“Reflexões sobre a defesa dos Direitos Humanos das mulheres brasileiras” foi o tema do seminário realizado no dia 8 pelos Centros de Referências para Mulheres Suely Souza de Almeida e das Mulheres da Maré Carminha Rosa.

 

O objetivo da iniciativa foi debater os avanços legais para a conquista de direitos das mulheres e rememorar o legado de Suely Souza de Almeida para a UFRJ e para a assistência de mulheres vítimas de violência. Ela foi a criadora dos centros de referências.

 

Homenagem

Familiares e amigos da ex-decana do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), ex-diretora da Escola de Serviço Social e do Núcleo de Estudos de Políticas em Direitos Humanos Suely de Souza Almeida, que faleceu em 2008, estavam presentes na homenagem. Uma placa foi inaugurada com o nome da idealizadora do Centro.

 

Debate

Eliana Moura, assistente social e ex-coordenadora dos Centros de Referências, Cristine Brandão, professora da Faculdade Nacional de Direito e Victoria Grabois, representante do grupo Tortura Nunca Mais, colocaram em evidência a necessidade de se compreender as violações dos direitos das mulheres como violações dos direitos humanos, e de se lutar para que as políticas públicas para as mulheres sejam políticas de Estado e não de governo.

O dia 3 de agosto ficará marcado na memória e no coração dos companheiros técnico-administrativos que comemoraram 30 anos de muitas histórias na UFRJ. A confraternização, no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), que teve o apoio do Sintufrj e do CEPE-Fundão, emocionou a todos.

 

Foram muitos depoimentos de agradecimento pela iniciativa, afinal nada melhor que reencontrar velhos amigos para celebrar e reafirmar laços. A festa “Geração 30 anos UFRJ” reuniu a maioria do pessoal que entrou na gestão Horácio Macedo e ratificou o sentimento de solidariedade construído pelo reitor que lutou lado a lado com os movimentos pela autonomia da universidade.

 

A comissão organizadora, Carlos Rodrigues, Rosangela Gambine e Ana Maria Ribeiro, se surpreendeu com a dimensão que a reunião tomou. “Pensei em reunir 20 colegas e chegamos a 122 pessoas”, disse Carlos, o idealizador do encontro. “Foi maior do que esperava. Esse encontro foi um marco na UFRJ”, declarou Rosângela.

 

O sucesso foi tão grande que a comissão já pensa em promover outra reunião e em local maior para poder agregar a todos os interessados. Na última hora, as solicitações para participar aumentaram, mas o local tinha limite de pessoas. Todos os participantes contribuíram para o pagamento do buffet.

 

Agradecimentos

“A festa foi impecável. O que mais marcou foi o sentimento coletivo de pertencimento e de construção de ao logo de 30 anos de uma universidade pública e gratuita e melhor para a sociedade. Foi o resgate de todas as por garantias e direitos, dentre os quais o reconhecimento do nosso papel como agentes importantes na produção do conhecimento”, Jefferson Salazar.

 

“Linda homenagem aos servidores que contribuíram e que ainda contribuem para que a UFRJ continue firme na luta por uma educação de qualidade e de possibilidades a todos. Encontrei muitos colegas que fizeram parte da minha caminhada”, Rejane.

 

“Amigos, aproveito para agradecer muito. Foram horas que esqueci dos problemas e vivi. Momentos de alegria, de saudade sim, mas senti que se mantém acesa a amizade e o companheirismo, apesar de pequenas diferenças de opinião. Se Horácio Macedo pode ver de lá onde está viu que acendeu uma chama de felicidade, de um coração apertado de tanta emoção de seis filhos de coração. Entrei na UFRJ em 1980 antes dele ser nosso reitor, mas conheci e compreendi os eu pensamento e vivi às suas ações. Em minha trajetória tenho e tive muitos amigos e a UFRJ na minha vida. Que venham outros porque para mim a UFRJ é pura emoção e nos proporciona o bem viver para quem quiser”, Alda.

 

“Festa maravilhosa. Tudo lindo, bem organizado, bem gostoso, embalado por músicas deliciosas e coreografadas pelo nosso querido professor de dança Davi. Reencontramos pessoas que não víamos há algum tempo, vimos outras que fazem parte do nosso dia a dia e quem amamos e temos muita gratidão pelo apoio e companheirismo em determinado momento das nossas vidas. Tivemos o prazer de conhecer colegas que embora estejam na UFRJ há tanto tempo como nós, não conhecíamos. Foi um momento para ficar na história da UFRJ e das nossas vidas”, Fernanda.

 

“Já estou com saudades. Faz tempo que não tinha esse sentimento de união na UFRJ. Precisamos de mais momentos desses. Nós como servidores estamos muito desmotivados. Valeu mesmo! Foi uma dose dupla de união”, Izabel Souza.

 

“Parabéns aos organizadores e a todos nós por essa linda festa. Foi muito especial revê-los e sentir de perto o que há muitos anos aprendi: do quanto o movimento organizado dos técnico-administrativos da UFRJ é responsável por um aprendizado de luta, de resistência e de firmeza inquebrantável na democracia entre aqueles que trabalham. Muito obrigado a todos por esses 31 anos!”, Lenin Pires.

 

“Quero agradecer a todos e, em especial, aos organizadores, por esta festa maravilhosa. Tenho 31 anos de UFRJ e de IFCS. Nunca trabalhei em outra unidade e confesso o meu receio em sentir-me um “peixe fora d´água”. Ainda bem que estive com vocês. Dancei, bebi e confraternizei com os amigos que conhecia e os novos amigos que fiz. A recepção que tive me fez sentir acolhida e bem-vinda! Desejo, de coração, que outros encontros aconteçam! Por antecipação já digo “presente”, Sônia Reis.

 

“Agradeço a Carlinhos e Rosângela. Foi muito legal e me fez muito bem…ver várias(os) colegas que fizeram e fazem parte da minha vida…Peço desculpas para quem eu não vi e não cumprimentei…Passei pela Odonto, CCJE e PR-4. Encontrei queridíssimas pessoas dos três lugares”, Agnaldo Fernandes.

 

“Que linda festa vocês proporcionaram para os presentes e para aqueles que a viveram de longe. Fiquei muito emocionado pelos depoimentos de agradecimento e pela felicidade que vocês proporcionaram a tanta gente”, Sérgio Fontoura.

 

“Obrigada aos organizadores e a todos os amigos que revi, abracei e pude compartilhar de horas prazerosas em companhia de amigos queridos”, Cláudia Damiana.

 

“Parabenizo a comissão pela ideia do encontro, esse momento de reencontros que afinal não são 30 dias. Não pude comparecer, mas fiquei curtindo pelas fotos e vídeos. Espero que tenha outros encontros e possa participar de mais uma história na minha querida UFRJ”, Moacir Moura.

 

“Esse encontro mostrou que pensamos diferente, porém nosso sentimento ao reencontrar um amigo (a) de trabalho é exatamente o mesmo. Carinho, satisfação, amor e muito respeito. Desejo do fundo do coração que possamos regar diariamente essa semente que foi plantada há 30 anos e hoje podemos colher esse fruto maravilhoso”, Vander.

 

“Esse momento vai ficar na história de nossas vidas. Foi sensacional estar com vocês. Uma pena que tive que sair cedo, mas fiquei olhando as fotos postadas. Podíamos manter o grupo e já marcar uma confraternização para o fim do ano”, Ailton.

 

Os concursados chegaram ansiosos ao auditório do Roxinho para a recepção e entrega de documentos.

Mas o clima era de alegria pela conquista de uma vaga no serviço público, principalmente na UFRJ.

 

Luan Souza, 28 anos, comemorou a entrada como assistente em administração na UFRJ. “Sou concurseiro desde 2009, e o meu foco era nas universidades públicas pelo incentivo à qualificação e por ser área da educação, que gosto muito. Estudei na Faculdade de Letras daqui quando era servidor da Prefeitura do Rio, e isso me atrapalhou a concluir o curso. Acabei me formando em Relações Internacionais numa instituição particular e tenho lato sensu em Direitos Humanos pela UFRJ. Espero muita coisa desse emprego para o qual vou dar o meu melhor e aprender muito”, disse Luan.

 

Leidiane Borges, 28 anos, é analista de sistemas. Ela disse que a perspectiva de estabilidade e de valorização profissional a incentivou a concorrer. “Na iniciativa privada você se dedica, mas não tem reconhecimento. Estou muito entusiasmada”, afirmou.

 

 

 

Alexandre Silva, 23 anos, formado em análise de sistemas, vai trabalhar na universidade como analista de Tecnologia da Informação (TI). “Estou muito animado para começar e na expectativa por desafios na profissão”, disse.

 

 

 

O engenheiro civil Carlos Eduardo Lobo, que preferiu não dizer a idade, foi ex-aluno da UFRJ e vai trabalhar na mesma unidade onde se formou, que é o Centro de Tecnologia (CT). “Nós, principalmente os da engenharia, estamos passando por uma grande dificuldade de conseguir emprego na nossa área de atuação. Fico muito feliz de estar de volta à universidade, agora como técnico-administrativo, e de estar trabalhando na minha área, e de poder dar uma condição de vida melhor para minha família”, afirmou.

 

Clarice Cabral, 40 anos, também ex-aluna da UFRJ, irá exercer a profissão na qual se formou: psicologia clínica. “Estou muito feliz de retornar à UFRJ depois de tanto tempo. Espero o melhor para essa nova etapa da minha vida. Estou pronta para encarar essa nova jornada”.

 

 

Paula Maués, 28 anos, também atuará na área de psicologia clínica. Ela sabe o valor de uma instituição pública de ensino. “Mesmo sucateadas, as universidades públicas seguem resistindo, e isso me traz muita esperança. Vim da UFF, já passei pela Uerj, e estar aqui na UFRJ me deixa bastante confiante e animada para começar a exercer meu ofício”, afirmou.

Um vazamento de gás no Instituto de Microbiologia, no bloco I do Centro de Ciências da Saúde (CCS), na manhã desta segunda-feira, 20, obrigou ao rápido esvaziamento do prédio e a suspensão de todas as atividades durante todo o dia. Era grande o número de trabalhadores e estudantes que se aglomeram por volta das 11h nos acessos ao centro. A expectativa é que a rotina volte à normalidade no CCS a partir de amanhã, terça-feira,

Segundo a Coordenadora de Biossegurança do CCS, Bianca Ortiz, o trabalho da Brigada de Produtos Perigosos e de Incêndio foi ágil na identificação do local vazamento e no trabalho de evacuação do prédio, garantindo a segurança de estudantes e trabalhadores. Não houve registro de intoxicação.

Perigo

A notícia que correu rápido de risco de explosão, tinha fundamento. Segundo o decano do CCS, Luiz Eurico Nasciutti, o vazamento ocorreu num cilindro no subsolo do bloco I e o gás se propagou para outros setores. Os bombeiros também recomendaram a retirada das pessoas do prédio.

“Por medida de precaução tomamos a decisão de suspender todas as atividades hoje. Está tudo sob controle. Bombeiros já vieram, mas tem muito gás no prédio. Amanhã, em princípio, segundo os Bombeiros, a gente pode voltar”, informou Nasciutti.

Segundo o decano, a Comissão de Biossegurança e o Corpo de Bombeiros vão apurar as causas do acidente.

Um assunto até certo pon¬to surpreendente ocupou a sessão do Conselho Universi¬tário (Consuni) desta quinta¬-feira. O reitor da UFRJ, Ro¬berto Leher, apresentou na sessão do Consuni, no dia 12, uma proposta de contrato do Banco Nacio¬nal de Desenvolvimen¬to Econômico e Social (BNDES) como consultor da UFRJ.

 

O banco daria consul¬toria para concessão de uso de imóveis, criação de fundos de investimento de ativos imobiliários e outras formas de aproveitamento econômico. Segundo Ro¬berto Leher, a intenção é viabilizar, com esses inves¬timentos, a construção e manutenção de infraestru¬turas acadêmicas e de equi-pamento cultural.

 

“É uma consultoria, um serviço que a UFRJ está con¬tratando do BNDES com o objetivo de avaliar o patri¬mônio da UFRJ e, sobretudo, fazer uma prospecção sobre valores, uma expertise que a universidade não possui e que envolve expectativa de mercado. Esse trabalho visa aferir a potencialidade econômica de cada área”, explicou o reitor.

 

Trata-se de assunto de¬licado. É fato que as univer¬sidades federais padecem de asfixia financeira, alvo da política de desmonte de um governo inimigo. Mas, quando envolve setores pri¬vados, todo cuidado é pouco. Setores da esquerda sempre criticaram a transferência de recursos públicos para a iniciativa privada, como no caso do Próuni. O aprofun¬damento dessa discussão é necessário, com pondera¬ção e considerando todos os cenários.

 

Entre os imóveis que seriam avaliados dentro do contrato encontra-se o que abrigou a famosa casa de espetáculos Canecão, na zona sul da cidade, fe-chada há oito anos, depois de uma longa briga judicial com os antigos inquilinos. Espaço artístico-cultural objeto de cobrança de rea¬bertura pela sociedade.

 

Debate amplo

A representante técnico¬-administrativa e coorde¬nadora-geral do Sintufrj, Gerly Miceli, disse que um projeto estruturante des¬sa envergadura, não pode ser decidido às pressas. De acordo com a dirigen¬te, a consolidação dessa proposta tem necessaria¬mente que ser precedida de ampla discussão com todos os três segmentos na UFRJ. “Toda comunidade universitária tem que par¬ticipar e ser amplamente consultada.”

No dia 3 de agosto, o Sintufrj marcou presença no ato contra os cortes no orçamento das pesquisas científicas propostas pelo governo anti-povo de Temer. O ato exigiu que Temer preservasse integralmente o orçamento para a Educação no PLOA 2019 (Projeto de Lei Orçamentária Anual).

Caso esse orçamento seja vetado, conforme previsto no Artigo 22 da LDO aprovada no Congresso Nacional, a educação no Brasil, do ensino básico ao superior, sofrerá cortes drásticos que representarão um dos maiores ataques históricos à pesquisa, à licenciatura e ao ensino dos brasileiros e brasileiras.

QUARTA-FEIRA, 4 e julho: lembranças da insurgência contra o autoritarismo do governo de FHC

“O Projeto Memória pode ser uma ponte entre gerações”

Danielle São Bento

 

“Ninguém invade aquilo que é seu”

Marcelo Cantizano, rebatendo a mídia da época, que chamada a “ocupação” de “invasão”

 

“Sou cada vez mais apaixonada por nós mesmos”

Neuza Luzia, louvando a história de luta da categoria

 

O episódio da ocupação da Reitoria em 1998, momento marcante da trajetória de lutas na UFRJ, foi revisitado nessa quarta-feira, 4 de junho, no evento que deu a largada no Projeto Memória Sintufrj – da Coordenação de Educação, Cultura e Formação Sindical da entidade.

Há 20 anos, a insurgência, que durou 45 dias, foi provocada pela nomeação de um reitor (José Henrique Vilhena), repudiado pela comunidade universitária. O governo FHC decidiu não reconhecer a consulta que indicou Aloísio Teixeira para o cargo e golpeou a democracia.

Naquele momento histórico, não havia precedente de ação tão ousada nas universidades nos anos que se seguiram à redemocratização.

O movimento dos técnicos-administrativos assumiu o protagonismo da resistência e liderou os eventos que sensibilizaram forças progressistas além dos muros da universidade.

A roda de conversa, organizada pelo Projeto Memória Sintufrj, reuniu alguns protagonistas do episódio. Mas foi só o início de uma série de iniciativas que vai se cristalizar nas próximas semanas em torno do evento histórico.

Entre os presentes que participaram das ações na Reitoria, estavam os diretores do Sintufrj Jessé Mendes de Moura e Neuza Luzia, que à época da ocupação também eram dirigentes sindicais.

Sebastião de Oliveira, Marcelo Cantizano, Vera Valente, presentes no episódio, também se encontraram com a memória, assim como Massaimi Saito.

Um testemunho teve tom especial. O de Daniele São Bento, hoje técnica da UFRJ e coordenadora pedagógica de cursos do Sintufrj, que, na época, era estudante da Letras. “Descobri o movimento estudantil e a política naquele momento”, confessou.

O gesto autoritário que mergulhou a UFRJ na crise e sustentou no cargo a figura de um usurpador se deu no auge de um governo que patrocinou o maior programa de privatizações. Tudo que era público era atacado. E as universidades eram alvo preferencial.

Os organizadores do Projeto Memória explicaram que o objetivo, ao recuperar a história das lutas, é fortalecer a identidade da categoria. E o caminho de construir esta memória por meio de fatos, como a ocupação da Reitoria e a mobilização que obrigou o governo a adiar o vestibular, é um método eficiente.

Com a proposta orçamentária de Temer para a Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano, que deve ser votado ainda esta semana, todas as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado não poderão mais ser pagas a partir de agosto de 2019.

O corte atingirá 440 mil bolsas. Foi o que anunciou em ofício ao Ministério da Educação no dia 1º de agosto, o presidente da Capes, Abílio Baeta, Neves, caso o corte no orçamento do órgão seja mantido.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) é uma fundação vinculada ao Ministério da Educação que atua na expansão da pós-graduação do país.

O texto, do Conselho Superior da Capes, endereçado ao ministro Rossieli Soares da Silva, apresenta dados do que pode acontecer caso Temer vete a preservação integral do orçamento da Educação na PLOA 2019. É, na prática, o fim do sistema de pós-graduação no país e pode levar ao fim da Ciência no Brasil.

Todos às ruas contra mais este ataque à Educação. Sexta-feira, dia 3, às 17h na Cinelândia.

 

Consequências do corte

 

A comunidade acadêmico-científica está com alerta vermelho ligado porque grande parte da ciência brasileira é produzida nas universidades justamente com apoio das bolsas de graduação e pós-graduação.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) listou consequências do corte:

– Suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, atingindo mais de 93 mil discentes e pesquisadores, interrompendo os programas de fomento à pós-graduação no país;

– Suspensão dos pagamentos de 105 mil bolsistas, acarretando a interrupção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), do Programa de Residência Pedagógica e do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor);

– Interrupção do funcionamento do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e dos mestrados profissionais do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB), com a suspensão dos pagamentos, afetando os mais de 245 mil beneficiados (alunos e bolsistas – professores, tutores, assistentes e coordenadores) que encontram-se inseridos em aproximadamente 110 IES, que ofertam em torno de 750 cursos (mestrados profissionais, licenciaturas, bacharelados e especializações), em mais de 600 cidades que abrigam polos de apoio presencial.

 

– Cooperação Internacional: Prejuízo à continuidade de praticamente todos os programas de fomento da Capes com destino ao exterior.

 

O que muda na LDO

 

Como mais um efeito da Emenda Constitucional 95 – a EC do fim do mundo – o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019, já previa drástica redução no orçamento da Capes.

O órgão de fomento – antevendo o colapso financeiro das pesquisas – pede que seja mantida a proposta de LDO aprovada em julho pelo Congresso que previa que o orçamento do Ministério da Educação seja o mesmo de 2018 com reposição da inflação. Mas o valor definitivo será delimitado do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) que será sancionado ou vetado por Temer até 31 de agosto.

 

O Fim da Ciência no Brasil

 

Trechos do artigo de Carlos Frederico Rocha, do Instituto de Economia da UFRJ, que circula nas redes sociais.

Algo importante a ser dito sobre a evolução da ciência e da pós-graduação no Brasil é que sempre consistiu em uma política de Estado. (…)

Hoje, a CAPES emitiu nota em que afirma que diante dos cortes orçamentários está cessando os recursos para a pós-graduação no Brasil a partir de agosto de 2019. Não haverá bolsa, não haverá recurso para a internacionalização. Os cortes estão associados às prioridades estabelecidas pelo governo em razão da necessidade de cumprimento da Emenda Constitucional 95, conhecida como a emenda do Teto dos Gastos, mas que, na verdade, como verificado e comprovado, consiste na emenda do corte dos gastos.

Sem ciência e sem pós-graduação comprometemos o futuro desse país. Comprometemos a nossa capacidade de desenvolvimento. Perdemos capacidade de análise de coisas que hoje nos parecem triviais como a definição de ações para conter epidemias, o conhecimento dos efeitos da Zika, a capacidade de realizar investimentos em infraestrutura.

 

#ECdoFimdoMundo

“Trabalhar aqui na UFRJ não é apenas trabalhar, (…) é atuar para que a universidade permaneça viva e o ensino público de pé”, afirmou a coordenadora-geral do Sintufrj, Gerly Miceli, ao saudar os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) que estão ingressando na instituição.

A cerimônia de recepção aos concursados foi realizada na tarde desta segunda-feira, 6 de agosto, no auditório do Centro Cultural Horácio Macedo, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN). A direção do Sindicato distribuiu um kit contendo uma cartilha sobre os serviços oferecidos, ficha de filiação e o jornal da entidade.

O acolhimento, como é chamado o evento organizado pela Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4), foi ao longo de toda a segunda-feira e terá programação com palestras e oficinas durante cinco dias.

Pela manhã foram recebidos 120 docentes de nível superior e 9 professores de ensino médio/infantil. À tarde foi a vez de 115 técnico-administrativos em educação. Em relação ao TAEs, o maior número de vagas foi para assistentes em administração, 18, seguido de técnico em assuntos educacionais,7, e técnico de segurança do trabalho, também 7.

A Escola de Música, a mais antiga instituição musical do país, completará 170 anos no dia 13, e comemorará seu aniversário durante toda semana com uma programação diversificada de concertos no Salão Leopoldo Miguez.

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