Atos dos trabalhadores contra as altas taxas de juros da economia brasileira aconteceram nesta terça-feira, 20, dia em que começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para definir a taxa básica de juros, a Selic.

No dia 21, quarta-feira, o Copom bate o martelo sobre qual será a taxa praticada. Nesse dia dirigentes sindicais vão à Brasília na quarta-feira se encontrar com membros da Frente Parlamentar Mista, no Congresso Nacional.

O BC mantém a taxa em 13,75% de agosto do ano passado e, de acordo com o último boletim Focus, publicado no início da semana passada, a estimativa é de que o BC mantenha a taxa neste patamar abusivo. O juro real mais elevado do mundo.

Jornada de lutas

As manifestações, que fazem parte da Jornada de Lutas contra os Juros Altos, ocorrem em frente às sedes do BC e locais de grande circulação. O objetivo é pressionar Roberto Campos Neto, presidente da autoridade monetária, a parar de boicotar o Brasil e reduzir a taxa de juros que, nos patamares atuais, tem travado a economia.

Os protestos são organizados pela CUT e outras centrais, como Força Sindical, CTB, UGT, CSB, NCST, CSP Conlutas, Intersindical e A Pública. Também estão mobilizadas entidades sindicais, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), além de movimentos sociais.

 

Protesto no Rio

Por Imprensa SeebRio

No Rio de Janeiro, o protesto aconteceu desde às 11h, em frente ao prédio do Banco Central, na Avenida Presidente Vargas, no Centro da Cidade.

“Hoje, um trabalhador que compra um carro para trabalhar de Uber ao final do financiamento paga o valor do produto e mais metade do valor do veículo por causa dos juros. Quando compra uma casa própria, ao final do empréstimo bancário paga três vezes o valor do imóvel”, criticou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira, lembrando que os dois casos foram citados em alegorias na passeata dos trabalhadores de São Paulo, na semana passada.

“O ciclo da economia precisa voltar. A gente vê quantas lojas fechadas nas cidades. O único comércio que ainda cresce são as farmácias, porque a sociedade brasileira está adoecida pela miséria, pela fome, pela exploração e pelo estresse. Nossa luta é em favor de toda a sociedade contra os especulados e o sistema financeiro que só vivem dos lucros. Queremos mais empregos, mais direitos e mais renda. Para isso, é preciso que o BC baixe os juros. Fora Campos Neto”, disse Zé Ferreira.

Juros e reforma tributária

A presidenta da Federa RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Rio de Janeiro), Adriana Nalesso, também criticou a política de juros da direção do BC e destacou a importância da reforma tributária para o Brasil garantir uma sociedade justa.

“Este ato é em apoio a uma proposta de política econômica que venceu as eleições nas urnas. E o Campos Neto, de forma ‘autônoma’, define as altas de juros travando o crescimento da economia. Outro debate importante é realizarmos uma reforma tributária, que está sendo debatida no Congresso Nacional, para acabar com as distorções em nosso país. Nós temos uma carga tributária regressiva em que os trabalhadores e os mais pobres são os mais penalizados, porque a tributação é no salário do trabalhador e no consumo. É fundamental mudar esta lógica e tributar as grandes fortunas, os grandes latifundiários e todos aqueles que podem e devem pagar mais impostos”, disse Adriana, citando como exemplo da injustiça no país, o fato de um motorista de Uber pagar o IPVA anualmente e proprietários de iate e de jet ski não pagarem nada.

Sabotagem política

O vice-presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) Vinícius Assumpção disse que a expressão que sintetiza os protestos nacionais contra os juros é “sabotagem”, lembrando que a autonomia do BC foi aprovada pelo governo anterior e Campos Neto, que é bolsonarista e fez campanha pela reeleição do ex-presidente, está sabotando os esforços do governo Lula, que tem feito a sua parte, tomando medidas que apontam para a redução da inflação e a retomada do crescimento econômico.

“Não será possível retomar o desenvolvimento, a geração de empregos e de renda se a atual direção do BC não baixar os juros”, completou o sindicalista.

 

Mas o que eu, trabalhador, tenho a ver com isso?

Por Redação CUT/Texto: André Accarini

A taxa de juros é usada no mundo todo para combater a inflação. Mas esse mecanismo só funciona quando a inflação é causada por demanda, ou seja, porque a população está comprando mais do que é produzido e este não é o caso do Brasil, já que o consumo vem caindo porque o povo não tem dinheiro pra gastar e o endividamento das famílias batendo recorde.

É a partir da Selic que os bancos praticam seus próprios índices sobre empréstimos oferecidos a empresas e pessoas físicas, o cartão de crédito rotativo, as prestações da casa própria e de outros financiamentos. Como o crédito está muito caro as empresas também ficam sem condições de contrair empréstimos para expandir seus negócios e gerar empregos.

Como o Banco Central se tornou independente do governo federal, numa decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com aprovação do Congresso Nacional em 2021, o atual governo não tem ingerência sobre as decisões do BC, apesar das críticas de Lula ao alto índice da taxa de juros. Uma pesquisa da Genial/ Quest apontou que 76% dos entrevistados dizem que o atual presidente acerta em combater os juros altos no Brasil.

Além de já pagarem caro aos bancos, a população perde ainda bilhões de reais anualmente em investimentos sociais porque o governo federal também paga pelos juros altos devidos aos empréstimos que possui com a venda de títulos públicos. Isso acontece porque cerca de 40% da dívida pública é indexada à taxa Selic.

Para se ter uma ideia de investimos sociais que poderiam ser feitos, a redução de apenas 0,5% da taxa de juros faria o governo ter à disposição mais R$ 17 bilhões, o que equivale a um ano de Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular.

Segundo artigo da economista Mônica de Bolle, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, ao subir a taxa de juros de 2%, no início de 2021, para 13,75%, em agosto de 2022, o Banco Central fez com que a despesa do governo com a dívida pública saltasse de 2% do PIB para 10% do PIB, ou de R$ 135 bilhões para R$ 920 bilhões por ano. A maior parte deste dinheiro (53,6%) vão para instituições financeiras e fundos de investimentos.

De maneira geral os juros altos travam a economia pois sem investimentos, a produção cai e o desemprego sobe.

 

MANIFESTANTES em frente a subsede do Banco Central no Rio de

 

Proposta é formular plano nacional para reduzir a letalidade entre jovens e negros até novembro

Segundo o fórum brasileiro de segurança pública, em 2021 pessoas negras representavam 77,6 % das vítimas de homicídio. Levantamento do Instituto Sou da Paz entre 2012 e 2019 demonstrou que a taxa de mortalidade por homicídio de jovens negros foi 6,5 vezes maior que a taxa nacional. Diante disso, uma caravana está percorrendo capitais do país para construir um plano para reduzir a letalidade entre jovens e negros, o Plano Juventude Negra Vive.

Coordenada pelo Ministério da Igualdade Racial e pela Secretaria Geral da Presidência da República, a caravana, que começou dia 18 de maio em Fortaleza (CE), chegou, nesta segunda-feira, 19 de junho, à Maré, com a presença da ministra da Igualdade Racial Anielle Franco e da secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Isadora Brandão.

A visita aconteceu no Centro de Artes da Maré onde organizações de coletivos, lideranças e representações das associações de moradores do conjunto de favelas apresentaram propostas para favorecer o acesso a políticas públicas para a Maré, sobretudo para a juventude preta e favelada.

Encontro

O encontro discutiu pautas como violência sofrida pelas mulheres pretas de favela e a população LGBTQIAP+, impactos da violência armada na vida dos defensores de direitos humanos e a criminalização das organizações sociais, entre outros.

A ministra reafirmou o compromisso com o avanço das pautas e informou que busca agenda com o governador Cláudio Castro para a cobrança de diálogo sobre a pauta de segurança pública no Rio de Janeiro. Isadora reafirmou o compromisso do Ministério na luta pela redução da letalidade da letalidade da juventude negra.

A deputada Renata Souza (PSOL) destacou a necessidade de segurança para os defensores de direitos humanos. A vereador Mônica Benício (PSOL) propôs reflexão sobre a participação popular na construção de políticas. Nos dias 20 e 21, a caravana segue para o Circo Crescer e Viver, na Cidade Nova.

NA MARÉ. Ministério da Igualdade Racial Anielle Franco (de azul, no centro da foto) no Centro de Artes da Maré nesta segunda-feira (19) liderando caravana na luta contra a violência que abate a juventude negra e pobre. FOTO: AF Rodrigues

Anielle é mereense e irmã de Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março de 2018, assim como Renata Souza.

Uma festa junina com músicas e comidas típicas fez parte da celebração dos 10 anos do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides).  O “Arraiá do Nides” reviveu a atmosfera desses folguedos populares na tarde desta sexta-feira (16)   Dia 16/06, no Hangar da UFRJ, com apresentação da Companhia Folclórica do Rio-UFRJ! A festa foi realizada em parceria com a Amavila, Caeng e Sintufrj. O show da Companhia Folclórica trouxe criatividade e poesia ao som de música, dança e fantasia compondo coreografia original como espetáculo do encontro numa área bucólica da Ilha do Fundão.

A Pró-Reitoria de Pessoal preparou uma confraternização, na manhã desta sexta-feira 16, no auditório do Bloco N do Centro de Ciências da Saúde, para marcar a passagem do Dia das Pessoas que Atuam em Gestão de Pessoas (3 de junho), com direito a lanche, divertidas dinâmicas de grupo e brindes. O evento reuniu dezenas de profissionais das equipes de Seções de Pessoal das diversas unidades.

Foi idealizado pela pró-reitora de Pessoal Maria Tereza Ramos, e pela superintendente de Gestão de Pessoal Karla Simas, com apoio da Coordenação de Comunicação e Apoio Institucional, coordenado por Nádia Carvalho. O coordenador do Sintufrj Nivaldo Holmes se integrou às atividades do evento, participando das dinâmicas de grupo.

Teca e Karla explicaram que, de forma geral, este grupo de profissionais sempre se reúne para discutir coisas como procedimentos, problemas ou novas normativas. Mas que desta vez, seria diferente: um acolhimento para comemorar o seu dia, cujo trabalho é tão exigido no dia a dia da instituição. Ao final, os participantes foram presentados com mudinhas de plantas.

Ao final, os p foram presenteados com mudinhas de plantas fornecidas pelo Horto Universitário, um pequeno estojo com caneta, um bloco de notas adesivas e um livro.

 

A Comissão Central de Acompanhamento do Programa de Gestão e Desempenho (PGD) da UFRJ reuniu-se nessa quinta-feira, 15, para continuar o trabalho de discussão da Instrução Normativa (IN) que estabelece orientações, critérios e procedimentos ao processo de adesão ao programa.  Essa é a segunda reunião da comissão que elaborou um calendário com previsão de término dos trabalhos até o fim de julho. O Sintufrj integra a comissão assim como Adufrj e DCE.

PGD é o nome dado ao modelo de gestão instituído pela Administração Pública Federal por meio do Decreto nº 11.072/2022, o qual propõe a utilização de uma ferramenta de gestão em que se possibilite a mensuração efetiva do trabalho realizado pelos servidores que participarem do programa. O PGD é por adesão e órgãos da administração federal e universidades vem a aderindo e ou elaborando seus programas com base nas diretrizes do decreto.

O PGD da UFRJ foi aprovado pelo Conselho Universitário no dia 13 de março pelo Conselho Universitário e sua implantação depende da aprovação dessa Instrução Normativa que está sendo trabalhada pela Comissão Central de Acompanhamento do PGD. Nenhuma unidade é obrigada a aderir ao PGD, e, embora todos os servidores possam participar, as atividades que melhor se enquadram no PGD são aquelas realizadas mediante acordo em planos de trabalho pactuado entre as partes. Pode ser na modalidade presencial, teletrabalho parcial (no limite de até 60% da jornada) e integral (limitado a 20% do quadro).

Reunião da Comissão Central do PGD na PR4.
Rio, 15/06/23

 

Uma segunda assembleia elegeu delegados para os congressos estadual e nacional da Central Única dos Trabalhadores

Nesta quinta-feira, 15 de junho, os técnicos-administrativos em educação da UFRJ participaram de duas assembleias convocadas pela direção do Sintufrj, no auditório do Quinhentão (CCS). Na primeira, com início às 10h, cuja pauta era avaliação das decisões do XXIX Congresso da Fasubra e discussão da Campanha Salarial, a categoria deliberou:

.  Indicar à Fasubra a realização de um dia nacional de luta e mobilização, com paralisações nas universidades e atos nos estados pela campanha salarial, contra o arcabouço fiscal, juros altos e pelo Fora Campos Neto (presidente do Banco Central).

. O Sintufrj deve produzir material específico da Campanha Salarial para toda a categoria.

. O Sintufrj deve realizar atividades e produzir materiais sobre a Carreira nas unidades.

. A direção do Sintufrj aplicará o Estatuto da entidade, excluindo do quadro social pessoas que desrespeitarem os espaços da categoria, conquistados com o sacrifício de milhares de trabalhadoras e trabalhadores ao longo de vários anos de muitas lutas e mobilizações.

Delegados ao 14º Cecut e 14º Concut   

A eleição de delegados aos congressos estadual (Cecut) e nacional (Concut) da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi a pauta da segunda assembleia. A mesa foi conduzida pelos coordenadores do sindicato Esteban Crescente e Carmem Lúcia,  pelos dirigentes da CUT-Rio, Noemi Andrade (vigilante da UFRJ) e Carlos de Souza (bancário).

Foram formadas duas chapas para a escolha da delegação: Chapa 1, do coletivo Ressignificar, obteve 26 votos e elegeu três delegados.

ados ao Cecut e um para o Concut. Já a Chapa 2, Unir e Luta de Classe, 46 votos, elegendo cinco delegados ao Cecut e dois para o Concut.

O Cecut acontece de 10 a 12 de agosto, no Rio, e o Concut de 19 a 22 de outubro, em São Paulo.

Posições

“Entendemos que é preciso reforçar a importância da CUT para a organização da classe trabalhadora e para que nunca mais tenhamos um governo que nos chame de parasita. Neste momento, sentimos que o governo de equalização que elegemos  precisa de todo o nosso apoio”, disse pela Chapa1 Marcos Padilha, técnico de enfermagem do HU.

“Por um movimento sindical não adesivo, mas crítico e defendendo nossas bandeiras”, defendeu pela Chapa 2 Esteban Crescente, coordenador-geral do Sintufrj. “Queremos uma CUT que estimule a mobilização dos trabalhadores e garanta seus direitos, seja qual for o governo”, complementou Francisco de Assis, representante da Fasubra na base do Sintufrj.

Ato das Centrais nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 16 de junho, as centrais sindicais convocam para ato, às 16h, em frente ao Banco Central (Avenida Presidente Vargas) contra os juros altos, o arcabouço fiscal e pela saída do atual presidente da instituição Campos Neto, que não abre mão de extorquir as trabalhadoras e os trabalhadores.

VOTAÇÃO na assembleia desta quinta-feira (15) no Quinhentão – Foto Elisângela Leite
CARLOS DE SOUZA (bancário da CUT), fala na assembleia que elegeu delegados para os congressos da Central conduzida por Esteban Crescente e Carmen Lúcia. À esquerda, Noemi Andrade (CUT) – foto: Elisângela Leite

Professores e funcionários administrativos das escolas estaduais do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 17 de maio, fizeram uma vigília na porta da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã dessa quarta-feira, 14 de junho. O bandeirão da greve foi destaque na manifestação da #greveeducacaorj. Depois, eles seguiram em passeata até a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) que fica na Avenida Erasmo Braga.

O objetivo da manifestação foi conseguir o apoio dos deputados para que eles intervenham e abram um canal de negociação com o governador Cláudio Castro com a marcação de uma audiência (conforme solicitado pelo Sepe na semana passada) com a presença dos líderes da Casa Legislativa, secretária de Educação e o próprio governador. Professores e funcionários reivindicam a implementação do piso nacional do magistério para os docentes e o piso dos funcionários administrativos (merendeiras, porteiros, agentes etc.) tendo como referência o salário-mínimo nacional.

Ao mesmo tempo em que o ato ocorria em frente ao prédio da Alerj, com a vigília, uma comissão reunindo aposentadas, dirigentes do Sepe central, núcleos e regionais realizou uma corrida de gabinetes. O documento com as reivindicações da categoria foi entregue aos gabinetes, à presidência da Alerj, e ao presidente da Comissão de Educação e à presidenta da Comissão do Servidor Público. Buscou-se ainda articular uma reunião com o Presidente da Casa, Comissão de Educação, comissão de Servidor Público, Seeduc, Casa Civil, Fazenda, presidente do conselho do Fundeb, Sepe e Dieese.

 

Ato-Show

Amanhã, quinta-feira, 15, às 14h, a categoria fará uma nova assembleia geral para discutir a greve, na Quadra da Escola de Samba São Clemente (Avenida Presidente Vargas, na altura da Estação Cidade Nova do Metrô). Após a plenária, será realizado um ato show no mesmo local, com a presença de artistas que apoiam o movimento da rede estadual.

O movimento dos professores e funcionários administrativos das escolas estaduais do Rio de Janeiro foi iniciado após a divulgação da proposta do governador Cláudio Castro – traduzida no Decreto do governo, nº 48521/2023, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 29 de maio –, que diz implementar o piso nacional, mas atinge uma parcela mínima de professores e ataca o Plano de Carreira da categoria, além de deixar de fora os funcionários das escolas e os animadores culturais.

São seis os pontos da pauta de reivindicações:

– Revogar o decreto;

⁃ Sem desconto nos grevistas

– Aplicar o piso a partir do nível 1 do PCCR;

– Aposentados e funcionários administrativos têm que estar contemplados

no piso;

⁃ Abono das faltas (código 61) por greve desde 2016, para fins

administrativos;

⁃ Nenhuma disciplina com menos de 2 tempos no ensino médio.

 

Pior piso

Hoje, o Rio de Janeiro paga o pior piso salarial do Brasil para os educadores da rede estadual – enquanto o piso nacional é de R$ 4.420,00, o professor de uma escola estadual tem um piso de R$ 1.588,00 como vencimento base (18 horas semanais). Os funcionários administrativos (serventes, merendeiras, porteiros, inspetores de alunos etc.), em sua maioria, recebem um piso menor do que o salário-mínimo (R$ 802,00).

Além das reivindicações econômicas, a categoria também defende a revogação do Novo Ensino Médio e a convocação de concursados para o magistério dos concursos de 2013 e 2014 e de inspetores de alunos do concurso de 2013, além de abertura de novos concursos para suprir a carência de profissionais nas escolas e para as funções de assistente social e psicólogos, como resposta ao aumento da violência no interior das escolas.

SHARON, LAURA E MARLI na reunião da PR-6

Em reunião com Sintufrj, no fim da manhã desta quarta-feira, 14, no Parque Tecnológico, trabalhadores da Pró-Reitoria de Gestão e Governança (PR-6) discutiram demandas locais, a necessidade de organização na base e a importância da organização no sindicato dos trabalhadores.

Entre os pontos da pauta local estão a reivindicação dos trabalhadores por mais servidores em função da sobrecarga de trabalho no setor, um redimensionamento do fazer deles e mais democracia nas pró-reitorias.

No encontro, um dos destaques foi também o recente congresso da Fasubra, que definiu ações relacionadas à campanha salarial de 2024 – já em curso – e o caminho para o aprimoramento da Carreira dos técnicos-administrativos.

As coordenadoras Laura Gomes (Geral), Marly Rodrigues e Sharon Rivera (de Políticas Sociais) abordaram também a necessidade de mobilização para as duas assembleias desta quarta-feira dia 15, que acontecerão sucessivamente, no auditório do Quinhentão, no CCS: às 10h, a assembleia geral ordinária discute as deliberações do congresso da federação e a campanha salarial. Às 12h, a pauta é a eleição de delegados ao Congresso da CUT.

As dirigentes do Sintufrj deram informações sobre a dinâmica do sindicato na atual gestão e das relações da entidade com a Fasubra. A observação enfatizada foi a de que todas as decisões que a federação encaminhará numa negociação nacional serão fruto de discussão nas bases, como no que toca a campanhas salarial e às resoluções da Carreira.

“O que é discutido uma mesa de negociação, sai das bases. A categoria decide”, explicou Marli, avaliando que a reunião foi produtiva com expressiva participação dos trabalhadores.

Laura Gomes abordou ainda temas relativos à saúde do trabalhador e Sharon Rivera apresentou as agendas dos GTs do Sintufrj, como o de Carreira, que tem reuniões previstas para os dias 20 e 27 de junho, presencial e virtual, e que tem em pauta propostas para a Carreira e o Plano de Gestão e Desenvolvimento da UFRJ (PGD).

REPRESENTATIVIDADE. Convocada pelo Sintufrj, reunião na PR-6 mobilizou servidores do setor atentos a uma pauta que também reforçou a convocação para assembleia desta quinta-feira (15).

Após a reunião, coordenadores e trabalhadores do Sintufrj participaram do ato dos professores da rede municipal em Macaé que lutam pelo fixação do piso nacional a seus salários e aplicação do plano de carreira

FOTOS: ROBERTO LANDI

A base de servidores do campus da UFRJ em Macaé foi informada dos passos da campanha salarial 2024 e das demais deliberações do XXIV do Congresso da Fasubra – especialmente o patamar das discussões relacionadas à carreira dos técnicos-administrativos, pauta estrutural dos trabalhadores das universidades e institutos federais de ensino.

A assembleia organizada pelo Sintufrj na manhã desta quarta-feira, 14 de junho, no auditório do Bloco B (Centro Multidisciplinar na UFRJ), teve participação dos coordenadores do sindicato Esteban Crescente e Anai Estrela, e também tratou das demandas locais.

No campo político, momento importante foi a eleição dos delegados sindicais de base. Foram eleitos Milton Madeira e Antonia Karina. Como suplentes, os servidores João Bezerra e Flávia Pereira.

Como se sabe, a gestão do Sintufrj 2022-2025 tem como meta estratégica fortalecer o conselho de delegados, instrumento orgânico fundamental para capilarizar o movimento e potencializar a representatividade das ações sindicais.

Serviço

Ficou acertado que o Sintufrj retomará com regularidade os plantões jurídicos para atender os servidores da universidade em Macaé.

No campo do lazer, uma boa novidade: os trabalhadores foram informados do convênio estabelecido entre Sintufrj e Sesi em Macaé (com direito a lazer, esportes, além de serviços odontológicos etc).

 

 

ELEITOS.Delegados Flávia Pereira, Milton Madeira e João Bezerra

 

SINTUFRJ NO ATO DOS PROFESSORES

Mobilizados na luta pelo piso nacional da categoria e aplicação do plano de carreira, profissionais da educação fizeram um vigoroso ato de protesto em Macaé. O Sintufrj e trabalhadores da UFRJ – após a assembleia –  estiveram na manifestação para levar a solidariedade de classe a esses trabalhadores.

 

O Sintufrj marcou presença na tarde desta terça-feira (13) no ato de protesto no Buraco do Lume contra as restrições a gastos públicos presentes no projeto do Arcabouço Fiscal encaminhado pelo governo ao Congresso e já votado na Câmara – mas ainda em tramitação no Senado.

Nessa semana o Fórum Nacional de Entidades dos Servidores Públicos (Fonasefe) está convocando atividades de luta no país contra o projeto que restringe investimentos nas áreas sociais e pode congelar concursos e reajustes dos servidores. Atos foram realizados nessa terça-feira, 13, em todos os estados.

No Rio, a manifestação reuniu trabalhadores convocados por sindicatos de servidores, principalmente de universidades federais, profissionais da educação estadual em greve e estudantes. Foi o segundo ato de rua nos últimos dias.

“Nossa participação nesse ato foi importante pela representatividade que o Sintufrj tem na classe trabalhadora. Várias representações políticas se fizeram presentes e não vamos parar. Vamos continuar na luta e nas ruas contra o Arcabouço Fiscal e contra qualquer outro projeto que vá contra os direitos da classe trabalhadora. Foi um ato importante, participativo, com aceitação da população. Esse segundo ato nos fortalece”, declarou a coordenadora do Sintufrj, Marli Rodrigues.

“Esse ato é maior do que o anterior e o próximo será maior ainda. Nós da UP acreditamos que é urgente massificar os trabalhadores nas ruas, ir aos trens e periferias, ir aonde o povo está. É urgente enfrentar o Arcabouço Fiscal, o Marco Temporal e revogar o projeto do novo ensino médio”, defendeu Raul Bittencourt, do Sindisep-RJ.

A dirigente do Sepe-RJ, Mariana Moreira, explicou as razões da greve dos professores da rede estadual e pediu apoio, anunciando vigília para esta quarta-feira, 14, às 10h, no mesmo Buraco do Lume, e ato-show quinta-feira, dia 15.

“Estamos em greve desde o dia 17 de maio pelo piso nacional para os professores. Estamos todos juntos nessa luta contra o Arcabouço Fiscal e contra o Marco Temporal*. Os desafios que enfrentamos nesse governo é o mesmo enfrentado pelos servidores públicos. Para não valorizar os profissionais da educação utilizam o mesmo discurso do Arcabouço Fiscal. Convocamos todos a estarem juntos com a gente na vigília de quarta e no ato-show quinta-feira”, anunciou Mariana.

**O Marco Temporal é uma interpretação da legislação defendida por ruralista, garimpeiros, madeireiros. Segundo esse entendimento, os povos indígenas só têm direito àquelas terras que ocupavam em 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a atual Constituição. Querem sequestrar os direitos dos povos nativos para consolidar uma legislação que acolha os crimes de destruição de florestas e rios.