Na programação de debates do Festival do Conhecimento da UFRJ, uma das mesas organizadas pelo Sintufrj discutiu um assunto que tem chamado a atenção dos servidores, principalmente neste momento de incorporação de novas práticas no universo do trabalho, por conta da pandemia. 

‚ÄúPor que √© importante proteger os seus dados‚ÄĚ foi o tema do debate, com media√ß√£o da t√©cnica em assuntos educacionais e ex-dirigente do Sintufrj, Ana Maria Ribeiro, e a participa√ß√£o especial de L√©o Santuchi, analista de TI da Dataprev, especialista em An√°lise, Projeto e Ger√™ncia de Sistemas, al√©m de militante sindical.¬†

Campanha necessária 

Santuchi preside a Associa√ß√£o Nacional dos Empregados da Dataprev, entidade respons√°vel pela campanha ‚ÄúSalve Seus Dados‚ÄĚ, que alerta para as consequ√™ncias da privatiza√ß√£o pretendida pelo governo das duas grandes estatais de tecnologia da informa√ß√£o no pa√≠s.

A campanha questiona o compartilhamento de nossas informa√ß√Ķes privadas com pessoas que desconhecemos. Conforme explica o site saleseusdados.com.br, a campanha defende a manuten√ß√£o em poder do Estado por meio das estatais que custodiam os dados pessoais e informa√ß√Ķes privadas dos cidad√£os.¬†

‚ÄúVoc√™ j√° imaginou o que pode acontecer com os seus dados privados caso essas empresas sejam vendidas?‚ÄĚ

A Empresa de Tecnologia e Informa√ß√£o da Previd√™ncia (Dataprev) √© p√ļblica e uma refer√™ncia no processamento e tratamento de grandes volumes de dados. Todo m√™s, ela processa a folha de pagamento dos aposentados do INSS. J√° o Servi√ßo Federal de Processamento de Dados (Serpro), √© a empresa estatal respons√°vel por administrar o maior banco de dados do pa√≠s. √Č nela que est√£o armazenadas informa√ß√Ķes sobre todos os cidad√£os brasileiros.

Irresponsabilidade do governo federal

De acordo com o especialista, a campanha de esclarecimento ao p√ļblico foi criada em fun√ß√£o do governo de Bolsonaro ter decidido vender a maioria das empresas p√ļblicas, entre elas as grandes de Tecnologia da informa√ß√£o, Dataprev e Serpro. Em 2019, os trabalhadores de ambas as empresas se uniram com a miss√£o de, na inten√ß√£o de proteger os cidad√£os brasileiros, alertar a todos sobre os riscos que corriam.¬†

‚ÄúN√≥s processamos e armazenamos dados de √≥rg√£os de Estado como Receita Federal, INSS, SUS, √≥rg√£os de defesa e de outras √°reas do governo que possuem dados sens√≠veis de toda popula√ß√£o e de empresas. A desestatiza√ß√£o dessas empresas p√Ķe em risco a seguran√ßa das informa√ß√Ķes‚ÄĚ, diz ele.

São dados que valem ouro e, por isso, alvo de grandes interesses, explica Santuchi. Eles podem ser usados para geração de lucro de diversas formas e por diferentes empresas privadas. Por exemplo, pela publicidade, para análise de riscos e até para gerar grandes mudanças de rumo em uma democracia, como foi visto na eleição americana de Donald Trump e na eleição de 2018 no Brasil. 

Al√©m de dados pessoais, o Serpro e a Dataprev protegem dados estrat√©gicos de Estado, como receitas, d√≠vidas, reservas, sistemas de pagamento, entre outras. As duas empresas possuem informa√ß√Ķes de todos os cidad√£os do pa√≠s, como CPF, CNPJ, hist√≥rico de trabalho, multas e infra√ß√Ķes de tr√Ęnsito, foto de rosto, digital, quest√Ķes com a justi√ßa, endere√ßos, renda e o uso de programas sociais.

Riscos à vida das pessoas 

Santuchi alerta sobre os riscos de desestatiza√ß√£o das empresas de dados e das fal√°cias, que precisam ser rebatidas energicamente.¬† A campanha elenca alguns deles, como a suspens√£o de servi√ßos devido a atrasos no pagamento e a descontinuidade de servi√ßos p√ļblicos, a perpetua√ß√£o de uma empresa privada no controle de servi√ßos de Estado, o aumento de custos para o Estado e a necessidade de reestatiza√ß√£o o futuro.

Alguns dos riscos citados, segundo o especialista, j√° puderam ser constatados. Um ocorreu com a privatiza√ß√£o da Data MEC, comprada por uma empresa que amea√ßou o governo de descontinuidade dos servi√ßos p√ļblicos que devem estar aptos para a popula√ß√£o e teve que ser reestatizada.

Outros riscos dizem respeito √† folha de pagamento, informa√ß√Ķes militares, policiais e benef√≠cios previdenci√°rios, que podem sair da m√£o do Estado e beneficiarem, por exemplo, os planos de sa√ļde que podem cobrar mais caro, e ofertas de emprego podem ser negadas com base no uso indevido de informa√ß√Ķes. Enfim, a privatiza√ß√£o dessas empresas ter√° como consequ√™ncia o uso de dados para interesses alheios ao da popula√ß√£o, diminui√ß√£o da competitividade de empresas e a cobran√ßa de servi√ßos hoje gratuitos.

Reflexos 

Léo Santuchi apontou, ainda, que além dos riscos aos cidadãos o Estado brasileiro sofreria com a privatização da Dataprev e do Serpro, dois reflexos não menos graves: a diminuição da independência tecnológica do país e a perda da experiência acumulada pelo funcionalismo na prestação do serviço ao país.

‚ÄúEssa prote√ß√£o de dados precisa ser defendida por n√≥s. Precisamos levar isso para a popula√ß√£o e n√£o deixar que o negacionismo ven√ßa esta batalha. Precisamos defender a nossa soberania. Salve seus dados, entre nosso site (salveseusdados.com.br), conhe√ßa campanha‚ÄĚ, convocou Santuchi.¬†

CONFIRA O DEBATE NA √ćNTEGRA:¬†

 

 

O recesso parlamentar durar√° at√© 1¬ļ agosto e for√ßas pol√≠ticas tanto de oposi√ß√£o quanto governista aproveitam para se articular. As pautas no Congresso, como a CPI da Pandemia, Reforma Administrativa e Voto Impresso, est√£o efervescentes e muita coisa depender√° da press√£o das ruas.¬†

De 2 de agosto em diante as audi√™ncias ser√£o retomadas no Congresso, e se h√° articula√ß√Ķes pol√≠ticas nesse per√≠odo, os movimentos popular, social e sindical promovem manifesta√ß√Ķes com uma agenda de mobiliza√ß√£o nacional j√° para dia 24 de julho pelo impeachment e que se prolongar√° para agosto. No fim de julho est√° marcado encontro nacional de servidores para tra√ßar um plano contra a reforma administrativa.

Povo nas ruas  

‚ÄúNo caso espec√≠fico da reforma administrativa as entidades do servi√ßo p√ļblico est√£o organizando atividades. Essa √ļltima quinzena de julho ser√° de atividades no Brasil inteiro. Lutas presenciais outras virtuais outras hibridas meio presencial e meio virtual‚ÄĚ, conta Vladimir Nepomuceno, assessor da Frente Parlamentar Mista do Servi√ßo P√ļblico, em rela√ß√£o a agenda nacional de luta contra a proposta de reforma administrativa.

‚ÄúO movimento social estar√° na rua. Dia 24 de julho teremos uma nova manifesta√ß√£o nas ruas de todo o Brasil e que vai levantar os elementos levantados pela CPI. Al√©m de exigir vacina e o impeachment, temos que incluir nas pautas desse movimento outras lutas como essa contra a reforma administrativa‚ÄĚ, prop√Ķe Hebert Lima, soci√≥logo.

Vladimir Nepomuceno e Hebert Lima de Oliveira foram os debatedores no programa Caf√© com Democracia da R√°dio Atitude Popular, promovido pela Rede Alternativa de Comunica√ß√£o Popular. O tema da live foi ‚ÄúRecesso do Congresso: Como ficam a CPI da Pandemia e as pautas no Congresso‚ÄĚ.

‚Äú√Č importante denunciarmos que de 2007 at√© hoje houve um enxugamento agressivo e criminoso do aparelho do Estado. Em 2007 t√≠nhamos 333 mil servidores e com esse enxugamento chegamos a 208 mil servidores atualmente. Isso com v√°rios direitos retirados. Significa dizer que o Congresso do jeito que est√° √© o parceiro das grandes corpora√ß√Ķes e das elites brasileiras, do modelo neoliberal e est√° passando a boiada em muitas coisas. E ser√° necess√°ria uma grande reconstru√ß√£o para debelar todo o estrago que est√° sendo feito‚ÄĚ, diz Hebert.

‚ÄúCostumamos dizer que recesso de meio de ano n√£o tem movimento dentro do Congresso, mas todos os temas que o Congresso trata est√£o em discuss√£o pol√≠tica de bastidor‚ÄĚ, observa Vladimir Nepomuceno.

Ele explica que a CPI apenas parou em rela√ß√£o √† realiza√ß√£o de audi√™ncias, mais que internamente continuar√° trabalhando e muito. ‚ÄúNestas duas semanas ser√£o 7 assuntos distribu√≠dos um para cada grupo e com o apoio de especialistas e juristas para serem analisados. Tem muito material e depoimentos recolhidos, muitos v√≠deos e √°udios, muita coisa para ser trabalhada. Assim, no in√≠cio de agosto a CPI j√° ter√° alinhavado quais ser√£o os pr√≥ximos passos junto com a retomada das audi√™ncias. E depois que voltar do recesso ter√° tr√™s meses para concluir tudo.‚ÄĚ

Quanto a reforma administrativa, Vladimir afirma que a paralisação dos trabalhos e uma possível demora é bom para os servidores.

‚ÄúSobre a reforma administrativa √© bom para n√≥s que pare. Quanto mais ela demorar para tramitar e for mais sendo afastada no calend√°rio, ser jogada para ano que vem, melhor. Assim como a CPI, as audi√™ncias p√ļblicas ser√£o retomadas na primeira semana de agosto‚ÄĚ.

Em rela√ß√£o a CPI, Hebert diz que as den√ļncias continuar√£o a surgir para enfraquecer mais ainda Bolsonaro.¬†

‚ÄúNessas duas semanas de recesso al√©m das reuni√Ķes e das articula√ß√Ķes que v√£o acontecer, a imprensa vai continuar denunciando e apresentando mais elementos que v√£o minando cada vez mais a imagem do presidente, principalmente em rela√ß√£o a presen√ßa da corrup√ß√£o no seu governo e no envolvimento de militares‚ÄĚ.¬†

Na sua opini√£o, a CPI revelar√° ainda mais provas para o impeachment.

‚ÄúA CPI trar√° elementos para o convencimento da popula√ß√£o pelo impeachment. A cada dia est√° ficando cada vez mais claro, mas o crucial √© a popula√ß√£o na rua, o povo voltando a se manifestar e exigindo o impeachment com a palavra de ordem Fora Bolsonaro‚ÄĚ, afirma Hebert.

 

 

 

CUT e movimentos sociais se organizam para que o ‚ÄėFora, Bolsonaro‚Äô, no dia 24, seja maior do que os anteriores. Dirigentes da Central refor√ßam: setores divergentes, que querem o impeachment, ser√£o bem vindos

Publicado: 16 Julho, 2021 – Escrito por: Rosely Rocha

A CUT organiza em conjunto com os movimentos sociais que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo um grande ato pelo ‚ÄėFora, Bolsonaro‚Äô, contra o desemprego e a fome; pelo aux√≠lio de R$ 600; vacina j√° para todos e todas e contra a reforma Administrativa e as privatiza√ß√Ķes, nas capitais e nas cidades do interior do pa√≠s, no pr√≥ximo¬† dia 24 de julho (s√°bado).¬†

Os dirigentes CUTistas estão otimistas e acreditam que este ato será o maior dos três já realizados este ano, em 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho.  

E para fortalecer o ato e obrigar o presidente da C√Ęmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) a pautar um dos 120 pedidos de impeachment de Bolsonaro, inclusive o superpedido protocolocado pela Central, partidos pol√≠ticos e movimentos sociais, est√£o sendo organizadas plen√°rias estaduais com os participantes da campanha ‚ÄėFora, Bolsonaro‚Äô. O objetivo √©, inclusive, ampliar a participa√ß√£o¬† de todos os segmentos que defendem o fim deste governo genocida.

A unidade pol√≠tica dos movimentos sociais e de outros setores da sociedade para que o ato seja o maior registrado at√© hoje √© destacada pelo secret√°rio de Administra√ß√£o e Finan√ßas da CUT Nacional, Ariovaldo de Camargo, e pelo diretor da Executiva Nacional da CUT, Milton dos Santos Rezende, o Miltinho. Segundo eles, ser√£o muito bem vindos aqueles que quiserem se juntar a CUT e aos movimentos sociais na ocupa√ß√£o das ruas com a bandeira ‚Äėfora, Bolsonaro‚Äô.

Tem de ter unidade entre diversos setores, apesar das nossas opini√Ķes diferentes. Neste momento, √© preciso abandonar essas diferen√ßas e caminhar no que √© convergente, no que nos unifica, que √© tirar Bolsonaro do poder

– Ariovaldo de Camargo

Quem quer o fim deste governo, o fim das mortes, que traga a sua bandeira para as ruas, independentemente de ideologia, complementa o diretor executivo Miltinho, que explica as raz√Ķes para o povo ir √†s ruas.

‚ÄúEste √© um governo que n√£o cuida da sa√ļde, da educa√ß√£o, do emprego e da renda. A cada dia aumenta a fome e a mis√©ria. N√£o d√° mais para suportar. √Č preciso botar para fora Jair Messias Bolsonaro‚ÄĚ, pontua o dirigente.

A atual conjuntura dram√°tica, tanto do ponto de vista pol√≠tico quanto do sanit√°rio por causa da pandemia, que deve contabilizar at√© o pr√≥ximo m√™s, 600 mil mortos no pa√≠s, pelo descaso de um governo negacionista, que demorou a comprar as vacinas, pelas suspeitas de corrup√ß√£o de integrantes do Minist√©rio da Sa√ļde com o envolvimento de militares; os 14,7% de desempregados; os¬† desalentados e a fome que atinge 25 milh√Ķes de brasileiros e brasileiras s√£o mais do que motivos suficientes para o povo pedir ‚ÄėFora, Bolsonaro‚Äô, ressalta Ariovaldo listando algumas das trag√©dias do desgoverno.

O secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional   reforça que é fundamental que os sindicatos CUTistas e os movimentos sociais organizados estejam nas ruas em peso para que o dia 24 supere as expectativas.

‚ÄúA popula√ß√£o j√° percebe que √© preciso p√īr um fim a este governo que faz escolhas desastrosas para a sociedade, e isto s√≥ ser√° poss√≠vel com manifesta√ß√Ķes nas ruas, para que Arthur Lira abra o processo de impeachment ‚Äú, afirma Ariovaldo Camargo, se referindo as pesquisas sobre o impeachment e a imagem de Bolsonaro.

A √ļltima pesquisa Datafolha, realizada nos dias 7 e 8 de julho, mostrou que 54% dos brasileiros s√£o a favor do impeachment de Bolsonaro. Para 51%, ele √© um presidente ruim ou p√©ssimo.

A pesquisa também mostrou que para a maioria dos brasileiros Bolsonaro é desonesto, falso, incompetente, despreparado, indeciso, autoritário, favorece os ricos e mostra pouca inteligência.

Bolsonaro, destruidor de pol√≠ticas p√ļblicas

O presidente da Confedera√ß√£o Nacional dos Trabalhadores em Educa√ß√£o (CNTE), Heleno Ara√ļjo, ressalta que o impeachment de Bolsonaro √© para preservar as pol√≠ticas p√ļblicas que est√£o garantidas na Constitui√ß√£o Cidad√£, de 1988 e, para isso √© preciso ir √†s ruas, se manifestar.

Segundo Heleno, com as propostas de privatiza√ß√£o e cortes no or√ßamento em √°reas essenciais, o governo quer que a popula√ß√£o pague pelos servi√ßos¬† que hoje s√£o¬† p√ļblicos , numa postura de destrui√ß√£o completa do papel do Estado no atendimento das pol√≠ticas p√ļblicas.

‚ÄúSe o povo permitir ser√° o caos e, pior do que j√° est√°. Por isso, √© preciso ocupar as ruas tanto os movimentos organizados, como a popula√ß√£o em geral‚ÄĚ.

‚ÄúTirar as pessoas da mis√©ria, reduzir a pobreza √© o m√≠nimo que um Estado deve fazer, mas Bolsonaro acha que isto √© transformar a bandeira brasileira de verde e amarela em vermelha‚ÄĚ, acrescenta Heleno.

O dirigente cita como exemplo de desmonte os R$ 38 bilh√Ķes retirados da educa√ß√£o, a partir de 2015, e que o atual governo ainda privilegia os militares com mais verbas para a Defesa.

‚ÄúO pa√≠s n√£o est√° em guerra para retirar recursos da educa√ß√£o para os militares. √Č um tratamento desigual. Este j√° √© um grande motivo para os professores e educadores ocuparem as ruas‚ÄĚ, convoca o presidente da CNTE.

Cuidados sanit√°rios

O diretor da CUT, Miltinho, reforça que é importante o povo ir para as ruas no dia 24 de Julho tomando todos os cuidados necessários para se proteger do novo coronavírus, como o uso de máscaras, álcool em gel e evitar aglomeração sempre que possível.

‚ÄúVamos levar as nossas bandeiras de reivindica√ß√£o e de luta, pedindo o fim deste governo, mas tamb√©m vamos protegidos com √°lcool em gel , m√°scara e evitar aglomera√ß√£o. Todo cuidado sanit√°rio √© muito importante‚ÄĚ, refor√ßa o diretor da CUT.

Organização dos atos

Faltando pouco mais de uma semana para o ‚ÄėFora, Bolsonaro‚Äô algumas capitais e cidades j√° t√™m parte da programa√ß√£o agendada. Em breve outras localidades ser√£o acrescidas √† lista.

Confira onde j√° tem atos marcados

Alagoas

. Macei√≥) ‚Äď √†s 9h tem concentra√ß√£o na Pra√ßa dos Mart√≠rios

Bahia

. Salvador ‚Äď √†s 10h tem in√≠cio uma passeata em Campo Grande rumo Pra√ßa Castro Alves.

Cear√°

. Fortaleza Рàs 15h, tem ato na Praça Portugal

Distrito Federal

. Bras√≠lia ‚Äď √†s 15h, concentra√ß√£o, no Museu da Rep√ļblica, e, √†s 16h, marcha rumo ao Congresso Nacional

Goi√°s

. Goi√Ęnia ‚Äď √†s 10h tem ato na Pra√ßa do Trabalhador

Maranh√£o

. São Luís Рàs 9h tem ato na Praça Deodoro

Mato Grosso do Sul

. Campo Grande ‚Äď √†s 9h tem ato na Pra√ßa do R√°dio

Par√°

. Bragança, às 08h, na Praça das Bandeiras

. Altamira ‚Äď 08h, em frente a Celpa Equatorial

Piauí

. Teresina Р8h tem concentração na Praça Rio Branco

Pernambuco

. Recife ‚Äď √†s 10h, cocentra√ß√£o no Derby, √†s 11h tem inicio a caminhada em dire√ß√£o a Avenida Guararapes

. Garanhuns – 9h Fonte Luminosa

. Palmares Р9h Praça Paulo Paranhos

. Petrol√Ęndia – 7h30 Polo e SRT

. Petrolina Р9h Praça da Catedral

. São José do Egito Р8h Feira Livre

. Serra Talhada – 10h P√°tio da Feira

Rio de Janeiro

. Rio de Janeiro, às 10h, concentração no Monumento Zumbi dos Palmares, no centro da cidade, depois caminhada pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária.

. Angra dos Reis –¬† 10h, na Pra√ßa do Pap√£o, Centro

. Barra do Piraí Р9h, na Praça Nilo Peçanha

. B√ļzios – 16h, na Pra√ßa da Escola Nicomedes (Em frente ao Porto da Barra)

. Campos Р10h, na Praça  São Salvador

. Nova Friburgo – 14h, na¬† Pra√ßa Get√ļlio Vargas

. Petrópolis Р11h, na Praça da Inconfidência

. Resende – 10h, no Mercado Popular

. São Fidélis, às 10h, na Praça Guilherme Tito de Azevedo 

. Teresópolis, 9h, concentração na Praça do Sakura, depois passeata na Calçada da Fama

Rio Grande do Sul

. Porto Alegre ‚Äď √†s 14h30 tema to no Largo Gl√™nio Peres

Rond√īnia

. Porto Velho, √†s 8h30 tem ato na praca CEU (Centro de Esportes e artes unificado), Rua Ant√īnio Fraga 8250, em frente √† escola Daniel N√©ri.

E às 16h, tem ato no Campo Florestão, Avenida Jatuarana

Santa Catarina

. Florian√≥polis — Largo da Alf√Ęndega – 13h

. Blumenau — Pra√ßa Dr. Blumenau – 15h

. Brusque¬† — 10h – Ponte Estaiada

. Chapec√≥ ‚Äď 14h – em frente √† Catedral

. Crici√ļma ‚Äď 9h30 – Rua da Arquibancada (ao lado do Parque das Na√ß√Ķes)¬†

. Garopaba — 15h ‚Äď Rua √Ālvaro E. dos Santos

. Jaragu√° do Sul ‚Äď 9h – Pra√ßa √āngelo Piazera

. Joinville — 9h30 – Pra√ßa da Bandeira

. Lages ‚Äď Cal√ßad√£o – 10h

. Rio do Sul ‚Äď 9h30- Pra√ßa da Catedral

. Tubar√£o ‚Äď 14h – Pra√ßa da Igreja (Matriz das Oficinas)

S√£o Paulo

. São Paulo, às 15h, tem ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP

. Osasco, 12h30, no Largo do Osasco

Sergipe

. Aracaju, às 14h, na Praça do Leite Neto, vizinho ao Palácio do Governo (Avenida Hermes Fontes)

Exterior

Portugal

. Porto ‚Äď 16h30 ‚Äď ( hora local) – em frente ao Centro Portugu√™s de Fotografia

. Lisboa Р18h00, na Praça Dom Pedro IV

 

 

Redu√ß√£o das incri√ß√Ķes est√° em 44% em rela√ß√£o a 2020 e ser√° maior j√° que para fazer as provas √© preciso pagar R$ 85 de taxa. Quem faltou no ano passado com medo da pandemia, n√£o teve direito a isen√ß√£o este ano

Publicado: 19 Julho, 2021 Escrito por: Redação CUT

A redu√ß√£o de 44% nas inscri√ß√Ķes para o Exame Nacional do Ensino M√©dio (Enem) deste ano em rela√ß√£o ao ano passado √© resultado de mais uma perversidade e descaso com a educa√ß√£o¬† do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Como os estudantes mais pobres n√£o podem pagar a taxa de R$ 85 para se inscrever e o governo Bolsonaro se recusou a isentar quem faltou nas provas no ano passado por medo do novo coronav√≠rus ‚Äď a absten√ß√£o foi recorde, mais da metade dos 5,8 milh√Ķes de inscritos faltou -, o Enem 2021 ser√° o menor em 13 anos.

Apenas 4.004.764 pessoas se inscreveram,¬† de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An√≠sio Teixeira (Inep). Mas, para concluir a inscri√ß√£o √© precio pagar a taxa, o que significa que o n√ļmero pode ser menor ainda.

A decis√£o do governo de n√£o isentar da taxa de incri√ß√£o exclui os estudantes mais pobres do exame que √© a principal porta de entrada para o ensino superior p√ļblico e crit√©rio de acesso a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e contratos do Financiamento Estudantil Fies)).

A Defensoria P√ļblica chegou a ingressar com a√ß√£o judicial para tentar garantir a isen√ß√£o para os faltosos, mas nada conseguiu.¬†¬†

A Frente Parlamentar Mista de Educa√ß√£o divulgou nota em que classifica como trag√©dia para o pa√≠s o baixo n√ļmero de inscri√ß√Ķes para o Enem.

“A redu√ß√£o √© uma trag√©dia anunciada, principalmente por se assemelhar ao n√ļmero de inscritos que faltaram a edi√ß√£o de 2020 realizada em janeiro deste ano, quando o exame teve mais de 2,8 milh√Ķes de ausentes”, diz trecho da nota.

ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

 

 

 

Pa√≠s tem arsenal de, pelo menos, uma arma a cada 100 pessoas, segundo anu√°rio do F√≥rum Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica

Brasil de Fato | Brasília (DF) | 19 de Julho de 2021

Apenas em 2020 foram registradas 186.071 novas armas, um aumento de 97,1% em relação ao ano anterior РRaphael Alves/ Tribunal de Justiça do Amazonas

Apenas em 2020 foram registradas 186.071 novas armas, um aumento de 97,1% em relação ao ano anterior РRaphael Alves/ Tribunal de Justiça do Amazonas

O n√ļmero de armas de fogo nas m√£os de civis no Brasil disparou. Em apenas tr√™s anos, a quantidade duplicou. Em 2020, o pa√≠s chegou a um arsenal de, pelo menos, uma arma a cada 100 brasileiros.

Os n√ļmeros s√£o da 15¬™ edi√ß√£o do Anu√°rio Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica, elaborado pelo F√≥rum Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica (FBSP), divulgado na √ļltima quinta-feira (15), em S√£o Paulo.

A publicação aponta que já são 2.077.126 armas nas mãos da sociedade civil. No cálculo, são incluídas as armas pessoais de policiais e militares.

Em 2020, √ļltimo ano analisado pela pesquisa, foram registradas 186.071 novas armas, um aumento de 97,1% em rela√ß√£o ao ano anterior. O anu√°rio mostra que o n√ļmero de mortes violentas intencionais cresceu e chegou a 50.033 em 2020, o que representa um aumento de 4% em rela√ß√£o a 2019.

Segundo o Fórum, pelo menos 78% das mortes foram causadas com o emprego de armas de fogo. As vítimas, em sua maioria, são homens (91,3%), negras (76,2%) e jovens (54,3%).

Os n√ļmeros foram recebidos com preocupa√ß√£o por especialistas de seguran√ßa p√ļblica e direitos humanos. L√≠deres do movimento negro tamb√©m demonstraram preocupa√ß√£o com a escalada da viol√™ncia.

O Brasil de Fato conversou com Douglas Belchior, um dos coordenadores da Coaliz√£o Negra por Direitos. A pedido da reportagem, ele comentou o crescimento do n√ļmero de armas nas m√£os de civis e apontou a rela√ß√£o dos n√ļmeros com o per√≠odo do mandato do presidente Jair Bolsonaro no comando do Executivo.¬†

“A flexibiliza√ß√£o do acesso a armas √© parte importante do projeto bolsonarista de sociedade, organizada atrav√©s da viol√™ncia, da intimida√ß√£o e do medo”.

Desde que assumiu como presidente, Bolsonaro j√° editou 31 atos, entre decretos, portarias e dois projetos de lei que v√£o contra estudos que mostram a import√Ęncia do controle de armas e muni√ß√Ķes para reduzir a viol√™ncia e o crime.

“Em uma sociedade marcadamente racista como a nossa, quando voc√™ arma a popula√ß√£o, sobretudo a classe m√©dia e aqueles que s√£o adeptos desse tipo de pensamento, a gente coloca em maior risco pessoas historicamente estigmatizadas”, ressalta Belchior.

“O perigo recai sobre aquelas pessoas que j√° s√£o v√≠timas da viol√™ncia armada ‚Äď tanto a oficial, promovida pelo governo pelas pol√≠cias e mil√≠cias, quanto pela viol√™ncia generalizada civil”.

Segundo ele, √© preciso reconhecer que “n√£o √© s√≥ a pol√≠cia, atrav√©s da sua a√ß√£o coordenada, genocida e racista, que assassina pessoas negras”.

“A viol√™ncia civil generalizada ‚Äď que se d√° atrav√©s do uso de armas ‚Äď, tamb√©m faz de alvo preferencial a popula√ß√£o negra. Dessa maneira, os n√ļmeros mostram a confirma√ß√£o de um projeto absolutamente perigoso e que compromete o futuro do pa√≠s”.

O estudo do F√≥rum Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica discute ainda a falta de controle no registro de armas, que faz com que os dados, ainda que alarmantes, n√£o sejam precisos.

“Os n√ļmeros, de modo geral, chamam aten√ß√£o tanto pelo aumento expressivo do n√ļmero de armas que entraram em circula√ß√£o nas m√£os de particulares e a velocidade que isso vem acontecendo, como pela flagrante deteriora√ß√£o dos mecanismos de controle de armas ilegais”, aponta Belchior.

Letalidade policial também cresce

O anu√°rio mostra, ainda, que em 2020 foram mortas em interven√ß√Ķes policiais 6.416 pessoas, 0,3% a mais do que no ano anterior. Dentre elas, 78,9% eram negras, 76,2% tinham entre 12 e 29 anos e 98,4% eram homens.

J√° os policiais assassinados chegaram a 194, dos quais 72% morreram no hor√°rio de folga. A covid-19 tirou a vida de 472 policiais.

Segundo a publicação, houve alta de 0,7% no total de feminicídios em 2020, que atingiram 1.350, vitimando principalmente pessoas entre 18 e 44 anos (74,7%), negras (61,8 %) e assassinadas com o uso de arma branca (55,1%). A maioria (81,%) foi morta pelo companheiro ou ex-companheiro e 8,3% por outros parentes.

O estudo diz, ainda, que em 2020 houve um chamado de violência doméstica por minuto, e eles foram feitos principalmente por mulheres negras (61,8 %), entre 18 e 44 anos (74,7%).

Foram 694.131 liga√ß√Ķes de viol√™ncia dom√©stica utilizando o 190, o que representa aumento de 16,3% na compara√ß√£o com 2019. O n√ļmero de Medidas Protetivas urgentes concedidas pelos tribunais de justi√ßa totalizou 294.440 (+3,6%) e os registros de les√£o corporal dolosa por viol√™ncia dom√©stica somaram 230.160 (-7,4%).

A viol√™ncia sexual aumentou 14,1%, com o n√ļmero de estupros chegando a 60.460 novos casos, dos quais a maior parte eram mulheres (86,9%) e que foram abusadas por um conhecido (85,2%).

A violência foi cometida contra 60,6% de pessoas com até 13 anos. A pesquisa mostra, também, que 73,7% dessas vítimas eram vulneráveis ou incapazes de consentir o ato.  

Edição: Leandro Melito

 

 

LOCAL: VIMEO E YOUTUBE

DATA : 19/07/2021 HORA : 18H VALOR : GR√ĀTIS

DATA : 20/07/2021 HORA : 18H VALOR : GR√ĀTIS

DATA : 21/07/2021 HORA : 18H VALOR : GR√ĀTIS

O Museu Virtual Rio Mem√≥rias e a Cinemateca do MAM se uniram para promover a Mostra Rio Desaparecido, em paralelo ao UIA 2021 ‚Äď 27¬ļ Congresso Mundial de Arquitetos.

¬†Os filmes estar√£o dispon√≠veis para serem vistos entre os dias 15 e 20 de julho na plataforma Vimeo do MAM e os debates ser√£o realizados nos dias 19, 20 e 21 do mesmo m√™s, com transmiss√£o simult√Ęnea no www.youtube.com/mamrio e no www.youtube.com/riomemorias

¬†Ser√£o exibidos tr√™s document√°rios, um deles in√©dito, e haver√° debates com historiadores, arquitetos e cineastas de renome sobre as transforma√ß√Ķes urbanas ocorridas na cidade. In√©dito e hist√≥rico, o filme ‚ÄėNossos Soberanos no Brasil‚Äô acompanha a legend√°ria visita dos reis belgas aos tr√≥picos, em 1920.

¬†Al√©m do document√°rio supracitado, produzido pelo Service Cin√©matographique de l’Arm√©e Belge (S.C.A.B.), que faz parte do acervo da Cinemateca Belga, a Mostra Rio Desaparecido vai trazer ao p√ļblico mais dois filmes com imagens de um Rio que n√£o existe mais: ‚ÄúCr√īnica da demoli√ß√£o‚ÄĚ (2017), dirigido por Eduardo Ades, sobre a controversa demoli√ß√£o do Pal√°cio Monroe, e ‚ÄúO desmonte do monte‚ÄĚ (2018), de Sinai Sganzerla, sobre destrui√ß√£o do Morro do Castelo resultando no apagamento do local de funda√ß√£o da cidade.¬†

PROGRAMAÇÃO

¬†QUI 15 ‚Äď TER 20 JUL / 2021

Assista aos filmes gratuitamente em www.vimeo.com/channels/cinematecadomam

DEBATES SOBRE OS FILMES

¬†Dia 19 de julho, √†s 18h | ‚ÄėNossos Soberanos no Brasil‚Äô

Filme que retrata a visita da fam√≠lia real belga ao Brasil, entre 19 de setembro e 15 de outubro de 1920, mostrando imagens in√©ditas do Brasil e do Rio. O filme – realizado em 1920 pela S.C.A.B. – Service Cin√©matographique de l’Arm√©e Belge – √© um documento hist√≥rico e praticamente desconhecido do p√ļblico brasileiro. Nele se pode ver as grandes cidades brasileiras da √©poca (Rio de Janeiro, Petr√≥polis, Santos, S√£o Paulo e Belo Horizonte), com direito a planos a√©reos e recheadas de paradas, desfiles e exerc√≠cios militares.

Mediador: Hernani Heffner (Cinemateca do MAM)

Historiadores: Frederico Coelho (PUC Rio)

Arquiteto: Luiz Fernando Janot

¬†Dia 20 de julho, √†s 18h | ‚ÄėCr√īnica da demoli√ß√£o‚Äô

Ao investigar a controversa demolição do Palácio Monroe, o antigo prédio do Senado Federal no Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Ernesto Geisel no período militar, o documentário revela os jogos de poder que determinam os destinos da cidade até hoje.

Mediadora: Livia Baião (Rio Memórias)

Historiador: Ant√īnio Edmilson Martins (PUC Rio e UERJ)

Arquiteto: Nireu Cavalcanti

Cineasta: Eduardo Ades

¬†Dia 21 de julho, √†s 18h | ‚ÄėO desmonte do monte‚Äô

Aborda a hist√≥ria do Morro do Castelo, seu desmonte e arrasamento. O filme √© um mergulho em algumas das caracter√≠sticas espec√≠ficas do processo de urbaniza√ß√£o carioca, como o embelezamento √† francesa, a expuls√£o dos pobres das zonas valorizadas da cidade e a corrup√ß√£o das elites dirigentes. ‚ÄúO desmonte do monte‚ÄĚ fala tamb√©m como as no√ß√Ķes de patrim√īnio hist√≥rico e justi√ßa social passaram ao largo das principais preocupa√ß√Ķes dos reformadores da cidade.

Mediador: José Quental (Cinemateca MAM)

Arquiteta e Historiadora: Evelyn Furquim (UNIRIO)

Arquiteta: Ceça Guimaraens (UFRJ)

Cineasta: Sinai Sganzerla