greve nacional porque há sete anos nossos salários estão congelados, portanto, o poder de compra desses servidores ficou defasado. Nossas perdas somam mais de 50%. Lutamos por  dignidade salarial e mais recursos para as instituições federais de ensino. O orçamento destinado este ano para UFRJ é o mesmo de 2012. As consequências disso são salários atrasados dos trabalhadores terceirizados, falta de pagamento de bolsas para os alunos de baixa renda e mais atraso para o país por falta de investimento na ciência”, informou à população o dirigente sindical.

referendos

Os técnicos-administrativos da UFRJ presentes na assembleia ato aprovaram os encaminhamentos do CLG a respeito de três  questões levadas para análise pelo movimento grevista pela Pró-Reitoria Estudantil (PR-7). Na avaliação socioeconômica feita pelo CLG, a matrícula dos novos alunos aprovados para a universidade (acesso) não é essencial, porque não impede as atividades acadêmicas dos estudantes. Portanto, não causa dano irreparável, assim como o que se refere às bolsas de assistência estudantil relativas aos novos editais não lançados até a deflagração da greve, no dia 11 de março. A realização do Jic-Tac também não foi considerada atividade essencial.

A assembleia também aprovou a moção de repúdio contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que entrou na Justiça e conseguiu que o Hospital Universitário da Universidade Federal do Paraná funcione 100% e o da Universidade Federal de Santa Catarina com 80% da sua força de trabalho. “Essas decisões judiciais são uma afronta e ferem nosso direito de greve”, diz o texto, que será levado ao Comando Nacional de Greve (CNG) para que a Fasubra encaminhe ao ministro da Educação, Camilo Santana, para o governe “ordene à direção da Ebserh a retirada imediata dessas ações em respeito ao direito de greve dos trabalhadores dos HUs”.

Informes nacional

Reunião sobre a carreira está sendo aguardada para até a próxima semana, segundo expectativa do movimento grevista a partir da entrega do relatório final preparado pelo Grupo de Trabalho de Reestruturação da Carreira dos Técnicos-Administrativos em Educação pela Fasubra e o Sinasefe aos ministros da Educação (MEC), Camilo Santana, e da Gestão e Inovação (MGI), Esther Dweck, no dia 27 de março. O documento apresenta os estudos para o aprimoramento do PCCTAE..

Agnaldo Fernandes, integrante da CNSC e participou da reunião com os ministros, em Brasília, junto com as direções das entidades foi quem deu os informes do CNG na assembleia. Ele iniciou explicando a composição do grupo (membros da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Gestão

e Inovação (MGI) e dos Fóruns de Gestão de Pessoas das Instituições Federais de Ensino) e porque foi criado. “Tanto a Fasubra como o Sinasefe protocolaram a proposta de reestruturação da Carreira Técnico-Administrativa em agosto e setembro, mas o MGI mostrou, na reunião do dia 22 de fevereiro, desconhecer o conteúdo, portanto, não ter preparo para discutir sobre o PCCTAE. Por essa razão formamos o GT, que teve 30 dias para produzir o relatório. Fruto da nossa greve nacional”.

Segundo Agnaldo, houve avanços em alguns pontos da proposta protocolada, mas o governo não aceitou a redução de cinco para três classes: AB, CD e E, argumentando que poderia haver questionamentos jurídicos. Mas concordou com a mesma malha salarial proposta para todas as classes. Outra reivindicação aceita pelo MEC e MGI foi em relação a progressão e capacitação vertical por mérito, que hoje é de 18 em 18 meses e vai passar para 12 em 12 meses.

“Atualmente progredimos em quatro níveis de capacitação, que agora passa também para vertical. O governo quer quatro e reivindicamos oito níveis”, acrescentou Agnaldo. “Do ponto de vista conceitual conseguimos avanços, mas não temos a revisão orçamentária para garantir os ganhos. Esperamos uma reunião com os ministérios nos próximos dias”, concluiu.

Vá ao debate e entenda

 tudo sobre a Carreira

Na sexta-feira, 5, às 14h, no IFCS, o CLG realizará um debate sobre a carreira e o que a categoria reivindica como reestruturação do PCCTAE, com a participação de Agnaldo Fernandes e dois dirigentes da Fasubra: Francisco de Assis e Marcelo Rosa.