Uma solenidade marcou a celebração dos 130 anos da Biblioteca Carvalho de Mendonça, da Faculdade Nacional de Direito FND). O decano do CCJE, professor Flávio Martins, presidiu a sessão solene e o Sintufrj foi representado pelos coordenadores Maria Lenilva, de Educação, Cultura e Política Sindical, e José Carlos Xavier, de Organização e Política Sindical. O evento teve presença marcante de técnicos administrativos que fazem a engrenagem da rede de bibliotecas da UFRJ funcionar.

COMEMORAÇÃO. Lenilva, toda de verde, e José Carlos, de camisa azul escuro, ao lado de tecnicos administrativos na solenidade de aniversário da biblioteca

Nesta quarta-feira se comemora o  Dia Internacional da Terceira Idade e o Dia Nacional do Idoso no Brasil, um momento especial para reflexão acerca de políticas públicas para essa fatia da população cada vez maior

Até os próximos 45 anos, os brasileiros com mais de 60 anos deverão corresponder a cerca de 37,8% da população do país, ou seja, 75,3 milhões de pessoas idosas. Essa projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alerta que não há muito tempo para o Brasil adaptar suas políticas públicas ao envelhecimento acelerado da população. A Europa pode fazer isso em mais de um século. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil já é a sexta nação com o maior número de idosos no mundo.

Em 2025, o Brasil deve ter cerca de 35 milhões de idosos (60 anos ou mais), o que representa 16% da população, um aumento de 2 milhões em relação a 2023, segundo o IBGE. Essa população mais velha impõe desafios aos sistemas de saúde e previdência, mas também reflete um processo de envelhecimento mais inclusivo e com foco na qualidade de vida. Além disso, há um aumento preocupante na violência contra idosos, com 76,1% dos homens e 74% das mulheres de 80 anos ou mais sendo afetados em 2025, conforme o Atlas da Violência, destaca a Uninter neste 1º de outubro, Dia Internacional e Nacional da Pessoa Idosa.

Experiência de vida, simpatia e acolhimento são alguns dos referenciais dos idosos, pessoas de total importância para a nossa sociedade. Por isso, o desafio é garantir a elas todo o apoio necessário. O envelhecimento populacional é um fenômeno universal. Praticamente todos os países do mundo registram crescimento tanto no tamanho como na proporção de pessoas idosas na população, o que traz grandes impactos para a saúde, apontando para a importância de uma rede de atenção à saúde organizada para a oferta de cuidados longitudinais.

CONFIRA, AGORA, A GALERIA DE FOTOS ESCOLHIDAS PELA COORDENAÇÃO DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS : ANA CÉLIA, MARLI RODRIGES E SELENE VAZ

 

 

 

 

 

Encontro dia dos aposentados.

Atendendo a convocação da direção do Sintufrj, caravaneiros e militantes,  participaram da roda de conversa – nesta sexta-feira, dia 26, no Espaço Cultural, e também de modo virtual -, sobre a histórica caravana da gestão do reitor Horácio Macedo que, com mais de 40 ônibus, mais de 750 pessoas da comunidade universitária, rumou, em 1988 a Brasília em defesa da Autonomia Universitária e ajudou a conquistar a aprovação do artigo 207 na Constituição que garante autonomia para a instituição.

Aquele ano, aliás, foi de integração ativa dos técnicos administrativos nas mobilizações em defesa da participação popular na Constituinte e no Fórum em Defesa da Escola Pública. Junto com estudantes, professores e Reitoria, os trabalhadores ocuparam Brasília. Para resgatar a memória histórica deste período, a direção da entidade organizou a roda de conversa e convidou aqueles que participaram daquele momento histórico a se integrarem neste esforço, com seus depoimentos e arquivos pessoais de fotos, vídeos e outros materiais que por ventura tenham guardado.

O coordenador geral do Sintufrj, Francisco de Assis, que mediou o evento, explicou que a ideia é constituir uma comissão com participação da direção e daqueles que organizaram a caravana para a pesquisa de documento e organização de uma segunda edição da revista “Projeto Memória”, sobre a história de lutas da entidade, desta vez como foco nas caravanas desde a de 1988.  A primeira edição foi coordenada pelos companheiros Djalma Cabral, Arnaldo Bandeira, Manoel Dantas e Elliu dos Santos, estes últimos já falecidos.

Encontro de Caravaneiros

Francisco explicou que a roda de conversa, que contou com depoimentos dos presentes sobre esta e outras caravanas a Brasília importantes na luta dos técnicos administrativos, será a base para a organização de outras iniciativas, além do Projeto Memória. Como um grande Encontro e Caravaneiros, previsto para a última semana de outubro, a Semana do Servidor, que, além de um grande encontro de gerações, será também um evento em homenagem aos 100 anos de Horácio Macedo, e de comemoração aos 40 anos do Jornal do Sintufrj e três anos da Rádio Sintufrj.

E que o evento estava sendo gravado para que fique na memória das futuras gerações.

“É muito importante poder resgatar essa memória dos caravaneiros, uma história de luta que não se deve apagar”, comentou o coordenador de Organização e Política Sindical José Carlos Xavier que disse já estar separando fotos e outras materiais para este resgate histórico.

“O Sindicato tem muita história de luta para que pudéssemos chegar até hoje como uma entidade combativa. Reconstituir essa memória é uma questão de respeito e mostra como foi constituída a nossa história”, apontou Marly Rodrigues, coordenadora de Aposentados e Pensionistas. Maria Lenilva (coordenadora de Educação, Cultura e Formação Sindical), apontou a importância da gestão Horácio Macedo para a constituição do corpo técnico administrativo.

Caravana pode ser chamada contra a reforma

Assis apontou para o fato de que, se for adiante o projeto de lei sobre a Reforma Administrativa no Congresso, os servidores terão que ocupar Brasília.  “A gente precisa estar preparado sempre, inclusive com a participação dos mais jovens que precisa saber desta hist´0oria de luta”.

Depoimentos emocionam

A cada um dos relatos que se seguiu dos antigos caravaneiros, se erguia mais um tijolo no muro das memórias de lutas do Sintufrj: eles contavam de horas intermináveis de viagem nos ônibus antigos da universidade; e de um ou outro que quebrava no longo caminho; noites em barracas e colchonetes, ás vezes sob goteiras da chuva; almoços em quentinhas e banhos improvisados e muitos outros “perrengues” que hoje dão a dimensão da valentia daqueles caravaneiros que, no entanto, em cada chegada à Brasília, enchiam de ânimo e esperança os companheiros que já estavam há semanas compondo os comandos de greve da Fasubra.

Alguns apresentaram fotos e recortes com registros daqueles momentos e em emocionantes depoimentos, os presentes também registraram sua gratidão à gestão de Horácio Macedo no reconhecimento da importância do trabalho do técnico administrativo para a universidade.

Ao fim do encontro, Francisco pediu a todos que sejam multiplicadores da proposta e tragam, para o próximo encontro, mais integrantes das caravanas e suas memórias, para um registro cada vez mais completo desta bonita história.

Fotos: Renan Silva

Caravaneiros ondem (na foto acima, de 1988) e hoje, no Espaço Cultural do Sintufrj

Como não houve votos divergentes, não há possibilidade de recurso ao plenário; proposta é arquivada

POR BRASIL DE FATO

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal rejeitou por unanimidade, nesta quarta-feira (24), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apelidada de “PEC da Blindagem”, aprovada na última semana pela Câmara dos Deputados. A ausência de votos divergentes faz com que a proposta seja imediatamente arquivada, sem a possibilidade de recurso ao plenário.

O arquivamento da matéria ocorre após as mobilizações massivas do último domingo (21), que levaram milhares de pessoas às ruas em todo o país em repúdio ao texto que blinda parlamentares e à tentativa de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado.

O relator da proposta na CCJ, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), indicou a “inconstitucionalidade, injuridicidade e rejeição da proposta”, não sem antes criticar ponto a ponto da PEC em seu relatório.

“A PEC número 3, PEC da Blindagem, também representa um gigantesco passo atrás no tocante à transparência, ao exigir voto secreto para deliberação sobre autorização para que parlamentares sejam processados e para que a casa legislativa resolva sobre os casos de prisão em flagrante”, avaliou. “Se a votação secreta pode ser capaz de afastar determinadas pressões, ao mesmo tempo, ela enfraquece o controle popular sobre seus representantes em violação aos princípios democrático, representativo e republicano, fundamentais cláusulas pétreas da nossa Constituição, do nosso país”, considerou o relator.

Segundo Vieira, já existe prerrogativa constitucional para a suspensão de processos judiciais contra parlamentares diante de abusos do Poder Judiciário. Ele citou o caso do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que teve parte das acusações contra ele suspensa por decisão do parlamento, já que se tratava de supostos crimes cometidos quando o deputado já havia sido diplomado.

“Há pouquíssimos dias, a casa vizinha suspendeu parcialmente o processo, os processos referentes ao deputado federal Alexandre Ramagem. O deputado federal Alexandre Ramagem teve os processos referentes a atos praticados por ele após a sua diplomação suspensos por decisão da casa legislativa respectiva, que é a Câmara dos Deputados”, apontou.

Por outro lado, descartou que determinadas declarações de parlamentares sejam objeto de imunidade, sempre e quando firam direitos de outros. Ele citou o caso das queixas-crimes apresentadas pela então deputada federal e hoje ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo, Gleisi Hoffmann, contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que usou palavras de baixo calão e chegou a chamá-la de “prostituta”.

“Com todo respeito, me parece absolutamente impossível atrelar tais agressões ao legítimo exercício do mandato parlamentar”, disse o senador.

“Com isso tudo, observa que o objetivo real da PEC, da blindagem é proteger autores de crimes graves, como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de entorpecentes e infiltração cada vez mais na atividade de milícias e facções no nosso país. Isso configura um absolutamente claro desvio de finalidade e, por consequência, uma absoluta inconstitucionalidade chapada”, avaliou o relator, que parafraseou Guimarães Rosa ao final de seu voto. “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim. Ela esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que a vida quer da gente é coragem”.

“Vossa Excelência teve a coragem cívica de pautar com a urgência devida essa matéria absurda”, disse Vieira, dirigindo-se ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA). “E eu confio que o plenário da comissão também terá coragem de rejeitar a PEC da blindagem, virando essa página triste do nosso legislativo e homenageando a nítida vontade popular brasileira que clama por mais justiça”, finalizou.

Bolsonaristas envergonhados… até a segunda página

O senador bolsonarista Jorge Seif (PL-SC) chegou a apresentar um voto em separado, ou seja, uma proposta alternativa ao relatório de Vieira, mas o retirou logo em seguida. O Partido Liberal deu 100% dos votos de sua bancada na Câmara à PEC da Blindagem. Durante a votação, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou a dizer que queria “ser blindado”.

Seif reconheceu a rejeição popular à proposta. “Nós precisamos ouvir a voz das ruas”, disse o senador.

Quem também votou por encerrar a tramitação da matéria foi o senador Sérgio Moro (União-PR), que defendeu a proteção parlamentar para crimes contra a honra, como o caso do deputado Gayer, mencionado por Vieira.

“Nesse projeto, eu apresentei junto com vários pares uma emenda cujo objetivo era muito claro: reduzir a abrangência da proteção apenas para crimes contra a honra”, afirmou Moro. “Penso que poderíamos avançar, mas o relator não acolheu, não vou insistir na PEC nesse momento”, disse o ex-juiz, que foi logo respondido pelo petista Fabiano Contarato (PT-ES).

“Meu pai, motorista de ônibus, minha mãe, semialfabetizada, me deram educação. Eu estou falando isso porque quando eu vejo o parlamentar defendendo imunidade parlamentar para quem pratica crime… a liberdade de expressão não pode ser utilizada para prática de crime. É simples assim”, disse o senador.

‘Máscaras caíram’

O senador e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) Humberto Costa (PE) não deixou a contradição da extrema direita passar imune a críticas. Segundo ele, não fossem as multitudinárias mobilizações do último domingo (21), os bolsonaristas, aliados ao Centrão, teriam seguido na empreitada da blindagem.

“Depois daquelas enormes manifestações do último domingo e de pesquisas que mostraram que mais de 80% da população é contra essa proposta, a mim parece e é claro que a máscara caiu. Obviamente as pessoas tiveram essa chance de mudar de opinião, mas é claro que a extrema direita desse país patrocinou essa proposta”, disse o senador.

SENADOR OTTO ALENCAR (PSD-BA), presidente da CCJ. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

Para informações precisas e confiáveis sobre a Ação Judicial dos 28,86%, façam contato com o escritório Cassel Ruzzarin.

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  • Caso prefiram atendimento presencial, procure a sede do Sintufrj, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, com a Dra. Marcela.

 

 

 

 

 

 

Esta assembleia, que foi iniciada com um minuto de silêncio, foi dedicada à memória do companheiro diretor do Sintuff Pedro Rosa, que faleceu na segunda-feira, 22 de setembro

A maioria dos técnicos-administrativos em educação presentes na  assembleia simultânea do Sintufrj na Cidade Universitária, Praia Vermelha e Macaé avaliou que ainda não era o momento para aprovar indicativo de greve a partir do final do mês de outubro — embora motivos não faltassem para a deflagração do movimento grevista, nos moldes de 2024.

O ponto convergente na assembleia, e que pautou o Plano de Lutas aprovado, foi a urgência de se intensificar efetivamente a mobilização nas bases.

Essas deliberações foram enviadas à Fasubra em resposta às três perguntas formuladas pela entidade para nortear a tomada de decisão da categoria nacionalmente, na rodada de assembleias que deve ocorrer de 15 a 26 de setembro.

Respostas às perguntas da Fasubra

  • A assembleia geral da entidade de base avalia que existe mobilização suficiente na instituição de ensino em que atua para deflagrar greve a partir de outubro de 2025?

Posicionamento da assembleia: Foram realizadas mais de 13 reuniões por local de trabalho e na segunda assembleia no mesmo mês, a maioria das falas apontou preocupação com a Reforma Administrativa, o reajuste de 2026 e o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). Mas nenhuma das reuniões de base fez a defesa da greve. A maior preocupação tem sido com o pagamento dos honorários de sucumbência relativos às ações judiciais.

  • A assembleia geral da entidade de base avalia que pertinente a deflagração de uma greve nacional da Fasubra com o objetivo de demandar do governo federal os pontos do acordo de greve de 2024 ainda não cumpridos e derrotar a Reforma Administrativa, ainda que sem a indicação, neste momento, de deflagração de greve pelas entidades nacionais do serviço público?

Posicionamento da assembleia: A Fasubra, historicamente, consegue deflagrar greves independentes das demais organizações. Mas, o mapeamento da última Plenária da Fasubra divulgado no Informe de Direção (ID) 24/09, apresenta o quadro de rejeição das bases. E a assembleia da categoria, no dia 23 de setembro, confirmou essa posição.

  • Além do importante instrumento de greve, assembleia geral da entidade de base sugere outras ações que possam ajudar de forma efetiva no processo de luta pelo cumprimento de todos os itens do acordo de greve de 2024 e contra a proposta de Reforma Administrativa discutida no Congresso Nacional?

Posicionamento da assembleia: Manutenção do estado de greve, mobilização, reforçar a campanha unificada dos SPFs para que cada sindicato adote pelo menos um parlamentar para fazer o escracho nos que votaram na PEC da bandidagem e da anistia para golpistas e organizar atos na casa do relator (da PEC) Pedro Paulo e na UFRJ pelo não pagamento de sucumbências judiciais, aplicação de regra de transição para os aposentados e demais servidores.

Plano de Lutas   

. Mobilização em frente à casa do relator Pedro Paulo e cartazes e faixas indicando o vínculo dele à votação da PEC da bandidagem e da anistia para os golpistas.

. Caravana a Brasília quando o GT pautar no Congresso Nacional a Reforma Administrativa.

. Realizar protesto na Cidade Universitária cobrando da UFRJ atuação contra a injusta cobrança de honorários de sucumbência nas decisões judiciais. A direção do Sintufrj irá indicar a data e o horário.

. Mesmo sem definição do documento final da Reforma Administrativa, publicar no Jornal do Sintufrj e nas redes sociais da entidade, os pontos previstos principais que acarretarão prejuízos para a categoria dos técnicos-administrativos em educação.

. Organizar ato na Cidade Universitária contra o assédio moral que cresce na universidade.

. Repúdio à perseguição política nos setores de trabalho aos companheiros e companheiras militantes, como tem ocorrido na Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) e no setor de Relações Internacionais. Situação que revela a atitude antissindicalíssimo da Pró-Reitoria de Pessoal e contra a Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS).

. Panfletagem nos setores de trabalho sobre a Reforma Administrativa.

. Procurar os parlamentares de esquerda nas Câmara Municipal e Assembleia Legislativa para realização de audiências publicas sobre a Reforma Administrativa.

O calendário para a realização dessas ações será definido pelo sindicato.

VOTAÇÃO NO AUDITÓRIO DO CT em um dos momentos da assembleia que avaliou o indicativo de greve (FOTOS RENAN SILVA)

 

✍🏾A Direção do SINTUFRJ convida os integrantes da categoria que participaram da 🚌 caravana da Gestão do Reitor Horácio Macedo para essa RODA DE CONVERSA com objetivo de resgatar a 🧠memória histórica por meio de 📸fotos, 🎥vídeos etc.

DATA: 26/09 (6a feira) as 10h

LOCAL: Presencial na Sala de reunião – Sede do SINTUFRJ

HÍBRIDA na Sala virtual com link a ser enviado aos que confirmarem presença no email ou whatsapp

⁉️ Você participou, conhece alguém que esteve nesta importante caravana?

🤝Compartilha e pede para confirmar presença enviando mensagem para o e-mail assessoria@sintufrj.org.br ou pelo whatsapp (21)99781-2627

SINTUFRJ
Gestão 2025/2028

Num discurso para a história, aplaudido em diversos momentos, Lula abriu a 80ª  Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, 23, em Nova York, denunciando que atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra.

Em um discurso de pouco mais de cinco minutos foi aplaudido cinco vezes, entre as quais, quando sustentou a soberania do Brasil

“Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. (…) A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, disse ele, apontando que essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias.

Lula apontou que, pela primeira vez em 525 anos de história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito num processo minucioso com direito a ampla defesa. “Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”.

Além das críticas a autocratas, muitas vezes em clara referência a Trump, sem citá-lo, Lula também tocou em diversos outros temas sensíveis para a geopolítica internacional. “Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”, disse ele.

Guerra contra a pobreza

Lula abordou também a crise climática, do que, segundo ele, bombas e armas nucleares não vão nos proteger,: “O ano de 2024 foi o mais quente já registrado.

A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta”..

Sobre a fome, ponderou: “A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome neste ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas. Cerca de 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra de que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza”.

E a regulação das redes digitais que, segundo ele, têm sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia e desinformação. “A internet não pode ser uma “terra sem lei”. Cabe ao poder público proteger os mais vulneráveis. Regular não é restringir a liberdade de expressão. É garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim no ambiente virtual. Ataques à regulação servem para encobrir interesses escusos e dar guarida a crimes, como fraudes, tráfico de pessoas, pedofilia e investidas contra a democracia”.

Trump faz discurso de autopromoção, critica o Brasil mas convida Lula para reunião

O discurso de Lula – endossado pelos aplausos efusivos de representantes de dezenas de países – foi seguido do de Trump. Logo após as críticas severas de Lula, que conclamou o mundo a resistir a autocratas, o discurso de Trump foi centrado em suas próprias realizações, ataque a imigrantes, a energias renováveis e à ONU.

Entre um e outro, ambos se esbarraram no plenário, quando Trump  se dirigiu a Lula sugerindo um encontro na próxima semana.

Surpreendendo ainda mais, quando disse que, por cerca de 39 segundos, teve “uma excelente química. Ele me pareceu um homem muito agradável. Eu gostei dele, e só faço negócios com pessoas de quem gosto”.

Isso depois das sanções que impôs ao país, como tarifas de 50% a produtos brasileiros exportados aos americanos mencionando entre as causas o processo criminal por tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro. No discurso ele justificou com dados inverídicos como o fato do Brasil usar tarifas injustas contra os Estados Unidos. Só que o Brasil coleciona déficits na relação comercial com os Estados Unidos.

Mas, os bolsonaristas devem estar a arrancar cabelos diante do aceno de Trump para uma reunião diretamente com Lula. Quem sabe uma porta aberta para se discutir seriamente relações comerciais e dirimir sua confusão com retaliação política para garantir a impunidade de Bolsonaro.

Brasil deu recado a candidatos a autocratas

Leia aqui a íntegra do Discurso do presidente Lula na abertura do Debate Geral da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas

O Sintufrj lamenta a morte de Pedro Rosa, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF e militante da Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST.

Pedro era um reconhecido militante das lutas populares e sindicais.

Estimamos força aos familiares, amigos e companheiros de organização.

O último ato de Pedro Rosa, a sua luta continua!

TEXTO DO SINTUFF – O sindicato dos técnicos administrativos da UFF

O domingo foi ensolarado e radiante. No horizonte, manifestações em todo o país contra a anistia aos golpistas e a PEC da Blindagem. Pedro Rosa estava entusiasmado. A orla de Copacabana foi tomada por um mar de pessoas. E lá estava ele… Como esteve ao lado dos metalúrgicos, dos garis, dos bombeiros, dos professores, dos estudantes, enveredado em manifestações e greves por toda a sua vida. Ele também era apaixonado pelas manifestações artísticas, como o bom carimbó de sua terrinha amada. Obviamente que seu último ato, além de luta, tinha música da melhor qualidade, com Caetano, Gil, Chico, Paulinho Viola, Djavan e tantos outros. Como Pedro não se faria presente num dia histórico como esse?

Com este mesmo vigor, Pedro Rosa lutou e defendeu os direitos de seus pares no serviço público. Pelejava pelas demandas mais específicas de um único trabalhador e pelas pautas de sua categoria com a mesma energia que se entregava às lutas mais relevantes de toda a classe trabalhadora.
Inquieto é a palavra que mais define Pedro Rosa. Sempre esperançado, sempre otimista de que a maré podia virar a nosso favor. Depois de algum tempo adormecidos de grandes atos de rua, os movimentos sociais, sindical, estudantil e popular voltaram às ruas. Fica um sentimento que depois de tanta luta pela vida, Pedro estava esperando por algo grandioso antes de partir e descansar.
Sim, é doloroso escrever sobre sua partida. Aqui o jornalista e o amigo são indissociáveis. Não há como escrever essas palavras, sem lembrar que Pedro era teimoso, mas também era doce, generoso e de moral inquebrantável. A teimosia de quem não desiste de mudar mundo. A ternura de quem sonha com um mundo melhor.
Pedro amava seus aposentados e pensionistas, se tornou um filho para tantas senhoras e senhores que viam naquele jovem um brilho sereno de quem os defendia incondicionalmente. Nunca foi apenas dever de ofício de sindicalista. Sempre foi muito amor envolvido. Amor pelas pessoas, pelos mais velhos, dos quais ele extraía muita sabedoria.
No sindicato, na UFF, na militância e na vida, marcou muita gente feito tatuagem, inclusive a de quem escreve o texto. Não vamos viver em mundo sem Pedro Rosa, simplesmente porque a marca que ele deixou é muito forte para desaparecer, apesar de sua ausência física. Ele que foi, sim, o mais relevante dirigente sindical da UFF neste século.
Quando Pedro partiu, nesta segunda-feira, o tempo fechou e caiu a chuva forte. Pedro era energia de um dia ensolarado. Os céus sinalizaram luto e a água desceu como pranto, assim como as lágrimas escorreram dos nossos olhos com a notícia. VIVA PEDRO ROSA! A sua luta continua, meu amigo!

As manifestações contra o projeto de anistia para aqueles que foram condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado e contra a PEC da Blindagem ganharam diversas cidades brasileiras neste domingo, dia 2.

Segundo a Agência Brasil, houve atos em 33 cidades, incluindo as 27 capitais.

Convocados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligados ao PSOL, PT e movimentos populares, as manifestações contaram com a presença de sindicatos, grupos estudantis, artistas e movimentos sociais, como MST e MTST, além de outros partidos de esquerda e centro-esquerda.

Era a esquerda e muito mais

Embora veículos de mídia convencional classifiquem o ato como “da esquerda”, o que se viu foi a esquerda e muito mais: foi sociedade nas ruas – de matizes políticas diversas, gente do campo progressista, gente com ou sem partido, jovens, idosos, famílias, crianças –, a se manifestar contra a desfaçatez do Congresso inimigo do povo. Que ignora solenemente pautas importantes para a população, enquanto aprova medidas de seu exclusivo interesse e para sua própria vantagem.

Embora os veículos de imprensa comercial tentem minimizar o impacto de tamanha reação – com suas contas técnicas da quantidade de pessoas em cada ato – uma multidão indignada com a bandalha que se trama em acordos espúrios no Congresso, tomou as ruas mobilizada em apenas três dias.

Tentam minimizar porque o ato reascendeu a chama, perigosa para a direita, da mobilização, do clamor popular, lembrando movimentos históricos no país em que o povo foi para as ruas, como as “Diretas já” e os “Cara pintadas” e mudou os rumos da história. E começou assim.

Vídeo e foto: Renan Silva

 

Como foi

No Rio de Janeiro, o ato que reuniu milhares no posto seis, ganhou o reforço de um time da pesada, num encontro também histórico, de  artistas do calibre de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Lenine, Djavan, Maria Gadú, entre tantos outros, que emocionaram o público com sucessos como Como Nossos Pais, Cálice, Brasil, Podres Poderes, Um índio, Alegria, Alegria, Ideologia, e Vou Festejar, entre outros.

A Agência Brasil registrou assim, nos demais pontos do país:

Cerca de 42,4 mil pessoas se reuniram na avenida Paulista, na região central de São Paulo.

Em Salvador (BA), milhares de pessoas se concentraram no bairro da Barra, na beira da praia, onde a cantora Daniela Mercury se apresentou para o público. “Bandidagem não é com a gente”, disse a artista baiana.

O ato contou ainda com o ator Wagner Moura, que também cantou, além de elogiar o julgamento da trama golpista que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

Em Belo Horizonte (MG), uma multidão ocupou as ruas do centro da cidade, em concentração na Praça Raul Soares, com gritos de “sem anistia para golpistas”. O ato também contou com apresentação de artistas, entre elas, a cantora Fernanda Takai, da banda Pato Fu.

Em Recife (PE), o ato começou por volta das 14h, na Rua da Aurora, no centro da capital pernambucana, com o desfile do bloco de frevo Eu Acho é Pouco, com uma das mais tradicionais orquestras do carnaval de Olinda. Grupos de maracatu também marcam presença no ato.

A capital paraibana João Pessoa (PB) também fez um protesto nesse domingo, com gritos de “Fora, Hugo Motta”, que é um deputado federal paraibano e preside a Câmara dos Deputados. O parlamentar foi um dos principais alvos dos protestos pelo seu papel de pautar a votação que aprovou a PEC da Blindagem na Casa.

Também foram registrados atos em Belém (PA); Teresina (PI); Natal (RN); Fortaleza (CE); Porto Alegre (RS); Florianópolis (SC); Brasília (DF).

O que é

PEC da Blindagem

O pacote empurrado goela abaixo do povo pelos deputados, na semana passada – “anistia + blindagem” – dá uma forte dica aos eleitores (que em 2026 voltam as urnas), do que é o centrão, a direita e a extrema-direita no parlamento brasileiro.

 A chamada PEC da Blindagem, texto aprovado semana passada por ampla maioria, estabelece que deputados e senadores só podem ser processados criminalmente se a Câmara ou o Senado autorizarem a abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 90 dias após a apresentação da denúncia por qualquer tipo de crime. Mesmo em caso de crimes inafiançáveis, como homicídio e estupro, também precisam de autorização da Casa do parlamentar em até 24 horas, também por votação secreta.

Anistia aos golpistas

Deputados querem também a aprovação de um Projeto de Lei que dê anistia aos que foram condenados pelo STF envolvidos na tentativa golpe de 8 de janeiro de 2023, inclusive Bolsonaro, condenado há mais de 27 anos de prisão.

Ato de multidões expõe Congresso Inimigo do Povo

Os atos contra a PEC da bandidagem e do PL da anistia, que deixaram evidente o ânimo da população contra os desmandos do Congresso, puseram um freio na sanha da direita e bolsonaristas. Alguns até reconhecem um tiro no pé ao irem com tanta sede ao pote.

Se no Senado já se via resistência à PEC da blindagem, agora, com a resposta inequívoca do povo nas ruas, as chances de esta ser aprovada vão evaporando, afetando também o projeto de anistia a Bolsonaro. Além disso, o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) declarou que os protestos demonstram que “é momento de tirar da frente estas pautas tóxicas”.

Veja a apresentação dos artistas e trechos do ato nos vídeos a seguir

 

 

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