Eleições, luta contra o retrocesso e em defesa da democracia foram temas que tomaram a sessão
Reconhecendo a importância de assegurar a participação dos estudantes no segundo turno das eleições de 2026, o Conselho Universitário aprovou, por unanimidade, em sessão nesta quinta-feira, dia 8, a recomendação de que unidades acadêmicas e professores adotem medidas de flexibilização para estudantes que necessitem se deslocar para exercer direito de voto, especialmente quanto a realização de provas, avaliações e ouras atividades acadêmicas obrigatórias.
A medida, demarca o texto aprovado, busca assegurar o tratamento adequado às ausências justificadas observadas as normas institucionais.
A proposta foi apresentada no expediente da sessão pelo professor Roberto Faria, apontando a necessidade de mobilização do segmento estudantil em defesa da universidade pública, e apoiada pelos técnicos administrativos, estudantes e outros docentes. O representante TAE Milton Madeira pediu que fosse estendida aos estudantes de Macaé.
Uma série de depoimentos se sucedeu na defesa do direito de muitos estudantes que não são do Rio, de não ser penalizados do ponto de vista acadêmico, diante da necessidade de se deslocarem com antecedência para seus domicílios eleitorais.
Segundo a pró-reitora de Graduação Maria Fernanda, dos 52.287 estudantes com matrícula ativa na graduação, 2.096 (4%) são de fora do estado e 16.194 (31%) são de fora da capital.
A luta em defesa da democracia, da soberania e da educação pública, gratuita e de qualidade
A eleição foi o centro dos debates na sessão do colegiado máximo da UFRJ.

Logo na abertura, a estudante Maria Luíza, representante do DCE, destacou a mobilização dos estudantes nas ruas em defesa da educação, da soberania e para que o fascismo não volte ao poder no segundo turno das próximas eleições. “Queremosum país livre das desigualdades e da fome!”, disse, anunciando que o Conselho de Entidades de Base do DCE Mário Prata aprovou por grande maioria apoio à eleição de lula no segundo turno para livrar o país do fascismo na presidência.
Conselho de entidades de base do DCE define apoio à Lula
Ela lembrou que também preocupa o cenário na Câmara e no Senado que pode levar ao desmonte da universidade e denunciou ataque da extrema-direita à Universidade Federal de Pernambuco, incendiando um prédio. “E nós temos que nos posicionar enquanto UFRJ”, convocou, anunciando ainda o calendário preparado pelos estudantes de mobilização em defesa da democracia para conversar com a população de todas as regiões da cidade. “Vamos eleger Lula no segundo turno!”, concluiu.
“Eleição de lula é fundamental!”

O representante técnico administrativo Milton Madeira informou sobre o ato realizado no dia anterior no terminal central em Macaé, tal como vem acontecendo em outros campi do Rio, “É necessário que façamos a defesa da democracia e da universidade. A eleição de lula é fundamental para que o Supremo Tribunal Federal não seja entregue à extrema direita”, disse ele, apontando a reponsabilidade da comunidade de politizar o debate na universidade e mostrar aos tecerrizados, por exemplo que os contratos serão seriamente atingidos num governo de extrema-direita. Segundo ele, todo corpo social tem que ter unidade pára manter a universidade viva. “É necessário eleger o governo Lula para manter a democracia”.
Veja a fala de Milton:
“Vamos combater a volta deste clã ao governo”

“Eu sou uma vítima do governo Bolsonaro. Meu marido morreu de Covid depois de 18 dias no hospital. Saiu comigo andando e não voltou . Eu sei o que significa o poder dos Bolsonaro e suas ações. Toda mobilização deve ser feita para que a gente não fique novamente sob a égide deste governo machista, misógino, preconceituoso e que diz que a universidade pública está cheia de maconheiro e que os servidores públicos são um bando de parasitas”, disse Gilda Alvarenga , representante TAE, protestando: “Eu não me considero parasita. Atuo no Consuni há quase cinco anos, faço parte da Comissão do RSC, da gestão da Biblioteca e sou responsável, no momento, pelo tratamento da coleção do professor da Escola de Serviço Social Carlos Nelson Coutinho. Trabalho até às 23h. As pessoas julgam mas não conhecem a universidade, o nosso fazer e não posso aceitar que esse governo volte ao poder.”
Veja a fala de Gilda:
Nada pode parecer impossível de mudar!
A professora Gracyelle Ferreira fez um convite não apenas ao colegiado mas toda comunidade e à sociedade: “Não há espaço para desânimo ou para o conforto da resignação. É preciso dar um jeito. Estamos aqui pela memória de tantos brasileiros que perderam suas vidas lutando pela democracia, pelas 700 mil vidas perdidas por omissão na pandemia. Através da Educação e da universalização destas políticas públicas que eu pude fazer parte do Brasil da transformação. Por isso não podemos nos contentar em resistir. Nos solidarizamos com a universidade Federal de Pernambuco, mas a solidariedade precisa estar tomada de coragem, de ser insurgência. A história não muda sozinha. Nós que fazermos a história enquanto povo organizado que podemos mudar esse brasil. Nada pode parecer impossível de mudar. Vamos à luta!”.
Veja a fala de Gracyelle:
Andifes lançará carta no dia 13 de outubro e puxará ato no dia 15, dia do professor
A vice-reitora Cácia Turci informou encaminhamentos da reunião realização pela Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para discutir o momento do país da qual participaram cerca de 60 reitores. Entre a série de encaminhamentos, o pleno decidiu que 15 de outubro – dia do professor – haverá um ato nacional em, defesa da educação. Mas antes, no dia 13, haverá uma divulgação de uma carta da Andifes em apoio ao candidato que pensa na educação.
Cássia lembrou que a associação divulgou carta em apoio à UFPE e propôs que a UFRJ também aprovasse a sua, como de fato aconteceu em seguida.