O SINTUFRJ convoca os trabalhadores técnico-administrativos da UFRJ para assembleia simultânea, nesta sexta-feira, às 10h, nos três locais de mobilização:

📍 Fundão: Pelotis da FAU (antiga Reitoria)
📍 Praia Vermelha: Auditório Manoel Maurício – CFCH
📍 Macaé: Bloco A, sala 205 – Polo

📝 PAUTA: ▪️ Prestação de contas da greve;
▪️ Prorrogação do mandato dos membros dos órgãos colegiados;
▪️ Informes gerais;
▪️ Avaliação de conjuntura;
▪️ Proposta de pós-eleições;
▪️ Eleições de delegados à plenária da FASUBRA.

✊🏽 Sua participação é fundamental! Vamos juntos fortalecer a organização e a luta dos trabalhadores da UFRJ.

A outorga do título de Doutora Honoris Causa a Maria da Conceição Evaristo, na quinta-feira, 5 de novembro, lotou o Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), na Praia Vermelha, com autoridades universitárias, estudantes e servidores técnicos administrativos e docentes, numa cerimônia emocionante que coroou o esforço da comunidade universitária pelo reconhecimento da aclamada romancista, e voz potente, da literatura contemporânea. O coordenador de Comunicação do SINTUFRJ, Fabiano Soares, estava presente na solenidade e registrou alguns dos seus principais momentos.

Em novembro de 2023, o Centro Acadêmico de Letras organizou uma mobilização para a concessão do título de doutora honoris causa à Conceição Evaristo. “Foram passagens em salas de aulas, abaixo-assinado e manifestações na Congregação da Letras que resultaram na aprovação do título”, informou inbtegrantes do CA. Esta foi a maior honraria concedida pela UFRJ para a escritora e militante antirracista, ex-aluna da Faculdade de Letras (ela se graduou em 1990). Um merecido reconhecimento à sua trajetória literária e o impacto da sua obra na socieade brasileira. A homenagem foi aprovada em junho deste ano por unanimidade pela Conselho Universitário, após esforços de estudantes da Faculdade de Letras iniciado em 2023, com o apoio das instâncias da unidade.

A homenageada 

Contista, poeta e ativista dos movimentos de valorização da cultura negra, Conceição Evaristo já foi homenageada pela UFRJ na Semana de Consciência Negra do Centro de Tecnologiaaaaaaa, em 2019, quando destacou a importância de se cobrar o lugar de pertencimento de negros e negras na universidade. Na cerimônia, representantes da Faculdade de Letras relacionaram sua trajetória relembrando a primeira premiação, aos sete anos de idade (pelo texto “Porque tenho orgulho de ser brasileira”) até o prêmio Jabuti (que recebeu em 2015 com o livro de contos Olhos d’Água (Confira a obra da autora, a seguir).

Evaristo foi também a grande homenageada da 61ª edição do Prêmio Jabuti, consagrada pelo conjunto da sua obra e pela importância do termo de sua autoria “escrevivência”. O conceito articula escrita e experiência a partir da perspectiva de mulheres negras. “Sua obra é profundamente marcada pela ancestralidade, pela memória e pela vivência da população negra no país”, informa o Jornal Literário Nota que elenca, a seguir, algumas de suas obras.

Fotos: Fabiano Soares

 

Algumas obras de Conceição Evaristo

Ponciá Vicêncio (2003) – Romance (estreia)

A história acompanha Ponciá, uma mulher negra que deixa o interior de Minas Gerais (com raízes em uma comunidade de descendentes de escravizados) em busca de uma vida melhor na cidade grande. O romance explora memória ancestral, identidade, sonhos frustrados e o peso da herança da escravidão, mesclando passado e presente de forma poética.

Becos da Memória (2006) – Romance

O livro retrata a vida em becos e periferias, narrando as complexidades humanas de personagens que enfrentam abandono, preconceito, fome e miséria diária. Com narrativa entrelaçada de memórias e vivências, destaca a resiliência e os laços afetivos em contextos de exclusão social e racial.

Olhos d’Água (2014) – Contos

Quinze contos densos e viscerais que retratam o cotidiano de mulheres (e alguns homens) negras marginalizadas, vítimas de racismo, pobreza e violência urbana. Com crueza e sensibilidade poética, a obra humaniza personagens como Ana Davenga, Duzu-Querença e Cida, expondo feridas sociais sem idealizações.

Canção para ninar menino grande (2018/2022) – Romance

Trata-se de um mosaico afetuoso de experiências negras, um canto amoroso e dolorido. Na figura do personagem Fio Jasmim, Conceição discute com maestria as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras. O livro é um mergulho na poética da escrevivência e ao mesmo tempo um tributo ao amor sob uma ótica poucas vezes vista na literatura brasileira.

Candidatos venceram disputa para deputados em assembleias de 4 estados

 

Agência Brasil Publicado em 04/11/2026

Sete candidatos nascidos no Brasil foram eleitos nas eleições dos Estados Unidos nesta terça-feira (3), todos do Partido Democrata. 

Os brasileiros venceram a corrida para deputados nas assembleias locais de quatro estados norte-americanos.

Os Estados Unidos concentram a maior comunidade brasileira no exterior. Estimativas do Itamaraty apontam que são mais de 2 milhões de brasileiros vivendo no país.

Confira os deputados eleitos: 

Massachusetts: 

  • Danilo Senna
  • Lorena Betts
  • Priscila Sousa
  • Rita Mendes

Florida: 

  • Felipe Souza Lazaballet

Nevada: 

  • Elaine Marzola

Connecticut:

  • Farley Santos

*Com informações da TV Brasil

Cidades e regiões de origem dos sete brasileiros:
Fonte: Valor Econômico e G1

  • Duque de Caxias (RJ): Cidade natal de Felipe Sousa-Lazaballet, eleito deputado estadual na Flórida.

  • Ipatinga (MG): Cidade natal de Priscila Sousa, reeleita deputada estadual em Massachusetts.

  • Conselheiro Pena (MG): Cidade natal de Rita Mendes, reeleita deputada estadual em Massachusetts.

  • Timbaúba (PE): Cidade natal de Danillo Sena, reeleito deputado estadual em Massachusetts.

  • Rio de Janeiro (RJ): Cidade natal de Elaine Marzola, reeleita deputada estadual em Nevada.

  • Mato Grosso (Estado): Região de origem de Lorena Betts, eleita deputada estadual em Massachusetts.

  • A cidade natal exata no Brasil de Farley Santos (reeleito em Connecticut) não é detalhada; ele migrou para os EUA aos 7 anos.
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Será às 19h e deve celebrar a vitória de Lula nas eleições presidenciais.

Fonte: Congresso em Foco

4/11/2026 14:12

O deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou uma nova live ao lado do presidente Lula para celebrar a vitória do petista nas eleições presidenciais de 2026. A transmissão está marcada para as 19h desta quinta-feira (5).

A live ocorrerá após o segundo turno, no qual Lula foi reeleito para a presidência da República.

Ao anunciar a transmissão, Janones afirmou que o resultado representa um momento de mobilização política. “A extrema direita está nas cordas, agora é hora da gente ir pra cima e nocautear”, declarou.

 

 

A live com Lula deve abordar a vitória nas urnas e o cenário político após a eleição.

 

 

Na primeira transmissão com o influenciador, realizada após o primeiro turno, foram registrados 1.183.488 aparelhos conectados simultaneamente.

A live ocorreu em 22 de outubro no canal de Lula no YouTube e reuniu artistas e influenciadores para mobilizar o chamado “Exército do Lula” na reta final da campanha presidencial.

Atuação de Janones na campanha

Durante o segundo turno, André Janones ganhou protagonismo na mobilização digital da campanha de Lula ao organizar o chamado “Exército do Lula”, canal que cresceu de cerca de 50 mil para mais de 10 milhões de seguidores.

O deputado usou transmissões, vídeos e convocações nas redes para coordenar apoiadores e ampliar a circulação de conteúdos da campanha, tornando-se um dos principais nomes da mobilização digital petista na reta final da eleição.

UM NOVO SÍMBOLO: “L” de Lula se espalha pelo mundo como símbolo de resistência e esperança.
França, Espanha, Argentina e Chile se inspiraram no Exército do Lula, e o gesto se tornou um marco da luta contra a extrema-direita global.
Fonte Rede TVT/ Carta Capital / Mídia Ninja / 
O L acompanha Lula desde 1989, quando foi criado pelo jornalista e publicitário paranaense Mário Milani para a primeira campanha presidencial do petista. Agora, além de identificar Lula, o gesto tem sido utilizado por estrangeiros para defender uma reação ao avanço da extrema direita. Quase quatro décadas depois, o L aparece em parlamentos, comícios e manifestações de artistas de diferentes países, associado tanto ao presidente brasileiro quanto à vitória eleitoral que seus apoiadores querem ver repetida em outras partes do mundo.
Na França, manifestantes celebraram a vitória; na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez, em comício, disse que “se o Brasil conseguiu, nós também conseguiremos” e manifestantes pediram “Palestina livre”. No Chile, a presidente e o Congresso fizeram o “L”. Na Palestina, um menino com a bandeira do Brasil parabenizou o presidente. O “L” virou o símbolo da resistência progressista mundial, que precisava de um respiro e de esperança.
Imagem: Mídia Ninja
Imagem: Portal desacato
LULA – Um dos cards nas redes mostra o nome como um acrônimo: Luta unificada pela Liberdade e Antifascismo, usado nas redes sociais e em atos políticos como um símbolo de resistência contra a extrema direita. A imagem brinca com o gesto original da protagonista de “Jogos Vorazes”  (de levantar três dedos como símbolo de resistência e luta no filme). Muitas postagens vem utilizando também a música-tema do filme – “The Hanging Tree”, na história, um hino contra a opressão.
Imagem: Carta Capital

“Faz o L” ganha força internacional após reeleição de Lula e vira símbolo contra a extrema direita

De líderes políticos a artistas de Hollywood, o gesto aparece no México, Chile e Europa e ganha novos significados após a vitória do presidente

Por Mídia Ninja 

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, abriu sua entrevista coletiva na segunda-feira (26) fazendo o L com a mão. O gesto foi uma homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil no domingo (25), após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos válidos. Sheinbaum parabenizou os brasileiros e classificou a vitória como um “sopro de ar fresco para a América Latina e o Caribe”. A manifestação da presidente mexicana é uma das várias demonstrações de apoio ao petista que ganharam repercussão internacional nos últimos dias.

Também no México, o senador Gerardo Fernández Noroña, do partido Morena, fez o L durante um pronunciamento e relacionou o resultado das eleições brasileiras ao cenário político latino-americano. “Começo parabenizando o povo do Brasil e o grande líder brasileiro Lula da Silva, que colocou um freio no neofascismo”, declarou. Para Noroña, a derrota de Flávio Bolsonaro representou um obstáculo à expansão da extrema direita na região.

No Chile, deputados da bancada do Partido Socialista fizeram o L dentro do Congresso, em um vídeo divulgado pelo grupo parlamentar Diputadas y Diputados Socialistas. O ex-presidente Gabriel Boric também participou das manifestações de apoio. Na véspera do segundo turno, publicou uma fotografia fazendo o gesto e escreveu que “Lula é humanidade”. Depois da confirmação da vitória, voltou às redes sociais para agradecer ao brasileiro por continuar lutando e mantendo viva a esperança.

Na Espanha, a vitória de Lula virou assunto de campanha eleitoral. Durante um comício realizado na segunda-feira (26), em Gijón, a candidata Adriana Lastra, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), citou o resultado brasileiro ao convocar a militância para as eleições gerais de 29 de novembro. “Como ontem Lula no Brasil, os únicos capazes de deter os reacionários somos nós, os socialistas”, afirmou. No mesmo evento, o primeiro-ministro Pedro Sánchez disse que a esquerda espanhola precisava repetir a recuperação eleitoral do presidente brasileiro. As declarações repercutiram na imprensa do país, incluindo os jornais El País e El Mundo.

A referência ao Brasil também apareceu entre os adversários do PSOE na esquerda. No domingo (25), antes da divulgação do resultado das urnas brasileiras, a ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau, candidata da Frente Amplio, pediu que apoiadores fizessem o L durante um comício em Móstoles, na região de Madri. “Vamos todas levantar o braço com o L de Lula”, disse. Após a reeleição, Colau comemorou a derrota da extrema direita brasileira e afirmou que a Espanha deveria seguir o mesmo caminho.

Fora da política institucional, o gesto já havia conquistado artistas internacionais durante a campanha. Um vídeo organizado pelo cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho reuniu nomes de Hollywood em apoio à reeleição. Mark Ruffalo, Tilda Swinton, Javier Bardem, Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Julie Delpy e Juliette Binoche apareceram fazendo o L. O ator mexicano Gael García Bernal e o diretor norueguês Joachim Trier também participaram da gravação, que circulou nas redes sociais na reta final do segundo turno.

O ator chileno Pedro Pascal, conhecido pelas séries The Last of Us e The Mandalorian, publicou uma fotografia fazendo o gesto. A atriz mexicana Melissa Barrera, dos filmes Pânico 5 e Pânico 6, também declarou apoio a Lula com uma imagem semelhante, destacando a preocupação com a preservação ambiental. No dia da eleição, a cantora sueca Zara Larsson compartilhou uma foto fazendo o L, acompanhada da mensagem “Vaamoos, Brasil!”.

A cantora sueca Zara Larsson (@zaralarsson) compartilhou uma publicação no instagram para seus fãs brasileiros fazendo o L com a mão.

A lista inclui ainda o cantor uruguaio Jorge Drexler, o franco-espanhol Manu Chao e o músico norte-americano Finneas, que publicaram imagens fazendo o L. No rock, o britânico Oliver Sykes, vocalista do Bring Me the Horizon, apareceu ao lado da cantora brasileira Alissic em uma manifestação de apoio. Tony Dolan, do Venom Inc., também reproduziu o gesto. O músico Lee Ranaldo, ex-integrante do Sonic Youth, e a artista visual Leah Singer divulgaram uma fotografia com a bandeira brasileira e a mensagem “Bora Lula!”.

Outros artistas apoiaram a reeleição sem necessariamente fazer o sinal com a mão. Madonna, Bella Hadid e Hailey Bieber compartilharam publicações favoráveis a Lula, enquanto Roger Waters, ex-Pink Floyd, e Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, gravaram mensagens de apoio. As bandas The Strokes e Primal Scream também se manifestaram, assim como os atores mexicanos Alfonso Herrera e Christian Chávez, conhecidos pelo grupo RBD.

O L acompanha Lula desde 1989, quando foi criado pelo jornalista e publicitário paranaense Mário Milani para a primeira campanha presidencial do petista. A ideia era transformar a própria mão em uma forma de propaganda política, fácil de reproduzir nas ruas, sem depender de cartazes ou outros materiais. O símbolo atravessou as eleições seguintes e ganhou novo impulso em 2022, com a popularização da expressão “faz o L”.

Agora, além de identificar Lula, o gesto tem sido utilizado por políticos e apoiadores estrangeiros para defender uma reação ao avanço da extrema direita. Foi essa a interpretação apresentada pelo senador mexicano Noroña e pela socialista espanhola Adriana Lastra ao comentarem o resultado brasileiro. Quase quatro décadas depois de sua criação, o L aparece em parlamentos, comícios e manifestações de artistas de diferentes países, associado tanto ao presidente brasileiro quanto à vitória eleitoral que seus apoiadores querem ver repetida em outras partes do mundo.

Publicações nas redes sociais destacam a influência da mobilização digital brasileira nas eleições americanas

A vitória de candidatos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), provocou uma onda de agradecimentos ao Brasil nas redes sociais. Americanos passaram a compartilhar mensagens de reconhecimento à mobilização digital que marcou a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontada como inspiração para estratégias utilizadas no pleito americano.

As publicações ganharam força após os democratas conquistarem vitórias em estados tradicionalmente republicanos. Nas mensagens, usuários celebraram os resultados e destacaram a influência de brasileiros na organização de campanhas e ações nas plataformas digitais.

No Threads, o perfil deonistruth publicou uma mensagem de agradecimento em letras maiúsculas. “Brasil! Obrigado! Devemos muito a todos vocês! Obrigado por acreditarem em nós!”, escreveu.

Americanos agradecem ao Brasil nas redes (Foto: Reprodução)

A usuária mariampalong também reconheceu a contribuição dos brasileiros, com uma referência direta ao grupo de mobilização política ligado à campanha de Lula. “Agradecendo ao Exército do Lula, do Brasil, por todos os bons conselhos”, publicou.

 

Americanos agradecem ao Brasil nas redes (Foto: Reprodução)

Em outra postagem, juliusvladimirfrancisco destacou a influência das estratégias digitais brasileiras. “De Merikuh, obrigado, Brasil, por nos dar esperança. Vocês não sabem o quanto isso ajudou!”, afirmou. Na sequência, acrescentou: “Obrigado pelas táticas online. Aprendemos com vocês”.

Americanos agradecem ao Brasil nas redes (Foto: Reprodução)

O perfil verificado hermansfc, por sua vez, celebrou os resultados eleitorais e atribuiu aos brasileiros parte da inspiração para a mobilização. “Aos meus amigos brasileiros! Obrigado por nos inspirarem! A coragem e a determinação de vocês nos mostraram o que é possível! Conseguimos!”, escreveu.

Americanos agradecem ao Brasil nas redes (Foto: Reprodução)

A publicação terminou com uma mensagem em português: “Muito obrigado, meus amigos brasileiros!”.

Estratégia de mobilização brasileira ganha repercussão internacional

A repercussão ocorre poucos dias depois da reeleição de Lula, em 25 de outubro, quando a mobilização digital de apoiadores do presidente ganhou destaque durante a reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Uma das iniciativas foi o chamado “Exército do Lula”, associado ao deputado federal André Janones (Rede-MG), que utilizou grupos de mensagens e redes sociais para organizar apoiadores e ampliar o alcance de conteúdos favoráveis ao presidente.

A estratégia passou a chamar a atenção de movimentos políticos de outros países, incluindo Argentina, França e Espanha, onde grupos começaram a reproduzir iniciativas semelhantes.

Nos Estados Unidos, o influenciador democrata e comentarista político Isaiah Martin chegou a utilizar a expressão “Explode”, popularizada por Janones durante a campanha brasileira.

As mensagens publicadas após as eleições americanas reforçam a repercussão internacional da mobilização pró-Lula. Embora os resultados eleitorais não possam ser atribuídos diretamente à estratégia brasileira, os agradecimentos mostram que parte dos apoiadores democratas reconhece a experiência do Brasil como referência para sua atuação nas redes sociais.

 

Influenciadores e democratas exaltam Lula após vitória eleitoral contra Trump: ‘explode!’

Influenciadores e eleitores democratas foram às redes exaltar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao comemorarem a vitória avassaladora nas eleições de meio de mandato, as midterms, sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O resultado mostra que os democratas vão controlar o Congresso e elegeu governadores em estados chaves, como Gina Hinojosa no Texas.

Ativista político e influenciador democrata nos EUA, que cogitou a se candidatar a uma vaga na Câmara dos Representantes, Isaiah Martin, repetiu o bordão de André Janones (Rede-MG) ao agradecer ao Brasil por “mostrar o caminho” em publicação na madrugada desta quarta-feira (04/11).

“Obrigado Brasil por nos mostrar o caminho! Exploooooode!”, escreveu Martin.

Em seguida, o influenciador democrata mandou um recado para Flávio e Eduardo Bolsonaro, que fugiram para os EUA. O filho “02” de Jair Bolsonaro mora no Texas, onde os democratas venceram tanto para o governo, quanto para o Senado, com James Talarico.

“Deportem Bolsonaro”, escreveu Martin.

‘Momento Lula’

O podcaster Mbuyiseni Ndlozi, que comanda o African Renaissance Podcast, publicou um longo texto em que diz que os “democratas têm seu momento Lula” ao analisar o resultado das eleições.

“Democratas têm seu Momento Lula! Preços dos alimentos, repressão à imigração, guerra com o Irã (ataques militares não autorizados), além de centros de dados de IA, expulsaram os republicanos da maioria”, escreveu no início do texto.

Saudado por brasileiros, que publicaram comentários celebrando a derrota de Trump, o senador Bernie Sanders, amigo de Lula, afirmou que o resultado das eleições legislativas foi “ótimo”.

“Os democratas agora controlarão a Câmara e o Senado e poderão responsabilizar Trump. Isso é ótimo. Em um momento de enorme desigualdade de renda e riqueza, devemos fazer mais. Devemos lutar agressivamente pelas famílias trabalhadoras. Chega de desculpas”, escreveu Sanders.

‘Resiliência democrática’

Cientista político em Harvard por três décadas e Vice-Presidente da World Values Survey – que investiga a relação entre crenças e políticas em todo o mundo -, Pippa Norris citou primeiramente o Brasil no que classifica como “resiliência autocorretiva da democracia”.

“Brasil. Sérvia. Israel (talvez). América. A resiliência autocorretiva da democracia. Leva tempo, é verdade. Mas um testemunho de que eleitores comuns defendem a democracia (segunda questão mais importante na pesquisa de saída nos EUA). E protegida pelos tribunais, as eleições importam. Um choque de realidade para líderes autoritários”, escreveu no X.

Fonte: Revista Fórum

Nas primeiras horas desta quarta-feira, 4 de novembro, os democratas conquistaram o controle do Congresso dos Estados Unidos. Eles obtiveram 54 cadeiras contra 44 dos republicanos no Senado, com vitórias históricas que contemplaram os estados Texas, Iowa, Kansas e Carolina do Sul. Na Câmara dos Representantes, o placar foi de 228 assentos contra 139 dos republicanos.

Por Opera Mundi / Plínio Teodoro·São Paulo·4 nov 2026, 10:53

Cerca de 250 milhões de cidadãos norte-americanos participaram das eleições de meio de mandato de 2026. Na Câmara dos Representantes, foram 435 cadeiras decididas, sendo que para obter a maioria, um partido deve conquistar minimamente 218 assentos da casa. Além disso, no Senado, estavam em disputa 35 das 100 cadeiras. Nos Estados Unidos, os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto para os senadores, seis anos.

Desaprovação de Trump atinge 62%

Divulgada pela CNN na terça-feira, antes do fechamento da votação, uma pesquisa de boca de urna havia apontado que 62% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os 38% que aprovam – sete pontos percentuais inferior ao registrado nas legislativas de 2018, no primeiro mandato presidencial do republicano. Nessa mesma linha, a CBS News também divulgou um levantamento de boca de urna no qual o mandatário também alcançava uma taxa de aprovação de 38%.ela plataforma X, o ex-presidente norte-americano Barack Obama reagiu à onda de vitórias democratas no país. “Esta noite, o povo americano enviou uma mensagem clara – eles querem uma política que una as pessoas, em vez de dividi-las, e líderes que ofereçam soluções concretas para os desafios que enfrentam”, escreveu. “Enquanto esta administração ainda tem mais dois anos no poder, nosso trabalho agora é arregaçar as mangas … evitar mais danos e preparar o terreno para o futuro”.

Leia mais em:operamundi.uol.com.br

 

Segundo membros da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira, esse decreto é emergencial e outro está em construção para atender especialidades não contempladas.

O governo publicou, no dia 22 de outubro, o Decreto nº 13.141, que regulamenta os cargos de Técnico em Educação e Analista em Educação do PCCTAE. O decreto permite a liberação de 15.659 mil códigos de vagas, dos quais 8 mil são destinados ao cargo de Técnico em Educação e 7.659, ao de Analista em Educação.

Desse total, 4.800 vagas serão direcionadas aos institutos federais, sendo 2.700 para Técnico em Educação e 2.100 para Analista em Educação. Já as universidades federais contarão com 10.859 códigos de vagas, das quais 5.300 serão para Técnico em Educação e 5.559, para Analista em Educação.

Segundo o site do Ministério da Educação, a regulamentação será realizada de forma gradual. Nesta primeira etapa, o documento contempla as áreas e especialidades mais demandadas pelas instituições federais de ensino. Outras áreas e especialidades serão objeto de novas etapas, ampliando progressivamente os perfis profissionais de ingresso.

Até então, o provimento dos cargos dependia da regulamentação das respectivas áreas, especialidades, requisitos de formação e atribuições específicas. Com a publicação do decreto, as instituições passam a contar com condições para planejar o preenchimento das vagas e atender as necessidades de suas atividades acadêmicas, administrativas e de apoio institucional.

Os cargos de Analista e Técnico em Educação contemplam as áreas de administração e informação, governança de dados e tecnologia da informação, infraestrutura, processos educacionais, saúde, medicina veterinária e meio ambiente e fenômenos da natureza.

Emergencial

Agnaldo Fernandes, membro da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira do MEC, conta que esse foi um decreto emergencial. Para ele, as especialidades mencionadas no documento, não são suficientes para o quadro atual das instituições federais de ensino. O GT sobre o tema na CNSC está estudando e construindo outro decreto, que seria complementar a este, para momento futuro, em que se tentará ajustar o que for possível.

Para o coordenador de Relações de Trabalho da Fasubra, também membro da CNSC, Marcelo Rosa, a opção do governo foi liberar esse primeiro decreto, emergencial para possibilitar as vagas mais necessárias, segundo a ótica do MEC e das reitorias, para a realização de concursos para as novas unidades nos institutos e novos campi nas universidades.

A perspectiva, reitera ele, é que neste segundo decreto que se está construindo dentro do MEC, conste todas as outras especialidades não contempladas no primeiro. “A partir disso, a gente pretende começar o trabalho da racionalização, lembrando que o prazo de conclusão do trabalho do GT é fevereiro de 2027. Então, a gente está com o tempo bem apertado”, alerta o coordenador.

UFRJ vai dimensionar para abrir concurso

A distribuição de vagas, segundo o superintendente Rafael Pereira, já foi realizada em outubro de 2025, através de portaria do MEC, que atualizou o Quadro de Referência dos Servidores Técnico-Administrativos.

Essa distribuição previu 99 novos cargos de Técnico Educacional (amplo, de nível médio) e 148 novos cargos de Analista Educacional (amplo, de nível superior).

Segundo explica, falta, apenas, a redistribuição dos códigos de vagas.

Os cargos amplos — de Técnico e Analista Educacional — dependiam da regulamentação, definindo áreas, especialidades e requisitos. Somente após, seria possível realizar o dimensionamento para novos concursos. “O decreto saiu. Agora vamos dimensionar as áreas e abrir concurso”, informou Rafael.

Clique na imagem a seguir e confirma a íntegra do decreto:

 

Respeito, igualdade e enfrentamento à discriminação. Esse foi o tema do II Seminário da UFRJ contra Assédio e Discriminação, que reuniu, no dia 29 de outubro, no auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, dezenas de pessoas entre autoridades universitárias e servidores para uma reflexão necessária sobre avanços e demandas da maior universidade federal do país no que toca as políticas de apoio às mulheres.

A mesa de abertura – com o reitor Roberto Medronho, a vice-reitora Cássia Turci, a ouvidora-geral da UFRJ Kátia Gualter, a ouvidora da mulher, Ângela Bretas, Denise Góes, superintendente Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), e o coordenador da Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (Corin), Luiz Cláudio Moreira Gomes – não se resumiu aos cumprimentos protocolares das autoridades. Tratou-se de um balanço das ações da UFRJ e do que ainda é preciso construir.

“Queremos uma UFRJ em que cada mulher possa estudar, trabalhar, pesquisar e exercer a liderança com liberdade, segurança, reconhecimento. Queremos também que nenhuma estudante tenha medo de perder uma oportunidade por reclusar uma investida. E queremos que nenhuma trabalhadora seja humilhada, silenciada ou prejudicada por ser mulher, por estar grávida ou por exercer a maternidade”, disse o reitor, demonstrando orgulho por uma equipe com tantas mulheres em cargo de poder.

Denise Góes cobrou ações mais avançadas por parte da UFRJ, com equipes capacitadas e ágil no sentido de apurar as circunstâncias de casos com rigor e que possa haver punições tal como em casos de racismo.

Técnicas-administrativas se destacam

Priscila e Carol

Dois nomes da Corin, no entanto, se destacaram entre as menções e elogios aos organizadores: os das técnicas-administrativas Carolina Genovez, diretora de Relacionamento com os Órgãos de Representação, e Priscila Mendonça, diretora de Relacionamento com os Órgãos Jurídicos.

“Essa ideia (do seminário) surgiu a partir da incorporação da Divisão Administrativa das Comissões (DAC) à CORIN e do início dos trabalhos relacionados ao recebimento e à análise de denúncias envolvendo servidores. Em conversas com a Priscila, identificamos a necessidade de adotarmos uma postura mais propositiva, ampliando as iniciativas voltadas à prevenção, especialmente no enfrentamento ao assédio e à discriminação, temas que representam a maior parte das denúncias recebidas pela unidade”, disse Carolina ao Jornal do Sintufrj.

“Entendemos que essas questões são de grande relevância para a comunidade universitária e que, enquanto instituição, a UFRJ tem um papel fundamental na promoção de um ambiente cada vez mais seguro, acolhedor e respeitoso, no qual todas as pessoas sejam tratadas com dignidade e respeito”, concluiu.

Priscila reiterou: “A ideia de promover o Seminário UFRJ contra Assédio e Discriminação surgiu da percepção de que, embora a Universidade recebesse muitas denúncias, também havia casos que não chegavam aos canais institucionais, seja pela falta de visibilidade, seja pela falta de confiança nesses mecanismos de acolhimento e apuração”.

Por isso, segundo ela, na primeira edição, o tema foi “O que a UFRJ está fazendo?”, com o objetivo de dar visibilidade aos canais institucionais, aproximá-los da comunidade e incentivar as pessoas a buscarem orientação e relatar situações de violência e discriminação.

“Neste ano, direcionamos o debate para a discriminação contra as mulheres e seu lugar na Universidade diante da gravidade de casos que acompanhamos desde janeiro, como a circulação de uma “lista de estudantes estupráveis” em um colégio de São Paulo e o caso Jane Doe, nos Estados Unidos. Esses episódios mostram que a violência de gênero não é algo distante ou isolado e reforçam a importância de discutir como enfrentá-la, tanto institucional quanto coletivamente, para construir ambientes mais seguros, respeitosos e igualitários”, concluiu a servidora.

Discriminação e diversidade

Em seguida, Márcio Neves, diretor de gênero e pertencimento (Digepe) da Sgaada, abordou o tema “Gênero para além do binário: discriminação, diversidade e os desafios da universidade”.

E, por fim, um painel com diferentes perspectivas sobre as experiências das mulheres na universidade (Mulheres na UFRJ: o que ainda precisamos transformar?), mediado por Natália Limonge,  assistente social da Pro-Reitoria de Pessoal, e que reuniu Aline Caixeta, procuradora da República, Ângela Brêtas, a deputada estadual Dani Balbi, a chefe de Gabinete da UFRJ Fabiana Fonseca, da vice-diretora do Instituto de Psicologia da UFF, Paula Curi e Carla Apolinário do projeto Mulherio, também da UFF, que discutiram caminhos para construir um ambiente universitário mais respeitoso e igualitário.

“Nos últimos anos, felizmente, a gente avançou na participação das mulheres no fazer científico brasileiro. Não podemos esquecer, por exemplo, que a maior contribuição da produção de ciência, ciência básica que o Brasil consolida está no campo das pós-graduações e, nesse sentido, nós somos 55% das pós-graduandas registradas no Brasil, o que é muito importante. Passamos, inclusive, a predominância masculina nesses espaços de construção de fazer científica e elaboração de soluções para os problemas endêmicos e sistêmicos do nosso país, quase que refletindo o percentual do continente populacional de mulheres no âmbito geral da sociedade brasileira.

Nós também avançamos no sentido da participação das instituições que enfatizam o sistema nacional integrado de ciência, tecnologia e inovação. Chegamos a cerca de 47,8% de mulheres. Ainda não expressa, não espelha a nossa participação real no conjunto da sociedade, mas, comparado aos últimos anos, há um avanço gradual, incipiente, mas real da participação de mulheres no corpo do fazer científico brasileiro”, disse Dani Balbi.

   

 

Publicações que circulam no período pós-eleitoral espalham informações falsas sobre recuo na nova jornada e cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. População deve procurar informações corretas nos canais oficiais antes de compartilhar

 

Fonte: Agência Gov/Secom

 

Governo Federal alerta para informações falsas que circulam nas redes sociais neste período pós-eleitoral sobre um suposto recuo no fim da escala 6×1 e cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. O texto da emenda constitucional que pôs fim à escala 6×1 não sofreu nenhuma alteração após as eleições. Da mesma forma, os dois programas sociais seguem em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios.

FIM DA ESCALA 6×1 – É falsa a afirmação de que, após as eleições, o governo recuou do fim da escala 6×1 e passou a preparar exclusões de categorias de trabalhadores. Não há nenhuma proposta que retire direitos em discussão no governo.

A Emenda Constitucional nº 141 assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. Permite diferentes formas de distribuição das folgas, inclusive por negociação coletiva, desde que sejam garantidos, em média, dois dias de descanso por semana ao longo do mês.

A PEC aprovada pelo Congresso Nacional já prevê regras específicas para determinadas categorias, além da possibilidade de regulamentação de regimes diferenciados de jornada e descanso.

O diálogo com os setores trata da implementação dessas disposições, dentro dos limites constitucionais. O Poder Executivo não pode vetar ou alterar uma emenda à Constituição promulgada pelo Congresso.

A redução da jornada ocorrerá em etapas: 60 dias após a promulgação, o limite passará a ser de 42 horas semanais. Um ano depois, será reduzido para 40 horas. Em todas as situações, sem redução salarial.

BOLSA FAMÍLIA – São falsas as alegações de cortes no Bolsa Família. O programa segue em funcionamento, sem qualquer suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios.

Em outubro, houve reajuste de 15,04%, com o valor mínimo por família passando de R$ 600 para R$ 691.

GÁS DO POVO –  Também são falsas as informações sobre cortes no Gás do Povo. O programa continua garantindo a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de 13 quilos às famílias contempladas.

O Gás do Povo tem orçamento assegurado para 2026 e previsão de recursos na proposta orçamentária de 2027 enviada ao Congresso Nacional.

CANAIS OFICIAIS –  O Governo Federal orienta a população a verificar as informações nos canais oficiais antes de compartilhá-las. Dúvidas sobre os programas sociais podem ser esclarecidas pelo Disque Social 121. Informações sobre o Bolsa Família também estão disponíveis nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem e pelo telefone 111, da Caixa.