A reunião (híbrida) mais recente do Grupo de Trabalho Antirracista do Sintufrj definiu a participação da entidade na campanha “21 dias de ativismo contra o racismo”.

Esta campanha prevê atividades dos movimentos negros e apoiadores da causa antirracista em todo país durante o mês de março para debater o tema até o dia 21 de março, data instituída pela ONU como Dia Internacional da Luta em memória das vítimas (69 pessoas assassinadas e 186 feridas) do massacre de Shaperville, na África do Sul, em 1960.

Elas faziam um protesto contra o apartheid, em ato pacífico, com milhares de pessoa. Um grupo de policiais atirou contra a multidão.

A realização de um evento, no dia 20 de março, no Espaço Cultural para o qual serão convidados representantes dos coletivos, núcleos institucionais e centros acadêmicos, com rodas de conversa, palestras e apresentações culturais – está entre as propostas que estão sendo tocadas pelo grupo.

O tema será “A ditadura e o negro: violência no passado e no presente”. A próxima reunião, para avançar na organização, está marcada para o dia 7 de março, às 20h, em ambiente virtual.

Reunião aberta com debate

Antes do ponto da organização do dia evento, o grupo realizou uma atividade formativa: debateu o texto O Carnaval e o “Elogio do Cordão”. Uma análise sobre a festa e sua resolução com o texto de João do Rio, da estudante e militante Julia Vitória Vieira Lucas em parceria com Paulo César Vieira. Julia participou da reunião.

A coordenadora de Políticas Sociais Vania Godinho e o delegado de base da PR-7 e facilitador do GT Antirracista Hilem Moisés de Souza Rodrigues resumiram o encontro.

“Aproveitando o mês de fevereiro, a gente começou falando sobre o Carnaval e usamos o texto da estudante Julia que ajudou na apresentação, debatendo a questão do carnaval e as suas implicações sociais, políticas, estruturais, culturais, e associadas ao trabalhador. Isso por si já gera sempre reflexões para a nossa própria ação”, contou Hilem.

Vania também comentou a organização da participação da entidade na campanha dos 21 dias de ativismo contra o racismo: “A gente propõe uma atividade que vai ser puxada por nós, mas em conjunto com outras entidades antirracistas da universidade”, contou. Entre estas estão, lembra Hilem, a Superintendência de ações afirmativas, a Câmara de Políticas Raciais, coletivos de docentes negros e negras, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, DCE e centros acadêmicos. “A gente já começou a preparar um evento, marcado para o dia 20 de março. Hoje decidimos o tema, algumas das participações, eixos de discussão”, disse ele.

Ideias, propostas, sugestões

Propostas como a criação de uma biblioteca virtual sobre o tema na entidade ou a organização pelo Sintufrj de um curso de letramento racial, para compreensão do fenômeno do racismo (esta por exemplo, da estudante de pós-graduação em Artes Visuais da EBA) Aline Santiago; o sonho de que o Sindicato venha a constituir uma escola de Formação Sindical, como mencionou a coordenadora Vania; informações e análise de fatos e políticas, como a violência sofrida por jovens negros nas comunidade do Rio de Janeiro e de outros estados ou a sugestão do tema para o debate no evento do Sintufrj dia 20 (“Ditadura e Racismo: violência no passado e no presente”), proposto pelo estudante do IFCS Matheus Monteiro, com base no livro “Dançando na mira da ditadura”, de Lucas Pedretti; o questionamento feito pela aposentada Yvone Gabriel, aos poucos avanços da legislação que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana; e ainda depoimentos relevantes, como o da coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical, a aposentada Helena Alves, que ingressou na UFRJ (na Praia Vermelha) em plena vigência do AI-5 (Ato Institucional nº 5 de 1968) e que contou detalhes da repressão a estudantes e servidores, alguns conhecidos seus que tiveram que se exilar neste que foi um dos períodos mais sombrios da ditadura: estes foram alguns dos temas desta reunião do Grupo de Trabalho Antirracista do Sintufrj.

O GT

Um grupo bem diverso do qual participam, além de coordenadores da entidade, militantes de base, aposentados, estudantes de graduação e de pós-graduação, integrantes de alguns dos coletivos de negras e negros da UFRJ e apoiadores da luta antirracista.

“A gente tenta agregar o máximo de pessoas possível. É um esforço nosso, trazer mais gente da categoria para participar do GT e fazer essa integração com outros segmentos, tanto que foi muito produtiva (esta reunião) na produção de ideias, e temas que não teriam sido trazidos se não tivesse mais gente”, diz ele, convidando a participação de ainda mais pessoas messa luta importante. “É da sociedade, então atinge a categoria também, e a gente precisa, enquanto GT e enquanto Sindicato, estar presente e ativo nessa luta”, aponta o facilitados Hilem.

GT Anterracista.
Rio, 28/02/24

Comando de mobilização tem primeira reunião na manhã desta sexta-feira, 1º de março, presencial e virtual, para organizar a assembleia de deflagração da greve: panfletagem em unidades, uma live unificada dos sindicatos TAE e um arrastão de mobilização no dia 7 estão entre as atividades

As reivindicações dos servidores públicos federais pela  recomposição salarial, depois de tantos anos com o poder aquisitivo em queda, e em especial as reivindicações da nossa categoria dos técnicos-administrativos em educação, pela reestruturação da Carreira estão há alguns meses em discussão nas mesas de negociação com o governo – a nacional permanente, no caso do reajuste geral, e a temporária específica, no caso do nosso PCCTAE – sem avanço.

A neutralização da reforma administrativa que desmonta o serviço público e a recomposição orçamentárias das universidades federais também estão entre os eixos do movimento.

Por isso a categoria, que está em estado de greve, vai decidir em assembleias simultâneas na próxima quinta-feira, dia 7 (no Fundão, na Praia Vermelha e em Macaé, com transmissão on line), às 10h, as condições de deflagração de uma greve dentro da campanha salarial. O indicativo da Fasubra é de greve nacional a partir de 11 de março.

Portanto, se o movimento for vitorioso, todos serão beneficiados. Mas para que isso aconteça, a categoria tem que ter força.

Mobilização

A deflagração de um movimento desta dimensão exige a participação de todos. A assembleia precisa de quórum qualificado. Portanto a participação de cada um de nós é importante.

De olho nisso, a reunião do Comando de Mobilização desta sexta-feira, 1º de março, no Espaço Cultural e em ambiente virtual, contou com participação expressiva de coordenadores e militantes de base, de diversas unidades e campi (como Xerém e PV), tanto presencial quanto virtual e definiu estratégias para incentivar a participação da categoria, como materiais de divulgação (panfletos e cartazes) e um calendário de atividades entre sábado nas unidades entre este sábado (2), e quarta-feira (6), um dia antes da assembleia decisiva (7).

Lista de locais de mobilização

Novas atividades poderão ser acrescentadas

  • Sábado, 2/03

17h, no Hucff, panfletagem

Segunda-feira, 4/03

6h, no  Hucff, panfletagem

10h, no CT, panfletagem

10h, Letras, panfletagem

10h, Odonto, panfletagem

10h SIARQ, panfletagem

12h Setores, panfletagem

  • Terça-feira, 5/03

6h, no Hucff, panfletagem

9h, em Caxias, panfletagem

10h, no CCMN, panfletagem

10h, no CCS, panfletagem

  • Quarta-feira, 6/03

6h Ippmg, panfletagem

8h, na Prefeitura Universitária, panfletagem

10h, no CT, panfletagem

10h: Caminhada com reunião nas pró-reitorias

10h: Live unificada dos sindicatos de dos técnicos-administrativos do Rio de Janeiro

 

  • Quinta-feira, dia 7/03

9h – Arrastões de mobilização nas unidades ao lado dos auditórios (definir no zap de mobilização).

10h:  Assembleia – Fundão, Praia Vermelha e Macaé.

Reunião Híbrida do Comando de Mobilização para orgamizar assembleia de deflagração para Greve.
Reunião Híbrida do Comando de Mobilização para orgamizar assembleia de deflagração para Greve.

Todo dia é dia da mulher, mas em março o mês ganha um tom especial. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, o 8M, o GT Mulher trará a memória de muita luta, celebrará conquistas e reafirmará a pauta feminina. O Sintufrj tradicionalmente realiza atividades. O foco é a mulher trabalhadora, suas lutas, suas histórias.

Além da participação no 8M, com a tradicional concentração na Candelária e marcha à Cinelândia, a partir das 17h, o Grupo de Trabalho da Mulher do Sintufrj programou uma série de atividades, as quais serão divulgadas no decorrer do mês.

A própria origem do mês da mulher será descortinada pelo GT que destaca ser Março como o mês da mulher trabalhadora, pois a data no calendário é motivada por um protesto que aconteceu na Rússia, apesar de, no Brasil, muitas pessoas acreditarem que a data está relacionada a um incêndio em uma fábrica de tecidos nos Estados Unidos.

Nas rodas de conversa que serão realizadas, temas serão debatidos, tais como violência contra a mulher, a história do 8M, mulher no trabalho, saúde da mulher, mulher que reproduz a opressão, mulher no movimento sindical, mulher na política, relacionamentos abusivos.

O GT definiu ainda o calendário do ano, com reuniões mensais toda primeira quarta-feira do mês, sempre às 14h, no Espaço Cultural. As reuniões têm data a partir de abril e estão sujeitas a alterações se preciso for. Veja o calendário:

  • Abril – Dia 4
  • Maio – Dia 8
  • Junho – Dia 5
  • Julho – Dia 3
  • Agosto – Dia 7
  • Setembro – Dia 4
  • Outubro – Dia 2
  • Novembro – Dia 6
  • Dezembro – Dia 4

 

Origem na Rússia

O Dia Internacional da Mulher é comemorado em vários países no dia 8 de março por representar a luta das mulheres em busca de maiores direitos. É um momento de reflexão sobre a luta e as conquistas das mulheres, principalmente por igualdade e respeito ao longo da história, e de afirmação, com também reafirmação das pautas feministas, e luta contra o preconceito.

No dia 8 de março de 1917, um grupo de operárias saiu às ruas para protestar contra a fome e contra a Primeira Guerra Mundial. Elas foram fortemente repreendidas e o episódio acabou dando início à Revolução Russa.

Desde então, o movimento internacional socialista adotou a data como o Dia internacional da Mulher e as comemorações passaram a ser realizadas no mesmo dia em vários países.

 

 

 

 

Gt Mulher Sintufrj.
Rio, 29/02/24
Foto de Elisângela Leite

No calor de nova rejeição do governo às reivindicações dos servidores nas negociações da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), uma manifestação unificada de trabalhadores públicos federais do Executivo realizou nova marcha no fim da tarde desta quarta-feira (28) entre o Buraco do Lume e a Cinelândia.

O mote do protesto foi “Reajuste Zero eu não aceito”. Como se sabe, o governo apresentou proposta que transfere pequenos índices equivalentes a 9% de recomposição salarial para os anos de 2025 e 2026 e nada para o ano em curso.

Na reunião desta quarta, novamente o governo não acenou com alguma perspectiva de reajuste de salários.  Atos e protestos ocorreram nas principais capitais, pois o movimento tem uma contraproposta que quer ver negociada.

No Rio de Janeiro, trabalhadores de universidades e de institutos federais movimentaram o centro da cidade com faixas e palavras de ordem, sendo reforçados com o apoio de colegas aposentados.

Estado de greve

“Hoje, na mesa de negociação, o governo deu sua resposta a nós técnico-administrativos em educação das universidades que estamos em estado de greve. Estamos em todos os atos, como o da semana passada (no mesmo trajeto). E o fato de pouco mais de centenas de pessoas nessa manifestação não representa o tamanho da indignação da categoria “, afirmou o coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, ao final da caminhada na Cinelândia.

COMO NA SEMANA PASSADA, trabalhadores públicos encerraram o ato na Cinelândia Foto: Lili Amaral

 

 

ESSAS ASSEMBLEIAS VÃO ACONTECER NA QUINTA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO, NO FUNDÃO, NA PRAIA VERMELHA E EM MACAÉ. NESTA SEXTA-FEIRA, ÀS 10H, REUNIÃO DO COMANDO DE MOBILIZAÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL DA SINTUFRJ

Trabalhadores da UFRJ reunidos em assembleia na manhã/tarde desta quarta-feira (28) decidiram convocar assembleias simultâneas para a quinta-feira, 7 de março, com objetivo de examinar as condições de deflagração de uma greve dentro da campanha salarial.

O movimento que aponta para início de uma greve em 11 de março indicada pela Fasubra é nacional depois da resistência do governo em atender às reivindicações dos trabalhadores da educação nas negociações em Brasília.

Os eixos dos movimentos são a luta dos técnicos-administrativos pela reestruturação da Carreira, por recomposição salarial e pela neutralização da reforma administrativa que desmonta o serviço público.

De forma inédita, dentro do esforço de mobilização, o Sintufrj vai organizar assembleias simultâneas no Fundão, Macaé e Praia Vermelha, com transmissão online.

Essas deliberações foram tomadas na assembleia na manhã/tarde desta quarta-feira (22) no Quinhentão. A íntegra da reunião está disponível nas plataformas digitais do Sintufrj na Internet. FOTOS Elisângela Leite

Veja o que foi decidido

Campanha salarial, reestrutura da Carreira e indicativo de greve

 

REITOR ROBERTO MEDRONHO foi à assembleia do Sintufrj reafirmar apoio à luta pela Carreira e por recomposição salarial
CERCA DE DUZENTOS SERVIDORES participaram da reunião no Quinhentão e votaram o esforço de mobilização tendo a greve como horizonte
MESA DA ASSEMBLEIA formada por Carmen Lúcia, Esteban Crescente e Marta Batista
AO FINAL DA ASSEMBLEIA, trabalhadoras e trabalhadores gravaram vídeo convocando para a próxima assembleia em 7 de março
O AUDITÓRIO DO QUINHENTÃO atraiu muita gente na assembleia que começou a articular ações para a greve futura Rio, 28/02/24
JORNAL E PANFLETOS elaborados pelo sindicato foram distribuídos para os servidores esclarecendo detalhes da negociação e propostas apresentadas ao governo
MOMERNTOS DE ATENÇÃO na assembleia da quarta-feira, 28 de fevereiro

Campanha salarial, reestrutura da Carreira e indicativo de greve

  • Referendar indicativo de greve dia 11 de março, a ser avaliado na assembleia do dia 07, a partir das condições locais e nacionais. Pautar, também, Edifício Ventura e delegação plenária virtual Fasubra.
  • Assembleia dia 07 de março – Pauta Deflagração de Greve. Assembleia simultânea com transmissão a partir de salas Fundão, Praia Vermelha e Macaé.
  • Pleitear Audiência Pública na Alerj sobre tema de Carreira.
  • Intensificar a mobilização juntos aos novos colegas TAEs, indo aos locais de trabalho, mas principalmente se apropriando de tecnologia uma vez que boa parte da categoria trabalha remotamente.
  • Não esquecer de fazer essa comunicação por vários tipos de mídia para atingir todos os servidores, sendo bem inclusivas com os novos colegas PCDs
  • Criação da Comissão de mobilização para assembleia de greve, com vistas a fazer reuniões nos locais de trabalho da UFRJ.
  • Instalação da Comissão de mobilização de greve, no Espaço Cultural do sindicato, em 01/03. 10h. Hibrida.
  • Reuniões nos locais de trabalho nos dias 04 a 06, para aumentar a adesão a Assembleia Geral de 07/03.
  • Eixos Centrais da Greve: Reestruturação PCCTAE/ Recomposição Salarial / Não a Reforma Administrativa
  • Eixos Gerais: Recomposição Orçamentária das Instituições Públicas de Ensino / 30 Horas para todos / Não ao ponto eletrônico / Paridade nas eleições de Reitoria e nos órgãos colegiados.
  • Solidariedade: O DCE se comprometeu em fazer material explicativo para a calourada. Esse material vai esclarecer as condições que se encontram a UFRJ para recebê-los e com isso estaremos conscientizando sobre a importância da mobilização da categoria TAE, esclarecendo no caso de ações que interfiram na dinâmica acadêmica da instituição por conta da greve.
  • Informes Gerais
    • Lançar GT Sintufrj para tratar da pauta PCD com companheira e companheiros da categoria que são PCDs.
    • Sintufrj divulgar e fortalecer campanha da Vida Além do Trabalho, pelo fim da escala 6×1.

Uma manifestação organizada pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino – RJ no Centro da Cidade denunciou o genocídio praticado por Israel na Faixa de Gaza, matando milhares de crianças e mulheres. De acordo com denúncia do comitê, baseado em organismos internacionais que monitoram o conflito, o cenário é sombrio e cruel.

“As toneladas de bombas lançadas no território palestino por Israel já somam o equivalente a duas bombas atômicas, matando dezenas de milhares, em sua maioria mulheres e crianças”, relata documento elaborado pelo comitê.

“São utilizadas também armas proibidas pelas leis internacionais, como fósforo branco, que derretem a pele das crianças. Hospitais, casas, prédios residenciais e escolas são mirados pelos bombardeios sionistas. A faixa de Gaza segue sitiada, sem luz, sem água, comida e sem internet, muitos escombros e cadáveres nas ruas”, sustenta.

Essas denúncias fazem parte de um texto endereçado a sindicatos, centrais sindicais e associações estudantis “para construir a solidariedade ativa nas ruas em apoio ao povo palestino”.

 

O Fórum dos trabalhadores técnico-administrativos em Educação das Instituições Públicas do Rio, criado em 7 de fevereiro, se amplia e se fortalece com vistas à construção da greve do setor. Em segunda reunião, realizada nesta segunda-feira, 26 de fevereiro, o Sintuperj (Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro) e o Sintifrj (Sindicato dos Trabalhadores do Instituto Federal do Rio de Janeiro) se integraram ao fórum, participando da discussão das estratégias para mobilizar a base.

A grande tarefa desta semana é a participação no protesto unificado dos servidores públicos dia 28, quarta-feira, às 16h, no Buraco do Lume, centro do Rio. A data faz parte do Dia Nacional de Luta e Pressão, Mobilização, Atos e Paralisações. Nesse mesmo dia ocorrera às 14h30 a reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) tendo como pauta a contraproposta unificada dos servidores (reposição das perdas salarias já para 2024), defendida pela bancada sindical integrada pelo Fonasefe, Fonacate e Centrais Sindicais.

Além do dia 28, nova agenda de lutas foi definida. Live simultânea nas redes sociais, dia 6 de março, às 10h, com representantes do Fórum. O objetivo é alertar para a importância de mobilizar para a construção da greve dos trabalhadores em educação no Rio por recomposição salarial e valorização da carreira. No dia 9 de março acontecerá plenária nacional da Fasubra para avaliação da mobilização e o indicativo da deflagração da greve dia 11 de março. A próxima reunião do Fórum será no dia 18 de março, às 14h, no Sintufrj.

Após a reunião do Fórum dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Públicas do Rio, os coordenadores da Fasubra, Francisco de Assis, André Nascimento e Ivanilda Reis, fizeram um chamado a categoria para participar da agenda de lutas pela reposição salarial e valorização da carreira, com ato no centro do Rio nesta quarta-feira, 28, negociações com o governo e assembleias de indicativo de greve. O fórum reúne gora Sintufrj, Sintuff, Sintur, Asunirio, Sintuperj e Sintifrj. (Veja gravação).

A pauta em comum do Fórum é a defesa da democracia interna nas instituições de ensino públicas, recomposição das perdas salariais, valorização da carreira, fortalecimento da identidade de trabalhadores em educação, defesa das aposentadas e aposentados e recomposição dos orçamentos. Além disso, o combate à exploração capitalista e todas as opressões transversais como machismo, racismo, LGBTQIAP+, etarismo, capacitismo e intolerância religiosa.

O reitor Roberto Medronho convidou os parlamentares federais da bancada do Rio de Janeiro – deputados e senadores – para um café da manhã nesta segunda-feira, 26, no Salão Nobre da decania do Centro de Tecnologia com o propósito de expor em detalhes a grave crise financeira que a universidade está enfrentando e, pior, como isso se reflete no seu dia a dia, afetando inclusive a segurança de estudantes e trabalhadores.

Dos 50 parlamentares convidados estavam lá apenas Jandira Feghali (PcdoB), Tarcísio Motta (Psol), Gutemberg Reis e Otoni de Paula (MDB). Os deputados Reimont (PT) e Hugo Leal (PSD) mandaram assessores.

Medronho explicou que já há várias gestões vem se realizando cortes no orçamento em contraste com a grande produção em ensino, pesquisa e extensão da maior federal do país, entre as melhores em rankings nacionais e internacionais.

Depois de um vídeo institucional, o Reitor mostrou números: um gráfico com valores em queda livre desde 2011 (com alguma recuperação em 2024, mas ainda insuficiente), o déficit de despesas anteriores (em 2023 ficaram em R$ 66.510.432,76) e a insuficiência de recursos para o custeio (R$176.556.180,08 em dezembro de 2023).

Medronho apresentou imagens das precariedades que os prédios da instituição enfrentam (como os da Educação Física, Eba, Ifcs, Letras). Em seguida falou da enorme dificuldade no cuidado com os prédios tombados.

Casos graves

Um dos quadros apresentados por Medronho mostra o tamanho do problema. “De acordo com a metodologia utilizada foi estimado a necessidade de um investimento no valor de R$795.781.041,00 para realizar a reabilitação predial dos 514.816 m² que foram avaliados em 2023. Dessa estimativa R$567.354.439,00 (71%) são necessários para reabilitar as anomalias do tipo grave que representam situações de risco imediato para os usuários dos imóveis”, expôs o Reitor.

Resultados

“Isso é dramático. Essa universidade já viveu momentos anteriores em que queriam apagar a universidade. E nós acompanhamos todos esses processos”, disse Jandira Feghali, comentando que se deve buscar, de fato, crédito suplementar para a instituição possa se manter.  Ela relacionou uma série de iniciativas que precisam ser tomadas, como ações junto ao Ministério da Educação e defender um orçamento, para o ano que vem, para que a universidade não esteja submetida a situação que está hoje.

Diante da gravidade da situação, os parlamentares se comprometeram com algumas iniciativas como uma tentativa de uma audiência direta com o ministro da Educação e com o presidente Lula.

“Eu, na Comissão de Educação, devo apresentar o requerimento logo assim que a Comissão se instalar para aprovar essa audiência pública (para discutir a situação da UFRJ)”, afirmou Tarcísio Motta. O reitor ficou de articular uma carta com os diretores e toda comunidade acadêmica da UFRJ, um documento que sirva para unificar a bancada e pressionar o governo a receber representantes da universidade. “O que não dá é para aceitar essa situação. Nós precisamos conquistar mais recursos”, comentou Tarcísio Motta.

O reitor comemorou que o Sintufrj, o DCE Mário Prata, professores, técnicos, alunos, diretores e decanos estivessem presentes na atividade convocada pela reitoria com a reivindicação de que haja a recomposição do orçamento. Ele avaliou também como muito importante propostas como a reunião com uma comissão de deputados que podem ajudar num encontro com o presidente Lula para levar a situação da UFRJ.

BANCADA DE PARLAMENTARES no Salão Nobre da Decania do CT: UFRJ no centro das preocupações

 

 

Deputados da bancada federal do Rio na Câmara receberam documento de dirigentes acerca das negociações com o governo

Coordenadores do Sintufrj e da Fasubra, lideranças de outros sindicatos de universidades e institutos federais e militantes da base da categoria entregaram a parlamentares federais da bancada do Rio de Janeiro presentes em evento convocado pela Reitoria para debater a crise orçamentária da UFRJ (veja matéria neste site), na manhã desta segunda-feira, 26, documento subscrito em que pedem apoio para sua luta pelo aprimoramento da Carreira e por recomposição salarial.

Estavam lá Jandira Feghali (PcdoB), Tarcísio Motta (Psol), Gutemberg Reis e Otoni de Paula (MDB), e assessores dos deputados Reimont (PT) e Hugo Leal (PSD).

No documento, dirigentes informam que a Mesa Específica e Temporária de Negociação para a Reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) foi instalada em setembro; Fasubra Sindical e o Sinasefe apresentaram sua proposta de aprimoramento do PCCTAE e, desde então, aguardam a contraproposta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

“O aprimoramento do PCCTAE impactará positivamente no funcionamento das Instituições Federais de Ensino que hoje sofrem com os resultados da precarização da carreira que resulta em evasão de servidores, em especial de novos concursados, sobrecarga de trabalho e adoecimento dos servidores e servidoras técnico-administrativos em Educação. A tudo isso soma-se o processo de terceirização dos fazeres e atividades dessa categoria, prejudicando os processos de ensino, pesquisa, extensão, assistência e gestão”, diz o texto.

Outras carreiras já firmaram acordo em suas mesas de negociação e algumas já receberam propostas do Governo Federal, informa o texto em que as entidades – Fasubra, Sintufrj, Sintur, AssuniRio e Sintufff assinam o texto – solicitam apoio à reivindicação de que o governo apresente a contraproposta.

Parlamentares se posicionam em apoio à reestruturação da Carreira

Os coordenadores do Sintufrj, da Fasubra, das demais entidades e militantes da base se revezaram na entrega do documento aos parlamentares e assessores. Os deputados destacaram a importância da valorização da Carreira dos técnicos-administrativos para as instituições federais de ensino e comprometeram-se a apoiar a causa.

Veja o que disseram algumas das lideranças

“Seguindo orientação da Fasubra, estamos vindo junto a parlamentares pedindo apoio para reestruturação da nossa Carreira.  Essa atividade é muito importante porque estão aqui representantes de sindicatos de todo Rio de Janeiro, numa atividade chamada pela Reitoria (da UFRJ) para discutir orçamento com a presença dos parlamentares. Vamos falar com parlamentares, entregar nosso documento e fazer pressão para garantir a reestruturação de nossa carreira. É muito importante que todas as entidades façam estas atividades em seus estados, que procurem parlamentares e peçam apoio.”, disse Ivanilda Reis, coordenadora-geral da Fasubra.

Regina Souza, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ e a UENF (Sintuperj), avaliou: “Essa reunião é de máxima importância porque nossa Carreira parou. O serviço é feito pelas mãos do servidor, essencial para a população, assim como o princípio essencial da saúde e da educação. Nossas universidades têm hospitais universitários. Então trabalhamos na formação, mas também no atendimento à saúde da população. Nós merecemos reconhecimento. Nós, da UERJ, embora tenhamos nossa carreira, estamos tentando uma reformulação de nosso plano e estamos sempre pedindo a ajuda dos parlamentares federais para que possamos também ser vistos”, comentou.

Roberta Cacciano, coordenadora-geral do Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras dos Institutos Federais do Rio de Janeiro, explicou “O sindicato dos trabalhadores do Instituto Federal, tem se feito presente nessa luta também, em conjunto com os companheiros e companheiras das universidades. Apesar de nós termos aí nossa carreira específica para o caso de docente, que é a carreira EBTT, temos também servidores e servidoras da carreira do magistério superior, mas o grosso do nosso corpo docente entra no Serviço Público Federal através da carreira EBTT e com muita força temos nos organizado aqui junto a nossa base para ampliar, amplificar essa luta pelos direitos, pela reestruturação da carreira dos nossos técnicos-administrativos. “É imprescindível nesse momento que nós, trabalhadores e trabalhadoras dos institutos federais, possamos atuar e lutar de maneira conjunta, em unidade, com os representantes e os companheiros das universidades. A nossa luta pela educação é uma só, em defesa do povo brasileiro. Nós dos sindicatos estamos numa comunicação constante, ocupando as ruas, as redes, fazendo pressão aí nos parlamentares, uma frente importante da nossa luta, que hoje teve um episódio marcante na UFRJ, para garantir esses direitos”.

Maurício Marins, na Coordenação Geral do Sintur, sindicato da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, conta: “Estamos aqui nesse momento tão importante, nesse evento aqui na Universidade Federal do Rio de Janeiro, aqui no Fundão, onde participamos de um ato muito importante, com parlamentares da bancada federal do Rio de Janeiro e alguns assessores. A gente entregou as nossas demandas, as nossas reivindicações que apresentamos para o governo. Eles se inclinaram às nossas demandas e é justamente isso que a gente precisa, de apoio junto ao Congresso, para que possamos ser atendidos com a reestruturação da carreira e com a recomposição salarial que a gente já não tem há bastante tempo”.

CAFÉ DA MANHÃ NA UFRJ reuniu dirigentes sindicais, parlamentares e o reitor Roberto Medronho

 

 

 

 

 

 

 

 

A indignação tomou conta do ato unificado dos servidores públicos federais no Buraco do Lume na tarde desta quinta-feira (22) quando o coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, anunciou que na 3ª reunião da Mesa Específica para discutir o PCCTAE em Brasília o governo não apresentou nenhuma proposta.

Em ato contínuo, trabalhadoras e trabalhadores iniciaram uma marcha até a Cinelândia. “Vamos pegar nossas faixas e ocupar a rua para mostrar nossa insatisfação”, convocou Esteban, dando o tom da manifestação a partir daquele momento.

“Não podemos assistir calados ao fim do serviço público, ao sucateamento das universidades e a desvalorização dos trabalhadores em educação. Estamos aqui unidos para garantir nossos direitos. Nenhum direito a menos”, anunciou o coordenador de Comunicação do Sintufrj, Cícero Rabelo.

A reestruturação da Carreira, tema dessa mesa que o governo frustrou, é fundamental para o futuro dos técnicos-administrativos em educação.

A reunião desse dia 22 no Ministério da Gestão e Inovação (MGI) foi referência para as entidades de servidores convocarem para esta quinta-feira o Dia Nacional de Luta pela Educação. Na UFRJ, a movimentação envolveu panfletagens em unidades hospitalares e manifestação no Consuni (confira na matéria no site).

Na concentração do ato no Buraco do Lume, Esteban Crescente buscou diálogo com a população, explicando os motivos da campanha salarial.

“Alô trabalhadora e trabalhador pegue um panfleto para entender nossas reivindicações. Durante sete anos tivemos perdas de direitos. E nossa campanha é para recuperar direitos. Direitos dos servidores e direitos para a população. É um protesto unificado nacional que busca a valorização dos servidores. Estamos aqui para falar para a população a importância dos serviços público. Sem eles a população, principalmente a mais empobrecida, fica mais prejudicada. Estamos lutando também pela recomposição do orçamento das universidades públicas e por mais investimentos sociais. Precisamos de mais empregos e salários dignos”, anunciou o dirigente do Sintufrj. (FOTOS ELISÂNGELA LEITE)

Outra negociação
Na próxima quarta-feira (28), o Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Federais (Fonasefe), do qual a Fasubra faz parte, o Fórum Nacional de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate) e centrais sindicais se reúnem novamente com o MGI para discutir o reajuste salarial do funcionalismo federal e demais pontos da pauta unificada.