Economia brasileira não registrava patamares tão elevados desses índices desde 2016

Cristiane Sampaio Brasil de Fato | Brasília (DF) | 
Com recordes sequenciais, inflação brasileira fez ida ao supermercado se tornar ainda mais desafiadora para boa parte da população, que amarga os altos preços dos alimentos – Marcelo Camargo /Agência Brasil

O Brasil divide com a Turquia o posto de países com as mais altas taxas de juros, inflação e desemprego, segundo levantamento divulgado neste domingo (8) pelo portal G1. Dados da agência de classificação de risco Austin Rating apontam que somente os dois países apresentam os três indicadores acima dos 10%.

Na comparação com outras nações, a pesquisa mostra que Espanha e África do Sul, por exemplo, registram índice de desemprego acima do verificado no Brasil, mas têm juros e inflação mais baixos. Ao mesmo tempo, Rússia e Argentina vivem os cenários de juros básicos e inflação mais elevados do globo, mas com desemprego abaixo dos 10%.

Assim, apenas Brasil e Turquia apresentam números desfavoráveis nos três indicadores, fundamentais para balizar análises econômicas. Os dados consideram a realidade de março e abril de 2022, porém avaliando também meses anteriores.

Uma análise em retrospectiva mostra que o Brasil não registrava patamares tão elevados desses índices desde 2016, quando uma recessão trouxe diversos desafios econômicos para o país.

A agência Austin Rating aponta que essa combinação de altas taxas ocorreu ao longo de um período de quatro meses, na época. A análise considera os dados compilados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 2012.

Edição: Sarah Fernandes

A deputada estadual pelo PCdoB-SP, atualmente no 3º mandato, cantora e compositora com 46 anos de carreira, concede uma entrevista à Marie Claire sobre suas expectativas acerca de um 4º termo na política, o intenso embate anunciado na próxima disputa, intolerância religiosa no parlamento e compromisso com o povo

Deputada Leci Brandão – Foto: Ag. Alesp – Sergio Galdino

Quando foi eleita deputada estadual pelo PCdoB-SP – a segunda mulher negra a ocupar o cargo -, Leci Brandão reuniu todos os discos gravados desde 1974 para ver o que tinha cantado até então. “Peguei aquilo e pensei: ‘Essa vai ser a minha plataforma de mandato, voltada às questões sociais’”, relembra à Marie Claire. “Graças a Deus estamos no terceiro, vamos ver se ele permite a caminhada.”

A deputada não confirma a candidatura nas eleições de 2022: “Sei que meu partido só tem a mim como representante, mas temos também a questão da federação que ainda não resolveu.” Porém, sustenta na fé e no desejo popular a possibilidade de dar continuidade ao compromisso iniciado em 2010, quando venceu a primeira disputa.

“Posso assegurar que esta eleição vai ser dificílima, porque o embate é muito sério; não será tranquila. As pessoas vão lançar mão de qualquer coisa para chegar lá, mas vamos continuar com o que começamos”, conta.

Leci Brandão diz que seus mandatos sempre foram voltados às questões sociais, com a missão de construir projetos de lei compromissados com a demanda do povo. “Eu sou popular e é um mandato que segue esta linha.”

Atualmente, a deputada estadual com mais de 40 leis aprovadas tem em trâmite, desde setembro passado, o PL 509, que prevê a criação de um percentual de vagas de estágio de nível superior, nos órgãos e entidades de administração pública em São Paulo, para pessoas negras e pardas, com deficiência, travestis e transexuais.

“Temos muita dificuldade em aprovar e dar continuidade a esses assuntos, mas não desistimos. Podemos apresentar em um segundo momento e já temos essa prerrogativa: caso não passe agora, aproveitamos um novo mandato e damos sequência”, explica. Atualmente, o Projeto de Lei está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Caminho de fé

As falas da deputada são ancoradas na fé. As religiões de matriz africana, uma importante parte de sua vida, frequentemente são atacadas no parlamento, pontua. “Existem bancadas de outras religiões que não gostam, mas a minha preocupação não é com isso, e sim com a minha sinceridade e caráter. É isso que eu quero que o povo enxergue e é ele que me anima em dar continuidade.”

Leci destaca que em uma Assembleia com 96 deputados, é possível contar “em uma mão” quem defende determinadas pautas. “Preto, pobre, mulher, candomblé, umbanda e LGBTQIA P+: quem é conservador, não gosta. O país é definido pelo conservadorismo.”

Entretanto, nos últimos anos, a deputada estadual construiu um espaço de resistência na ALESP com seu gabinete, o Quilombo da Diversidade. O nome, como explica, vem da presença de pessoas “de todas as caminhadas.”

“Não faço política, cumpro missão”

A parlamentar é conhecida por sua defesa de ideias progressistas e, segundo a própria, não é adepta ao partidarismo. “Dialogo com parlamentares, não toco muito a questão das siglas, mas das ideias. Eu tenho por hábito votar favoravelmente quando tem qualquer processo que seja comprometido com o povo”, revela.

“Hoje tem isso de partido ‘X’, ‘Y’; mas comigo, não. Fiz grandes amizades dentro da Assembleia, a maior da América Latina”, afirma Leci Brandão, que se descreve como uma pessoa simples, que respeita todos e não tem discurso ‘politiquês’. “Eu defendo os meus, não ataco ninguém. É dessa forma que caminho”, diz. “Não faço política, cumpro missão.”

Com a proximidade das eleições, a deputada destaca que a ideia de ingressar na política não partiu dela, mas de um convite – com o qual relutou inicialmente. “Mas os movimentos Negro e Feminista disseram que eu tinha que ir, que eu já fazia política com a arte, que sempre discuti problemas das pessoas e fui punida por defender a democracia e as minorias”, diz sobre a marca que lhe acompanha nos 46 anos de carreira.

Antes de transformar sua realidade – ou de dar continuidade ao que começou na música -, voltou-se à fé. “Fiz minha consulta espiritual e a resposta que recebi é que eu tinha que aceitar o desafio, que era importante para mim ter maiores condições de defender aquilo que sempre cantei.”

Por fim, sobre a disputa eleitoral deste ano, a deputada estadual espera que os eleitores analisem as propostas de quem está, ou quer entrar, no poder. “É só fazer uma observação do que é feito e você chega em suas conclusões, sem agredir e sem ódio”, afirma. Amiga de muitos parlamentares, independentemente de partido, Leci Brandão conclui: “Não é por aí. O Brasil não pode permitir que essas coisas aconteçam.”

 

 

Flávia Oliveira (Foto: Arquivo/ O Globo)

É o futuro que nos acena com esperança quando a juventude responde ao chamado de se habilitar ao voto. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, anunciou que o prazo de regularização dos títulos de eleitor para o pleito deste ano chegou ao fim com incremento de 2,042 milhões de adolescentes de 16 a 18 anos aptos a votar. A mobilização intensa — do TSE aos famosos locais e estrangeiros, passando por coletivos de juventude e brasileiros comuns, todos preocupados com o destino de uma democracia sob permanente ataque — impactou brasileiras e brasileiros menores de idade, que disseram “sim” à participação política, mesmo desobrigados de ir às urnas.

— A juventude brasileira foi convocada a participar das eleições em outubro, e a resposta foi impressionante — festejou Fachin.

Nesta semana, o ministro já tinha proferido no Supremo Tribunal Federal (STF) discurso contundente contra a atmosfera golpista que emana do Planalto:

— O respeito entre as instituições e a harmonia entre os Poderes dependem hoje não só da abertura para o diálogo, mas também de uma posição firme: não transigir com as ameaças à democracia; não aquiescer com informações falsas e levianas; não permitir que se corroa a autoridade do Poder Judiciário.

O engajamento da juventude do Brasil ao processo eleitoral é bem-vindo e necessário. Lembrou muito a corrida à Casa Branca, em 2020, quando a participação de eleitores jovens, negros e latinos bateu recorde e foi essencial para eleger a chapa democrata, de Joe Biden e Kamala Harris. Lá, chamou a atenção a atuação da advogada negra Stacey Abrams. Em 2018, ela perdeu a eleição para o governo da Georgia por margem pequena de votos, após 53 mil eleitores, 70% afro-americanos, terem o registro suspenso por uma norma feita sob medida para excluí-los. Os nomes nas listas de votação tinham de estar exatamente iguais às identidades estaduais, sem um acento ou hífen fora do lugar.

Após a derrota, Abrams fundou a organização Fair Fight (Luta Justa, em tradução livre) para denunciar falhas no sistema eleitoral e atrair jovens e minorias étnicas para votar. Dois anos atrás, às vésperas do pleito que livrou os EUA da reeleição de Donald Trump, o movimento conseguira registrar 800 mil novos eleitores na Georgia, dos quais 45% negros e igual parcela de jovens com menos de 30 anos. O estado deu maioria aos democratas pela primeira vez desde 1992, quando Bill Clinton se elegeu presidente.

Num Brasil em que, a cada eleição, cresce o total de abstenções, votos nulos e brancos, o engajamento do eleitorado jovem é auspicioso. A faixa etária está mergulhada em problemas e carece de políticas públicas. Pesquisa da FGV Social sobre percepções da juventude mostrou que o índice de felicidade dos jovens despencou de 7,3 (de zero a dez) em 2013 para 6,4 em 2020. Foi o mais baixo nível de satisfação com a vida já registrado no grupo. Ao todo, 59% se declaravam preocupados, outro recorde; e 32% com raiva. A satisfação com o sistema educacional, que atingira 56% em 2018, caiu para 41% no primeiro ano da pandemia. “Dos jovens brasileiros, 30% não acreditam que podem subir na vida com trabalho. Foi o pior resultado entre países latino-americanos. No Peru, a proporção era de 3%”, informou o economista Marcelo Neri, da FGV Social.

Na convocação geral à juventude para as eleições 2022, houve muita ênfase na escolha do próximo presidente. Mas é preciso lembrar a moças e rapazes que o Brasil escolherá também governadores, um terço do Senado Federal (27 nomes, um por unidade da Federação), deputados federais, estaduais e distritais. São todas funções essenciais à elaboração e à aplicação de leis e políticas públicas. Quatro anos atrás, além de Jair Bolsonaro, presidente, e Hamilton Mourão, vice, o Brasil escolheu para a Câmara dos Deputados, entre 513 parlamentares, 77 mulheres e 125 pretos e pardos. Quase um terço da casa do povo tinha entre 51 e 60 anos. Somente em 2018 o Brasil elegeu a primeira deputada federal indígena, Joenia Wapichana (Rede-RR). Antes dela, só o cacique xavante Mário Juruna (PDT-RJ), em 1982.

Os brasileiros de 15 a 29 anos beiram um quarto da população. Têm capacidade de contribuir para aumentar a representatividade de gênero, raça e idade nos espaços de poder. Não por acaso, a Uneafro, organização do movimento negro, anunciou instalação de 25 comitês Brasil afora para debater participação política e agenda antirrascista nas eleições 2022. Coalizão Negra por Direitos e PerifaConnection, entre outras entidades, lançaram campanha pelos dez anos da Lei de Cotas, marco reparatório que viabilizou a entrada na universidade pública de milhares de jovens negros e de baixa renda.

O coletivo Engajamundo ocupou ruas de Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belém e Fortaleza com ações para incentivar o eleitorado jovem a tirar o título de eleitor.

— Somos 50 milhões de jovens no Brasil. Temos o poder de mudar o resultado das eleições. Para isso, é preciso trazer os jovens para participar ativamente da construção de um país que tenha nossa cara, idade e linguagem — disse Larissa Pinto Moraes, diretora executiva.

A mudança está com eles.

 

 

Paralisação no dia 18 de maio com realização de assembleias simultâneas nos campi do Fundão, Praia Vermelha e Macaé foi decidido pela categoria presente na assembleia-ato no salão nobre do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais), em 28 de abril. Com essa agenda, tem início uma nova etapa da luta pela recomposição emergencial salarial de 19,99%, que inclui a construção de uma greve, além de mobilizar para o enfrentamento da pauta interna na UFRJ.

Os técnico-administrativos também decidiram pela criação de uma comissão com participação da atual direção do Sintufrj e dos eleitos para a nova gestão, e de servidores da base da categoria. Objetivo: definir prioridades da pauta interna a ser negociada com a Reitoria.

A comissão deverá pôr em discussão nas reuniões por local de trabalho, os pontos da campanha salarial unificada e as questões internas da universidade. O fortalecimento pelo #forabolsonaro continuará como agenda constante.

Luta salarial e interna

A luta salarial foi o foco da assembleia-ato, que foi marcada pelo  consenso entre as forças que atuam no movimento dos trabalhadores na universidade. A mesa que conduziu a reunião foi formada pelos coordenadores atuais do Sintufrj, Neuza Luzia e Jessé Mendes, pelo coordenador da diretoria que assume em 25 de maio, Esteban Crescente, e pela representante da Fasubra, Val Ribeiro.

Em relação à pauta interna, foram listados a resistência a adesão à Ebserh, ponto eletrônico, implantação do trabalho externo,  condições adequadas para o retorno em segurança e melhoria das condições de infraestrutura da universidade.

Unidade

A primeira assembleia-geral dos servidores da UFRJ após a eleição da nova direção transcorreu num clima de unidade, visando o fortalecimento da luta do funcionalismo pela recomposição salarial e com vistas a greve, a mobilização da base  nos seus locais de trabalho e ao avanço da campanha Fora Bolsonaro!

Quem quiser mudar o nome social para incluir novo nome no título ou resolver pendências eleitorais, também tem até o dia 4 acessar o site do TSE e resolver tudo sem sair de casa. Confira como

Termina nesta quarta-feira (4), o prazo para os jovens entre 16 e 17 anos no dia 2 de outubro emitirem o primeiro título de eleitor. Este também é o prazo  para os que já têm o documento e precisam transferir domicílio eleitoral, regularizar o título pagando multas eleitorais atrasadas, solicitar a revisão de dados no caso de título cancelados e mudar ou incluir o nome social no título de eleitor – no caso de pessoas transsexuais e travestis.

Esse é o prazo legal para que a Justiça Eleitoral conclua o cadastro de todo o eleitorado apto a votar este ano para escolher o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais (distritais, no caso do Distrito Federal).

Todo o procedimento para tirar o 1º título ou regularizar o que já tem pode ser realizado inteiramente online, sem a necessidade de sair de casa, por meio do Atendimento Online ao eleitor.

Jovens eleitores

Para os jovens que terão entre 16 e 17 anos no dia 2 de outubro, data do primeiro turno, o voto é facultativo. A partir dos 18 anos, torna-se obrigatório.

Aqueles que tiverem o documento em mãos poderão votar nas eleições deste ano, marcadas para 2 e 30 de outubro – primeiro e eventual segundo turno, respectivamente no caso de presidente e governadores.

Como emitir o título de eleitor?

Para tirar seu título de eleitor, o primeiro passo é digitalizar os seguintes documentos:

  • Documento oficial de identidade com foto (frente e verso).
  • Comprovante de residência recente (no caso de transferência, prazo mínimo de três meses de residência no novo endereço).
  • Comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (quando houver débito).
  • Comprovante de quitação do serviço militar, para o alistamento, sendo o requerente do sexo masculino (para homens com 19 anos que ainda não tenham título eleitoral)

Feito issoacesse a página do Título Net e clique no link iniciar seu atendimento a distancia.

Veja o vídeo do passo a passo.

No site, o interessado primeiro deve informar a unidade federativa (UF) em que reside. Feito isso, a página irá direcioná-lo ao preenchimento de alguns dados, como nome dos pais e data de nascimento. Nessa etapa, é necessário escolher a opção “Não tenho” na caixa “Título de eleitor”.

Depois, o sistema irá pedir mais dados e o envio de documento oficial com foto e comprovante de residência.

É necessário anexar pelo menos quatro fotos ao requerimento para comprovação da identidade. A primeira é uma selfie segurando um documento oficial de identificação.

Os dados informados serão analisados pela Justiça Eleitoral. O requerimento poderá ser acompanhado pela guia “Acompanhar Requerimento” ao informar o número do protocolo gerado na solicitação do documento.

Quem não emitir o documento até 4 de maio poderá solicitar o título somente após as eleições. O prazo é o mesmo para a transferência de local de votação e a atualização de dados pessoais.

Quem tem mais de 18 anos e for tirar o 1º título tem de apresentar comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral, se tiver; e comprovante de quitação do serviço militar no caso dos homens.

Como transferir o título?

O passo a passo é o seguinte: Antes de iniciar o atendimento a distância, além de digitalizar ou tirar fotografia da documentação necessária (frente e verso, quando for o caso) para a transferência de domicílio eleitoral, é preciso anexar ao requerimento uma selfie segurando, ao lado de sua face, o documento oficial de identificação com o lado da foto voltado para a câmera.

É proibida a utilização de qualquer adereço, vestimenta ou aparato que impossibilite a completa visão de sua face, tais como óculos, bonés, gorros, entre outros.

Para a transferência (mudança de domicílio eleitoral), é preciso apresentar, além do documento oficial de identidade com fotografia, um comprovante de domicílio eleitoral (um ou mais documentos que comprovem a existência, pelo tempo mínimo de 3 meses, de vínculo residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza, com o município escolhido pela pessoa para exercer seus direitos políticos.

 

Acesse a página do Título Net e clique no link iniciar seu atendimento a distancia.

Na página do TSE tem o passo a passo em textos e vídeos expllicando o que fazer em cada uma das situações.

Outros serviços via internet

Por meio da internet também é possível pagar multas eleitorais atrasadas e solicitar a revisão de dados no caso de título cancelados. De acordo com a Justiça Eleitoral, mais de 6 milhões de títulos foram cancelados de 2018 a 2021.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando o eleitor não comparece à votação nem justifica a ausência por três eleições consecutivas, apesar de se enquadrar nos critérios de obrigatoriedade do voto.

Onde verificar e resolver pendências?

Para verificar e resolver pendências relativas ao título, o eleitor deverá ter em mãos documentos como cadastro de pessoa física. Em alguns casos é necessário tirar fotos de rosto e de documentos, entre eles RG e comprovante de residência, para solicitar determinados procedimentos. Todas as informações estão disponíveis no portal da Justiça Eleitoral.

Cadastro biométrico  

O cadastro biométrico continua suspenso pelo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por causa da  pandemia de Covid-19. A utilização da identificação biométrica, no entanto, não está descartada para aqueles que já realizaram o cadastro. A decisão dependerá da evolução da pandemia no Brasil ao longo do ano.

O que acontece com quem teve o título cancelado?

Como a coleta de biometria foi suspensa, mesmo quem teve o título cancelado por ter faltado à revisão do eleitorado e à coleta de biometria em seu estado poderá votar normalmente em outubro.

Dias de votação

No dia da votação, serão aceitos os seguintes documentos oficiais com foto para comprovar a identidade: e-Título; carteira de identidade, identidade social, passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação.

Outras datas

Mudar local de votação

Eleitores com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida que queiram mudar o local da votação devem fazer o pedido entre os dias 18 de julho e 18 de agosto no cartório eleitoral.

Mesários

Entre os dias 5 de julho e 3 de agosto, os juízes eleitorais irão nomear os eleitores que serão mesários.

Voto em trânsito

As regras para o voto em trânsito serão publicadas até 3 de agosto. O voto em trânsito é permitido para cidadãos que estejam no território nacional, mas fora do domicílio eleitoral.

O eleitor deve solicitar o voto indicando em qual município estará no dia do pleito, com até dois meses de antecedência.

Aqueles que estiverem fora do estado poderão votar, no entanto, somente para presidente da República. Já aqueles que se encontram somente fora do município, mas ainda dentro do estado, poderão votar para todos os mandatos.

Em faixas, cartazes o que mais teve foi pedido pelo fim do governo Bolsonaro – e que leve Guedes junto, pediu o povo no Rio 

Milhares de trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas do país neste domingo (1º) protestar contra o desemprego, a fome, a miséria, a inflação e o arrocho salarial. Os discursos foram unânimes em todas as cidades: é preciso dar um basta no governo de Jair Bolsonaro (PL), responsável por todas as tragédias do povo e se unir para impedir sua reeleição, cada vez mais difÍcil segundo as pesquisas de intenção de votos que colocam o ex-presidente Lula na liderança pela presidência da República nas eleições de outubro deste ano.

Teve reivindicação por emprego decente, protesto contra corrupção no Ministério da Educação (MEC) e pelo pagamento do reajuste do piso do magistério de 33,24% em estados como Minas Gerais, onde o governador Romeu Zema (Novo) não quer pagar nem negociar com os professores e professoras. Teve ainda reivindicação pela aprovação do PL da Enfermagem que está tramitando no Congresso Nacional há dois anos e muitas outras pautas e críticas a miséria em que o povo foi jogado desde o golpe de 2016 que destituiu a presidenta Dilma Rousseff (PT).

Tudo aumentou. A gente sente no bolso e as estatísticas confirmam. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, divulgou, em 27 de abril, a prévia da inflação daquele mês, que acelerou para 1,73%, a maior variação mensal do indicador desde fevereiro de 2003 (2,19%). Também foi a maior para um mês de abril desde 1995 (1,95%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos 15 primeiros dias de abril foi de 4,31%.

Resultado influenciado, principalmente, pelo aumento no preço da gasolina (7,51%), reflexo do reajuste no preço médio do combustível nas refinarias, e por pressões inflacionárias por causa da alta do petróleo no mercado internacional, em consequência do choque de oferta provocado pela guerra na Ucrânia. O preço dos alimentos também está à mercê das variações internacionais.

Efeitos evitáveis

A população sempre sofre os efeitos de qualquer política econômica, para o bem ou para o mal, afirma o professor do Instituto de Economia (IE) da UFRJ João Sicsú. Porém, segundo ele, embora haja uma inflação internacional do petróleo e dos alimentos, o Brasil poderia se defender com políticas internas que garantissem certa autonomia diante dessa inflação internacional. Só que o governo foi no sentido oposto.

Sicsú foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), entre 2007 e 2011, e integra o Observatório do Banco Central, grupo de pesquisa sediado no Instituto de Economia da UFRJ.

Inflação generalizada

“Os preços atuais dos alimentos e combustíveis são a origem de uma inflação que a gente está vivendo agora”, observa o especialista. Mas na verdade, explica, “está havendo elevação de quase todos os preços da economia simplesmente porque os combustíveis e os alimentos contaminam todo o resto da economia na cadeia de preços. É uma inflação generalizada”.

O que fazer

De acordo com Sicsú, seria preciso, por exemplo, que a Petrobras tivesse uma política de acompanhamento e controle dos preços dos combustíveis para evitar que a cada aumento do petróleo no mercado internacional a gasolina e seus derivados subissem também no Brasil.

Já no caso dos alimentos, seria preciso mudar completamente a política econômica do governo para que o país voltasse a ter estoques reguladores de alimentos. De forma que, quando o preço começasse a subir, disponibilizasse o estoque, e quando o preço caísse, voltasse a fazer o estoque. Com preços internacionalizados, portanto, são necessárias políticas para garantir a autonomia nacional.

No entanto, diz o especialista, o governo Bolsonaro fez o caminho contrário ao vincular totalmente o preço da gasolina às variações internacionais do petróleo e abandonar a ideia de estoques reguladores.

“Sem estoques reguladores é impossível manter preços de alimentos estáveis. O Brasil poderia se defender, ainda que não totalmente, dessa variação. Mas está totalmente conectado às variações internacionais de preços, com todos os prejuízos que esta política pode trazer”, afirma Sicsú.

Aumento de juros

só enfraquece

A política do Banco Central de aumento de juros para conter preços não é eficaz, avalia Sicsú, e leva sempre a um enfraquecimento da economia: “Eu penso que o combate à inflação não se faz com (ou através da) elevação de juros, porque isso causa um efeito direto sobre o lado real da economia – ‘leva a uma contração na produção e no investimento (do produto)’, explica –. Exemplo, se uma empresa só consegue produzir mais se tomar empréstimo, os produtos se tornam mais caros.”

Ele acha estranho alguém dizer que se eleva juros para conter inflação. “A gente viu que as principais fontes (do aumento do custo de vida) são o preço internacional do petróleo e dos alimentos. Como a elevação da taxa de juros pelo Banco Central do Brasil vai combater a elevação de preços? A maior parte dos alimentos está vindo com preço internacional. Então, não vejo como a política de juros pode combater a inflação”, frisa o professor.

Outra forma de

enfrentar a inflação

Se os juros altos impedem o desenvolvimento da economia real e não contêm a elevação de preços, é preciso conter a inflação de outra forma. A fórmula proposta por Sicsú é simples:

“Com uma política de geração de investimentos, de estímulo ao consumo e de geração de emprego. Porque é necessário que a gente tenha juros baixos para que a economia volte a ter estímulo para o crescimento.”

João Sicsú espera que daqui a dois anos (quando muda a direção do BC) se resolva de fato baixar a taxa de juros, aumentar a liquidez da economia e o investimento, trabalhando de forma coordenada com o Ministério da Fazenda (que este seja reorganizado), da Previdência e do Trabalho, com juros baixos, investimentos públicos e estímulos aos privados. “É disso que precisamos daqui para a frente. Mas será um caminho longo”, acredita o economista.

Para chegar lá, ele aponta que, primeiro, é preciso derrotar as políticas que levam à atual estagnação (da economia) e à inflação. “Depois temos que ter políticas no sentido oposto, que levem o Brasil ao desenvolvimento. Não só da economia, mas no sentido mais amplo da palavra”, conclui.

A eleição para nova diretoria e Conselho Fiscal do Sintufrj foi decidida em primeiro turno, depois de três dias de votação, e mais de 8 horas de apuração dos votos, numa maratona iniciada na noite de quarta-feira e que varou a madrugada e início da manhã desta quinta-feira, 21 de abril, feriado de Tiradentes. Três chapas disputaram o pleito e a vencedora foi a chapa 20. Veja a cobertura completa do sindicato no Facebook ou no canal da entidade no Youtube e leia a matéria Jornal do Sintufrj.

COMISSÃO ELEITORAL enfrentou jornada exaustiva de trabalho

 

Seguindo o calendário da UFRJ, a sede e subsedes voltam a funcionar a partir de segunda-feira, 25.

Medida anunciada pelo governo Bolsonaro, muda regras para trabalhadores, colocando vidas em risco e prejudica repasses de verbas a estados e municípios para enfrentamento à Covid-19

 Publicado: 20 Abril, 2022 – 07h00 | Última modificação: 20 Abril, 2022 – 07h46 | Escrito por: Andre Accarini | Editado por: Marize Muniz

TOMAS SILVA/AGÊNCIA BRASIL