Dez institui√ß√Ķes de ensino do Rio (entre elas a UFRJ) repudiaram em nota a proposta (PEC 206) de mensalidade em universidades p√ļblicas em tr√Ęmite na Comiss√£o de Constitui√ß√£o e Justi√ßa da C√Ęmara Federal. A ideia √© mais uma excresc√™ncia dos inimigos da educa√ß√£o p√ļblica e que diariamente conspiram contra o povo.

De acordo com a nota, ‚Äúa aprova√ß√£o dessa PEC aceleraria o desfinanciamento e a retirada do compromisso do Estado com a educa√ß√£o p√ļblica do Brasil, uma vez que as institui√ß√Ķes p√ļblicas de ensino dependem de investimentos p√ļblicos para manuten√ß√£o e exist√™ncia‚ÄĚ.

Ainda conforme a nota dos dirigentes das institui√ß√Ķes, ‚Äúas universidades p√ļblicas s√£o institui√ß√Ķes do Estado brasileiro respons√°veis pela forma√ß√£o dos melhores profissionais do pa√≠s, oriundos dos cursos de maior qualidade, conforme avalia√ß√£o do MEC‚ÄĚ.

E mais, diz a nota: ‚ÄúO pagamento de mensalidades seria um equ√≠voco por v√°rios motivos, dentre os quais: 1) a mensalidade n√£o seria suficiente para garantir e manter o modelo de universidade que defendemos, com carreira dos servidores em dedica√ß√£o exclusiva e laborat√≥rios de pesquisa em pleno funcionamento; 2) o pagamento por parte dos estudantes geraria falta de isonomia nos bancos das universidades, o que seria p√©ssimo para a democracia interna e fonte de injusti√ßas‚ÄĚ.

Além da UFRJ, assinam o documento a direção-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) e as reitorias do Colégio Pedro II, Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Instituto Federal Fluminense (IFF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

 

 

 

A posse p√ļblica da nova diretoria ser√° no dia 14 de junho no audit√≥rio do Centro de Tecnologia (CT)

Uma rápida solenidade marcou a assinatura da ata e o termo de posse da nova direção do Sintufrj eleita para um mandato até 2025. Neuza Luzia assinou o documento pela direção que deixa o Sintufrj. O novo coordenador-geral Esteban Crescente representou os novos dirigentes da entidade.

O ato no Espa√ßo Cultural do Sintufrj na manh√£/tarde desta quarta-feira¬† (25) foi precedido da apresenta√ß√£o dos coordenadores que est√£o √† frente do sindicato pelos pr√≥ximos tr√™s anos aos funcion√°rios ‚Äď convidados para um caf√© da manh√£. Cada coordenador explicou suas motiva√ß√Ķes √† frente de suas pastas.

No discurso de abertura, Esteban Crescente fez um rápido mergulho na conjuntura de inflação, que pune os trabalhadores, enquanto a concentração de renda aumenta no Brasil injusto.

DIRIGENTES COORDENADORES do Sintufrj se apresentam aos funcion√°rios da entidade
ESTEBAN CRESCENTE assina termo de posse diante de Neuza Luzia, Noemi de Andrade, Dulcin√©a Souza e Iv√Ęnia Severo

O dirigente destacou o papel dos sindicatos como o ambiente no qual a classe trabalhadora encontra a possibilidade de brigar por suas posi√ß√Ķes para a solu√ß√£o de seus problemas imediatos e buscar solu√ß√Ķes coletivas na cria√ß√£o de um projeto coletivo.

A posse p√ļblica da nova diretoria ser√° no dia 14 de junho no audit√≥rio do Centro de Tecnologia (CT) com toda a comunidade universit√°ria convidada!

GALERIA – PRIMEIROS MOVIMENTOS

DIRETORES DO SINTUFRJ atualizam com advogados do escrit√≥rio Rudi Cassel informa√ß√Ķes sobre as a√ß√Ķes judiciais dos 26,06% (Plano Bresser), dos 26,05% (Plano Ver√£o) e dos 28,86%.

De 3 a 5 de junho, os técnico-administrativos em educação realizam plenária nacional para deliberar sobre a greve da educação

Na pr√≥xima ter√ßa-feira, 31 de maio, o funcionalismo federal realiza o Dia Nacional de Luta em Bras√≠lia (DF), em converg√™ncia com a Campanha Salarial Unificada 2022. O movimento foi¬† constru√≠do pelo F√≥rum das Entidades Nacionais dos Servidores P√ļblicos Federais (Fonasefe) e o F√≥rum Nacional Permanente de Carreiras T√≠picas do Estado (Fonacate).

Mantendo a press√£o, os trabalhadores do servi√ßo p√ļblico ir√£o para as ruas, mais uma vez, cobrar a abertura de negocia√ß√Ķes com o governo Bolsonaro, o reajuste salarial de 19,99%, a revoga√ß√£o da Emenda Constitucional (EC) 95/16 — do Teto dos Gastos — e o arquivamento da Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) 32/20, da contrarreforma Administrativa.

Roteiro 

Pela manhã, no dia 31 de maio, a concentração será no Espaço do Servidor que fica na Esplanada dos Ministérios. De lá, por volta das 10h, os servidores seguem em marcha até o Ministério da Economia, localizado no bloco P, e depois em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF) articulados com os servidores da Justiça. 

√Ä tarde, √†s 14h, ocorre uma audi√™ncia p√ļblica em defesa do servi√ßo p√ļblico no audit√≥rio Nereu Ramos, da C√Ęmara dos Deputados. A atividade foi articulada pelos f√≥runs com a lideran√ßa da Minoria na Casa, que conquistou tamb√©m a realiza√ß√£o de uma audi√™ncia p√ļblica na Comiss√£o de Trabalho, Administra√ß√£o e Servi√ßos P√ļblicos (CTAS) da C√Ęmara, no dia 24 de maio para debater o reajuste.¬†

Nos dias 1¬ļ de junho, os servidores p√ļblicos intensificam a vig√≠lia em frente ao Minist√©rio da Economia, e de 3 a 5, os t√©cnico-administrativos das universidades federais se re√ļnem em plen√°ria nacional para tratar da campanha salarial e da greve da educa√ß√£o.

 

Mobilização em defesa da Educação e do reajuste salarial *

Fasubra, Andes e Sinasefe, entidades que representam os t√©cnico-administrativos das universidades federais, professores federais e t√©cnicos das Institui√ß√Ķes Federais de Ensino, em Reuni√£o Ampliada Unificada da Educa√ß√£o, no dia 21 de maio, avaliaram a necessidade de constru√ß√£o de uma greve unificada e de uma pauta de reivindica√ß√Ķes conjunta. O encontro refor√ßou tamb√©m a necessidade de continuar a mobiliza√ß√£o dos servidores p√ļblicos federais pelo reajuste salarial emergencial de 19,99%.¬†

A reuni√£o definiu uma pauta unit√°ria que ser√° protocolada no MEC (Minist√©rio da Educa√ß√£o) e apontou como encaminhamentos: solicitar reuni√£o com o ministro da Educa√ß√£o e as entidades; participar de forma unificada do ato do Fonasefe no dia 31 de maio; organizar uma jornada de lutas para a primeira quinzena de junho e realizar reuni√Ķes com as entidades da educa√ß√£o federal (Andes, Sinasefe, DCEs e APGs) nos estados.

Unidade histórica

A direção da Fasubra avaliou que é histórico as entidades da educação retomarem o processo de realizar atividades conjuntas e que só unidos conseguirão derrotar o governo Bolsonaro, que tem na sua centralidade o desmonte da educação brasileira, o ataque ao ensino, o ataque à pesquisa e todo um processo preparatório para a reforma do estado brasileiro.

A Federa√ß√£o lembrou que embora j√° tenha posi√ß√£o de sua plen√°ria desde dezembro 2021 sobre o tema, h√° um descompasso entre as entidades. E esclareceu que desde fevereiro apontava a necessidade da constru√ß√£o de uma greve unificada, no m√≠nimo, da educa√ß√£o nas reuni√Ķes das entidades que comp√Ķem o Fonasefe. As demais entidades, no entanto, sempre apontaram dificuldades em construir a greve naquele per√≠odo.

A Fasubra ent√£o, por entender que a derrota da pol√≠tica de desmonte do estado do governo Bolsonaro passa pela constru√ß√£o de uma greve unit√°ria do segmento, manteve a posi√ß√£o de seguir o calend√°rio unificado do F√≥rum dos SPF. E refor√ßou que mesmo o Sinasefe apontando a deflagra√ß√£o de sua greve no dia 16/5, o Andes ainda n√£o conseguiu construir condi√ß√Ķes suficientes para apontar uma data conjunta.

A Fasubra destacou que apenas uma greve da Federação e do Sinasefe não mudará o quadro para derrotar o governo e conseguir a recomposição salarial. Na sua avaliação, a medida também colocará as entidades em situação desvantajosa frente aos ataques do governo.

Diante desse descompasso das entidades, a Plen√°ria Nacional dos dias 3, 4 e 5 de junho cumprir√° um papel importante para definir estrat√©gias de atua√ß√£o nos pr√≥ximos meses. Os representantes das entidades da educa√ß√£o federal em reuni√£o na semana passada em conjunto com as entidades do movimento estudantil acertaram a agenda de mobiliza√ß√£o em junho e tamb√©m discutiram a√ß√Ķes coletivas de press√£o junto ao MEC.

*  Texto Fasubra Sindical РFacebook

 

A Proposta de Emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) 206/19, que prev√™ a cobran√ßa de mensalidades das universidades p√ļblicas, foi retirada da pauta na ter√ßa-feira, 24 de maio, na Comiss√£o de Constitui√ß√£o, Justi√ßa e Cidadania (CCJ) da C√Ęmara dos Deputados. Entidades da educa√ß√£o e do movimento estudantil, entre elas a Fasubra Sindical, protestaram no Congresso Nacional contra mais este ataque ao setor.¬†

A PEC é de autoria do deputado bolsonarista General Peternelli (União-SP) e tem como relator o deputado Kim Kataguiri (União-SP). O motivo da retirada de pauta foi que o relator informou que estava de licença médica, o que postergou a leitura do parecer. A CCJ vai analisar a admissibilidade do texto na próxima semana. 

A Fasubra, em sua p√°gina no Facebook, recha√ßou a proposta e afirma que vai aumentar a mobiliza√ß√£o em defesa do ensino superior p√ļblico, gratuito e de qualidade. ‚Äú√Č urgente pressionar os parlamentares para barrar e derrubar este ataque. Educa√ß√£o √© um direito do povo. Querem acabar com a universidade p√ļblica e, assim, prejudicar milh√Ķes de brasileiros e brasileiras‚ÄĚ, sustenta a Federa√ß√£o.

A deputada federal Maria do Ros√°rio (PT/RS) protocolou solicita√ß√£o para a realiza√ß√£o de audi√™ncia p√ļblica para discutir detalhadamente a proposta. O pedido foi subscrito por outros deputados da oposi√ß√£o e foi aprovado. A Fasubra participar√° da audi√™ncia, ainda sem data definida.¬†

‚ÄúUma nova reuni√£o est√° prevista para a pr√≥xima semana na CCJ. √Č importante seguirmos mobilizados pois, o que est√° em curso, √© o in√≠cio de uma agenda de privatiza√ß√£o total do ensino superior no Brasil, muito bem explicitada no plano ‚ÄúProjeto Na√ß√£o‚ÄĚ, desavergonhadamente apresentada por militares integrantes do governo que planejam, entre outras coisas, o fim da gratuidade do SUS j√° em 2025. A intens√£o golpista jamais ficou t√£o evidente, uma vez que esse projeto desconsidera os demais poderes da Rep√ļblica e simula o comando do poder nacional pelos militares at√© o ano de 2035. A sociedade civil precisa dar uma resposta pol√≠tica robusta, derrotando esse governo no 1¬ļ turno, para fazer forte contraponto √† ousadia de desafiar nosso sistema democr√°tico‚ÄĚ, avalia Jo√£o Paulo Ribeiro, o JP, dirigente da Fasubra.

(Foto: Twitter/@uneoficial)

Em janeiro de 2019, litro da gasolina custava, em média, R$ 4,27. Em abril deste ano, chegou a R$ 7,25. Já o litro do óleo diesel pulou de R$ 3,54 para R$ 6,73, aumento de 90% no mesmo período

 Publicado: 25 Maio, 2022 Р09h02 | Última modificação: 25 Maio, 2022 Р16h54 | Escrito por: Tiago Pereira, da RBA

AGÊNCIA PETROBRAS

Em três anos e quatro mês de governo Bolsonaro, o preço da gasolina aumentou cerca de 70% e o do óleo diesel, 90%. segundo dados de um levantamento divulgado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) nessa terça-feira (24).

Em janeiro de 2019, quando o atual presidente assumiu, o litro da gasolina nos postos do país custava, em média, R$ 4,27. Em abril, chegou a R$ 7,25.

Já o litro do óleo diesel pulou de R$ 3,54 para R$ 6,73, aumento de 90% no mesmo período.

De acordo com especialistas do Ineep, a política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que a Petrobras adotou no final de 2016, é a principal responsável pela explosão dos preços dos combustíveis no Brasil.

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O economista Eduardo Costa Pinto destaca que, somente em 2021, a alta dos pre√ßos dos derivados respondeu por quase metade da infla√ß√£o, que fechou o ano em 10,06%, segundo o √ćndice Nacional de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA). Ele afirma que, com o PPI, a Petrobras vem estabelecendo os pre√ßos dos combust√≠veis no Brasil com o objetivo de obter o m√°ximo de lucros poss√≠vel. ‚Äú√Č como se a Petrobras tivesse funcionando como um monop√≥lio privado‚ÄĚ, afirmou.

Nesse sentido, Costa Pinto classificou apenas como ‚Äúbravata‚ÄĚ as supostas investidas de Bolsonaro contra a escalada dos pre√ßos dos combust√≠veis. Isso vale tanto para as sucessivas trocas no comando da Petrobras, como tamb√©m para as mudan√ßas ‚Äúpaliativas‚ÄĚ que o governo federal realizou nos impostos que recaem sobre o diesel e a gasolina.

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Se realmente quisesse, Bolsonaro poderia mudar a pol√≠tica de Pre√ßos da Petrobras. ‚ÄúMas porque ele n√£o faz? Pois, assim, ele sinaliza para o pessoal da grana que vai manter esse tipo de pol√≠tica que garantiu¬†R$ 101 bilh√Ķes em dividendos¬†no ano passado‚ÄĚ, afirmou o economista.
Lucros obscenos

‚ÄúCom o PPI, √© como se a Petrobras estivesse importando tudo, sem produzir nada por aqui. Quando, na verdade, ela produz entre 75% e 80%, a depender do trimestre, de todos os derivados do pa√≠s‚ÄĚ, disse Costa Pinto, em¬†webn√°rio promovido pelo Ineep.¬†Nesse sentido, ele estimou em cerca de US$ 46 o custo do barril de derivados produzidos pela Petrobras. Mas, no primeiro trimestre deste ano, esses mesmos derivados foram vendidos pela estatal a US$ 104 o barril.

Vem da√≠ os ‚Äúlucros obscenos‚ÄĚ que a companhia distribui aos acionistas, enquanto o povo sofre com os impactos da infla√ß√£o. ‚ÄúNo ano passado, a Petrobras teve margem de lucro de 27%, enquanto a das grandes petroleiras foi de 8%‚ÄĚ, comparou o economista.

Leia mais: Petrobras registra novo superlucro e acionistas v√£o embolsar mais R$ 48 bilh√Ķes

Somente em rela√ß√£o aos tr√™s primeiros meses deste ano, a companhia vai pagar¬†R$ 48,5 bilh√Ķes¬†aos acionistas. Desse total, apenas 38% ficam com a Uni√£o. ‚ÄúO estado pode fazer o que com esse dinheiro? Nada. Ele tem que abater d√≠vidas, por causa do Teto de Gastos‚ÄĚ. O restante vai para o bolso dos investidores privados. Destes, 40% s√£o estrangeiros.

Al√©m de vontade, falta ‚Äúarticula√ß√£o‚ÄĚ

Carla Ferreira, tamb√©m pesquisadora do Ineep, listou uma s√©rie de medidas ‚Äúpaliativas‚ÄĚ que o governo Bolsonaro vem adotando para tentar conter a alta dos combust√≠veis. Em vez de abandonar o PPI, Bolsonaro resolveu mexer na tributa√ß√£o. Primeiro, no in√≠cio do ano passado, zerou a al√≠quota do PIS/Cofins sobre o diesel. ‚ÄúO que a gente observa √© que essa medida n√£o chegou na bomba. Significaria uma redu√ß√£o de 33 centavos no pre√ßo final, mas de alguma forma foi engolida por outros aumentos‚ÄĚ, disse a especialista.

Na sequ√™ncia, Bolsonaro passou a culpar o ICMS,¬†comprando briga com os governadores. ‚ÄúO que tamb√©m foi equivocado, porque os percentuais do ICMS n√£o eram alterados h√° alguns anos‚ÄĚ, ela ressaltou. Diante dessa press√£o, no final de 2021, os governadores, atrav√©s do Comit√™ Nacional de Secret√°rios de Fazenda, Finan√ßas, Receita ou Tributa√ß√£o nos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), resolveram congelar o pre√ßo de refer√™ncia dos combust√≠veis sobre o qual recai o ICMS. ‚ÄúSe a gente observar a evolu√ß√£o dos pre√ßos, tamb√©m n√£o teve efetividade‚ÄĚ.

Apostando no aumento da concorr√™ncia, o atual governo tamb√©m privatizou a refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. Trata-se de outro argumento ‚Äúfalacioso‚ÄĚ, j√° que as refinarias foram estruturadas para atender a mercados regionais, e n√£o competem entre si. ‚ÄúEssa medida tamb√©m n√£o se efetivou. O novo controlador da Rlam tem implementado reajustes, por vezes,¬†superiores aos da Petrobras.‚ÄĚ

Todas essas medidas fracassaram, segundo Carla, pela falta de articula√ß√£o entre os v√°rios atores que comp√Ķem a cadeia de pre√ßos. Al√©m disso, seriam apenas ‚Äúpaliativas‚ÄĚ, j√° que a escalada dos pre√ßos dos combust√≠veis est√° ligada fundamentalmente ao PPI. Ainda assim, a especialista afirma que Bolsonaro¬†‚Äúse omite‚Ä̬†em fazer a articula√ß√£o pol√≠tica necess√°ria para a resolu√ß√£o do problema, tentando, assim, se eximir das suas responsabilidades.

Assista ao webn√°rio do Ineep

Instituto Sagres, chefiado por oficiais da reserva, recebeu verba de estatal do governo federal para realizar evento, revela BdF. Codevasf é chefiada pelo Centrão de Arthur Lira e Ciro Nogueira

 Publicado: 25 Maio, 2022 Р10h47 | Última modificação: 25 Maio, 2022 Р16h57 | Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

REPRODUÇÃO

O¬†Instituto Sagres, uma das organiza√ß√Ķes militares que ajudaram a elaborar o chamado¬†Projeto de Na√ß√£o¬†que defende o fim do Sistema √önico de Sa√ļde (SUS) e das universidades p√ļblicas, pressupondo a perman√™ncia¬†dos militares no poder at√© 2035, recebeu R$ 170 mil da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S√£o Francisco e do Parna√≠ba (Codevasf),¬†em junho de 2021, revela o rep√≥rter Paulo Motoryn, do¬†Brasil de Fato.

Militares prop√Ķem fim da gratuidade no atendimento do SUS e do ensino superior a partir de 2025¬†

A Codevasf, que aparece em mais essa a√ß√£o entre amigos, √© presidida por Marcelo Moreira Pinto. Ele foi indicado para o cargo pelo presidente da C√Ęmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e pelo ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI), l√≠deres do Centr√£o.

Desde que foi ocupada pelo Centr√£o, a Codevasf se envolveu em v√°ria den√ļncias de corrup√ß√£o, entre elas, a¬†venda superfaturada de ve√≠culos compactadores de lixo, a compra de¬†kits rob√≥tica para escolas sem internet e sem √°gua¬†de Alagoas e o¬†#Bolsol√£oDoAsfalto¬†– uma construtora com sede em Imperatriz (MA) ganhou todas as licita√ß√Ķes, inclusive em estados onde n√£o atuava, concorrendo sozinha ou com empresas de fachada registrada em nome do irm√£o dos s√≥cios.

De acordo com a reportagem do BdF, o Instituto Sagres, que formalmente é uma empresa chamada Sagres РPolítica e Gestão Estratégica Aplicadas, recebeu os R$ 170 mil do Executivo em duas ordens de pagamento diferentes, uma de R$ 161,5 mil e outra de R$ 8,5 mil.

Vinculada ao Minist√©rio do Desenvolvimento Regional, ent√£o chefiado pelo ex-ministro Rog√©rio Marinho (PL), que se exonerou do cargo para ser candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, a Codevasf enquadrou o gasto como apoio ao “desenvolvimento sustent√°vel local integrado”.¬†Marinho tamb√©m foi ciitado no Bolsol√£o do Asfalto.

Ainda segundo a reportagem, de acordo com a descrição que consta no Portal da Transparência, a Codevasf repassou a verba ao Instituto Sagres como patrocínio pela realização do Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, uma iniciativa em parceria com a Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido. O evento foi realizado em Mossoró (RN) em dezembro de 2020, com a participação do vice-presidente Hamilton Mourão.

A organiza√ß√£o do evento foi delegada ao instituto¬†pelo deputado federal General Gir√£o (PL-SP), coordenador da¬†Frente Parlamentar Mista em Prol do Semi√°rido, criada em maio de 2019. O Sagres √© presidido¬†pelo general-de-divis√£o Raul Jos√© de Abreu Sturari, reformado em 2003. De¬†fevereiro de 2019 a abril de 2021, ele foi secret√°rio parlamentar na C√Ęmara, justamente no gabinete de¬†Gir√£o.

Leia aqui a íntegra da reportagem do Brasil de Fato.

 

Petista teve oscilação positiva de 1 ponto percentual na pesquisa; entre evangélicos, alta de Lula foi de 8 pontos

Paulo Motoryn | Brasil de Fato | Brasília (DF) |
Ex-presidente durante a entrevista à Rádio Mais Brasil News, transmitida para Brasília (DF) e Manaus (AM), na terça-feira (24) РRicardo Stuckert

O cenário da corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto tem sinais de estabilidade, de acordo com nova pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (25). O levantamento aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral no primeiro com folga.

O petista¬†figura com 43% das inten√ß√Ķes de voto contra 35% de Jair Bolsonaro (PL). Na sequ√™ncia, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 5%, Andr√© Janones (Avante), com 3%, e Simone Tebet (MDB), com 2%.

O ex-governador de S√£o Paulo Jo√£o Doria (PSDB) foi mantido no estudo porque s√≥ desistiu de concorrer na segunda-feira (23). O an√ļncio, por√©m,¬†j√° foi suficiente para o tucano cair para 1% nas inten√ß√Ķes de voto (ele pontuava de 2% a 4% em levantamentos anteriores). O efeito geral na corrida eleitoral foi pequeno.

Leia o resultado:

Evangélicos: Lula diminui diferença

A nova rodada da pesquisa PoderData mostra que também que Bolsonaro ainda lidera entre os evangélicos, mas viu a sua vantagem para o ex-presidente Lula diminuir para 13 pontos percentuais.

De acordo com o levantamento, o ex-capit√£o soma 46% das inten√ß√Ķes de voto no segmento para o primeiro turno das elei√ß√Ķes de 2022. J√° o petista tem 33%. Na pesquisa anterior, realizada de 8 a 10 de maio, Bolsonaro aparecia com 52% entre os evang√©licos.

Segundo turno: Lula lidera com folga

O levantamento aponta Lula tem uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Bolsonaro no segundo turno. O petista soma 50% das inten√ß√Ķes de voto contra 39% de Bolsonaro. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 10 e 12 de maio, Lula aparecia com 49% e Bolsonaro, 38%.

Em levantamentos do PoderData, Lula j√° esteve 25 pontos √† frente do atual presidente. Os √≠ndices foram registrados no final de agosto e in√≠cio de setembro de 2021. A menor diferen√ßa entre os favoritos da elei√ß√£o ocorreu no √ļltimo m√™s, e foi de 9 pontos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData. Os dados foram coletados de 22 a 24 de maio de 2022, por meio de liga√ß√Ķes para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 301 munic√≠pios nas 27 unidades da Federa√ß√£o. A margem de erro √© de 2 pontos percentuais. O intervalo de confian√ßa √© de 95%. O registro no TSE √© BR-05638/2022.

Edição: Rodrigo Chagas

 

Chacina resultante da ação policial foi a terceira mais letal da história recente da região metropolitana da capital fluminense

 

Operação na favela Vila Cruzeiro (Foto: Reprodução/Reuters)

O Minist√©rio P√ļblico do Rio (MPRJ) deu um prazo de dez dias para que o Batalh√£o de Opera√ß√Ķes Especiais (Bope) encaminhe os dados da averigua√ß√£o sum√°ria da opera√ß√£o policial que resultou na chacina de ao menos 25 pessoas na¬†Vila Cruzeiro¬†na ter√ßa-feira (24).

De acordo com O Globo, o prazo consta do procedimento instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada para investigar o caso, que teve agentes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos na operação.

‚ÄúPelo procedimento do MP, o comando do Bope ter√° de ouvir todos os policiais militares envolvidos e indicar os agentes respons√°veis pelas mortes, al√©m de esclarecer se foram l√≠citas as a√ß√Ķes da pol√≠cia que terminaram em mortes na favela. A Promotoria enviou of√≠cio ao Minist√©rio P√ļblico Federal (MPF) para que tome as medidas cab√≠veis em rela√ß√£o aos agentes federais envolvidos na opera√ß√£o‚ÄĚ, diz a reportagem.

O MP tamb√©m pediu informa√ß√Ķes sobre os inqu√©ritos relacionados √† ocorr√™ncia abertos pelo Departamento-Geral de Homic√≠dios e Prote√ß√£o √† Pessoa da Pol√≠cia Civil e recomendou √† Delegacia de Homic√≠dios da Capital (DHC) a apreens√£o e realiza√ß√£o de per√≠cias das armas dos policiais envolvidos na a√ß√£o

Em nota, o Minist√©rio P√ļblico Federal (MPF) informou que ir√° “apurar as condutas, eventuais viola√ß√Ķes a dispositivos legais, as participa√ß√Ķes e responsabilidades individualizadas de agentes policiais federais” durante a opera√ß√£o.

 

Terra Indígena foi criada para interromper massacres, mas garimpeiros voltaram com mais força sob Bolsonaro

Murilo Pajolla | Brasil de Fato | Lábrea (AM) | 
“Garimpeiros est√£o desenterrando as m√°quinas enterradas na d√©cada de 90”, diz Maur√≠cio Yekuana (em destaque) – Reprodu√ß√£o/Instituto Socioambiental

H√° aproximadamente tr√™s d√©cadas, a lideran√ßa mais influente dos Yanomami, Davi Kopenawa, encontrava pela primeira vez um grupo de garimpeiros nas terras ancestralmente ocupadas por seu povo. Pintados de preto dos p√©s √† cabe√ßa, os guerreiros ind√≠genas tentavam expuls√°-los pacificamente. ‚ÄúQueremos convenc√™-los com nossas palavras, n√£o com nossas flechas‚ÄĚ, disse o jovem aos invasores. O trecho do livro ‚ÄúA queda do c√©u‚ÄĚ, escrito por Davi e o antrop√≥logo franc√™s Bruce Albert, retrata o come√ßo de uma guerra que n√£o terminou, nem mesmo ap√≥s a demarca√ß√£o da Terra Ind√≠gena (TI) Yanomami ter sido homologada pelo ent√£o presidente Fernando Collor de Mello em 25 de maio de 1992.

Com a homologa√ß√£o, o maior territ√≥rio ind√≠gena do Brasil passava para as m√£os da Uni√£o. A Constitui√ß√£o garantia aos habitantes origin√°rios o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos. Mas faltou combinar com os garimpeiros. Eles haviam sido atra√≠dos pela pr√≥pria Funai, sob a gest√£o de Romero Juc√° (1986-88), que abriu as terras dos Yanomami √† explora√ß√£o da madeira e do ouro. Sucessivas opera√ß√Ķes repressivas conseguiram expulsar os invasores, mas s√≥ temporariamente.

::¬†30 anos da TI Yanomami: “Que nossa luta contra o garimpo seja exemplo para futuras gera√ß√Ķes” ::

Hoje, com¬†Jair Bolsonaro (PL)¬†no poder, eles voltam √† TI Yanomami com for√ßa total. Desta vez, amparados pelo governo federal. ‚ÄúComo diz o Davi [Kopenawa], a gente est√° na mira da cobra grande. N√≥s conquistamos um espa√ßo, o direito dos povos ind√≠genas. E hoje a cobra grande est√° nascendo, cresceu e agora est√° tentando engolir o que n√≥s conquistamos. Est√° colocando tudo na barriga dela‚ÄĚ, diz¬†Maur√≠cio Yekuana, diretor da Hutukara Associa√ß√£o Yanomami, principal organiza√ß√£o do povo.

Assista abaixo a primeira das duas partes da reportagem em vídeo:

Políticos e empresários contra a demarcação

Evid√™ncias cient√≠ficas indicam que os Yanomami vieram da √Āsia, pelo estreito de Bering, h√° cerca de 15 mil anos. Eles decidiram morar onde os colonizadores estabeleceriam, mil√™nios depois, a fronteira entre Brasil e Venezuela. Os primeiros contatos com n√£o ind√≠genas foram h√° mais de 200 anos, mas tudo mudou rapidamente a partir de 1940. Foi quando chegaram os mission√°rios, os colonos, as doen√ßas e as bebidas alco√≥licas. Na d√©cada de 1980, mais massacres, dessa vez por causa do garimpo ilegal. Press√Ķes internacionais e dos movimentos ind√≠gena e indigenista deixaram o governo sem alternativa, a n√£o ser a prote√ß√£o dos povos.

Quando foi apresentado a Collor, Davi Yanomami relata ter pedido a expuls√£o imediata dos mineradores ilegais. “S√£o numerosos demais. N√£o tenho nem avi√Ķes nem helic√≥pteros suficientes para tanto! N√£o tenho dinheiro!”, respondeu o presidente, segundo narra o l√≠der Yanomami¬†em “A Queda do C√©u”. Davi n√£o acreditou: “Eu trazia em mim a revolta de minha floresta destru√≠da e de meus parentes mortos. Retruquei que com aquelas palavras tortas ele s√≥ queria nos enganar e deixar que nossa terra fosse invadida”.

O ent√£o presidente da Funai, Sydney Possuelo, relembra que no per√≠odo foram demarcadas 166 novas terras ind√≠genas. “Por√©m a primeira e a que mais teve custo de luta pessoal foi a Yanomami. Porque, al√©m de pegar dois estados, Roraima e Amazonas, ela ficava na fronteira com outro pa√≠s. Ent√£o j√° havia nisso uma certa dificuldade, pois seria a primeira terra a ser definida onde os militares diziam que era √°rea de seguran√ßa nacional‚ÄĚ, afirma.

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Entre os n√£o ind√≠genas, Possuelo foi um dos principais articuladores da demarca√ß√£o. Ele recorda as muitas press√Ķes contr√°rias, de elites pol√≠ticas locais e nacionais, al√©m das For√ßas Armadas, principalmente o Ex√©rcito. Enquanto isso, os Yanomami tentavam repelir o que, at√© ent√£o, era o maior ataque de garimpeiros j√° sofrido pelo povo. Os invasores, representados por pol√≠ticos e empres√°rios poderosos, eram estimados em 40 mil.

‚ÄúAinda assim havia uma situa√ß√£o muito clara na pol√≠tica contr√°ria √† demarca√ß√£o. Manifesta√ß√Ķes¬†de garimpeiros dentro de Roraima¬†e do pr√≥prio Romero Juc√°. Enfim, quase todos se mostraram contra. Tinham aliados deles no Ex√©rcito e outras for√ßas da sociedade de Roraima¬†n√£o queriam a demarca√ß√£o‚ÄĚ, afirma o ex-presidente da Funai.

O ent√£o presidente Fernando Collor aperta a m√£o de Davi Yanomami durante cerim√īnia de homologa√ß√£o da TI Yanomami / Reprodu√ß√£o/Funai

Sob Bolsonaro, garimpo continua de onde parou

Para os Yanomami, o garimpo ainda √© sin√īnimo de morte, fome, doen√ßas e explora√ß√£o sexual. Segundo a Hutukara Associa√ßao Yanomami, a praga j√° se espalhou por metade das comunidades. A entidade divulga frequentemente den√ļncias de crimes cada vez mais cru√©is contra os ind√≠genas.

Dominadas pela l√≥gica mercantil do garimpo, as comunidades deixam de cultivar os pr√≥prios ro√ßados, e passam a viver do pouco recurso obtido com a atividade ilegal. Com isso, alienam-se¬†da sua pr√≥pria cultura para ocupar uma posi√ß√£o subalterna no universo do garimpo. Em 2021, mais de 100 ind√≠genas morreram direta ou indiretamente por causa da minera√ß√£o ilegal, segundo a Comiss√£o Pastoral da Terra (CPT). O relat√≥rio “Yanomami sob ataque“, da Hutukara, aponta a maior invas√£o garimpeira da hist√≥ria do territ√≥rio.

Assista abaixo a parte final da reportagem em vídeo:

‚ÄúNos anos 80 e in√≠cio de 90 teve aquela corrida do ouro na terra Yanomami. E n√≥s estamos voltando para esse tempo. Por qu√™? Est√° tendo aumento na quantidade de garimpeiros. Est√° tendo interesse dos empres√°rios, que vendem maquin√°rio na cidade. Empres√°rios que lucram muito com isso. Pol√≠ticos partid√°rios crescendo o olho e que financiam muito o garimpo‚ÄĚ, constata Maur√≠cio Yakuana, da Hutukara.

O garimpo que hoje amea√ßa o territ√≥rio Yanomami, no entanto, n√£o √© o mesmo da √©poca da demarca√ß√£o. O potencial destrutivo da atividade aumentou. Mais moderno, o maquin√°rio eleva a produtividade da devasta√ß√£o. Pontos de internet facilitam a comunica√ß√£o entre os invasores. Segundo Yakuana, eles conseguem saber com anteced√™ncia sobre opera√ß√Ķes da Pol√≠cia Federal e do Ibama. Dif√≠cil de combater, por causa da lucratividade estratosf√©rica, o garimpo est√° continuando de onde parou na d√©cada de 80.

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‚ÄúNa √©poca os garimpeiros enterraram muitos maquin√°rios pesados, coberto pela lona. E eles est√£o recuperando isso, quer dizer, levam as pe√ßas pequenas e restauram [as m√°quinas desenterradas]. Muitos pilotos aposentados foram atra√≠dos para ganhar muito dinheiro Eles t√™m muita experi√™ncia de pousar onde tem uma pista pequena e levar muita carga. Dizem que a oferta para o piloto √© de R$ 150 mil por m√™s‚ÄĚ, revela Maur√≠cio Yekuana.

Possuelo n√£o hesita em dizer que a situa√ß√£o atual √© ‚Äúpior do que anteriormente‚ÄĚ. ‚ÄúO que acontece hoje √© a mesma coisa de antes, s√≥ que mais vultosa. Naquela √©poca, a presid√™ncia da rep√ļblica, o governo e todos n√≥s est√°vamos empenhados em acabar com o garimpo. Vamos delimitar, demarcar e tirar esses garimpeiros. Hoje √© exatamente ao contr√°rio. A invas√£o nasce de uma a√ß√£o do governo federal e encontra respaldo na sociedade local, nas prefeituras e nos estados‚ÄĚ, atesta o indigenista.

Culturas ancestrais resistem

Mesmo sob intenso ataque, as ricas e diversas pr√°ticas ancestrais florescem na TI Yanomami. Onde n√£o h√° garimpo, os ind√≠genas mant√™m dan√ßas tradicionais, cerim√īnias da ro√ßa e de inaugura√ß√£o das casas. Permanece a pr√°tica de ca√ßar, pescar e coletar frutos. Ritos que passam despercebidos em meio ao notici√°rio¬†que anuncia¬†o fim desses modos de vida.

Al√©m dos Yanomami, o territ√≥rio √© habitado pelos Yekuana, um povo especialista na constru√ß√£o de canoas. Eles fazem di√°logos cerimoniais e ouvem a experi√™ncia dos mais velhos. √Č assim que Maur√≠cio, a jovem lideran√ßa Yekuana, quer ver seus parentes nos pr√≥ximos 30 anos.

‚ÄúQue a vida do nosso povo seja mais tranquila, os projetos bem executados, a sa√ļde melhore. Que sejam feitas infraestruturas de postos de sa√ļde. E que n√£o tenha mais contamina√ß√Ķes dos rios. Que a natureza tamb√©m se recupere e que n√≥s tenhamos um projeto de recuperar as √°reas degradadas. Espero que a nossa terra continue nos pr√≥ximos 30 anos‚ÄĚ, projeta Maur√≠cio Yekuana.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

 

via: Portal de Eventos da UFRJ

Nada do Flamengo, tudo pelo Flamengo: mem√≥rias da Torcida Jovem do Flamengo (anos 1960-1990). √Č a partir desse t√≠tulo apaixonado, inspirado em faixa que a torcida levava para o Maracan√£ em dias de jogo, que os pesquisadores Bernardo Buarque de Hollanda e Rosana da C√Ęmara Teixeira narram a hist√≥ria de mais de tr√™s d√©cadas de viv√™ncia da torcida. A Editora UFRJ far√° o lan√ßamento no dia 26 de maio, √†s 18h, na sede G√°vea do Flamengo.

Ao longo do livro, os autores mostram como as rivalidades e as alian√ßas t√™m din√Ęmicas pr√≥prias, que devem ser compreendidas com base nos desejos, anseios e representa√ß√Ķes sociais dos sujeitos que comp√Ķem a torcida, e n√£o pelo vi√©s pejorativo, presente muitas vezes nas narrativas da grande imprensa.

O livro est√° estruturado em tr√™s partes: a primeira traz entrevistas feitas com cinco l√≠deres da Torcida Jovem, que contam causos, falam de rela√ß√Ķes com outras torcidas e lembram de figuras importantes da hist√≥ria da Torcida Jovem. Na segunda os autores revisitam e ampliam suas pesquisas acad√™micas para reconstitu√≠rem, √† luz de seus trabalhos originais, a trajet√≥ria da torcida. A terceira e √ļltima parte do livro constr√≥i uma Linha do Tempo em que os autores relacionam um conjunto de informa√ß√Ķes sobre a torcida, a come√ßar por uma ‚ÄúCronologia hist√≥rica‚ÄĚ, que vai de 1967 a 2000. O livro se encerra om a ‚ÄúGaleria de l√≠deres e presidentes‚ÄĚ da Torcida Jovem ao longo de mais de cinquenta anos.

Bernardo Buarque de Hollanda √© historiador, com mestrado e doutorado na PUC-Rio, professor da Escola de Ci√™ncias Sociais, da Funda√ß√£o Getulio Vargas (FGV-CPDOC), e coordenador de projetos de hist√≥ria oral sobre a mem√≥ria das torcidas organizadas no Brasil. √Č autor do livro O clube como vontade e re- presenta√ß√£o: o jornalismo esportivo e a forma√ß√£o das torcidas organizadas de futebol do Rio de Janeiro.

Rosana da C√Ęmara Teixeira √© antrop√≥loga, com mestrado e doutorado na UFRJ, professora da Faculdade de Educa√ß√£o da Universidade Federal Fluminense (FEUFF) e autora do premiado livro Os perigos da paix√£o: visitando jovens torcidas cariocas e organizadora de A voz da arquibancada: narrativas de lideran√ßas da FTORJ.

Nada do Flamengo, tudo pelo Flamengo : memórias da Torcida Jovem do Flamengo
(anos 1960-1990)
Bernardo Buarque de Hollanda e Rosana da C√Ęmara Teixeira
Editora UFRJ
290 p. 14 x 21 cm; R$ 50,00
ISBN 978-65-88388-27-3
2022

Lan√ßamento: 26/5/2022, 18h, Sede G√°vea, Av. Borges de Medeiros, 997, Lagoa, 1o andar ‚Äď Hall do Museu

Detalhes do evento:

Dia(s): 26 maio
Horário: 18h00 Р20h00

Local:¬†Av. Borges de Medeiros, 997, Lagoa, 1o andar ‚Äď Hall do Museu , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 22290-160

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